A Escrita Cónia

Língua-hipótese: o Cabila

Da tese da origem norte-africana da língua dos Cónios falámos em ponto anterior, e dos argumentos aí apresentados já nos ficou uma forte convicção de que seria na região norte-africana que encontraríamos a língua original dos cónios, aquela língua que através dos seu estudo nos poderia levar ao conhecimento da língua dos cónios. A arqueologia [...]

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Língua-hipótese: O Lusitano

Segundo Shulten o termo “lusitanos” encontraria a sua origem no povo celtibero dos Lusones, uma tese que Lambrino trataria de aprofundar reforçando deste modo a hipótese da matriz céltica dos lusitanos. Pouco se conhece da sua língua. As raras inscrições em língua lusitana não nos permitem aclarar suficientemente sobre a sua morfologia e natureza. Os [...]

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Língua-hipótese: o Grego

Sabe-se que em meados do terceiro milénio a.C. chegaram à Península Ibérica os primeiros mercadores provenientes do Mar Egeu, atraídos pelo comércio do cobre para abastecer os sempre ávidos mercados orientais. Descobriram-se traços deste comércio no povoado fortificado Eneolítico do Zambujal em que se encontraram pedaços de cobre ainda por processar, vestígios de fundições e [...]

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Língua-hipótese: A Origem Anatólica

Segundo Caetano de Mello Beirão, Rodney Young teria afirmado que a escrita do Sudoeste teria uma origem anatólica. Não encontrámos, contudo, qualquer indício que permita substanciar esta tese, razão pela qual nos limitamos a mencioná-la sem a levar mais adiante.

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Os Guanches e a Morte

a) Os Guanches e a Morte Quando falecia um Guanche, especialmente se tratava de um achimencey (nobre), um longo período de luto começava. Segundo os cronistas, os guanches acreditavam na via depois da morte e que os espíritos dos homens maléficos habitavam na ilha de Teide, ou Echeyde, enquanto que os espíritos daqueles que tinham [...]

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Língua-hipótese: O Guanche

A cultura dos povos indígenas das Canárias, os Guanches, é claramente uma cultura da civilização aurinhacense. Esta relação é defendida por Osborn, René Verneau e Lord Abercromby, que afirmam que estas ilhas atlânticas eram povoadas pela raça Crô-Magnon que tem sido caracterizada pela utilização desta indústria lítica. No seu “Races of Europe”, Ripley lança uma [...]

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Os Etruscos e a Estela de Lemnos

a) A Origem dos Etruscos Os autores clássicos não hesitavam quanto à origem asiática dos Etruscos. Heródoto, afirma-nos nas páginas das suas Histórias (I, 94) que os tirsenos tinham vindo da Lídia, por mar, até às costas italianas. Segundo o Pai da História, quando reinava o rei Atys, filho de Manes, ocorrera na Lídia uma [...]

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Língua-hipótese: o Etrusco

A par de fenícios e gregos, outra potência naval dominava as águas do Mediterrâneo Ocidental à época do florescimento das civilizações cónia e tartéssica: a Federação Etrusca. Embora nunca tivessem obtido as posições vantajosas de fenícios e gregos, os etruscos eram uma presença frequente na costa oriental da Península e aventuravam-se esporadicamente também nas águas [...]

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Língua-hipótese: o Sardo

Alguns textos clássicos mencionam a existência de um parentesco étnico entre os indígenas da Sardenha e as populações da Península Ibérica. Esta pista, apontada por Raymon Bloch, parece indicar que as populações das ilhas do Mediterrâneo pertencem maioritariamente a um estrato étnico e linguístico muito antigo, anterior às invasões indo-europeias. É isto que se deduz [...]

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Divindades Indígenas sob o Domínio Romano

Embora se desconheçam as designações exactas que os cónios davam às suas divindades, o trabalho precioso de José d´Encarnação[1] permite-nos esboçar qual era o panorama religioso no Sul de Portugal à época da presença romana. É razoável acreditar que tenha havido uma continuidade quanto às divindades cultuadas, uma continuidade entre o período pré-romano e o [...]

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A Religião dos Cónios

A reconstrução do sistema religioso cónio é, sem dúvida, um exercício particularmente difícil. Desde logo escasseiam os vestígios arqueológicos, os testemunhos monumentais estão completamente ausentes e as fontes escritas ou estão por traduzir, ou escasseiam entre os autores clássicos. Existem contudo alguns elementos disponíveis que podem ser utilizados para tentar uma reconstrução parcial do sistema [...]

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Contactos Comerciais dos Cónios

Se a arqueologia já nos deixou provas de contactos comerciais com as civilizações mercantis do Mediterrâneo Oriental, esses contactos assumem outra escala durante a I Idade do Ferro. Os fenícios fundam entrepostos comerciais como testemunham os achados de Castro Marim, Rocha Branca (Silves), Monte Molião (Lagos) e Alcácer do Sal. Esta presença, a que não [...]

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A Organização Política dos Cónios

É no Calcolítico que surge um sistema económico que mercê da hierarquização social e da constituição de uma organização pré-estatal forma uma sociedade que envolta em conflitos com as comunidades circundantes cerca as suas povoações de muralhas defensivas. Estas muralhas ovaladas e irregulares, posteriormente reforçadas com a adição de torres e bastiões indiciam um processo [...]

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A Sociedade Cónia

As localidades que os trabalhos arqueológicos nos permitiram conhecer são formadas por pequenos agrupamentos de habitações rectangulares, apresentando vários núcleos habitacionais contíguos. Em comum, para além da sua pequena dimensão, têm também o facto de não terem sido construídas em locais elevados, que seriam mais adequados a posições defensivas. Esta quebra de tradição com os [...]

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A Fonética da Língua Cónia

É por demais evidente a imensa dificuldade de discernir a fonética de uma língua desaparecida e com uma escrita que surge como intraduzível. Não é contudo completamente impossível o exame das tendências fonéticas, exame que terá que ser limitado aos nomes de divindades conhecidos e às raras palavras que podem ser isolados por entre os [...]

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A Origem dos Cónios

Autores gregos e latinos referem que a região hoje chamada Algarve foi habitada, em tempos pré-romanos, pelos Cónios. É provável que em épocas mais antigas fosse maior a área ocupada por eles, como se pode depreender do nome Conimbriga (<Coniumbriga), mas possivelmente a invasão de tribos célticas acabara por os levar mais para o Sul. [...]

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As Raízes Mediterrâneas dos Lusitanos

Quer os Lusitanos pertençam a velhas populações autóctones, quer sejam Iberos, parece indiscutível a sua pré-celticidade[1]. O professor Mendes Correia, conjugando os elementos da Antropologia, a Arqueologia e da História, apresenta os lusitanos “não como simples recém-vindos Celtas, Iberos ou Celtiberos, mas como um povo que tinha fundas e longínquas raízes no território, relacionando-se genealogicamente [...]

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O Sistema Fonético Cónio

Segundo o trabalho de Javier de Hoz: “El origen oriental de las antiguas escrituras hispanas y el desarrollo de la escritura del Algarve”, a língua dos Iberos possuía duas vibrantes: “r” e “´r” para além de nasais que assumiam representações gráficas diversas segundo a Escrita ibérica em que eram registadas. Hoz julga reconhecer na fonética [...]

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Os Grupos Semânticos de Bouda

Em 1949, K. Bouda distinguia – no decorrer de um trabalho de aproximação entre o Indo-Europeu e as línguas Finlandesas – onze grupos semânticos para identificar palavras semelhantes entre essas duas famílias linguísticas: 1 ) Denominações de seres humanos; 2 ) Partes do corpo humano; 3 ) Plantas; 4 ) Industrias domésticas e caseiras; 5 [...]

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Sobre o nome “Cónio”

No início do Neolítico, as populações Maglemosianas do Báltico introduziram na Europa – a partir da Ásia – o cão domesticado. Na Península Ibérica, a domesticação desse animal parece ter sido fruto da migração Capsense vinda do Norte de África por volta de 10.000 a.C. A utilização do animal na caça deu uma nova vantagem [...]

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Métodos de Decifração das Inscrições Cónias: Método Indutivo

Procura-se aqui obter o valor das palavras através da análise comparativa das frases e fórmulas empregues nas inscrições. Na ausência de uma inscrição bilingue – que ainda pode ser descoberta – o estudo das inscrições cónias deve ser construído em torno do exame dos textos isolados e através da sua comparação minuciosa. Este método, contudo, [...]

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Métodos de Decifração das Inscrições Cónias: Método Dedutivo

Trata-se de comparar as inscrições em análise com uma língua supostamente aparentada e deduzir, através desta comparação minuciosa, o significado das palavras das estelas a partir de palavras semelhantes na língua submetida a julgamento. Este processo depende sobretudo do estudo das mesmas palavras em diversas combinações, razão pela qual é também conhecido por “método combinatório”. [...]

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A Escrita Cónia: Alfabética ou Silábica

A maior e principal divisão dos sistemas de escrita fonéticos é aquela que os divide em alfabéticos ou silábicos. As escritas mais antigas eram essencialmente silábicas, um sistema com maior número de caracteres que o alfabético, mas que se baseia no facto de a sílaba ser a menor unidade em que é possível dividir uma [...]

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A Escrita da Sardenha

A Escrita da Sardenha poderia ser a que mais impacto teria no nosso estudo. Com efeito, sendo o sardo uma língua que a maioria dos autores identificam como “mediterrânea” , e tendo em conta que também ela, à sua semelhança usou como ponto de partida o alfabeto fenício, tudo isto a colocaria como uma passagem [...]

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A Escrita Cónia: Três Problemas de Tradução

A Língua da Escrita é Total ou Parcialmente Conhecida Mas a Escrita Pode ser Desconhecida Foi este o caso da tradução do Persa Antigo, cumprida por Grotefend em 1802. Quando Grotefend encetou os seus trabalhos a escrita Cuneiforme era desconhecida, mas o persa era relativamente conhecido através do estudo dos nomes próprios e dos textos [...]

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Tabela de Estelas Cónias: . Generalidades aplicáveis à tradução de todas as estelas cónias

Nesta tabela utilizaremos unicamente os caracteres da Tabela de Caracteres. Os caracteres cónios desenvolvem-se sempre na mesma direcção da escrita e da leitura, mas nas reproduções não respeitaremos essa convenção de modo a ser possível utilizar os mesmos caracteres da supracitada tabela de caracteres. A tarefa de traduzir as estelas é – já o dissemos [...]

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A Escrita Cónia: Tabela de Repetições de Pares

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Tabela de Sílabas finais suprimidas na numária ibérica

-Ab -Bietar -Ken -Kom -Is -Om -Salirban

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