Pela sua natural liquidez, a moeda simplifica as transações. Mas ao deterem moeda, os seus utilizadores estão sujeitos aos chamados “custos de oportunidade” uma vez que perdem a taxa de juro positiva que os ativos alternativos rendem. Desta forma, a expetativa de um nível mais elevado de inflação e de uma taxa de juro nominal mais elevada produz um efeito negativo na procura de moeda.
Por exemplo, se a taxa de juro de curto prazo paga sobre os depósitos bancários é de apenas 2 por cento, possuir mil euros leva a perder 20 euros por ano. A taxa de juro das oportunidades de investimento alternativas é o custo de oportunidade da detenção de notas.
Mas se numa inflação alta, as taxas de juro nominais aumentam e o juro bancário é de 10 por cento, os mesmos mil euros correspondem a dois euros por semana. Assim, quanto maior for a taxa de juro, maior a procura por notas e por isso é que a procura de moeda é elástica em relação à taxa de juro.















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