
http://www.museu-emigrantes.org
“Embora a partir de 1993 se tenha dado a inversão do sinal do saldo migratório (passou a positivo), Portugal continua a ser um país de emigrantes. Entre 1993 e 2003, estima-se que tenham emigrado aproximadamente 300 mil pessoas (uma média de cerca de 27 mil pessoas por ano).”
Portugal: Os Números
Maria João Valente Rosa e Paulo Chitas
Estes números subiram de forma muito notável nos últimos anos. O facto de termos tornado a ter um numero de saídas superior ao de entradas nos últimos anos indica desde logo que houve um retrocesso das condições de vida e, sobretudo, da empregabilidade em Portugal. Sinal disso mesmo é, aliás também o discurso cada vez mais repetido e institucionalizado por parte do atual governo PS-PSD de apelo à emigração (como forma de reduzir os números do desemprego, presume-se).
A emigração tornou a ser comum, é novamente uma solução para muitos cidadãos portugueses e especialmente para os mais jovens e/ou melhor qualificados. O Estado, as famílias dispendem autenticas fortunas na formação destes jovens que, depois, o próprio Estado encoraja a emigrar, esvaziando o pais e tornando ainda mais deficitária a nossa demografia. Portugal é um país que desaparece e se desertifica… E em lugar de se procurar inverter o processo, apela-se à emigração. Este é o Portugal de hoje.

















A Pátria-Mãe p’ra mim madrasta,
empurrou-me p’rà emigração.
Maldita seja a Governação,
que Portugal p’rà miséria arrasta.
Ora bem!
Ou melhor: Ora mal!