
Teixeira de Pascoaes (http://www.baixotamega.pt)
“Já Teixeira de Pascoaes, na sua importante obra identitária, Arte de ser Português, referia como defeitos da alma pátria a falta de persistência, a inveja, a vaidade susceptível, a intolerância e o espírito de imitação. Defensor do municipalismo, da família e do cristianismo como elementos caraterizadores do português, Teixeira de Pascoaes rejeitava o materialismo e exaltava o carácter religioso do povo, que considerava indispensável.”
Portugal, Uma Análise do Poder
João Franco
Finis Mundi, número 3
Pascoaes é, a par de Agostinho da Silva, um dos grandes influenciadores da vertente mais política do MIL: Movimento Internacional Lusófono, enquanto movimento cultural e cívico que é. Como Teixeira de Pascoaes, somos defensores ardorosos do Municipalismo, estando inscrita na nossa Declaração de Princípios, defendendo uma Regionalização Municipalista que respeite as tradições municipalistas medievais portuguesas e que restaure a vida e a prosperidade num interior cada vez mais desertificado.
Em Pascoaes encontramos também a admissão da família como um núcleo celular fundamental e o reconhecimento dos valores cristãos, numa variante portuguesa e algo prisciliana e independente da tutela de Roma. A partir do Municipalismo, da Família e do Cristianismo Lusitano, Teixeira de Pascoaes sonhava com um novo Portugal, mais espiritual, menos materialista e obcecado com a “coisificação” entorpecente e bovinizadora do Portugal de hoje e onde a realização individual é conseguida através da livre expressão da vocação livre e criadora que reside em cada português e que apenas o jugo das diversas “Inquisições”: começando pela Santa, passando pelo Salazarismo e terminando no estéril Pós-Modernismo da atualidade.
Defensor do municipalismo, da família e do cristianismo como elementos caraterizadores do português, Teixeira de Pascoaes rejeitava o materialismo e exaltava o carácter religioso do povo, que considerava indispensável para o seu pleno desenvolvimento.















Fica-me só uma dúvida: uma Regionalização Municipalista não seria, pelo menos em Portugal, demasiadamente fragmentária ? Atento o número de municípios existentes e as reformas admnistrativas em curso ?