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	<title>Quintus &#187; 9/11 Denial</title>
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		<title>Quintus &#187; 9/11 Denial</title>
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		<title>Serviços Secretos Paquistaneses: &#8220;O 11 de Setembro é um inside job&#8221;</title>
		<link>http://movv.org/2009/11/17/servicos-secretos-paquistaneses-o-11-de-setembro-e-um-inside-job/</link>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 05:20:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clavis Prophetarum</dc:creator>
				<category><![CDATA[9/11 Conspiracy]]></category>
		<category><![CDATA[9/11 Denial]]></category>
		<category><![CDATA[eua]]></category>

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		<description><![CDATA[Já escrevemos aqui muito sobre os mistérios do 11 de setembro. E sobre a teoria que diz que os ataques foram um &#8220;trabalho interno&#8221; por parte de alguns interesses obscuros das alas mais direitistas do poder norte-americano. O trabalho de &#8230; <a href="http://movv.org/2009/11/17/servicos-secretos-paquistaneses-o-11-de-setembro-e-um-inside-job/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=movv.org&amp;blog=167029&amp;post=10931&amp;subd=ogrunho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" title="media3.washingtonpost.com" src="http://media3.washingtonpost.com/wp-dyn/content/photo/2006/03/30/PH2006033000779.jpg" alt="" width="363" height="251" /></p>
<p>Já escrevemos aqui muito sobre os mistérios do 11 de setembro. E sobre a teoria que diz que os ataques foram um &#8220;trabalho interno&#8221; por parte de alguns interesses obscuros das alas mais direitistas do poder norte-americano.</p>
<p>O trabalho de um dos mais prestigiados fotógrafos italianos, Massimo Berruti inclui na introdução do seu último livro declarações polémicas de Hamid Gul, o antigo líder dos serviços secretos paquistaneses, que admite que o 11 de setembro foi ordenado por uma das múltiplas entidades de &#8220;serviços secretos&#8221; em atividade nos EUA. O general paquistanês já tinha dito numa entrevista à CNN que o 11 de setembro foi planeado, organizado e executado a partir dos EUA e não do Afeganistão. Amid Gul suspeita também que tudo fora do conhecimento das forças armadas dos EUA.</p>
<p>A tese não é nova e há de facto varias inconsistências intrigantes no 11 de setembro que nunca foram explicadas (especialmente quanto ao ataque ao Pentágono) que apontam para a tese de que tudo teria sido orquestrado por um grupo de radicais direitistas e ultracristãos que floresceram livremente em torno da presidência Bush e que, de facto, conseguiram transformar os EUA num Estado securitário e hipervigiado. Preparando uma operação de tomada de poder que ainda não aconteceu ou que foi abortada pelo insucesso na guerra do Iraque ou pela vitória de Obama nas últimas presidenciais.</p>
<p><strong>Fonte:</strong><br />
<a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1399690" target="_blank">http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1399690</a></p>
<br />Na categoria 9/11 Conspiracy, 9/11 Denial Tagged: eua <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ogrunho.wordpress.com/10931/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ogrunho.wordpress.com/10931/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ogrunho.wordpress.com/10931/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ogrunho.wordpress.com/10931/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ogrunho.wordpress.com/10931/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ogrunho.wordpress.com/10931/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ogrunho.wordpress.com/10931/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ogrunho.wordpress.com/10931/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ogrunho.wordpress.com/10931/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ogrunho.wordpress.com/10931/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ogrunho.wordpress.com/10931/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ogrunho.wordpress.com/10931/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ogrunho.wordpress.com/10931/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ogrunho.wordpress.com/10931/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=movv.org&amp;blog=167029&amp;post=10931&amp;subd=ogrunho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Ilha Man Satanaxia</title>
		<link>http://movv.org/2007/05/04/ilha-man-satanaxia/</link>
		<comments>http://movv.org/2007/05/04/ilha-man-satanaxia/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 04 May 2007 11:33:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clavis Prophetarum</dc:creator>
				<category><![CDATA[9/11 Denial]]></category>
		<category><![CDATA[As Ilhas Míticas do Atlântico]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta outra ilha fazia parte do já referido grupo das &#8220;Insulae de Novo Reportae&#8221;. O geógrafo Veneziano Domenico Mauro Negro chama-lhe &#8220;ilha de Mana&#8221;, Beccaria, &#8220;Satanagio&#8221; e Bianco, &#8220;Satanaxio&#8221;, o que sugere ao mesmo tempo o poder mágico do mana, &#8230; <a href="http://movv.org/2007/05/04/ilha-man-satanaxia/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=movv.org&amp;blog=167029&amp;post=2907&amp;subd=ogrunho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="left">Esta outra ilha fazia parte do já referido grupo das &#8220;Insulae de Novo Reportae&#8221;. O geógrafo Veneziano Domenico Mauro Negro chama-lhe &#8220;ilha de Mana&#8221;, Beccaria, &#8220;Satanagio&#8221; e Bianco, &#8220;Satanaxio&#8221;, o que sugere ao mesmo tempo o poder mágico do mana, a palavra man, que significa homem, e a ideia de uma mão diabólica que sai do mar.</p>
<p>Formaleoni (18) depois de consultar na biblioteca de São Marcos, em Veneza, o atlas de Andrea Bianco onde aparece esta ilha julga encontrar a explicação para o nome desta ilha num romance de Christoforo Armeno, intitulado &#8220;Il Pellegrinaggio di tre giovanni&#8221;. Neste romance fala-se de uma certa região da India onde, todos os dias, sai uma mão das águas, que agarra os marinheiros e os arrasta para as profundezas abissais. Como esta mão só pode ser a da Satanás aí encontra Formaleoni a origem da denominação desta ilha. Mas Nordenskiold encontra outra possível origem para esta estranha denominação, acreditando que se trata de uma corrupção do nome de um santo, de &#8220;São Anastácio&#8221;. Um atlas veneziano, datado de 1489 e conservado no Museu Britânico, representa em quase todas as folhas que cobrem o Atlântico a ilha de &#8220;Mam&#8221;, em forma de guarda-sol. (92) Também o mapa português, conhecido no Museu Britânico debaixo da designação de &#8220;Egerton 2303&#8243; e datado de entre 1508 a 1510, mostra &#8220;Mam&#8221; ao largo de Ushant.</p>
<p>Os icebergs largados da calote polar podem assumir formas estranhas. É possível que alguns deles, tenham podido induzir os marinheiros a ver neles uma mão. Assim poderia ter surgido esta ilha mítica.</p>
<p>Talvez ligada a esta ilha esteja aquela outra representada em Ramusio como &#8220;Ilha dos Demónios&#8221;, e as que Ruysch desenha como duas &#8220;Insulae Demonium&#8221; situadas entre o Labrador e a Groenlândia. A actividade vulcânica desta região pode ter explicado o seu desaparecimento e mesmo a denominação infernal. Também um mapa de 1544, atribuído por Konrad Kretschmer a Sebastian Cabot refere uma &#8216;Y. de Demones&#8221;, na mesma região, mas mais perto do Labrador do que em Ruysch.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/ogrunho.wordpress.com/2907/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/ogrunho.wordpress.com/2907/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ogrunho.wordpress.com/2907/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ogrunho.wordpress.com/2907/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ogrunho.wordpress.com/2907/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ogrunho.wordpress.com/2907/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ogrunho.wordpress.com/2907/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ogrunho.wordpress.com/2907/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ogrunho.wordpress.com/2907/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ogrunho.wordpress.com/2907/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ogrunho.wordpress.com/2907/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ogrunho.wordpress.com/2907/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ogrunho.wordpress.com/2907/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ogrunho.wordpress.com/2907/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ogrunho.wordpress.com/2907/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ogrunho.wordpress.com/2907/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=movv.org&amp;blog=167029&amp;post=2907&amp;subd=ogrunho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Leitura Mítico-Simbólica das Ilhas Imaginárias do Atlântico</title>
		<link>http://movv.org/2007/05/02/leitura-mitico-simbolica-das-ilhas-imaginarias-do-atlantico/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 May 2007 11:27:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clavis Prophetarum</dc:creator>
				<category><![CDATA[9/11 Denial]]></category>
		<category><![CDATA[As Ilhas Míticas do Atlântico]]></category>

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		<description><![CDATA[É possível estabelecer uma série de paralelismos entre as tradições simbólicas da Alta Idade Média e os nomes, objectos e tradições associados às ilhas imaginárias do Atlântico. IDENTIFICAÇÃO COM TEMAS MACABROS Desde a mitilogia egipcia que o oceano ocidental é &#8230; <a href="http://movv.org/2007/05/02/leitura-mitico-simbolica-das-ilhas-imaginarias-do-atlantico/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=movv.org&amp;blog=167029&amp;post=2906&amp;subd=ogrunho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="left">É possível estabelecer uma série de paralelismos entre as tradições simbólicas da Alta Idade Média e os nomes, objectos e tradições associados às ilhas imaginárias do Atlântico.</p>
<p align="left"><strong>IDENTIFICAÇÃO COM TEMAS MACABROS<br />
</strong></p>
<p align="left">Desde a mitilogia egipcia que o oceano ocidental é associado com a morte. Com efeito, os antigos egipcios acreditavam que existia a ocidente uma terra onde os seus mortos levavam uma segunda vida. Esta tradição passou pela Antiguidade Clássica e parece ter influenciado profundamente o imaginário medievo.</p>
<p>Os símbolos associados à morte são muito abundantes por entre as ilhas atlânticas, sejam elas imaginárias ou não. O caso do arquipélago açoriano é a esse respeito bem demonstrativo disso mesmo. Geralmente, a associação estabelecida entre a ave de rapina e o arquipélago explica-se pela presença dessas aves no lugar, contudo, existe uma outra explicação, uma vez que o açor era uma ave associada na iconografia cristã da Idade Media à ideia de morte.</p>
<p>A ilha &#8220;Man Satanaxia&#8221;, &#8220;mão de Satanás&#8221;, numa das suas possíveis interpretações, pode, dentro desta leitura simbólica ser interpretada como uma &#8220;prova da intervenção do demónio no mundo&#8221;, uma vez que a mão é encarada como um símbolo da actividade e poder.</p>
<p>A &#8220;Li Conigi&#8221;, &#8220;ilha dos coelhos&#8221;, geralmente associada a uma das ilhas do arquipélago açoriano, encontra-se igualmente neste grupo de ilhas &#8220;infernais&#8221;. São várias as possíveis leituras simbólicas. Relacionado com a Lua, porque dorme de dia e está vigilante de noite, e também porque ambos são símbolos de fecundidade. Talvez pela relação entre fecundidade e sexualidade, a Biblia considera-o um animal impuro. Também a cabra, da &#8220;ilha dos cabras&#8221;, é outro símbolo de fecundidade e do demónio. A ilha &#8220;Luovo&#8221; (lobo) representa um outro símbolo demoníaco, já desde a época da mitologia germânica. A simbologia cristã herda esta tradição negativa, integrando este animal no par cordeiro-lobo, em que o cordeiro simboliza o fiel, e o lobo aqueles que ameaçam a fé cristã. Finalmente, diversos contos populares relacionam-no com as bruxas e o Diabo. Finalmente, a ilha do Corvo, mantem ainda hoje o mesmo nome dos primitivos mapas italianos, representa outro símbolo &#8220;infernal&#8221; que encontramos nas ilhas do Atlântico. Ave solitária, é, por essa razão, associada no cristianismo ao apóstata e ao infiel.</p>
<p><strong>EXPLICAÇÕES LIGADAS A &#8220;PARAÍSOS TERREAIS&#8221;<br />
</strong></p>
<p align="left">Inversa é a associação com o mundo dos mortos, e, com efeito existem igualmente associações entre as ilhas atlânticas e o Paraíso. A ilha da Madeira, relacionada desde os tempos clássicos com as &#8220;Ilhas Afortunadas&#8221;, é precisamente um desses casos, por sinal o mais conhecido. E com efeito, a simbologia medieva associava a madeira, com &#8220;força vital&#8221;, com aquilo que &#8220;contem e dá protecção&#8221;. Também a ilha &#8220;Perdita&#8221; é descrita como um lugar paradisíaco.</p>
<p>De igual modo, a &#8220;Ilha das Uvas&#8221; pode ser associada a este grupo. A videira é, desde cedo, usada como símbolo de abundância e vida. Na iconografia judaica e cristã, é considerada o simbolo do povo de Israel. No Antigo Testamento, o Messias é comparado com o próprio Messias. Por outro lado, a uva trazida pelos espiões é um símbolo de promissão, nos sarcófagos do cristianismo primitivo, simboliza o Reino dos Céus em que entrou a alma do Crucificado.</p>
<p>Uma possível anterior denominação da Ilha do Pico, seria a &#8220;Ilha das Pombas&#8221; dos mapas italianos. A pomba simboliza, na tradição cristã, a simplicidade e a pureza e, sobretudo, o Espirito Santo.</p>
<p><strong>SIMBOLISMO DAS NAVEGAÇÕES DE SÃO BRANDÃO<br />
</strong></p>
<p align="left">Os aspectos simbólicos presentes nas lendas das navegações deste santo irlandês são tão numerosos que lhe atribuimos um capítulo a parte.</p>
<p>O primeiro elemento simbólico que encontramos consiste no número de acompanhantes de São Brandão. O número catorze (uma vez que é dele que se trata), representa no simbolismo cristão a duplicação do sete, um número reconhecidamente sagrado em varias culturas. É também o número da bondade e da misericórdia e, igualmente, dos catorze padroeiros.</p>
<p>Os três meses de provação sofridos pelos aventureiros trazem em si um número pleno de significado simbólico, o número três. Este simboliza o princípio totalizador, a mediação.</p>
<p>As ilhas brancas e negras que o santo e os seus companheiros avistam também possuem, na sua própria cor, um simbolismo inerente. O branco é um símbolo conhecido de pureza e perfeição. A combinação de ilhas negras e brancas, associando essas duas cores liga-se no imaginário medievo à concepção de Absoluto. Esta combinação é particularmente comum em ritos iniciáticos e religiosos. Quanto à cor branca dessas ilhas parece ligar-se ao seu carácter paradisíaco. Com efeito, no cristianismo os anjos e os bem-aventurados aparecem sempre representados com essa cor, aliás, também os cristãos recém-baptizados recebiam roupas dessa mesma cor. As ilhas de cor negra referidas na lenda também possuem um simbolismo que lhes advém da cor com que são descritas. O negro é associado à ausência de vida, ao caos e à morte. Existe também algo que a liga ao Demónio. Na tradição religiosa pré-céltica peninsular o negro é a cor das Deusas-Mães, tradição que aliás sobrevive hodiernamente nas &#8220;virgens negras&#8221; ainda adoradas nalgumas igrejas de Portugal e da Europa Meridional.</p>
<p>Os sete meses de provação sofridos pelos navegadores após a descoberta da ilha habitada pelos anjos caídos, tem o tantas vezes empregue e ainda mais vezes comentado místico número sete. Originalmente, o seu carácter sagrado pode encontrar-se radicado na observação neolítica do curso dos astros celestes, nomeadamente da Lua, que nas suas quatro fases, demora sete dias em cada uma delas. Simboliza a abundância e a plenitude. Na Bíblia o número aparece diversas vezes, com simbolismos por vezes divergentes. Temos aqui as Sete Igrejas, o livro dos sete selos, os sete céus habitados pelas hierarquias angélicas, os sete anos que Salomão levou a erigir o seu templo, e muitas outras referências. Mas surgem também referências de teor mais negativo: as sete cabeças da besta do Apocalipse, as sete taças da ira divina, etc. Também nos contos populares encontramos o número sete com relativa facilidade. Temos assim vários contos que mencionam &#8220;sete irmãos&#8221;, &#8220;sete corvos&#8221;, &#8220;sete cabritos&#8221;, e outros tantos.</p>
<p>As nozes contendo um líquido, podem ser simplesmente cocos, como mais acima já tivemos ocasião de referir, mas podem também elas ter a sua leitura simbólica. A noz equivale à amêndoa, símbolo conhecido do mistério, daquilo que está oculto, de Cristo. Mas também, surge na literatura cristã como o símbolo do Homem, em que o invólucro verde simboliza a carne; a casca dura, os ossos; e o caroço, a alma. Pode também, como dissemos, ser um símbolo de Cristo, em que o invólucro verde de gosto amargo se transforma no símbolo e a carne de Cristo depois de passar pela amargura da Paixão; a casca, a madeira da cruz; e o caroço, cujo óleo consumido produz luz, a natureza divina de Cristo.</p>
<p>Depois do encontro com as &#8220;nozes&#8221;, São Brandão encontra uma ilha verdejante, e logo depois, uma outra denominada &#8220;ilha da esmeralda&#8221;. Ora, a esmeralda e uma pedra plena de simbolismos, também ela. A sua cor verde, liga-se à ideia de fecundidade, o que é reforçado pela presença nessa ilha de vinhedos e árvores de fruto. Na simbologia cristã, a esmeralda simboliza a pureza, fé e imortalidade, ao fim ao cabo precisamente aqueles objectivos que o santo perseguia ao iniciar a sua busca.</p>
<p>Após navegações em paragens nórdicas, o santo chega finalmente à &#8220;ilha das maravilhas&#8221;, verdadeiro paraíso terreal. Aqui permanecerá durante quarenta dias. Ora, também o número quarenta não é completamente isento de significado. Com efeito, o quarenta, é o número da espera, da preparação, da penitência, do jejum e do castigo. As águas do Dilúvio de Noé cairam durante quarenta dias e quarenta noites, a cidade de Ninive fez penitência durante quarenta dias, a caminhada dos israelitas pelo deserto demorou quarenta anos; Jesus jejuou durante quarenta dias no deserto e apareceu aos seus discípulos após a ressurreição, durante quarenta dias.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/ogrunho.wordpress.com/2906/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/ogrunho.wordpress.com/2906/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ogrunho.wordpress.com/2906/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ogrunho.wordpress.com/2906/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ogrunho.wordpress.com/2906/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ogrunho.wordpress.com/2906/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ogrunho.wordpress.com/2906/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ogrunho.wordpress.com/2906/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ogrunho.wordpress.com/2906/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ogrunho.wordpress.com/2906/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ogrunho.wordpress.com/2906/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ogrunho.wordpress.com/2906/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ogrunho.wordpress.com/2906/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ogrunho.wordpress.com/2906/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ogrunho.wordpress.com/2906/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ogrunho.wordpress.com/2906/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=movv.org&amp;blog=167029&amp;post=2906&amp;subd=ogrunho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Influência das navegações cartaginesas no Atlântico</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Apr 2007 11:32:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clavis Prophetarum</dc:creator>
				<category><![CDATA[9/11 Denial]]></category>
		<category><![CDATA[As Ilhas Míticas do Atlântico]]></category>

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		<description><![CDATA[Diodoro Siculus, escrevendo no primeiro século depois da era crista, referia uma grande ilha que os Etruscos conheciam, mas que os Cartagineses, os seus descobridores guardavam ciosamente. MOEDAS CARTAGINESAS NA ILHA AÇORIANA DO CORVO Humboldt no seu &#8220;Examen Critique&#8221; refere &#8230; <a href="http://movv.org/2007/04/23/influencia-das-navegacoes-cartaginesas-no-atlantico/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=movv.org&amp;blog=167029&amp;post=2905&amp;subd=ogrunho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="left">Diodoro Siculus, escrevendo no primeiro século depois da era crista, referia uma grande ilha que os Etruscos conheciam, mas que os Cartagineses, os seus descobridores guardavam ciosamente.</p>
<p align="left"><strong>MOEDAS CARTAGINESAS NA ILHA AÇORIANA DO CORVO<br />
</strong>
</p>
<p align="left">Humboldt no seu &#8220;Examen Critique&#8221; refere que no mês de Novembro de 1749, uma tempestade violenta teria abalado as fundações de um edifício parcialmente submerso na ilha do Corvo, quando o mar amainou descobriu-se, por entre as ruínas, um vaso contendo moedas de ouro e cobre. Estas moedas foram levadas para um convento, umas ter-se-iam perdido, mas nove foram preservadas e enviadas ao padre Enrique Flores, em Madrid, que as deu a John Podolyn (82), umas apresentavam a figura de um cavalo por inteiro, outras apresentavam somente a cabeça desse animal. Pelos elementos conhecidos podemos afirmar, com certo grau de certeza, que se tratam de duas moedas fenícias do norte de África, da colónia de Cirene, e de sete moedas cartaginesas.</p>
<p align="left">Alguns, como Conrad Malte-Brun, sugeriram que estas moedas podiam ter sido deixadas nos Açores por navegadores nórdicos ou árabes. Mas, como Humboldt nota com toda a pertinência, isso não confere com o facto de se tratarem exclusivamente de moedas fenícias e cartaginesas, muito mais antigas, nem tão pouco com o facto de, neste lote não constarem nenhumas moedas muçulmanas ou nórdicas, como seria lógico a acreditar nesta teoria. Por outro lado, conhecem-se as expedições regulares que a Fenícia enviava para a costa Atlântica, no comércio do Estanho e do Âmbar, é pois, perfeitamente possível, que uma tempestade tivesse empurrado um desses navios até ao Corvo. Finalmente, embora não seja impossível que moedas cartaginesas de ouro fossem ainda usadas pelos árabes, pelo seu próprio valor intrínseco, bastante mais improvável parece o uso de moedas de cobre, cujo uso só faria sentido para o próprio povo que as havia cunhado. É certo que neste grupo estavam incluídas duas moedas cartaginesas de ouro, mas em minoria clara em relação ao número de moedas de bronze.</p>
<p align="left">A referência a um edificio parcialmente submerso também merece a nossa atenção. As moedas podem ter sido aí guardadas como uma reserva a usar numa próxima passagem dos navios, o que faria especialmente sentido, se não existisse uma presença regular na ilha, o que tendo em vista a sua localização no meio do oceano Atlântico seria perfeitamente natural. Outra explicação possível prende-se com a velha tradição de colocar moedas dentro da estrutura de edificios de modo a assim os proteger de catástrofes. Mas quando assim é, as moedas guardadas são geralmente de baixo valor e nunca de ouro, o que vem reforçar a primeira hipótese acima mencionada.</p>
<p align="left"><strong>ESTÁTUAS EQUESTRES<br />
</strong>
</p>
<p align="left">Edrisi escreve que existiam diversas estátuas, a que dá o nome de &#8220;Al-Khalidat&#8221;, feitas de bronze, viradas para ocidente e colocadas sobre pedestais. A tradição afirmava existirem seis estátuas destas, estando a mais próxima em Cadiz. Uma obra de S. Morewood (&#8220;Philosophic and Stastical History of Inventions and Customs&#8221;, Dublin, 1838) refere a existência de uma delas na ilha de São Miguel. Por outro lado, Manuel de Faria y Sousa na sua &#8220;Historia del Reyno de Portugal&#8221;, inclui a seguinte passagem, traduzida para o inglês por Babcock: &#8220;In the Azores, on the summit of a mountain which is called the mountain of the Crow, they found the statue of a man mounted on a horse without saddle, his head uncovered, the left hand resting on the horse, the right extended toward the west. The whole was mounted on a pedestal which was of the same kind of stone as the statue. Underneath some unknown characters were carved in the rock&#8221; (77).</p>
<p align="left">Esta referência a caracteres recorda uma descoberta numa gruta da ilha de São Miguel, durante a época dos Descobrimentos portugueses, descoberta que nos é relatada por Thevet (78). Um descendente mourisco ou judaico parece ter reconhecido nesta inscrição caracteres hebraicos, mas não foi capaz de a ler, alguns supuseram tratar-se de caracteres fenícios.</p>
<p align="left">É sabido que os cartagineses erigiram diversas colunas comemorativas, por outro lado, o cavalo está presente em quase todas as suas cunhagens.</p>
<p align="left">Humboldt, contudo, não crê na realidade desta tradição, julga antes que terá tido origem num rochedo cuja forma natural terá sugerido a lenda, o que não seria certamente inaudito. E, de facto, esta tese é reforçada na obra &#8220;A Trip to the Azores&#8221; de Borges de F. Henriques: &#8220;Another natural curiosity which has been defaced by the weather and the bad taste of visitors is a rock resembling a horseman with the right arm extended to the westward as if pointing the way to the new world. Some insular writers deny the existance of this rock&#8221;.</p>
<p align="left"><strong>O PÉRIPLO DE HANÃO<br />
</strong>
</p>
<p align="left">O muito divulgado &#8220;Périplo de Hanão&#8221; (126) relata uma viagem de colonização até à costa atlântica do Marrocos, embora os historiadores tenham opiniões diversas quanto ao ponto mais a sul alcançado, permanece a certeza da sua realização. Precisamente a última parte desse poema, incluí uma referência que parece indicar uma visita às ilhas de Fernão Pó e do Príncipe:</p>
<p align="left">&#8220;Na parte mais profunda, encontrava-se uma ilha, semelhante à precedente, contendo um lago; neste, havia uma outra ilha (Fernão Pó e Príncipe), cheia de homens selvagens. As mulheres, com o corpo coberto de pelos, eram mais numerosas; os intérpretes chamavam-lhes &#8220;hapax&#8221; (que alguns acreditam tratar-se de gorilas). Tendo-os perseguido, não conseguimos capturar homens, pois fugiam todos, escalando locais escarpados e defendendo-se com pedras, mas apanhamos os que as levavam, não queriam segui-los. Tendo-as morto em consequência, esfolámo-las e levamos as suas peles para Cartago. Na verdade, tendo-nos faltado os víveres, não navegámos mais para a frente.&#8221;</p>
<p align="left"><strong>PORQUE NÃO EXISTEM PROVAS INQUESTIONÁVEIS ?<br />
</strong>
</p>
<p align="left">Embora existam diversos indícios que apontam para a presença de navegadores fenícios e cartagineses no arquipélago açoriano, não existe nenhuma prova arqueológica que o demonstre irrefutávelmente, conforme já vimos. Esta ausência poderá dever-se a um fenómeno comum ao arquipélago açoriano, e que é referido na já citada obra de F. Henriques: &#8220;In many of the islands, but especially in Flores, there are vestiges clearly indicating that formely as well as lately parts of the island have sunk or rather disappeared in the sea.&#8221; Cita, inclusivamente, o afundamente de terras ocorrido no Verão de 1847. Por outro lado, nunca deve ter existido uma colonização firme no arquipélago, assim, muitos poucos edifícios de pedra devem ter existido, além daquele já referido, uma vez que construções de madeira serviram muito melhor para as curtas estadias desses possíveis navegadores fenícios.</p>
<p align="left">Como vimos mais acima, a designação de &#8220;ilha das Cabras&#8221; foi atribuída em diversos mapas a ilha de São Miguel. Julgamos ter reunido provas suficientes para tomar como quase certa a chegada de navegadores fenícios ao arquipélago açoriano, se assim efectivamente sucedeu, e devido ao problema de abastecimentos de carne fresca que preocupava todos os marinheiros da antiguidade é muito provável que aí tivessem deixado cabras, para os alimentarem em futuras passagens, assim teria nascido a denominação: &#8220;ilha das Cabras&#8221;. Contudo, a documentação da época da redescoberta do arquipélago menciona que o único mamífero que aí habitava era o morcego, não mencionando nenhuma cabra, as quais poderiam ter sido dizimadas por uma qualquer peste ou doença.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/ogrunho.wordpress.com/2905/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/ogrunho.wordpress.com/2905/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ogrunho.wordpress.com/2905/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ogrunho.wordpress.com/2905/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ogrunho.wordpress.com/2905/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ogrunho.wordpress.com/2905/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ogrunho.wordpress.com/2905/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ogrunho.wordpress.com/2905/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ogrunho.wordpress.com/2905/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ogrunho.wordpress.com/2905/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ogrunho.wordpress.com/2905/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ogrunho.wordpress.com/2905/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ogrunho.wordpress.com/2905/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ogrunho.wordpress.com/2905/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ogrunho.wordpress.com/2905/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ogrunho.wordpress.com/2905/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=movv.org&amp;blog=167029&amp;post=2905&amp;subd=ogrunho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Ilha das Uvas</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Apr 2007 10:43:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clavis Prophetarum</dc:creator>
				<category><![CDATA[9/11 Denial]]></category>
		<category><![CDATA[As Ilhas Míticas do Atlântico]]></category>

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		<description><![CDATA[Maeldun, um irlandês pré-cristão, é reputado como tendo sido o primeiro a visitar esta ilha. Maeldun terá bebido o sumo das suas uvas e caído logo depois num sono que demorou vinte e quatro horas. Ele e os seus companheiros, &#8230; <a href="http://movv.org/2007/04/18/ilha-das-uvas/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=movv.org&amp;blog=167029&amp;post=2903&amp;subd=ogrunho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center">Maeldun, um irlandês pré-cristão, é reputado como tendo sido o primeiro a visitar esta ilha. Maeldun terá bebido o sumo das suas uvas e caído logo depois num sono que demorou vinte e quatro horas. Ele e os seus companheiros, deixaram a ilha carregados de cachos de uvas (28). Os irmãos irlandeses Hui Corra numa viagem de penitentes também chegaram a uma ilha maravilhosa coberta de macieiras e com um rio de vinho (29).</p>
<p align="center">O manuscrito irlandês &#8220;Voyage of Bran&#8221; proclamava que existiam &#8220;thrice fifty&#8221; ilhas destas. Por outro lado, na &#8220;Life of St. Columba&#8221; de Adamman&#8217;s menciona-se dois macacos que partiram em busca de ilhas desertas. O primeiro deles, de nome Baitan após uma prolongada estadia no mar alto, regressou a casa sem ter encontrado o refúgio que procurava. O segundo, Cormac, tentou encontrá-lo em três viagens sucessivas, mas sempre sem alcançar o sucesso que pretendia.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/ogrunho.wordpress.com/2903/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/ogrunho.wordpress.com/2903/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ogrunho.wordpress.com/2903/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ogrunho.wordpress.com/2903/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ogrunho.wordpress.com/2903/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ogrunho.wordpress.com/2903/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ogrunho.wordpress.com/2903/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ogrunho.wordpress.com/2903/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ogrunho.wordpress.com/2903/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ogrunho.wordpress.com/2903/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ogrunho.wordpress.com/2903/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ogrunho.wordpress.com/2903/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ogrunho.wordpress.com/2903/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ogrunho.wordpress.com/2903/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ogrunho.wordpress.com/2903/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ogrunho.wordpress.com/2903/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=movv.org&amp;blog=167029&amp;post=2903&amp;subd=ogrunho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A Ilha das Sete Cidades</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Apr 2007 11:46:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clavis Prophetarum</dc:creator>
				<category><![CDATA[9/11 Denial]]></category>
		<category><![CDATA[As Ilhas Míticas do Atlântico]]></category>

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		<description><![CDATA[INTRODUÇÃO Martin Behaim, no seu famoso mapa-mundi de Nuremberga, datado de 1492, desenhava sobre a ilha das Sete Cidades a seguinte legenda: &#8220;Quando corria o ano 714 depois de Cristo, a Ilha das Sete Cidades, acima figurada, foi povoada por &#8230; <a href="http://movv.org/2007/04/17/a-ilha-das-sete-cidades/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=movv.org&amp;blog=167029&amp;post=2902&amp;subd=ogrunho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>
<p align="center">Martin Behaim, no seu famoso mapa-mundi de Nuremberga, datado de 1492, desenhava sobre a ilha das Sete Cidades a seguinte legenda: &#8220;Quando corria o ano 714 depois de Cristo, a Ilha das Sete Cidades, acima figurada, foi povoada por um arcebispo do Porto em Portugal, com outros seis bispos e cristãos, homens e mulheres, os quais, tinham fugido de Espanha em barcos, e vieram com os seus animais e fortunas. Foi por acaso que no ano de 1414 um navio castelhano dela se aproximou&#8221; (63). Mesmo depois da descoberta da América, Fernando Colombo, na sua &#8220;Vida do Almirante&#8221; acreditava na existência dessa ilha, e torna a contar a história em termos quase idênticos. &#8220;Contam que no oitavo século da era cristã, sete bispos portugueses, seguidos dos seus crentes, embarcaram para essa ilha, onde construíram sete cidades, e que não quiseram mais deixar, tendo queimado os seus navios para eliminar a possibilidade de regresso&#8221; (65). Sem discutir a falsidade ou veracidade desta lenda, reconhecemos contudo que o instinto de todos os povos conquistados e de sonhar com a restauração, os bretões não sonhavam com o seu Artur, os judeus não sonhavam com um Messias? Do mesmo modo, segundo Gaffarel, na Hispânia estes godos teriam fugido a ocupação muçulmana para um refúgio atlântico de onde se esperava que viessem para restaurar o reino cristão da Hispânia.</p>
<p align="center">Em 1447 um português, empurrado por uma tempestade no Atlântico, teria desembarcado (1) numa ilha desconhecida, onde encontra sete cidades, nas quais os seus habitantes falavam o português (2). Este últimos teriam querido retê-lo, uma vez que não queriam manter nenhuns contactos com a sua antiga pátria, mas teria conseguido escapar, e regressado a Portugal, onde conta a D. Henrique as suas aventuras. O Navegador critica fortemente o capitão por ter fugido sem ter obtido mais informações, e o marinheiro assustado nunca mais foi visto. Esta história causou polémica na altura em que foi publicada. Alguns eruditos identificaram esta ilha com a ilha fenícia identificada por Aristóteles (3) e por Diodoro da Sicilia (4) e em numerosas cartas, onde surge com o nome de Ilha das Sete Cidades (5).</p>
<p align="center"><strong>AS SETE CIDADES DE SÃO MIGUEL<br />
</strong>
</p>
<p align="center">Gaffarel lançou a hipótese de a Ilha de São Miguel nos Açores ser essa ilha mítica. Sem dúvida que os tremores de terra são aí frequentes. Um só ou uma sucessão deles poderiam ter destruído as cidades, mas teriam restado algumas ruínas que ainda hoje fossem visíveis. Somente o nome de Lagoa das Sete Cidades poderá ser uma leve reminiscência, isto a crer nesta hipótese.</p>
<p align="center">Como escrevemos o nome de Sete Cidades sobrevive hoje no arquipélago açoriano. Buache (68) crê ser esta a genuína Sete Cidades. Humbolt (69) tem outra opinião, defendendo a associação desta lenda com a das Sete Cidades de Cibola. Esta última tese não é contudo muito credível &#8211; apesar do renome do autor &#8211; pois não parece provável que navegantes visigóticos tenham alcançado o México em 711.</p>
<p align="center">Existem relatos antigos de algumas ruínas perto da Lagoa das Sete Cidades, mas, ao que sabemos, não existem actualmente vestígios dessa ordem. (70)</p>
<p align="center"><strong>ASSOCIAÇÃO ENTRE AS ANTILHAS E SETE CIDADES<br />
</strong>
</p>
<p align="center">A história da fuga dos sete bispos é-nos contada por Las Casas (90), mas António Galvão relata-nos uma outra ligeiramente diferente no seu Tratado (Lisboa, 1563), concluindo: &#8220;E alguns pretendem que estas terras e ilhas que os Portugueses tocaram são aquelas a que agora se chama Antilhas e Nova Espanha, e avançam muitas razões para tal, as quais não menciono porque não quero ser responsável por elas, tal como as pessoas terem o hábito de dizer, de qualquer terra de que nada soubessem, tratar-se da Nova Espanha.&#8221; (91) No mapa Ruysch de 1508 existe uma grande ilha na Latitude N 37o e 40o. Chamada &#8220;Antilia Insula&#8221; tem uma grande legenda que afirma ter sido descoberta há muito tempo pelos espanhóis, cujo último rei godo, Roderico, que aqui se havia refugiado da invasão bárbara (64).</p>
<p align="center"><strong>SETE CIDADES NO CONTINENTE AMERICANO<br />
</strong>
</p>
<p align="center">No século XVI muitos julgaram encontrar as Sete Cidades no continente americano. Um padre franciscano, Marcos de Niza (6), com base em lendas, infiltra-se em 1539 na América do Norte, mais especificamenta na Califórnia, com a esperança de encontrar um pais, chamado Cibola pelos indígenas, as sete cidades da lenda. Acompanhado por três franciscanos e de um negro que dizia conhecer o território. A expedição atinge regiões inexploradas, e narra no seu regresso que havia visto ao longe sete cidades brilhantes, das quais havia tomado posse em nome do rei de Espanha. A sua narrativa entusiasta decide o envio de uma expedição considerável, comandada por um nobre de mérito, F. Vasquez de Coronado (7); mas o pequeno exército, depois de ter passado por grandes sofrimentos, chegou ao sopé de um rochedo árido, sobre o qual se erguia com efeito Cibola, mas não a rica Cibola da lenda, e sim uma pobre aldeia índia.</p>
<p align="center">Não se descobriram nem sete cidades cristãs, nem um povo guardando as velhas tradições visigóticas, mas um país nos arredores do Rio Gila, perto da fonte do Rio Del Norte. Curiosamente, a região compreendia 70 burgos repartidos por sete províncias. Parece mesmo que, hoje em dia, em Zuni, a cidade principal da antiga Cibole, se encontram índios de cabelos brancos e de rosto claro. Sobre o seu aspecto escrevia um viajante contemporâneo: (8) &#8220;Não são índios! Há muitos entre eles que tem feições tão claras como as dos mestiços. Entre as mulheres, particularmente, muitas tem a pele quase branca, os olhos cinzentos ou azuis&#8221;. Por outro lado, uma história contada por Sahagun (9), escrevia sobre a origem dos Nahuatl: &#8220;A história que contam os antigos é que eles vieram por mar do lado do norte&#8230; Conjectura-se que estes naturais terão saído de sete grutas, e que estas sete grutas são os sete navios ou galeras nas quais chegaram os primeiros colonos.&#8221; Este primeiros colonos seriam os sete bispos visigodos e os seus seguidores?</p>
<p align="center"><strong>LIGAÇÃO ENTRE A ILHA IMAGINÁRIA DE ANTILIA E SETE CIDADES<br />
</strong>
</p>
<p align="center">M. d&#8217;Avezc conta que Antilia era conhecida, marcada e visitada no século XV; Toscanelli, segundo ele, tinha escrito à corte de Portugal as seguintes palavras: &#8220;Esta ilha de que tendes conhecimento e que vós chamais das Sete Cidades&#8221;&#8230;</p>
<p align="center">O filho de Cristovão Colombo, Fernando, na &#8220;Vida de Meu Pai&#8221;, precisa por seu lado: &#8220;Alguns portugueses inscreviam-na nas suas cartas com o nome de Antilia, embora não coincidisse com a posição dada por Aristóteles; nenhum a situava a mais de 200 léguas, aproximadamente, a Ocidente das Canárias e dos Açores. Tem por certo que é a iIha das Sete Cidades, povoada por portugueses no tempo em que a Hispânia foi conquistada, ao rei Rodrigo, pelos Mouros, isto é, no ano 714 depois de Cristo&#8221;. Fernando Colombo assegura que, ainda em vida do Infante Dom Henrique, um navio atracou em Antilia/Sete Cidades; os marinheiros foram a igreja e verificaram que aí se praticava o culto romano.</p>
<p align="center">Talvez seja como reflexo destas histórias que circulavam entre os marinheiros que teve início a iniciativa referenciada por Las Casas: &#8220;Alguns partiram de Portugal para encontrar esta mesma ilha [das Sete Cidades] que em linguagem vulgar se chama Antilla, e entre os que partiram estava um Diogo Detiene, cujo piloto, chamado Pedro de Velasco, natural de Palos, declarou ao dito Cristovão Colombo, no mosteiro de Santa Maria da Arrábida, que, tendo partido da ilha do Faial e prosseguindo 150 léguas com o vento lebechio (NW), descobriram, no regresso, a ilha das Flores, guiados por muitas aves que viram voando para lá, e reconheceram que eram aves terrestres e não maritimas, e assim pensaram que iam dormir a alguma terra. Em seguida, e dito que navegaram tanto para NE que tinham o Cabo Claro (na Irlanda) para E (94), onde acharam que os ventos eram muito fortes, e os ventos de oeste e para o mar muito suaves, o que acreditavam que devia ser por causa da terra que devia ali existir, a qual lhes oferecia abrigo a Ocidente; a qual não persistiram em explorar, porque já era Agosto e recearam [a aproximação do] Inverno. Ele disse que isto aconteceu 40 anos antes de Cristovão Colombo descobrir as nossas Índias (95)&#8221;.</p>
<p align="center"><strong>RELAÇÃO COM A ILHA BRAZIL<br />
</strong>
</p>
<p align="center">Pedro de Ayala, embaixador espanhol na Grã-Bretanha, em 1498, relatando as navegações inglesas a Fernando e Isabel, escreveu, conforme menciona Babcock, as seguintes linhas: &#8220;The people of Bristol have, for the last seven years, sent out every year two, three, of four light ships in search of the island of Brasil and the seven cities&#8221; (62). E, com efeito, ao que tudo parece indicar, realizou-se pelo menos uma expedição em busca da ilha Brazil.</p>
<p align="center">A primeira aparição da ilha Brazil é a do mapa de Dalorto (de 1325), onde surge como uma ilha de forma discóide. No mapa Catalão de 1375 este disco transformou-se num anel rodeando um conjunto de ilhas, para Nordenskiold nove, para Kretschmer sete. Este último número pode representar um fenómeno não raro em diversas ilhas míticas, o cruzamento entre lendas.</p>
<p align="center"><strong>FERNÃO DULMO DA TERCEIRA PROCURA A ILHA DAS SETE CIDADES<br />
</strong>
</p>
<p align="center">Existe uma carta de doação, emitida por D. João II a Fernão Dulmo da Terceira, no ano de 1486. Este Fernão Dulmo era na verdade Ferdinand van Olm, um dos flamengos que se haviam estabelecido nos Açores. Dulmo declarara ao monarca que se propunha &#8220;procurar e achar uma grande ilha ou ilhas ou terra firme per costa (114), que se presume ser a ylha das Sete Cidades, e tudo isto as suas próprias custas e despesas&#8221;. Uma cláusula revela a importância que o monarca atribuía ao descobrimento da dita ilha: &#8221; No caso de ele não conseguir conquistar as ditas ilhas ou terras. Nós enviaremos, com o dito Fernão Dulmo, homens e esquadras de barcos com poder Nosso para efectuar o mesmo, e o dito Fernão Dulmo será sempre Capitão General das ditas esquadras e está por Nós sempre autorizado, porque seu Rei, como Nosso súbdito&#8221; (115).</p>
<p align="center">Fernão Dulmo iniciou os preparativos para a expedição chamando para o ajudar João Afonso do Estreito e pedindo que o rei o admitisse na partilha da empresa e dos lucros. Estreito forneceria duas caravelas, aprovisionadas para navegar durante seis meses, que deveriam zarpar no dia 1 de Março de 1487, Dulmo contrataria pilotos e marinheiros e pagar-lhes-ia os salários. Durante quarenta dias Dulmo seria o comandante-general, estabelecendo o rumo para as duas caravelas, e tomando para si todas as terras descobertas, depois do que Estreito seria, por sua vez, capitão-general e se apoderaria de todas as terras avistadas. Tudo isto, o monarca confirmou a 24 de Julho e 4 de Agosto de 1486. (116) Las Casas poderia referir este empreendimento, quando escrevia as seguintes linhas: &#8220;Mais adiante, um marinheiro chamado Pedro de Velasco, um galego, contou a Cristovão Colombo em Murcia que, seguindo numa certa viagem a Irlanda, estavam a navegar e a afastar-se tanto para NW, que viram terra a oeste da Irlanda, a qual eles pensaram que devia ser a que um Hernan Dolinos procurou descobrir, tal como agora se deve dizer (117)&#8221;. A referência a quarenta dias previstos é curiosa, porque bastaram trinta e seis para fazer Colombo chegar ao Novo Mundo. Mas, se não mais se ouviu falar destes navegadores e porque a sua expedição foi frustada, provávelmente pelas difíceis condições existentes no mês de Março para quem se propõe navegar na direcção Oeste, conforme nota Samuel Eliot Morison na sua obra &#8220;As Viagens Portuguesas à América&#8221;.</p>
<p align="center"><strong>COLONOS PORTUGUESES NO BRASIL ANTES DE 1500?<br />
</strong>
</p>
<p align="center">A lenda de emigrados portugueses numa ilha Atlântica poderá ter algo a ver com repetidos relatos, embora não merecedores de muita confiança, da presença de colonos portugueses no Brasil ainda antes da chegada da armada de Pedro Álvares Cabral. O primeiro relato refere que o mais velho habitante vivo do Brasil teria declarado, no seu leito de morte em 1580, que vivera naquele país &#8220;cerca de noventa anos&#8221;. Outro relato é o de um certo Estevão Fróis, encarregado de um barco capturado pelos espanhóis: &#8220;Tinham má vontade em receber da nossa parte a prova do que alegávamos; nomeadamente, que Vossa Alteza tivera a posse destas terras [Brasil] durante vinte anos e mais, e que já João Coelho da Porta da Cruz habitante de Lisboa ali viera com outros para descobrir&#8221; (119) Estas histórias são pouco credíveis uma vez que a primeira colónia, nem sequer foi portuguesa mas francesa, fundada por Christophe Jacques, por volta de 1516. A primeira colónia nacional só se instalaria em Olinda em 1530, sob o comando de Duarte Coelho Pereira.</p>
<p align="center"><strong>EM BUSCA DE ANTILIA/SETE CIDADES<br />
</strong>
</p>
<p align="center">Como vimos Fernando Colombo relata como &#8220;no tempo do Infante Henrique de Portugal (+-1430), um navio português foi empurrado pelo mar para esta ilha Antilla.&#8221; A tripulação foi à igreja com os ilhéus mas receou ficar detida na ilha e fugiu assim que pôde. O Príncipe ouviu a sua história e ordenou-lhes que voltassem à ilha, mas os marinheiros largaram e não tornaram mais a ser vistos. Fernando relata que a areia de Antillia era composta de um terço de ouro puro. Galvão relata uma outra visita mais tardia, ou então uma outra versão da primeira:</p>
<p align="center">&#8220;In this yeere also, 1447, it happened that there came a Portugall ship through the streight of Gibraltar; and being taken with a great tempest, was forced to runne westwards more then willingly the men would, and at last they fell upon an Island which had seven cities, and the people spake the Portugall toong, and they demanded if the Moors did yet trouble Spaine, whence they had fled for the losse which they received by the death of the king of Spaine, Don Roderigo.</p>
<p align="center">&#8220;The boateswaine of the ship brought home a little of the sand, and sold it unto a goldsmith of Lisbon, out of the which he had a good quantitie of gold.&#8221;</p>
<p align="center">&#8220;Dom Pedro understanding this, being then governour of the realme, caused all the things thus brought home, and made knowne, to be recorded in the house of justice.&#8221;</p>
<p align="center">&#8220;There be some that thinke, that those Islands whereunto the Portugals were thus driven, were the Antiles, or Newe Spaine.&#8221; (66)</p>
<p align="center">Um outro relato nos chega através de Faria e Sousa, traduzido pelo Capitão John Stevens:</p>
<p align="center">&#8220;Depois da derrota de Roderico os mouros espalharam-se pela província, cometendo barbáries inumanas. A maior resistência era em Mérida. Os defensores, muitos dos quais eram portugueses, que pertenciam ao Supremo Tribunal da Lusitânia, eram comandados por Sacaru, um nobre godo. Muitas acções corajosas decorreram neste cerco, mas como não apareciam reforços e as provisões começavam a escassear a cidade rendeu-se sem condições. O comandante da Lusitânia, atravessando Portugal, chegou a uma cidade costeira, onde, reunindo um bom número de navios, lançou-se ao mar, mas ignora-se a que parte do mundo eles foram. Existe uma antiga lenda de uma ilha chamada Antilla no oceano ocidental, habitada por portugueses, mas que ainda não pôde ser descoberta.&#8221; (67)</p>
<p align="center">A versão do capitão Stevens acrescenta bastante à versão original. O texto original refere que os fugitivos fizeram-se ao mar para as Ilhas Afortunadas (Canárias ?), a fim de aí poderem preservar a sua raça. O texto menciona igualmente que essa ilha havia já sido alcancada pelos portugueses, sendo habitada por eles nas sete cidades que aí haviam construído: &#8220;tiene siete cividades&#8221;.</p>
<p align="center">Este último relato menciona uma movimentação a partir de Mérida, o que é perfeitamente credivel, e o comando por um militar também seria admissível natural numa deslocação efectuada em tais condições. Existem portanto algumas provas factuais que podem apoiar esta versão da lenda.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/ogrunho.wordpress.com/2902/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/ogrunho.wordpress.com/2902/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ogrunho.wordpress.com/2902/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ogrunho.wordpress.com/2902/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ogrunho.wordpress.com/2902/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ogrunho.wordpress.com/2902/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ogrunho.wordpress.com/2902/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ogrunho.wordpress.com/2902/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ogrunho.wordpress.com/2902/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ogrunho.wordpress.com/2902/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ogrunho.wordpress.com/2902/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ogrunho.wordpress.com/2902/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ogrunho.wordpress.com/2902/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ogrunho.wordpress.com/2902/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ogrunho.wordpress.com/2902/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ogrunho.wordpress.com/2902/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=movv.org&amp;blog=167029&amp;post=2902&amp;subd=ogrunho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Ilhas Satíridas</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Apr 2007 11:51:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clavis Prophetarum</dc:creator>
				<category><![CDATA[9/11 Denial]]></category>
		<category><![CDATA[As Ilhas Míticas do Atlântico]]></category>

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		<description><![CDATA[No geógrafo e historiador grego Pausânias encontramos a seguinte citação: &#8220;Como gostaria de saber mais sobre os sátiros, falava deles com numerosas pessoas. O cariano Euphenos contou-me que, indo a Itália, fora apanhado por uma tempestade e atirado para o &#8230; <a href="http://movv.org/2007/04/13/ilhas-satiridas/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=movv.org&amp;blog=167029&amp;post=2901&amp;subd=ogrunho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center">No geógrafo e historiador grego Pausânias encontramos a seguinte citação: &#8220;Como gostaria de saber mais sobre os sátiros, falava deles com numerosas pessoas. O cariano Euphenos contou-me que, indo a Itália, fora apanhado por uma tempestade e atirado para o mar exterior, onde por costume não se vai. Ali há muitas ilhas desertas, e noutras ilhas povos selvagens. Eles não queriam desembarcar porque já lá tinham estado antes e conheciam os habitantes. Mas, desta vez, foram obrigados a abordar. Os marinheiros chamam a estas ilhas &#8220;Satiridas&#8221;. Os habitantes seriam vermelhos como o fogo e teriam uma cauda, comprida como a do cavalo. Quando viram o barco, aproximaram-se das mulheres que iam a bordo. Intimidados, os marinheiros acabaram por lhes dar uma mulher bárbara. Os sátiros atiraram-se a ela para satisfazer a sua lubricidade.&#8221;</p>
<p align="center">E na tradução de Jones :</p>
<p align="center">&#8220;I, xxiii, 5: Eufemo, o Cariano, disse que numa viagem que realizou a Itália foi desviado da sua rota por ventos que o arrastaram para os mares nunca dantes navegados por marinheiros. Declarou que havia naquelas paragens muitas ilhas desabitadas, ao passo que noutras viviam selvagens&#8230; Os marinheiros chamaram-lhes Satirides e os habitantes tinham cabelo ruivo e caudas que não eram muito mais pequenas que as dos cavalos. Assim que se aperceberam da presença dos visitantes, correram para o navio sem pronunciar palavra e assaltaram as mulheres. Os marinheiros, aterrorizados, acabaram por levar uma mulher para a ilha. Os sátiros violentaram-na não da forma usual mas de maneira muito mais chocante.&#8221;</p>
<p align="center">E também Pompónio Mela, escrevia :</p>
<p align="center">&#8220;Além dos sábios e de Homero, Cornelius Nepos, historiador moderno digno de crédito, afirma que a Terra é inteiramente rodeada pelo mar. Para provar esta afirmação, invoca o testemunho de Q. Metellus Celer. Este teria contado o seguinte: quando era proconsul da Gália (no 62 a.C.), o rei de Botes ofereceu-lhe como presente vários &#8220;indios&#8221;. Como Metellus Celer perguntasse donde poderiam ter vindo estes homens, responderam-lhe que &#8220;marinheiros dos mares das Indias&#8221; os haviam apanhado durante uma tempestade através dos mares intermediários, para, no fim, irem desembarcar nas costas da Germânia&#8230;&#8221;</p>
<p align="center">Mais uma vez a descrição encaixa quase perfeitamente nas Canárias, especialmente a de Pompónio Mela, estranhamos somente a referência a estes &#8220;marinheiros das indias&#8221;, não porque não seja sobejamente conhecida a existência de laços comerciais entre o Império Indiano dos Guptas e o Império Romano, mas por encontrar estes marinheiros no Atlântico. Existirá porventura alguma relação com as moedas romanas encontradas na Venezuela ?</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/ogrunho.wordpress.com/2901/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/ogrunho.wordpress.com/2901/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ogrunho.wordpress.com/2901/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ogrunho.wordpress.com/2901/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ogrunho.wordpress.com/2901/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ogrunho.wordpress.com/2901/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ogrunho.wordpress.com/2901/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ogrunho.wordpress.com/2901/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ogrunho.wordpress.com/2901/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ogrunho.wordpress.com/2901/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ogrunho.wordpress.com/2901/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ogrunho.wordpress.com/2901/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ogrunho.wordpress.com/2901/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ogrunho.wordpress.com/2901/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ogrunho.wordpress.com/2901/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ogrunho.wordpress.com/2901/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=movv.org&amp;blog=167029&amp;post=2901&amp;subd=ogrunho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A Ilha do Diabo</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Apr 2007 12:09:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clavis Prophetarum</dc:creator>
				<category><![CDATA[9/11 Denial]]></category>
		<category><![CDATA[As Ilhas Míticas do Atlântico]]></category>

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		<description><![CDATA[A &#8220;Raccolta&#8221; de Ramusio (19) colocava ao Norte da Terra Nova a Ilha dos Diabos. Ruysch, no seu Atlas de 1507-1508, inseria nesta região do oceano uma &#8220;insula daemonum&#8221;. Corte Real (20) dava igualmente esse nome a uma ilha da &#8230; <a href="http://movv.org/2007/04/12/a-ilha-do-diabo/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=movv.org&amp;blog=167029&amp;post=2900&amp;subd=ogrunho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center">A &#8220;Raccolta&#8221; de Ramusio (19) colocava ao Norte da Terra Nova a Ilha dos Diabos. Ruysch, no seu Atlas de 1507-1508, inseria nesta região do oceano uma &#8220;insula daemonum&#8221;. Corte Real (20) dava igualmente esse nome a uma ilha da costa do Labrador (&#8220;Isola de los Demonios&#8221;). Thevet (21) na sua &#8220;Cosmographie&#8221; de 1575, narra os sofrimentos de alguns marinheiros naufragados no arquipélago dos Demónios.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/ogrunho.wordpress.com/2900/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/ogrunho.wordpress.com/2900/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ogrunho.wordpress.com/2900/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ogrunho.wordpress.com/2900/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ogrunho.wordpress.com/2900/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ogrunho.wordpress.com/2900/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ogrunho.wordpress.com/2900/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ogrunho.wordpress.com/2900/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ogrunho.wordpress.com/2900/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ogrunho.wordpress.com/2900/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ogrunho.wordpress.com/2900/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ogrunho.wordpress.com/2900/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ogrunho.wordpress.com/2900/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ogrunho.wordpress.com/2900/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ogrunho.wordpress.com/2900/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ogrunho.wordpress.com/2900/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=movv.org&amp;blog=167029&amp;post=2900&amp;subd=ogrunho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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