Daily Archives: 2012/01/12

Apesar da intenção do BCE, os Bancos não estão a cumprir o seu papel

“O BCE foi obrigado a criar linhas de injecção de liquidez a 3 anos para tentar tapar o buraco do financiamento da economia europeia. (…) No primeiro de três leilões, teve uma procura de quase 500 mil milhões. Em Frankfurt espera-se que este dinheiro possa servir de almofada para os bancos ultrapassarem este período turbulento mas também para ser usado a comprar dívida, o que ajudaria a pressão sobre os governos. Mas, para já, os bancos continuam assustados e optaram por colocar a maior parte dessa liquidez em depósitos no BCE a uma taxa de juro mais baixa do que a que terão que pagar ao banco central.”
Expresso, 30 dezembro 2011

Em suma, a Banca (não somente a Banca lusa, mas a Banca europeia) não está a cumprir o seu dever que é o de financiar a economia real e, sobretudo, o setor produtivo. Se o BCE lança uma linha de injecção de liquidez na economia e se a Banca prefere pegar nesse dinheiro (que compra a um custo simbólico) e depositá-lo de volta no BCE então estamos perante um setor bancário que não é util à economia real (a que gera Produto e Emprego), mas que pelo contrário lhe é parasitária e perniciosa.

Se a Banca está contra a economia real então é chegada a altura de colocar todas as opções sobre a mesa e escolher – sem medos nem prisões dogmáticas – a melhor saída para a grave crise económica em que estamos mergulhados.

A meu ver, ou a Banca é forçada pela via da regulação e da legislação a colocar na economia real algum desse capital que está a conservar para si e a distribuir em dividendos aos seus accionistas ou há duas opções: a nacionalização parcial do setor, dando ao Estado a total ou parcial opção de controlo ou a divisão dos Bancos atuais em Bancos atuais, separando desde logo Banca de Investimento de Banca de Retalho e aproximando esses Bancos divididos da realidade local e municipal, aquela onde estão as empresas que geram riqueza e emprego.

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António Sérgio: “Quem tem o amor da independência, não o tem somente em relação a A, ou a B, ou a C: revela-se sempre e em relação a tudo”

António Sérgio (http://paginas.fe.up.pt)

António Sérgio (http://paginas.fe.up.pt)

“Quem tem o amor da independência, não o tem somente em relação a A, ou a B, ou a C: revela-se sempre e em relação a tudo. O mesmo espírito de liberdade, que com o estrangeiro se manifesta,  revela-se com o Governo do nosso país. Aquela forma de mentalidade que conferiu aos habitantes das montanhas suíças a sua difícil independência em relação às gentes que os circundavam – foi a que determinou nesse mesmo povo a sua índole republicana: e do mesmo modo, certas propensões dos Portugueses, de que resultou a independência em relação à Espanha – são as que mantêm na nossa história, aflorando em crises, a persistente aspiração para as liberdades populares.”

António Sergio
Agatão Lança
Bernardino Machado

No seu mais profundo ser, o português é um liberal. Não gosta do jugo dos tiranos (republicanos ou monárquicos) e tem ainda mais repulsa pela opressão estrangeira. Logrou obter esse milagre único na Península (mercê do seu génio político) de persistir livre numa Península que com o curso dos séculos se haveria de deixar esmagar sobre o jugo centripetista de Castela. Ciosos das suas liberdades concelhias, os Portugueses da Idade Media conseguiram liberdades e uma grande autonomia que começou a ser apenas seriamente castrada após as Ordenações Manuelinas.

Amante da sua terra, como poucos, o Português medievo (o único que foi realmente “Português”) fez do Descentralismo Municipalista um dos rasgos originais do país. Esse é Portugal que urge recuperar nesta hora de grande perigo para a Nação. Uma hora em que as elites políticas parecem cada vez mais submissas a uma eurocracia brulexense não eleita e anti-democrática até ao seu mais fundo tutano.

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