A Escrita Cónia

Gilberto Madaíl e o corrupto “Mundo da Bola”: Eles ainda querem mais do NOSSO dinheiro

O líder do gang de bandoleiros que gere a “Bola” em Portugal, Gilberto Madaíl declarou à Lusa que queria lançar a candidatura de Portugal ao Mundial de 2018, esperando para tal recolher o apoio do Governo. Madaíl referiu que os estádios babilónicos do Euro2004 (mais uma bela decisão deixada por cá por Fujão Barroso) precisariam apenas de “melhoramentos” para serem usados no Mundial.

Ou seja, esta torpe e frequentemente corrupta maralha infecta do Futebol prepara-se para nos sacar mais dinheiro dos nossos impostos em troca das merçês eleitorais que tantos votinhos têm botado nas urnas eleitoriais.

Será que Sócrates vai alinhar também ele nesta basbaquice nacional que é a “Bola” e alimentar ainda mais estes interesses escuros que se movem em torno da FPF e da Liga? Os construtores civis (sempre soberanamente influentes, mesmo neste Governo, como se vê pelos fenómenos Ota e TGV) já estão a alinhar atrás de Madaíl, salivando… E os cofres do Estado? Resistirão eles a novo “Bodo aos Pobres”?

Fonte: RTP

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A Banca, os Arredondamentos e a Negação do Primado da Lei

Dando prova de um autismo criminoso, a Banca continua a agir como se vivesse num outro país e agora admite recorrer aos Tribunais se o Governo a obrigar a devolver os juros que cobrou a mais no crédito à habitação, com o truque abjecto dos “arredondamentos” em completa negação dos anunciados Spreads com que iludiram tanta gente…

As movimentações rasteiras do sector bancário começaram logo que o Governo anunciou a sua intenção de forçar os bancos a devolverem o dinheiro cobrado a mais aos seus clientes, através de uma proposta de Lei que irá submeter ao Parlamento e que prevê que o arredondamento sobre a taxa de juro seja feito apenas sobre a taxa de juro e não sobre o Spread e que este será sempre feito até à milésima.

João Salgueiro, o Papa Negro da Banca, veio logo ameaçar que a “banca encontraria outras formas de recuperar as perdas” e que a medida “não fazia sentido” e que “não é prática de um país bem ordenado”.

Salgueiro adiantou ainda que os bancos “não irão aceitar a ideia do Governo” rejeitando assim o primado da Lei e do Parlamento enquanto Órgão Legislativo representante supremo da República (que somos todos nós). Salgueiro adiantou ainda que a Banca vai munir-se de pareceres jurídicos que defendam a sua posição, estando já no Mercado dos Juristas procurando um dos mercenários legais do costume, sempre capazes de justificar seja lá o que fôr, desde que bem pagos.

Segundo consta, Marcelo e Clones já aumentaram a secreção de saliva, em resposta Pavloviana.

Fonte: Público

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O “esquecimento” da Rua António Maria Cardoso

Se acedermos ao site do Condomínio de Luxo Em www.pacododuque.com encontramos um interessante caso de “Branqueamento Histórico” patrocinado pela Imobiliária do Grupo Amorim e revelado no jornal Público de 27 de Outubro:

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Século XIV… Dom Nuno Alvares Pereira… Casa de Bragança…

Tudo muito bonito e romântico.

“Esquecem” é que foi precisamente neste local, e neste edifício que a Amorim agora está a recuperar é que funcionou a sede da PIDE/DGS até Abril de 1974.

Coisa pouca, mas que pelos vistos não deve vender muitos condomínios de luxo.

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Lista das Multas de Trânsito, com custos e graus de gravidade

Quem quiser ou estiver interessado… Pode clicar aqui.

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Eles querem inventar um “Imposto Discográfico” de aplicação generalizada para compensar as quebras das vendas de CDs e DVDs…

Segundo uma reportagem do telejornal da RTP1 de 29 de Outubro, haveria mais de um milhão de portugueses actualmente a sacar da Internet conteúdo ilegal, isto é, filmes, músicas e jogos.

As editoras afirmam ter em Portugal perdido “os direitos de autor referentes à música gravada sofreram nos últimos quatro anos um decréscimo de 34 por cento” que atribuem “fundamentalmente aos ‘downloads’ ilegais”.

O “jornalista” de serviço (se José Rodrigues dos Santos é “jornalista” por ler uns textos escritos por terceiros…) deu eco às palavras de um qualquer advogado da Editoras Discográficas clamando os seus protestos de dentro um fato rídiculo com riscas azuis.

Como “solução” para o problema, as Editoras (cujos lucros estranhamente não têm parado de crescer) contrataram agora um perito estranjanóide qualquer (óbviamente, nado num daqueles países frios e chatos do Norte da Europa) que anda a atirar para a parede a sua “solução”para o problema:

1. Aplicar um Imposto – através dos Governos – sobre os cidadãos para financiar a Indústria Discográfica e compensá-la por estas perdas.

2. Aplicar uma taxa aos IPS (tipo Sapo, Netcabo, etc.) e recuperar aqui essa suposta perda de vendas.

Em primeiro lugar, este conceito inovador de recuperar facturação através da via fiscal, aplicando o dito “imposto discográfico” a toda a Sociedade, e englobando assim todos aqueles muitos portugueses que não têm nem terão nunca Internet em casa e aqueles muitos que compram os seus conteúdos é no mínimo absurdo… Não sei de que é será este senhor “perito”, mas certamente que não o será em “células cinzentas”. Onde está a Justiça desta medida? Eu por exemplo, compro muitos DVDs e CDs originais todos os anos, onde está a Justiça de me cobrar um “imposto discográfico” por aqueles que sacam conteúdo ilegal na Internet?

Em segundo lugar, até posso concordar teoricamente com uma taxa aplicada e cobrada aos ISPs… É que quando estes usam nas suas campanhas de Marketing argumentos do género “Downloads Ilimitados” toda a gente sabe a que género de público querem alcançar… Isto é, se lucram precisamente com o tipo e volume de tráfego que só pode ser gerado por estes downloads massivos é de toda a Justiça que paguem pelos ditos. Mas se esta taxa fôr aplicada adivinhem lá em que bolsos é que se vai reflectir?… Pois. No de todos os utilizadores da Banda Larga, sejam eles, utilizadores das rede de P2P ou não…

A Solução?

Simples… As editoras deviam deixar de ser tão gulosas e baixar significativamente os preços dos seus produtos… Com preços baixos quem se daria ao trabalho de pagar 35 e tal euros a um ISP para ter 30 Gb de tráfego? Simultaneamente, podiam efectivamente cobrar uma taxa aos ISPs (como já se paga actualmente quando se compra um CD/DVD virgem), mas que nunca pudesse ser reflectida directa ou indirectamente nos consumidores finais.

Agora recuperar perda de facturação pela via fiscal… Isso é que não!

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O Irmão “Pintor” de Cavaco Silva

Depois de uma semana de intensa campanha mediática, em todas as televisões, no passado Sábado o irmão Cavaco Silva esgotou em menos de meia hora todos os quadros, numa cerimónia em que centenas de basbaques se babavam à frente das câmaras das televisões e os repórteres no local faziam os possíveis e os impossíveis para conseguir sacar dos ditos basbaques de carteira cheia algumas frases minimamente conexas e compreensíveis.

 

Aparentemente, a qualidade (baixa) dos ditos quadros não importou muito a estes “apreciadores de Arte” que se empurravam na Galeria, em busca dos seus cinco minutos de fama e de uma fugaz aparição na Televisão (entre duas reportagens de rua em que aparecia o sempiterno “Emplastro”).

 

Moral da História: Já se sabia que, em Portugal, para vender um livro bastava ser pivot de televisão, apresentador de programas matinais ou modelo de passerelle, mas agora, ficamos também a saber que para ser pintor, basta ser… Irmão de Cavaco Silva.

 

Nota Final: Cavaco Silva não comprou nenhum quadro ao irmão.

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Quase meio milhão de portugueses vive dos rendimentos…

Muito se tem discutido nos últimos anos em torno da evolução dos rendimentos e do poder de compra dos portugueses. No entanto, esta discussão não diz respeito a todos. É que, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), 5,1 por cento das pessoas vivem essencialmente de rendimentos gerados pelos seus activos, seja na forma de prédios, de acções ou de depósitos e obrigações.

No segundo trimestre deste ano, eram cerca de 450 mil os que tinham como principal fonte de rendimento lucros (dividendos), juros ou rendas.

(…)

O Instituto Nacional de Estatística classifica 93% destas pessoas como empregadas, o que significa que uma parte delas aufere igualmente rendimentos de trabalho (outra parte poderá não receber outros rendimentos, empregando o seu tempo de trabalho exclusivamente na extracção de rendimento dos seus activos).”

Fonte: Portugal Diário

 

Ou seja, existem quase tantos Desempregados neste país como pessoas que vivem dos Rendimentos e que não precisam de trabalhar!… É também certo que sendo 98% empregados, isso significa se estas pessoas abandonassem o emprego de que não precisam para viver isso… resolveria o problema do Desemprego…

É claro que estes 450 mil pertencem na sua maioria a profissões liberais (médicos, advogados e engenheiros) já que provêm maioritariamente de famílias que lhes providenciaram formação académica ao mais alto nível e que, logo, os seus lugares de trabalho não poderiam ser preenchidos pelos 460 mil desempregados, já que, nestes, o maior problema é precisamente a sua falta de Formação Profissional e Académica…

Mas não deixa de haver neste ponto uma certa ironia preversa…

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Mapa da localização dos 21 radares que a Câmara de Lisboa está a instalar

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E que terão câmaras de vigilância ligadas directamente à sede da Polícia Municipal…

Para saber mais, clique AQUI.

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A SIC Notícias, Plutão e os Astrólogos

A SIC Notícias (sempre ela!) emitiu ontem uma reportagem sobre o “interessante” tema das consequências para a Astrologia e o Tarot da despromoção de Plutão do estatuto de Planeta…

De permeio, brindaram-nos com a incorrecção de que os astrónomos teriam “por unanimidade” despromovido Plutão desse estatuto (esquecendo de mencionar o novo estatuto de “Planeta Anão”, para saber mais, clique AQUI), depois, presenteou-nos com extensos segmentos de entrevistas a um “Montoya” qualquer e a um outro “astrólogo” cujo nome irrelevante não registei.

Em primeiro lugar, não houve “unanimidade” coisa nenhuma… A votação ocorreu no final da sessão e apenas 400 astrónomos que restavam na sala votaram pela despromoção, quando em todo o mundo existem milhares de astrónomos profissionais. Ou seja… Não houve nenhuma “unanimidade” e até a própria designação “planeta anão” tem sido muito discutida…

A SIC colaborou assim com essa cáfila de inúteis, charlatões New Age, e parasitas vários que sugam o dinheiro de pessoas desesperadas e mal informadas, mascarando tudo sob a falsa manta de “Informação”.

E enquanto a SIC perdia tempo com esta “Não-Informação”…

A Sonda europeia Mars Express investigava uma das regiões mais misteriosas de Marte

A Agência Espacial Japonesa (JAXA) apresentava o seu primeiro satélite lunar, de nome “Selene”

A Rússia lançava a sua nova cápsula Soyuz-2

Esquecia-se de emitir estas notícias, estas sim, relevantes, importantes e que poderiam desempenhar um papel no precisado despertar para as coisas da Ciência e Tecnologia em Portugal.

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O IRS e as Famílias: Um “casamento” turbulento

No próximo Orçamento de Estado o ministro Teixeira dos Santos, avisou que a apresentação separada de rendimento de casadas deixaria de compensar em termos de poupança fiscal…

 

Com efeito, se até agora, existia a injusta situação de termos os casados com uma dedução à coleta de 50% (por cônjuge) e os não-casados uma de 60%, agora, ambas passam a 55%. Com a alteração, o Estado espera perder cerca de 30 milhões de euros de receitas.

 

Mas está no caminho errado!

 

Portugal está no perigoso caminho da evaporação demográfica e do Ermamento absoluto do seu Interior, e urge tomar medidas que invertam rápidamente este declínio demográfico. A Via Fiscal poderia ser uma das formas ideais para inverter este perigoso processo e foi aquela seguida na Escandinávia, desde a década de 60, com sucesso, mas é também aquela que tem sido ignorada pelos sucessivos governos que o Bloco Central tem colocado no Poder desde 1975.

“Justiça” não é equiparar fiscalmente casados e não-casados. “Justiça” seria reduzir a carga fiscal sobre as famílias (casadas ou em união de facto), e sobretudo, sobre as famílias numerosas que mais contribuem para a Demografia.

Mas para isso era preciso… Visão. Para além dos curtos e muito delimitados horizontes contabilísticos impostos pela Europa…

 

Fonte: Jornal de Notícias

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RepórterGrunho: As “mudas” da Avenida de Roma

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A fotografia documenta um grupo de imigrantes de Leste, presumivelmente romenos ou moldavos que percorrem há meses as chamadas “Avenidas Novas” de Lisboa com um papel na mão, escrito em castelhano, em que afirmam que estão a fazer uma recolha de fundos para uma “associação de surdos-mudos”.

Algumas delas são claramente menores, mas os pais andam uns metros mais acima ou abaixo, vigiando-os.

Surge a pergunta… Ainda que admitamos que sejam surdo-mudos (poderão ser, embora o facto de serem todos familiares e da mesma nacionalidade o não permita acreditar), esta “recolha de fundos” no mínimo configura um crime burla, dado que essa associação não tem certamente existência real (a folha é uma fotocópia de uma fotocópia, não têm cartões identificativos, o método de abordagem é muito intrusivo, etc.).

Surge assim a pergunta… Onde estão as autoridades? Porque toleram que crianças sejam usadas nestas redes profissionais de mendicidade? Onde estão as autorizações de residência? E o crime de Burla?

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RepórterGrunho: 0% de Spread… Será mesmo?

Começam a multiplicar-se as campanhas publicitárias de Bancos onde se destaca um suposto “0% de Spread” nos empréstimos à compra de habitação.

Obviamente, a coisa não é bem assim… Para além das elevadíssimas comissões bancárias que a Banca nos suprime (as mais altas da Europa, aliás), agora, surgem também com este tipo de publicidade… Embora os cartazes se limitem a referir a mensagem “0%”, se acedermos aos sites destes bancos (como o Totta) encontramos a mensagem completa…

Spread de 0% durante o primeiro ano
Aproveite o poder que colocamos nas suas mãos e tenha a casa com que sempre sonhou. Para isso, oferecemos-lhe um incrível spread de 0% durante o primeiro ano.

Bem sei que quem tentar aceder a um destes empréstimos há-de ouvir isto do Banco… Mas aquilo que surge nos cartazes e nas campanhas publicitárias não merecerá ser classificada como:

Publicidade Enganosa?!

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Os AntiVendedores da FNAC

Passo frequentemente por uma loja da FNAC num centro comercial que me absterei de indicar… Aqui aparecem frequentemente dois empregados cuja atitude perante o trabalho é no mínimo… negativa.

Certa vez, estava eu a mirar os DVDs em exposição (um dos meus raros passatempos de domingo) quando entra na loja um grupo de jovens que se dirige directamente ao balcão. Aqui, um deles destaca-se dos demais e pergunta ao empregado de serviço: “Tem daqueles discos onde dá para gravar música?”. O empregado olha para o jovem… E ao fim de uns dois segundos diz: “Não, não temos.” Eu viro a cabeça, olho para a prateleira e vejo umas oito torres de CD para gravar…

Dias depois, volto à carga, namoriscando os DVDs e aparece uma senhora que pergunta a outro empregado da mesma loja da FNAC (outro!) tem o último disco do Bob Dylan? “Não.” (assim, curto e bruto), e, minutos depois surge uma mãe e a sua filha adolescente que pergunta ao balcão ao mesmo empregado: “Pode tirar o autocolante do preço deste CD para eu ver a lista de temas?”, responde o bruto: “não.” Assim, de novo.

Caramba… Com gente desta ao balcão admira é que aquela loja da FNAC se mantenha aberta ao fim de tanto tempo… Isso e que raio de política de selecção de Pessoal que existe nesta loja (e noutras?) da cadeia francesa…

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A EMEL foi novamente condenada a devolver por cobranças excessivas…

Quem viu ontem o telejonal nas várias televisões de canal aberto pode ter visto uma reportagem sobre a vitória de um queixoso contra a EMEL (um dos muitos…) que apresentara ao Tribunal Arbitral de Lisboa uma queixa contra um procedimento da EMEL que passa por quando um veículo ultrapassa o período de tempo que pagou por alguns minutos lhe apresentar uma “multa” pelo valor total da ocupação diária. Isto é, se o utilizador pagar uma hora de estacionamento e ultrapassar essa hora num minuto, o fiscal da EMEL, tem indicações da administração dessa empresa para obrigar ao pagamento da TOTALIDADE do período possível de ocupação nesse parquímetro, isto é, INCLUINDO A HORA JÁ PAGA.

Esta atitude insere-se num conjunto de prática polémicas e moralmente questionáveis por parte desta Empresa Municipal e já levou a EMEL a perder vários processos no Tribunal Arbitral, sendo obrigada a devolver o valor pago em excesso em todos os casos que chegaram a esse tribunal. Contudo, o valor da devolução por queixoso ronda os 1 a 3 euros, enquanto que esta prática ilícita e ilegal rende à EMEL vários milhares de euros todos os meses!

Todos aqueles que forem vítimas desta prática TÊM que reclamar e apresentar a sua queixa junto do Tribunal Arbitral de Lisboa e o nosso Governo e a Câmara Municipal deviam forçar a EMEL a parar com esta prática ilegal e condenada.

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Dicas para melhor promover o livro “Goor – A Crónica de Feaglar” do nosso amigo Pedro Ventura

A propósito da recente publicação do livro “Goor – A Crónica de Feaglar” do nosso amigo Pedro Ventura listo aqui alguns processos que poderão usar para ajudar na venda e distribuição do livro:

1. Se planeiam comprar livros este ano… Comprem várias cópias do “Goor – A Crónica de Feaglar”, mas não na mesma livraria! Comprem cada cópia em cada livraria diferente, de modo a induzir o livreiro a pedir mais exemplares. Se comprarem todos os 3 ou 4 de uma vez, apenas um livreiro pedirá novos exemplares ao editor e não 3 ou 4 livreiros… E cada um não se limitará apenas a pedir ao editor o vosso exemplar… Pedirá sempre 2 ou 3…

2. Se não encontrarem nenhuma cópia numa livraria, não se limitem a ir embora sem dizer nada. Dirijam-se ao livreiro e perguntem-lhe: “Tem a Goor – A Crónica de Feaglar da Papiro Editora”? Se ele responder: “Não, posso mandar vir”. Aceitem e vão depois buscar o vosso precioso exemplar. E nunca peçam mais do que um de cada vez… Façam isto por cada exemplar que esperam adquirir.

3. Se encontrarem os “Goor – A Crónica de Feaglar” numa livraria numa prateleira afastada ou perto do chão, peguem num exemplar e discretamente coloquem-no na prateleira que está ao nível dos olhos da maioria das pessoas (no meu caso isso será pelos 1,89 m…)

4. Se a livraria tem uma secção de lançamentos ou de destaques (como a Barata) peguem num exemplar, folheiem-no e “esqueçam-no” sobre essa prateleira ou mesa…

5. Se encontraram o vosso exemplar de “Goor – A Crónica de Feaglar” no meio de vários livros de outros temas que não os ligados à literatura fantástica, movam-no discretamente (por telequinésia) para junto de obras do mesmo género, tipo Tolkien ou Watership Down.

 

 

E aqui ficam, por fim, uns sites com dicas para escritores como o Sá Morais seguirem e promoveram o seu próprio livro:

http://www.articlecodex.com/Articles/Arts/Writing/How-To-Promote-A-Book-10687.htm
http://www.writing-world.com/promotion/index.shtml
http://www.writing-world.com/promotion/promo03.shtml
http://www.adlerbooks.com/promguid.html
http://www.sandralamb.com/freelance.html

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Mais um… “Quintus”

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No outro dia, no meio de uma das minhas (raras) sessões de insónias, ligo a televisão e dou com esta série que já me garantiram ser um verdadeiro portento, ao nível do melhor que já se fez em televisão e que estaria à altura (coisa rara) do romance original Watership Down de Richard Adams… E não é que precisamente na altura em que fiz o zap falava um personagem que na versão inglesa se chama “Fiver”, mas que o tradutor português em boa hora traduziu para… Quinto?

E vai mais um…

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Da ligação entre Actividade Económica e Propriedade Intelectual

“No artigo “The World is Spiky”, publicado na revista The Atlantic Monthly, que existe uma forte correlação entre a actividade económica e a produção de propriedade intelectual. Esta localiza-se num conjunto reduzido de regiões no planeta em que existem universidades de classe mundial.”

“As classificações internacionais das universidades são sempre questionáveis porque utilizam um conjunto limitado de critérios. Mas as mais recentes demonstram que a Europa tem um reduzido número de universidades de excelência e que Portugal não tem nenhuma.”

(…)

“Se o Benfica seguisse o sistema napoleónico das nossas universidades, baseado em vagas e no Orçamento Geral do Estado, é o que aconteceria (…) As promoções baseadas no mérito (e não em vagas) poderiam ser facilmente financiadas por fundos próprios.”

“Este é apenas um dos muitos exemplos que explicam a ausência das nossas universidades nas classificações internacionais e de Portugal nos mapas da economia do conhecimento.”

Fonte: Expresso de 9 de Setembro de 2006.

Este curto artigo de António Câmara, no Expresso, é revelar do estado calamitoso em que se encontram as nossas universidades… E da importância que existe em recuperar deste estado para que – por fim – se possa retirar o país deste estado de atraso endémico e tradicional.

O exemplo da Índia é nos dias hoje flagrante: embora muito do seu presente sucesso dependa dos baixos salários e do baixo nível de vida da sua população, o coração do seu presente sucesso reside na capacidade das suas universidades de gerarem um número muito razoável de licenciados de classe mundial, que participam nas primeiras linhas da permanente revolução da Informação dos nossos dias. Um dia, estes antigos universitários (fruto de um dos mais exigentes sistemas de selecção do mundo) exigirão ordenados compatíveis com os europeus e americanos, mas então, já terão transferido para a Índia um número suficiente de empresas de tecnologia que crie por si a devida massa crítica para garantir a sua própria sobrevivência no local, e continuarão a ter o mais importante…. O capital intelectual…

Da minha fugaz passagem pelo curso de Direito na Universidade Clássica e da menos fugaz passagem por História da UAL observei também este fenómeno das promoções por vagas, do nepotismo generalizado e dessa praga que assola Portugal inteiro, que é o dos nomes-de-família. Muitos dos professores que conheci eram-no apenas porque eram filhos de fulano ou de sicrano. Porque tinham nos últimos nomes o mesmo nome de um professor ilustre de antanho, porque eram sobrinhos de Alguém, filhos, etc, enfim, Nepote no seu melhor… Os quantos que lá estavam por mérito efectivo (em média um em cada quatro) sobreviviam dificilmente num meio fortemente adverso que tudo fazia para impedir a sua progressão por mérito e que favorecia sempre os filhos-de-alguém. Entrar no sistema? Era praticamente impossível… Embora por vezes, com uma grande dose de sorte, tal fosse efectivamente possível… No Estado era ainda pior… O sistema era tão napoleónico como escreve António Câmara e as escassas vagas eram desesperadamente disputadas e ansiadas ao longo de décadas, pouco importando o valor dos trabalhos de investigação de cada um ou as suas valências académicas… O que importava mesmo era a “Vaga”, não se se era um bom ou mau professor, ou se se era um bom ou mau investigador… Só importava “aquele” texto no Diário da República…

Enfim. Este é o estado de coisas que urge mudar… Se queremos mesmo transformar a nossa sociedade e retirar as nossas universidades dos rankings humilhantes onde são colocadas em todas as tabelas internacionais que classificam universidades públicas e privadas…

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Do Eminente Fracasso do “Apito Dourado”

“O Apito Dourado prometia ser a maior investigação alguma vez feita ao futebol português. Havia indícios de corrupção, os principais dirigentes desportivos tinham sido detidos ou viam-se enredados no escândalo, mas dois anos e meio depois pouco resta, para além da divulgação sucessiva de escutas telefónicas e da exposição pública dos “vícios” dos principais rostos do futebol. O processo principal continua à espera que seja declarada aberta a instrução. A ameaça de inconstitucionalidade do diploma que define a corrupção desportiva ou a possibilidade de virem a ser anuladas as escutas telefónicas prometem transformar esta investigação em mais um fracasso. A comparação com o escândalo italiano é, por isso, inevitável. A realidade que as autoridades transalpinas encontraram não é muito diferente da portuguesa. Mas em Itália, um dos mais emblemáticos clubes do Mundo já foi punido com a descida de divisão – a Juventus milita agora na série B – e outros, como o AC Milan, começaram o campeonato com um desconto considerável de pontos.”

Fonte: Tânia Laranjo in Público de 20 de Setembro de 2006.

A corrupção no Futebol é um fenómeno alargado a todos os grandes clubes de fubetol portigueses e – aparentemente – a quase todos os demais. Os dois grandes “papas negros” da Bola portuguesa, Valentim Loureiro e Pinto da Costa, parecem, em particular, profundamente enredados numa teia que urdiram para favorecer os seus próprios clubes e interesses. Contudo, a Justiça deixou passar em relação a estes dois nebulosos personagens a impressão da impunidade… Depois de prisões espectculares, os dois energúmenos foram soltos e pavonearam-se longamente sobre a sua impunidade, insultando assim a Justiça, o próprio Estado d Direito e a Democracia. Os falsos pruridos de algumas falsas virgens alojadas no Benfica não ajudaram para a credibilização do pantanoso mundo dos dirigentes de futebol… E contudo, estes, de Loureiro a Veiga continuam massivamente populares entre os portugueses, a qual maioria parece pouco importar se um dado campeonato é ganho por jogos de bastidores ou através da verdade desportiva, e este fenómeno é talvez o mais triste de todo este processo… É que se os tribunais falhassem havia pelo menos a censura da Opinião Pública para punir estas personagens, mas esta parece demasiado cega pelos seus fervores clubísticos para punir quem quer se seja… A própria Justiça parecem contagiada por esta “cegueira clubística” ora “perdoam” escandalosamente a dívida fiscal da Liga de Clubes, ora deixam surgir convenientes suspeitas sobre a “ameaça de inconstitucionalidade do diploma que define a corrupção desportiva”…

Tudo caminha para mais uma vitória do corrupto “Mundo da Bola” sobre Portugal…

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Lançamento de “Goor – A Crónica de Feaglar I” de Pedro Ventura

Chamo a vossa atenção para este novo livro, que deverá começar a chegar às livrarias a partir de 30 de Setembro: Este romance de ficção fantástica promete ser uma das maiores revelações do ano (a atentar pelos extractos que já lemos…)!

Sugerimos assim que estejam atentos aos escaparates das livrarias e coloquem este romance na lista das vossas leituras prioritárias!

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Sobre as “taxas moderadoras” na Saúde e o “Cheque Saúde”

Na minha modesta e limitada opinião, o Sistema Nacional de Saúde devia ser profundamente reestruturado do ponto de vista financeiro e contabilístico.

Quanto às “taxas moderadoras” cujo aumento vem ciclicamente a lume, tenho a minha opinião… O cidadão devia “pagar” o custo real de cada intervenção, mas esse pagamento devia ser virtual, isto é, feito pelo próprio a partir de um determinado “cheque saúde” concedido pelo Ministério da Saúde e que poderia ser gasto em qualquer hospital público ou privado, à escolha do próprio utente, segundo os seus próprios critérios, e não os absurdos actuais critérios geográficos. Esse cheque teria um valor proporcional ao dos seus rendimentos, sendo tanto menor quanto maiores fossem estes. Seria algo do tipo do “vale alimentar” que hoje já existe nos EUA e que é entregue gratuitamente pelo governo federal às famílias mais carenciadas.

O modelo do “Cheque Saúde” (ignoro se o termo já foi usado por alguém, mas é provável que sim) mantem a grande prioridade do Sistema Nacional de Saúde: que é o oferecer cuidados de Saúde a quem efectivamente precisa deles, independentemente dos seus Rendimentos, está, portanto conforme à filosofia Utilitarista que sigo (Peter Singer), aos princípios budistas e até às teses descentralistas de E. F. Schumacher. Na aparência, pode parecer “liberal” (e daí?!) porque coloca o sector privado em concorrência directa com o Público, cabendo à melhor oferta a escolha do utente, mas motiva o bom desempenho, a boa gestão em ambos, ao criar um salutar e dinâmico mecanismo de concorrência que reduzirá os desperdícios tão comuns no Estado, ao mesmo tempo que motivará este e os Privados a oferecer um melhor serviço… E sobretudo, com o estabelecimento de uma relação directa entre o custo do serviço e o seu preço, dará importantes mecanismos de gestão às instituições de Saúde e ao próprio utente, transferindo para si a Escolha da forma como melhor poderá gastar a cobertura financeira que os seus descontos asseguraram.

Em momento algum, defendo contudo a possibilidade do fim de descontos para um sistema público de Saúde… Quem é cliente de um Seguro de Saúde, sabe o mal que estes funcionam… Os atrasos nos pagamentos, os erros sucessivos nos pagamentos e, sobretudo, como os clientes destes sistemas privados são sistematicamente colocados no fim das listas de consultas de todos os médicos desses sistemas… Por isso não são solução. Sobretudo porque os Seguros de Saúde pertencem a empresas privadas que… podem falir, evaporando assim os capitais neles depositados na forma de contribuições para esse sistema de saúde privado…

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Pina Moura e a Biomassa

No último dia 11 de Setembro foi o último dia para a entrega de propostas para a construção de 15 centrais de biomassa, lançado pelo Ministério da Economia.

Resta agora ao país europeu mais dependente do petróleo esperar que a Iberdrola não concorra a este concurso, não seja derrotado nele por ter a pior proposta e que o seu “Deputado da Nação” e “Presidente” (não necessariamente nesta ordem) não impugne os seus resultados, atire todos para os nossos rápidos tribunais e mantenha Portugal na dependência quase total do petróleo durante mais 10 anos. Foi isto que Pina Moura fez com o concurso das Eólicas, despuduradamente e impunemente e é isto que fará agora com a biomassa se a “sua” Iberdrola perder o concurso.

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A Religião Cónia: O Culto Lunar

A Serra de Sintra é identificada por Ptolomeu (século I-II) como “A Serra da Lua”, um tipo de culto astral que deve recuar ao próprio Calcolítico como testemunham as lúnulas descobertas na região e que denota certamente a existência de um culto lunar, provavelmente ligado a cultos da fertilidade e da deusa-mãe, enquanto consorte do astro solar, relacionado por sua vez com o elemento masculino.

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Sobre a promoção por Mérito ou Antiguidade dos Professores do Ensino Público

“A ministra da Educação tem uma proposta simples: que os professores entrem e progridam na carreira, não em função de um direito natural ou da antiguidade, mas do mérito. Dos resultados obtidos, das aulas dadas, das provas prestadas. Antes mesmo de conhecerem os detalhes da proposta, já os Sindicatos dos Professores estavam a ameaçar com a “maior greve que país jamais viu”.

Miguel Sousa Tavares, Expresso de 9 de Setembro de 2006.

Os professores e os sindicatos que tão mal os representam deviam estar preocupados não com as tentativas de estabelecimento de uma “meritocracia” no Sector, mas com a forma como estta é implementada! O erro da ministra não está em atribuir prémios em função do mérito de cada docente, está em não ter esclarecido cabalmente os métodos de avaliação e de se ter deixado enredar no bloqueio tentado pelos corporativos Sindicatos dos Professores. Estes parecem sobretudo temer que os seus melhores sejam premiados e promovidos, como se os “professores” que militam profissionalmente nos sindicatos não se encontrassem no número desses melhores… Isto é, como se defendessem uma Causa Própria…

Nada é mais injusto e promotor da incompetência e do desleixo do que uma promoção automática por idade, que apenas castiga aqueles que morreram e que premeia alguém pelo simples facto de… conseguir respirar. Os parâmetros de avaliação têm que ser unânimes, pré-definidos antes da avaliação, claros, quantificáveis e conhecer o mecanismo de Recurso. Uma vez criados e acordados, a sua aplicação devia ser uma prioridade para todos os agentes educativos, desde o Governos, às Escolas, aos Pais e aos… Professores. Portugal precisa desesperadamente de melhorar a qualidade do seu ensino público, de forma a dar o salto qualitativo das suas Gentes de que precisa para poder cumprir o seu programa histórico. E não é alimentando a Estática, o Imobilismo e o Corporativismo que irá alguma vez aumentar a qualidade das suas gentes…

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A Religião Cónia: Uma Língua Aglutinativa?

Tentaremos determinar se a língua dos cónios é, ou não, aglutinativa, isto é, se os conceitos fundamentais, nomes ou verbos, são expressos por intermédio de uma única sílaba (ou polissílabo) num processo de aglutinação que, consoante as circunstâncias transforma a palavra central adicionando-lhe sufixos e prefixos. Um dos exemplos mais conhecidos deste sistema pode ser encontrado na antiga escrita suméria na qual, seguindo o exemplo de C. B. F. Walker (“O Cuneiforme”): “filho, é dumu, “filhos” dumu-mes, “seus filhos” dumu-mes-a-ni, “para seus filhos” dumu-mes-a-ni-ir.”

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A Religião Cónia: Divindades Pré-romanas conhecidas no território português

Albocelus

Este teónimo surge numa inscrição achada em Vilar de Maçada, no concelho de Vila Real. Segundo A. Tovar o teónimo estaria ligado ao topónimo Albocela, uma cidade mencionada por Políbio (III, 14, 1) que seria habitada pelos Vaccei.

Ameipicer

Presente numa ara descoberta na Quinta de Orjais, a sul da cidade de Braga. Blásquez Martinez acredita tratar-se de uma ninfa, como uma das Nimphae fontis Ameucni, chamando também a atenção para a semelhança do teónimo com Ameucn, uma divindade aquática.

Antiscreus

A ara que menciona esta divindade foi descoberta no Castro de Monte Redondo, no concelho de Braga. Esta divindade dos Bracari é segundo Leite de Vasconcelos de características salutíferas.

Aponianicus Poliscinius

O nome desta divindade indígena está presente numa ara achada na cidade de Lisboa. Para José d´Encarnação, tratar-se-ia de uma divindade tópica em que Aponianicus seria um epíteto do deus Poliscinius. O ilustre autor acredita ainda que se trataria de uma divindade relacionada com o culto das águas, dado mencionar uma nascente Aponus nos arredores de Pádua.

Aracus Aranius Niceus

A ara onde está grafado o nome deste deus foi descoberta em Manique de Baixo, freguesia de Alcabideche, concelho de Cascais.

Arantius Tanginiciaecus

Presente numa inscrição da ara descoberta no Rosmaninhal no concelho de Idanha-a-Nova. F. Alves Pereira crê que Arantius seria a divindade territorial dos Igetani.

Arentia e Arentius

Os nomes destas divindades surgiram numa ara encontrada nos arredores de Tinalhas, no concelho de Castelo Branco. Arentius também aparece numa ara de Chão do Touro no Concelho de Idanha-a-Nova. O culto a esta divindade estava bem marcado territorialmente pelo território dos Igetani, como nos recorda F. Alves Pereira. O autor refere igualmente a possibilidade de se tratar apenas de uma divindade pessoal, exclusiva de um determinado crente. Aras dedicadas a este par divino foram também encontradas em território espanhol, mas em Portugal todas as quatro aras que referem estes dois deuses foram encontradas nas cercanias de Idanha. A estrita delimitação geográfica indica tratarem-se de divindades tutelares, hipótese além do mais reforçada – como nota José d´Encarnação – pelas ligações étnicas dos sufixos -NT e -ENSIS.

Arentius Cronisensis

A ara que apresenta o nome desta divindade foi encontrada na freguesia de Zebras no concelho do Fundão.

Arus

Existe uma única referência a esta divindade pré-romana numa ara encontrada numa ponte sobre o rio Paiva, no Concelho de Castro Daire, Distrito de Viseu. Blázques Martinez acredita tratar-se de uma divindade guerreira, possivelmente assimilável a Marte. O nome, aliás bastante semelhante ao grego Aries, faz acreditar nisso mesmo.

Ataegina

Embora no território espanhol tenhamos vários exemplos de dedicatórias a esta deusa, em Portugal temos apenas um único exemplo deste culto numa ara descoberta algures no Distrito de Beja. Para Leite de Vasconcelos, Ataegina era a deusa da terra e dos seus frutos, comparando os seus atributos com os de Proserpina e com os de Libera, deusa da fertilidade dos campos e da procriação. Esta ligação com o renascimento da natureza na Primavera pode resultar numa ligação com o mundo do Além, tanto mais porque existe pelo menos uma ara em que se lhe faz uma “devotio”. Ataegina teria também algumas características salutíferas dada a existência do epíteto “servatix” observado numa ara espanhola, que significa precisamente “conservadora da saúde”. O número de aras e a extensão do seu culto mostram que Ataegina era – a par com Endovelico – uma das divindades indígenas mais cultuadas ao tempo da dominação romana. Alias, Lambrino acredita que estas duas divindades constituíam um par divino embora não existam aras que reunam os dois teónimos.

Aturrus

Este teónimo está presente numa ara descoberta na Avenida da República, em Lisboa. É T. Scarlat Lambrino que observou que o nome desta divindade correspondia exactamente ao do rio Ador, na Aquitânia francesa. Também surgem aqui vários topónimos com este elemento (por exemplo, Vicus Atora) e o povo Aturenses. Em Portugal temos pelo menos um exemplo da presença deste elemento, no nome Aturo Viriati presente numa ara indígena. Para Scarlat Lambrino e Blázquez Martinez tratar-se-ia de uma divindade ctónica, ligada ao culto infernal.

Auga

A referência a Auga foi descoberta numa ara achada em Fontes, Santa Marta de Penaguião. Existe um certo consenso nos autores ao a apontarem como uma divindade de origem grega.

Banda-

São numerosas as divindades cujos teónimos começam pelo tema band-. As várias divindades que compartilham este tema parecem exclusivas a regiões onde os celtas estiveram presentes. Para Adolfo Coelho, a raiz estaria ligada ao antigo irlandês bandea, feminino de dia (deus), embora para Leite de Vasconcelos o tema, embora céltico, signifique não “deusa”, mas a ideia de ordenar ou proibir, o que confere com a hipótese de Blázques Martinez que as identifica como divindades tutelares dos castros e cidades indígenas.

O tema é bastante frequente na toponímia galega (como notou Lopez Cuevillas) e em Portugal conforme observa Arlindo de Sousa, no artigo “Langóbriga”: “No pequeno quadrilátero com vértices na vila da Feira, Estarreja, Vouzela e São Pedro do sul temos as três povoações de Bandavizes (concelho de Vouzela), Bandulha (concelho de Estarreja e São Pedro do Sul) e os deuses Bandavelugus e Bandoga. Entendemos que há relação filológica e histórica entre os três topónimos e o nome do deus Band. Próximo à linha São Pedro do Sul-Vouzela, em Castelo de Penalva, consagrou-se a Bandaioilienaicus ou Bandius Ilienaicus. No quadrilátero um pouco maior, com vértices nos concelhos de Paços de Ferreira, Ribeira da Pena, Santa Marta de Penaguião e Mesão Frio, temos as povoações de Bande e Banduja, o hidrónimo Banduje e o deus Bandaraeicus. Na Galiza os topónimos Bande e Baños de Bande devem estar relacionados com os mitónimos Bandua da inscrição brigantina e da igreja moçárabe de Mixós, em Verin, e de Banduaetobrigus, de Santa Maria de Codesás. Na região dos Igaetani, onde se conservam muitos vestígios da civilização céltica temos Ba…dia e Bandiarbariaicus”.

José d´Encarnação – o autor que seguimos mais de perto no que respeita às divindades indígenas – acredita tratar-se de uma divindade masculina, dado os epítetos que geralmente o acompanharam se revelarem do género masculino, embora exista de facto a excepção de Isibraia. De qualquer modo, Banda era sem dúvida ao lado de Endovélico e Ataegina uma das divindades mais cultuadas no nosso território.

Banda Brialeacus

Presente numa ara descoberta no concelho da Covilhã, em Orjais.

Banda Raeicus

Embora a ara em que surgia este teónimo se tenha perdido, sabe-se que foi achada em Ribeira da Pena, no concelho de Vila Real.

Banda Velugus Toiraecus

A inscrição solitária que contempla este teónimo foi descoberta numa lápide do Castelo de vila da Feira.

Banda Arbariaicus

A lápide revelando esta divindade indígena foi encontrada em Capinha, concelho da Guarda.

Bandis Isibraia

Duas aras mencionando o nome desta divindade foram achadas na Bemposta, concelho de Penamacor.

Bandis Oilienaicus

Registado numa lápide descoberta em Esmolfe, no concelho de Penalva do Castelo.

Bandis Tatibeaicus

A lápide que mostra este teónimo foi achada em Queiriz, em Fornos de Algodres. Para Russel Cortez, esta divindade estaria associada ao culto lunar, profusamente registado na Península. Blázques Martinez julga reconhecer na terminação do teónimo um dativo pré-céltico.

Bandis Vorteaeceus

A ara onde esta divindade está registada foi descoberta no Salgueiro, concelho do Fundão.

Bandoga

Este teónimo foi registado numa lápide votiva descoberta no castro de Mau Vizinho, situado no concelho de São Pedro do Sul. Tratar-se-ia de uma divindade feminina.

Bandua

Esta divindade foi descoberta numa ara em Nossa Senhora de Hedra, em Bragança.

Bormanicus

São duas as aras que apresentam gravada esta divindade, tendo sido descobertas em Caldas de Vizela, no recentemente criado concelho de Vizela. Cabe a Francisco Sarmento a melhor descrição desta divindade: “Borvo ou Bormânico era um deus céltico, cujos benefícios se manifestaram nos bolhões de água”. Édouard Philibon defende semelhante opinião ao acreditar que o tema Bormo- está próximo do indo-europeu guhormo-, que significaria “quente”. Contudo, F. Russel Cortez defende uma corrente diversa colocando-se ao lado daqueles que acreditam na grande disseminação dos povos lígures pelo sul da Europa, nomeadamente ao ver em Bormânico uma divindade lígure.

Brigus

A referência a esta divindade indígena foi descoberta numa ara achada em Delães, no concelho de Vila Nova de Famalicão. O teónimo pode estar relacionado com a palavra celta briga que entra na formação de tantos topónimos peninsulares.

Cabar

Embora se tenha perdido à muito o rasto da inscrição que estaria numa parede da igreja de Pinho, no concelho de São Pedro do Sul, o teónimo Cabar que aqui estaria registado parece – segundo Blázquez Martinez – estar ligado ao indo-europeu “kapro” que para o ilustre linguista J. Pokorny teria como significado “cabra”. Poderá assim tratar-se de uma divindade totémica, possivelmente tutelar.

Caepus

Este teónimo pode ser encontrado numa ara descoberta na Quinta de São Domingos, no concelho de Sabugal. Leite de Vasconcelos acredita que o vernáculo caepus (cebola) pode estar na origem do teónimo, arriscando afirmar que seria um “deus das cebolas, protector das hortas”.

Carneus / Ptarneus

Presente numa ara encastrada nas paredes da Igreja Matriz de Sant´Ana, em Arraiolos, esta divindade segundo José d´Encarnação pode estar ligada a Karneios, a divindade nacional dos Dórios. Tratava-se de um protector dos rebanhos, identificado com Apolo, o que não deverá ser estranho ao indo-europeu kar, kára, karnos associadas precisamente a carneiros e ovelhas.

Carus

O teónimo Carus encontra-se num cipo achado em Santa Vaia de Rio de Moinhos no concelho de Arcos de Valdevez. Para Holder a existência de um rio Carus poderia indicar o carácter aquático desta divindade.

Castaecae / Castaeci

A ara mencionando esta divindade foi encontrada (e entretanto perdida) em Santa Eulália de Barrosas, em Caldas de Vizela. Se Hübner acreditava tratar-se de uma ninfa, no que era secundado por Leite de Vasconcelos. De qualquer modo, Blázques Martinez salienta que na Gália existia um topónimo Castae, o que parece indicar uma origem céltica para esta divindade.

Coronus

A ara mencionando esta divindade pré-romana foi encontrada em Serzedelo, no concelho de Guimarães. Tratava-se provavelmente de um deus da guerra, conforme defende Blázques Martinez, dado ter sido registada a sua aparição conjuntamente com Corotiacus, uma divindade associada a Marte.

Cosus

Descoberta em Vale de Ervosa, Santo Tirso, a ara que incluía o nome desta divindade, pode referir-se a um deus ligado à água, dado o potamónimo Cosa, ter sido registado por Dauzat.

Cosunae

Presente numa inscrição achada na Citânia de Roriz, este teónimo parece indicar uma ninfa ou ninfas que aí eram adoradas. Essa é a opinião da maioria dos autores (como Leite de Vasconcelos e Blázques Martinez).

Dafa

Este teónimo está presente numa inscrição achada no Castro de São Lourenço, no concelho de Esposende.

Densus

A ara com este teónimo foi descoberta em Felgar, Moncorvo.
Dii Deaeque Coniumbricensium

A ara mencionando este interessante teónimo para o assunto desta obra foi encontrada no concelho de Vila Nova de Foz Côa. Dizemos interessante porque a presença do elemento “conium” já levou alguns investigadores a levantarem a hipótese de os Cónios terem descido do Centro de Portugal para o Sul. Alias, o topónimo Conimbriga seria precisamente um traço de migração.

Durbedicus

Encontrada em Ronfe, Guimarães, a ara com este teónimo, segundo Adolfo Coelho podia basear-se no antigo irlandês derb (certo, verdadeiro ou ilustre).

Durius

Descoberta na cidade do Porto, a ara em que se achava o nome desta divindade achava-se certamente na origem do nome do rio que banha a Invicta.

Endovelicus

Existem mais de sete dezenas de aras e inscrições incluindo este teónimo, todas elas oriundas do mesmo local, o monte de São Miguel da Mota, em Terena, no concelho do Alandroal. O número registado mostra bem a importância deste culto, especialmente se comparado com a
média das inscrições com outros teónimos que não excede os 1,2.

O teónimo é grafado em pelo menos três formas: endovellico, endovollico e endovolico.

Este santuário de Endovelicus era muito concorrido, segundo Leite de Vasconcelos, aqui se adivinhava o futuro, o mesmo autor refere que a presença da palavra deus, indicia tratar-se de uma divindade tópica e adianta também tratar-se de uma divindade com carácter naturalístico e um dos génios tutelares da medicina. Mas Lambrino discorda deste carácter medicinal. Para o autor, não se justificaria a sua coexistência com Esculápio, cujo culto foi registado na mesma região, nota igualmente a falta de qualquer nascente medicinal nas redondezas do santuário. Conjuntamente com A. Tovar, defende tratar-se de uma divindade infernal lendo Endo-beles, como “muito negro”. O javali, animal associado a este teónimo, a palma e a coroa de louros levam a acreditar que se trate de um deus dos mortos, representado nas aras pela figura de um génio alado erguendo uma tocha ardente.

Frovida

O culto a esta divindade foi registado no concelho de Braga. Leite de Vasconcelos supõe que Frovida seria uma divindade aquática, um risco que aliás corre para muitas divindades sem provas muito substanciais.

Genius Civitatis Baniensium

A lápide onde estava registado este teónimo foi encontrada em Mesquita, Moncorvo.

Genius Conimbricae

A ara que contém a referência a esta divindade pré-romana foi descoberta no Fórum de Conimbriga.

Genius Cor

A lápide com o nome desta divindade foi encontrada em Soutinho, no concelho de Aguiar da Beira.

Genius Depenoris

Esta divindade era adorada no Castro do Mau Vizinho, no concelho de São Pedro do Sul.

Genius Laquiniensis

A ara foi descoberta em São Miguel das Caldas de Vizela, no concelho de Vizela.

Genius Tiauranceaicus

Este Genius foi descoberto numa ara presente no concelho de Ponte de Lima. Tiauranceaicus é uma palavra claramente ibérica, pelo menos no seu radical. Leite de Vasconcelos afirma a propósito deste teónimo que -aicus é uma terminação presente em genis loci.

Genius Toncobricensium

Descoberta em 1882 em Freixo, Marco de Canavezes, esta inscrição do século I apresenta o tema longo-, como a vários nomes peninsulares.

Hermes Devorix

A lápide apresentando esta divindade foi descoberta e acha-se ainda na Capela de Nossa Senhora do Rosário, em Outeiro Seco, no concelho de Chaves. Devorix pode encontrar as suas origens no celta deiuos ou no indígena devorus, segundo Maria de Lourdes Albertos.

Igaedus

O teónimo foi descoberto em Idanha-a-Nova. D. Fernando de Almeida acredita que esta era a divindade adorada pelos igaeditani. A presença de uma ara com este nome grafado junto de uma fonte medicinal pode indicar que se trata de um deus com personalidade Salutífera.

Ilurbeda

Duas aras encontradas em Covas dos Ladrões, Góis, testemunham o culto a esta divindade. O coronel Mário Cardozo escreveu a propósito: “Que Ilurbeda é um nome de ressonância tipicamente ibérica parece não haver dúvida. As raízes i-, ili-, ilur-, são frequentes no onomástico ibérico (…) Há numerosos exemplos de nomes étnicos e geográficos ibéricos com essas raízes: Ilerda (Lérida) e os Ilergetes, os Ileates, do Bétis (Guadalquivir), vizinhos dos Cempsos; Ilucia, a noroeste de Cástulo, Ilici (Elche); Iliturgis, perto de Córdova; Iliberris, etc. Com a raiz ilur-, é citado (…) o nome da divindade (?) ibérica Ilurberrixo, bom como os nomes geográficos Iluro e Ilurco. Shulten cita a tribo dos Ilurgavones.”

Issibaeus

Registado numa ara descoberta em Miranda do Corvo, Issibaeus seria para José d´Encarnação mais uma divindade indígena cultuada no actual território português.

Iuno Meirurnarum

A estela mencionando este teónimo foi achada em São Veríssimo, no concelho de Felgueiras.

Iuno Veamuaearum

A ara mencionando esta divindade foi achada em Freixo de Numão, Meda. Infelizmente, foi dada como perdida e sobre ela nada mais se sabe.

Iupiter Assaecus

Descoberta em Lisboa, a divindade presente nesta estela de Belém possui o elemento assa- presente em vários nomes hispânicos. Por outro lado, a terminação -ecus é também frequente nesta onomástica, o que reforça o seu carácter indígena.

Lares Caireieses

A ara com este teónimo foi descoberta em Zebreira, no concelho de Idanha-a-Nova.

Lares Cerenaeci

Os Cerenecos eram um povo que vivia no concelho de Marco de Canavezes, e o nome desta divindade não é certamente alheia a este nome.

Lares Cusicelenses

Esta inscrição dedicada a este teónimo encontra-se no número daquelas que foram perdidas. Foi achada em Couto de Algeriz, Chaves.

Lares Findenetici

Descoberto em Chaves, a inscrição que inclui este teónimo apresenta como oferente um nome frequente em inscrições hispânicas, conforme nos recorda Blázques Martinez.

Lares Erredici

A ara foi encontrada em São Pedro de Agostém, em Chaves.

Lares Lubanc

Esta divindade está presente numa ara descoberta em Conimbriga e em que surge o antropónimo indígena CAMAL.

Mandiceus

A árula votiva que apresenta esta divindade foi descoberta em Madre de Deus (Sintra) em 1956 e apresenta aquela que Mário Cardozo considera ser “uma divindade indiscutivelmente ibérica”.

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O advogado do Diabo ou O Paladino da EMEL

Um certo “Zé Fiscal” que mora em Moscavide teve o prazer de me deixar um comentário insultoso a propósito deste meu Post sobre a inexistência de trocos nas máquinas com que a EMEL infectou as ruas de Lisboa:

“Na semana passada tive que me deslocar a esse prestigiado centro de consumo espanhol de nome El Corte Inglês e eis o que me sucedeu:
– ao chegar perto do Centro tive que estacionar o carro numa das concessões da Emel. Curiosamente as tarifas variavam entre numeros impares ( ou 3 ou 7) e optei por uma hora de 0,53 céntimos (?????) – o valor em si – não arredondado – já é interessantemente estúpido. Mas o mais engraçado ainda estava para acontecer. Ao introduzir os 53 céntimos a máquina não aceitou as moedas de 2 e 1 céntimos, embora constem como aceites na ranhura de introdução das moedas. Resultado esperado: coloquei 55 céntimos e fiquei a “arder” com 2 céntimos porque a máquina também não dá trocos. Ora fazendo bem as continhas (estimativas) vamos a uma estatística: entram diariamente em Lisboa cerca de 1.800.000 pessoas. Se 1/20 destas pessoas possuir viatura e deixá-la numa destas concessões, temos cerca de 90000 pessoas. o que numa simples continha dá 90000(pessoas)*2 (céntimos)=180000 centimos ou 1800 euros. E isto numa base hipotética de 1 carro por cada 20 pessoas que entram na cidade, o que peca por alto desvio! Neste país não é preciso ir às prisões para se aprender a roubar!! Como pagador de impostos sinto-me perfeitamente indignado!”

A isto comenta o fiel seguidor da EMEL (insultos censurados):

Ó meu granda p* de m* meu c*, meu p* do c*, és mesmo uma c* e uma g* b*!!! Se uma hora são 53 cêntimos e se a máquina não aceita os um e dois cêntimos (sim, porque confundiste, meu granda b*, a indicação de moedas de um e dois EUROS aceites com as de um e dois cêntimos), podes meter ou 55 cêntimos como meteste ou só cinquenta cêntimos, que a máquina, em vez de uma hora, dá-te mais ou menos uns minutos, consoante o caso. AONDE É QUE ESTÁ O ROUBO, MEU MONTE DE M*???!!! As contas que fizeste bem as podes meter pelo c* acima!!! E já agora ficas a saber que ninguém da EMEL te vai multar por cinco ou dez minutos que eu conheço o pessoal bem…”

Diz o desbocado comentador de Moscavide que as máquinas têm uma imagem que aponta para moedas de 1 e 2 euros e não cêntimos, e que nesse caso seria eu que não teria sido capaz de ver a coisa. Admito que saberá do que fala especialmente porque passa o dia a tirar o nosso dinheiro de dentro delas e a transportá-lo para os cofres dos seus patrões. Mas repare-se como não desdiz o facto das malditas máquinas não darem trocos… Omissão curiosa. Nem as minhas contas… Outra omissão curiosa. E se bem percebo, devia ter confiado na bonomia e no beneplácito dos fiscais da EMEL (que se forem todos como este senhor devem ter boa catadura, devem…) para meter os tais 50 cêntimos e rezar para que não exercecem o seu poderzinho de enfiar o bloqueador no meu carro. Aliás quanto à boa educação de alguns fiscais da EMEL basta ver as palavras da Vereadora que tutela a EMEL que o DN cita aqui

Como todos os comentários insultuosos, foi apagado, que gente sem respeito, cultura ou decência não merece a consideração de ficar nestas paragens, contudo mantive esta pequena pérola da bestialidade na forma “suavizada” que acima apresento neste Post…

Mas este senhor fez regressar à tona um dos meus ódios de estimação: a EMEL.

Empresa inútil, criada para empregar uns boys de João Soares, saqueadora dos espaços públicos que a Câmara confiscou para seu usufruto e para manutenção dos tachos dos seus amigos e de demais criadagem recrutada (não incluo aqui os fiscais, que não passam de infelizes que não encontraram na vida ocupação mais digna e honrosa que a de vigiaram o desvio do dinheiro dos munícipes para os cofres da EMEL).

A EMEL é uma empresa inútil e parasitária. Não produziu nada além de uns medíocres arranjos de passeios que de qualquer modo deviam ter sido arranjados pelas Juntas de Freguesia e Câmara. Além de disso, confiscou o espaço público, declarou-o como “seu” e disse que a partir daí, os cidadãos tinham que lhe pagar “protecção” para poderem estacionar os seus carros.

E já agora, explique-me lá se é ou não verdade que a EMEL não tem poder legal para passar multas? É que o “vosso” controverso decreto de 1995 nunca foi engolido por muita gente que nunca reconheceu a uma empresa privada o poder contra-ordenatório… A PSP aliás nunca digeriiu a coisa (e bem…). E explique-me lá também porque é que os bloqueadores não são capazes de bloquear as rodas de jipes, apenas os carros dos cidadãos menos abastados? E explique-me porque é que depois do bloqueio temos que secar duas horas pelo vosso carro? E não me diga que não bloqueiam carros que excedam uns minutos o limite de estacionamento: PORQUE BLOQUEIAM! E diga-me lá porque bloqueiam carros estacionados correctamente e deixam em paz carros em segunda fila (chamassem a Polícia, ao menos, e isso nunca fazem seus “racionalizadores do trânsito”)

A suposta “racionalização” do estacionamento urbano nunca passou de miragem e paleio inconsequente, dado que o verdadeiro objectivo sempre foi o saque do Espaço Público e a erecção de um sem número de barreiras burocráticas para dificultar o acesso do cidadão aos “cartões de residente” (basta ver a tonelada de documentação que é necessário reunir para pedir uma 2ª Via do cartão de residente).

São estes burocratas que este “Zé Fiscal” defende. Incapaz de compreender que nada tenho contra os que como ele vestem de verde e vigiam as actividades imorais e parasitárias da EMEL, este “senhor” decidiu insultar-me.

Pois que o faça!

Mas não aqui.

 

Quanto aquilo que a EMEL é:

A EMEL é provavelmente a empresa municipal que mais criticas, suspeitas de corrupção e reclamações dos munícipes tem suscitado, sem que tenha havido qualquer iniciativa de esclarecimento das situações apontadas.  

1. Suspeitas de corrupção. Machado Rodrigues, o vereador que a criou e supervisionou até 16 de Dezembro de 2001, acabou por ser envolvido em alegadas praticas de compadrio na sua gestão. Jornais como o Público, demonstram que a EMEL é hoje em grande parte controlada por empresas de amigos e familiares deste vereador. Ver

2. Substituição de Competências Municipais. É sabido que os serviços municipais são, na sua maior parte, ineficientes, despesistas e repletos de dirigentes e funcionários laxistas. Com a criação da EMEL pretendeu-se de uma forma expedita resolver o problema. O resultado foi substituir a lógica de funcionamento de um serviço público por a de uma empresa virada para a obtenção do lucro. O planeamento foi substituido por actuações casuísticas suscitadas pelo aparecimento de boas oportunidades de negócio. Faz-se não o que é necessário, mas o que permite obter rápidos retornos e benefícios acrescidos. O resultado é evidente em toda a cidade: Apesar dos enormes investimentos realizados na construção de parques, o estacionamento continua caótico. 

3.Contas Obscuras. O lisboeta tem dificuldades em perceber os parcos números que a empresa apresenta sobre os seus resultados. Ao todo explora cerca de 30 parques ( alguns em fase de conclusão), 2 mil parquimetros correspondentes a 40 mil lugares. Apesar disto, em 2000 deu prejuízo, porque segundo os seus administradores a CML lhes sugou o dinheiro para tapar os buracos noutras empresas municipais.

4. Descoordenação entre a EMEL e a PSP. Um municipe é multado quando se esquece de pagar nas zonas parqueadas, mas outro que o faça, mesmo ao lado num passeio, passadeira para peões pode deixar lá o carro o tempo que quiser que não lhe acontece nada. Os primeiros são multados desde 1998 por funcionários da EMEL, os segundos estão a cargo da PSP que se está borrifando para a questão.

5. Arbitrariedade nos tarifários. A EMEL pratica um política arbitrária de tarifas, sem que nenhuma explicação seja dada aos municipes.

6. Exigências Disparatadas. A EMEL exige aos municipes que pretendam obter um cartão para estacionarem na sua própria rua, documentação que excedem os limites da razoabilidade. Os reclamações acumularam-se na DECO (Associação de Defesa do Consumidor)

7.Agência de Empréstimos. A expansão das competências da empresas acabaram-na por a transformar numa benemérita angariadora de empréstimos bancários a custo zero, para que os municípes possam adquirir os seus lugares em parques estacionamento da EMEL. Ver

8.Destruição do Património. A construção desenfreada de parques de estacionamento pela cidade, não poupou o património. Na Praça da Figueira foi, por exemplo, destruído um bairro islâmico.

9. Novos Negócios. A nova área de negócio – os parques residenciais -, levanta mais do que nunca suspeitas sobre a forma a como o processo da construção destes é conduzido. Ver . Um Exemplo Concreto

in http://jornalpraceta.no.sapo.pt/emel1.htm

 

 

Para saber mais:

http://automotor.xl.pt/1104/200.shtm

http://jornalpraceta.no.sapo.pt/emel1.htm

http://oreivainu.weblog.com.pt/arquivo/088959.html 

e muitos outros…

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Morangos com Açúcar: “somos-todos-a-favor-do-diálogo”

“A hierarquia sumiu-se no interior destas famílias. O modelo é o do pai e mãe género “somos-todos-a-favor-do-diálogo”. Não há regras, apenas sentimentos. Deste mundo, desapareceram ainda o praze da aprendizagem, a ânsia de afirmação e a necessidade de estudar. Ninguém lê, ouve música séria ou discute temas interessantes. Estamos entre lupens intelectuais. Do ponto de vista social, há poucas diferenças: ao pretender que a série seja vista pelo maior número possível de jovens, a estação optou por incluir, lado a lado, “betos” e “dreads”. Basta reparar nos nomes das personagens – ao lado das Matildes, Constanças e Marianas surgem as Carlas, Vânias e Jessicas – para se perceber que a convivência é deliberadamente interclassista.”

Escreve Maria Filomena Mónica numa contundente frase sobre a imensamente popular série da TVI “Morangos com Açúcar”.

Fonte: Revista Atlântico, nº 17

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A Religião Cónia: O Culto Solar

Os escudos redondos seriam (segundo Varela Gomes) uma representação do disco solar. O escudo seria uma imagem solar que o guerreiro transportaria consigo no combate e de cuja protecção dependeria. Esta interpretação do arqueólogo português concorda com a interpretação que J. Déchelette já tinha proposto em 1909 para as representações deste tipo que frequentemente podem ser encontradas em objectos rituais da Idade do Bronze e do Ferro e que mercê das suas reduzidas dimensões não podiam ter utilidade militar.

Escavações em curso desde Setembro de 2001, conduzidas pelo arqueólogo David Calado, permitiram descobrir em Bensafrim e Odiáxere (Lagos) três menires datados dos finais do IV e princípios do V milénio. Estes menires gravados, descobertos na Quinta Queimada foram colocadas num quadrilátero de vinte metros quadrados e foram classificados pelo arqueólogo como pertencentes à “Cultura neolítica da Baixa de Lagos”, aparentada, por sua vez, à “Cultura neolítica do Golfo de Cádiz”. Estes menires apresentam figuras solares, e montículos, provavelmente representações de seios femininos, um carácter sexual que não é raro encontrar na cultura megalítica e que é reforçado pela aparição de uma vulva num desses menires, assim como pela forma declaradamente fálica de um outro, descoberto em Figueiral (Bensafrim). Ora, é precisamente em Bensafrim que foi encontrada, escavada e investigada uma das maiores necrópoles cónias e uma das que mais estelas inscritas deu a conhecer. A aparição destes menires esculpidos numa região tão próxima pode permitir revelar alguns traços da religião das populações que precederam a civilização cónia e que a podem ter influenciado profundamente.

O culto solar estava directamente ligado com a aplicação do Poder político, como se depreende da associação do guerreiro com o Sol e com a continuação desta ligação com a administração local durante o período romano, conforme nos testemunham os restos epigráficos desse período.

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