
António José Borges (http://ogrunho.files.wordpress.com)
“Deseja-se que no contexto da UE e na memória da CPLP se mantenha viva a tónica de que não pode ser livre um povo que subjugue outros povos. Portanto, é urgente que se ergam os coveiros da sociedade portuguesa que há séculos estiolam na ociosidade, vivendo parasitariamente da apropriação improdutiva dos frutos do trabalho alheio e desdenhando de toda a inovação.”
Rumar Portugal, Considerar a Europa, Pensar a Lusofonia
António José Borges
Nova Águia, número 8
A União Lusófona – evolução natural da CPLP se esta não insistir num ritmo vegetativo – não pode ser apenas “outra” ALCA, UNASUL ou UE. Tem que ser uma estrutura multi-estatal de tipo novo, que incentive a um novo tipo de relações entre os Estados, os Cidadãos e que alavanque em novos conceitos a forma do cidadão viver e estar em comunidade.
Esta União Lusófona dos tempos futuros deve ser erguida não em torno de uma ou dos potencias dominante (como os EUA com a ALCA ou a Alemanha, com a UE) mas em forma que deixe no mesmo patamar todos os Estados que a ela se queiram agregar. Uma UL deve incorporar mecanismos que impeçam também a “ditadura das minorias”, mas não pode descurar igualmente os direitos dos pequenos. Para compatibilizar esta aparente contradição há uma solução: um sistema representativo bicameral, com uma câmara de representação paritária (Senado) e um Parlamento proporcionalmente correspondente ao peso demográfico de cada Nação.















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