“Com a perda de interesse dos EUA no eixo atlântico, parece despertar com muito interesse para Portugal, o triângulo atlântico Portugal-Angola-Brasil, sendo de desejar o aumento da cooperação militar entre estes três países, bem como a cooperação tecnológica militar entre Brasil e Portugal.”
Portugal, Uma Análise do Poder
João Franco
Finis Mundi, número 3
É sobre o triângulo estratégico lusófono Portugal-Angola-Brasil que a União Lusófona tem que se fundar. Com estes três pontos de apoio, em três continentes, em posições estratégicas privilegiadas, a União Lusófona terá assegurada a base territorial essencial para se afirmar enquanto potencia pluricontinental de escala mundial. Angola desenvolve-se a um ritmo muito intenso, e o mesmo sucede com o Brasil. Ao ritmo atual, e tendo em conta a necessária “cura de emagrecimento” que Portugal terá que enfrentar nas próximas duas décadas, não faltará muito para que as economias dos três países alcancem níveis muito semelhantes. Esta aproximação de níveis económicos, vai facilitar a integração cruzada das três economias e criar condições para um aprofundamento relacional sem precedentes.
Mas para que tal aproximação se possa aprofundar, há que vencer alguns complexos africanos (justos) com a colonização e dispensar de vez a bloqueante “culpa do Homem Branco” que ainda mácula as relações de muitos portugueses com os povos lusófonos africanos… Com o Brasil, esses complexos não existem, mas existe um grande nível de desconhecimento mútuo, fruto de décadas de costas voltadas, que ainda vai exigir muito esforço antes de ser vencido.
















CARO QUINTUS
ESTA HORRIVEL LER QUALQUER COISA NO TEU BLOGUE, MUDA A IMAGEM DE FUNDO POR FAVOR
UM ABRAÇO
RAMIRO
Sugestao seguida!
Fundo limpo, neste momento…
“Com a perda de interesse dos EUA no eixo atlântico…”
É um imenso erro que os EUA comentem.
“…parece despertar com muito interesse para Portugal, o triângulo atlântico Portugal-Angola-Brasil…”
Já Portugal age corretamente em ter interesse também pelos países além-mar. Em especial com os que têm o português como língua materna.
“É sobre o triângulo estratégico lusófono Portugal-Angola-Brasil que a União Lusófona tem que se fundar.”
Sim! A UL só será possível com a participação de pelo menos esses três. Eu imagino que Moçambique, Guiné Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe viriam com o tempo. Mas, a Geoaliança Lusófona deve ser formada com paciência, com calma, gradualmente, sem pressa. Devemos considerar que os países africanos estão a menos de quatro décadas independentes, e o Timor desde 2002. Você não concorda que o mega-bloco devia começar entre Brasil e Portugal? E acima de tudo, a população de cada país deve ser consultada em referendo.
Sem duvida: desde logo porque sao os dois paises mais desenvolvidos e com democracias mais amadurecidas… Os demais (com Angola à cabeça) seriam inevitavelmente atraidos por esta recuperacao do “reino duplo” novecentista.
E defendo tambem o Referendo… Alias, acho absolutamente incrivel (e doentio) que em Portugal a presenca na CEE/UE nunca tenha sido alvo de um referendo… Ainda que esta curiosa omissao diga muito da forma como esta “europa” nos foi imposta de fora e nao de dentro.