Uma política orçamental expansionista quer através de uma descida de impostos, quer pela via de um aumento da despesa pública provoca um aumento da despesa agregada, que conduz a um aumento do produto. Assim se produz também um crescimento do rendimento e dos impostos cobrados sobre este. Com o conhecido efeito multiplicador da despesa agregada ocorrerá um impacto final no rendimento agregado que é proporcional ao choque inicial produzido pelo aumento da despesa publica ou da descida de impostos. A grande questão está assim em saber se tal compensa a deterioração inicial do saldo orçamental com o aumento da coleta de impostos que decorre do incremento da atividade económica.
O efeito multiplicador está confirmado empiricamente e segundo um estudo do “Grupo da Boavista” corresponde atualmente na economia portuguesa a 1.56. Isto significa que por cada Euro que o Estado investe na economia, o rendimento agregado aumenta 1.56 após esgotado este efeito multiplicador.
















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