“O ano de 1937 ficou batizado, durante a Grande Depressão do inicio do século passado, como o do double-dip, ou recaída na recessão. O australiano Bill Lucas acha que pode repetir-se o mesmo padrão de então. Ele adiante que os desequilíbrios mundiais entre países excedentários e deficitários estão a avolumar-se e que a “paz” atual pode romper-se de um momento para o outro.”
Expresso, 30 de dezembro de 2011
Há cada vez mais sinais de que a Recessão de 2008 não só não ficou resolvida, como persiste, tendo mudado apenas de forma e migrado do crédito mal-parado (e pior concedido) do imobiliário para a divida soberana. De facto, a primeira Bolha não foi a Imobiliária (do Subprime), mas a das .Com, daqui, o Capital fluiu – em pânico – para o setor imobiliário, e quando este deu sinais de excessos, saltou logo de seguida para as Dividas Soberanas. Agora, flui em massas para as economias emergentes e para commodities como Ouro e algumas matérias-primas.
De Bolha em Bolha adia-se um problema que se agrava cada vez mais e que reside na erosão profunda dos setores produtivos europeus a favor da China. A saída deste interminável e já longo ciclo de Bolhas só pode passar pelo regresso à produção e ao emprego. E logo, necessariamente ao proteccionismo. Ou isso, ou o colapso. A escolha é clara.
















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