
CPLP (www.raiadiplomatica.com)
Em termos muito breves e aferindo apenas a situação atual: para lado nenhum. Instituição profundamente institucionalizada e artrítica, a CPLP tornou-se numa espécie de prateleira para diplomatas lusófonos em fim de carreira, esvaziada de orçamento, amplitude de ação ou largueza de espírito. Dizem-nos – desde logo, a partir do interior da CPLP – que aquilo que a CPLP é, confere exatamente aquilo que os políticos que todos nós – cidadãos lusófonos – elegemos querem que seja. É verdade. Se os governos democráticos dos Estados membros da CPLP fossem pressionados pelos seus cidadãos a concederem à comunidade um novo fôlego, esta haveria de despertar da sua dormência e encontrar a energia bastante para evoluir até aquilo que no MIL: Movimento Internacional Lusófono almejamos: a sua transmutação numa verdadeira Comunidade Lusófona ou União Lusófona.
Mas este alavancar da ascensão da CPLP até um novo patamar só pode acontecer por um acto de cidadania lusófona coletiva: aqueles que acreditam (e são quase todos) que a CPLP é hoje ainda uma potencia por realizar devem passar à ação e à palavra e pressionarem os seus eleitos, agirem junto das suas comunidades locais, familiares e de amigos, participarem em associações pró-lusófonas, militarem em partidos políticos e formarem aqui núcleos pró-lusófonos que levem os políticos a agirem, e a levarem a CPLP a um novo nível. E esse não é o dever dos políticos. É o dos cidadãos que somos todos nós. Os políticos esses, são como cata-ventos… Apoiaram sempre a banda para onde o vento lhes parecer mais forte: onde a banda europeia, amanhã… A banda lusófona?

















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