
Alain de Benoist (www.statopotenza.eu)
“Uma sondagem tornada pública em junho de 2011 por economistas reunidos sob a égide do “Manifesto para um Debate sobre a Livre Troca” revelou que uma vasta maioria dos franceses são desde logo favoráveis ao proteccionismo e perfeitamente conscientes dos “efeitos negativos” da mundialização. Mais de 0% destes acham que a abertura das fronteiras não teve senão consequências negativas sobre o emprego (84%), sobre o nível dos salários (78%) e sobre os défices públicos (73%). 65% declaram-se abertamente favoráveis a uma subida das taxas aduaneiras e isto qualquer que seja a sua cor política.”
O Ano de 2012 será terrível! Dívida Pública: Como os Estados se tornaram prisioneiros dos Bancos
Alain de Benoist
Finis Mundi, número 3
Acabou. Esse mundo absolutamente globalizado e comercialmente desregulado caminha hoje a passos largos para o seu fim. Os primeiros a aperceberem-se disso foram os chineses que fingiram embarcar nas regras da globalização comercial apenas para dela lucrarem, darem muito pouco em troca dela, usando os interesses egoístas e imorais das grandes corporações multinacionais a seu favor. Se EUA, Brasil e outros reerguem hoje as barreiras alfandegários e os diversos mecanismos proteccionistas que demoliram na década de 90, a China, não precisou de o fazer, porque simplesmente já protegia suficientemente a sua economia, com uma moeda subvalorizada, dificuldades varias às importações estrangeiras e toda uma série de dumpings (fiscais, ambientais e laborais).
O tempo da globalização comercial em que se pressupunha que todos os agentes comerciais internacionais agiam de boa fé e abriam as fronteiras uns aos outros acabou. Simplesmente, o mundo tornou-se demasiado desiquilibrado, com todas as fábricas do planeta a serem deslocalizadas para a China e com o Ocidente a endividar-se para além de todo o limite racional para compensar (provisoriamente…) essa desindustrialização radical e despertar para a necessidade do regresso ao setor produtivo, à produção industrial e agrícola como forma de gerar riqueza sustentável e emprego. As tercializações de economias revelaram-se um rotundo fracasso e provaram serem incapazes de compensar as perdas de centenas de milhões de empregos perdidos nos setores fabris. O mundo começa a despertar para a necessidade de se reindustrializar, num refluxo que somente agora se começa a tornar inevitável… Mas agora – com a crise da divida europeia – escasseia o Capital que é necessário para reindustrializar o Ocidente…

















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