
BCE (http://img.rtp.pt)
“O BCE foi obrigado a criar linhas de injecção de liquidez a 3 anos para tentar tapar o buraco do financiamento da economia europeia. (…) No primeiro de três leilões, teve uma procura de quase 500 mil milhões. Em Frankfurt espera-se que este dinheiro possa servir de almofada para os bancos ultrapassarem este período turbulento mas também para ser usado a comprar dívida, o que ajudaria a pressão sobre os governos. Mas, para já, os bancos continuam assustados e optaram por colocar a maior parte dessa liquidez em depósitos no BCE a uma taxa de juro mais baixa do que a que terão que pagar ao banco central.”
Expresso, 30 dezembro 2011
Em suma, a Banca (não somente a Banca lusa, mas a Banca europeia) não está a cumprir o seu dever que é o de financiar a economia real e, sobretudo, o setor produtivo. Se o BCE lança uma linha de injecção de liquidez na economia e se a Banca prefere pegar nesse dinheiro (que compra a um custo simbólico) e depositá-lo de volta no BCE então estamos perante um setor bancário que não é util à economia real (a que gera Produto e Emprego), mas que pelo contrário lhe é parasitária e perniciosa.
Se a Banca está contra a economia real então é chegada a altura de colocar todas as opções sobre a mesa e escolher – sem medos nem prisões dogmáticas – a melhor saída para a grave crise económica em que estamos mergulhados.
A meu ver, ou a Banca é forçada pela via da regulação e da legislação a colocar na economia real algum desse capital que está a conservar para si e a distribuir em dividendos aos seus accionistas ou há duas opções: a nacionalização parcial do setor, dando ao Estado a total ou parcial opção de controlo ou a divisão dos Bancos atuais em Bancos atuais, separando desde logo Banca de Investimento de Banca de Retalho e aproximando esses Bancos divididos da realidade local e municipal, aquela onde estão as empresas que geram riqueza e emprego.
















Comentários recentes