Arquivo da Categoria: Movimento Internacional Lusófono

1 – O Movimento Internacional Lusófono é um movimento cultural e cívico que visa mobilizar a sociedade civil para repensar e debater amplamente o sentido e o destino de Portugal e da Comunidade Lusófona.
2 – As nações e os 240 milhões de falantes da Língua Portuguesa em todo o mundo constituem uma comunidade histórico-cultural com uma identidade, vocação e potencialidade singular, a de estabelecer pontes, mediações e diálogos entre os diferentes povos, culturas, civilizações e religiões, promovendo uma cultura da paz, da compreensão, da fraternidade e do universalismo à escala planetária.
3 – Os valores essenciais da cultura lusófona constituem, junto com os valores essenciais de outras culturas, uma alternativa viável à crise do actual ciclo de civilização economicista e tecnocrático, contribuindo, com o seu humanismo universalista e sentido cósmico da vida, para uma urgente mutação da consciência e do comportamento, que torne possível uma outra globalização, a do desenvolvimento das superiores possibilidades humanas e da harmonia ecológica, possibilitando a utilização positiva dos actuais recursos materiais e científico-tecnológicos.
4 – As pátrias e os cidadãos lusófonos devem cultivar esta consciência da sua vocação, aproximar-se e assumir-se como uma comunidade fraterna, uma frátria, aberta a todo o mundo. A comunidade lusófona deve assumir-se como uma comunidade alternativa mundial – uma pátria-mátria-frátria do espírito, a “ideia a difundir pelo mundo” de que falou Agostinho da Silva – que veicule ideias, valores e práticas tão universais e benéficas que todos os cidadãos do mundo nelas se possam reconhecer, independentemente das suas nacionalidades, línguas, culturas, religiões e ideologias. A comunidade lusófona deve assumir-se sempre na primeira linha da expansão da consciência, da luta por uma sociedade mais justa, da defesa dos valores humanos fundamentais e das causas humanitárias, da sensibilização da comunidade internacional para todas as formas de violação dos direitos humanos e dos seres vivos e do apoio concreto a todas as populações em dificuldades. Para que isso seja possível, cada nação lusófona deve começar por ser exemplo desses valores.
5 – A identidade e vocação histórico-cultural da comunidade lusófona terá expressão natural na União Lusófona, a qual, pelo aprofundamento das potencialidades da actual Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, constituirá uma força alternativa mundial, a nível cultural, social, político e económico. Sem afectar a soberania dos estados e regiões nela incluídos, mas antes reforçando-a, a União Lusófona será um espaço privilegiado de interacção e solidariedade entre eles que potenciará também a afirmação de cada um nas respectivas áreas de influência e no mundo. Ou seja, no contexto da União Lusófona, a Galiza e Portugal aumentarão a sua influência ibérica e europeia, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné, Angola e Moçambique, a sua influência africana, o Brasil a sua influência no continente americano e Timor a sua influência asiática, sendo ao mesmo tempo acrescida a presença de cada um nas áreas de influência dos demais e no mundo. Sem esquecer Goa, Damão, Diu, Macau, todos os lugares onde se fale Português e onde a nossa diáspora esteja presente, os quais, embora integrados noutros estados, serão núcleos de irradiação cultural da União Lusófona.
6 – No que respeita a Portugal e à Galiza, este projecto será assumido em simultâneo com o estreitamento de relações culturais com as comunidades autónomas de Espanha, promovendo aí a cultura galaico-portuguesa e contrabalançar a influência espanhola em Portugal. O mesmo deve acontecer entre o Brasil e os países da América do Sul. Galiza, Portugal e Brasil, bem como as demais nações de língua portuguesa, devem afirmar sem complexos os valores lusófonos nas suas respectivas áreas de influência.
7 – A construção da União Lusófona, com os seus valores próprios, exige sociedades mais conscientes, livres e justas nos estados e regiões lusófonos. Em cada um desses estados e regiões, cabe às secções locais do Movimento Internacional Lusófono, dentro destes princípios essenciais e em coordenação com as dos restantes estados e regiões, apresentar e divulgar propostas concretas, adequadas a cada situação particular, pelos meios de intervenção cultural, social, cívica e política que forem mais oportunos.

Do Passaporte “Agostinho da Silva” ou Passaporte Lusófono

Uma das primeiras tomadas públicas de posição do MIL: Movimento Internacional Lusófono versou precisamente sobre o tema da cidadania lusófona ou do Passaporte Lusófono. O tema era então tão polémico e aparentemente tão “utópico” como hoje. Na altura (2002) recordo-me … Continuar a ler

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Portas, CPLP e contradições várias

Numa entrevista recente, Paulo Portas o “MIA” ministro dos negócios estrangeiros português disse que o “português é falado em quatro continentes e em dois deles – América do Sul e África – com uma grande expressão demográfica” acrescentando ainda que … Continuar a ler

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Debate Público MIL: Património Musical Português

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O MIL acaba de criar o “Movimento Por uma União Lusófona”. Através do apoio via facebook, o movimento mais popular ganha o direito a reunir com o Primeiro-Ministro. Para apoiar o “Movimento Por uma União Lusófona”, basta ir até http://www.portugal.gov.pt/pt/o-meu-movimento/ver-movimentos.aspx?m=262 … Continuar a ler

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Sondagem sobre a União Lusófona

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Sobre a “Parceira Especial” entre Cabo Verde e a União Lusófona, o “Passaporte Lusófono” e demais aproximações

Depois da “Força Lusófona de Manutenção de Paz“, uma das primeiras tomadas públicas de posição do MIL foi a defesa de um “Passaporte Agostinho da Silva” que facilitasse a circulação de pessoas entre o espaço lusófono. Em 2001-2002 a ideia … Continuar a ler

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Agostinho da Silva: “o que é necessário é que se ensine a estudar, a trabalhar pelos próprios meios; viagens, contactar com os homens e não a prisão dos colégios (…), nada de violência na educação, tudo por meios suasórios, pela brandura”

Por forma a que se possa desenvolver sobretudo a inteligência do aluno, para que depois resolva as questões por si próprio, Agostinho sublinha que “o que é necessário é que se ensine a estudar, a trabalhar pelos próprios meios; viagens, … Continuar a ler

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Agostinho da Silva: “Não o simples saber e a cega obediência intelectual, mas o espírito critico, a tolerância, a coragem ante as pequenas ou grandes dificuldades”

“Não o simples saber e a cega obediência intelectual, mas o espírito critico, a tolerância, a coragem ante as pequenas ou grandes dificuldades, a calma inabalável, o amor da Humanidade, a cooperação de todos para o bem de todos, a … Continuar a ler

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Agostinho da Silva: “O conflito é muito grave; o progresso material exige que se abandonem todos esses hábitos mentais de vago impressionismo e de palpite, sob pena de inevitável catástrofe económica e política”

“O conflito é muito grave; o progresso material exige que se abandonem todos esses hábitos mentais de vago impressionismo e de palpite, sob pena de inevitável catástrofe económica e política; uma Humanidade que não resolva, imediatamente, o problema da distribuição … Continuar a ler

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Agostinho da Silva: “Para um povo se poder considerar livre, é necessário que possa usar de sua inteligência critica sobre uma base de informação tão segura e atualizada quanto possível”

“Para um povo se poder considerar livre, é necessário que possa usar de sua inteligência critica sobre uma base de informação tão segura e atualizada quanto possível.” Agostinho da Silva, Educação do Quinto Império O Saber deve estar sempre disponível. … Continuar a ler

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Agostinho da Silva: “Instruir sem educar pode ser a mais perigosa das empresas em que se empenha um homem ou um país”

“Instruir sem educar pode ser a mais perigosa das empresas em que se empenha um homem ou um país, pois que vai pôr instrumentos de vida ou morte nas mãos de quem, se não era ignaro por nascimento, ignaro se … Continuar a ler

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Agostinho da Silva: “Ora o mestre não se fez para rir; rir é de facto um mestre aquele de que os outros se riem, aquele de que troçam todos os prudentes e todos os bem estabelecidos”

“Ora o mestre não se fez para rir; rir é de facto um mestre aquele de que os outros se riem, aquele de que troçam todos os prudentes e todos os bem estabelecidos.” Agostinho da Silva Não tenhamos medo do … Continuar a ler

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Agostinho da Silva: “Habituar o espírito a uma atitude critica e pô-lo em contacto franco e inteligente com os problemas da via deve ser visto como o objetivo de toda a educação que se não limita ao ensino das técnicas e à fabricação em série de indivíduos resignados e apáticos”

“Habituar o espírito a uma atitude critica e pô-lo em contacto franco e inteligente com os problemas da via deve ser visto como o objetivo de toda a educação que se não limita ao ensino das técnicas e à fabricação … Continuar a ler

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Agostinho da Silva: “O grande mal do mundo de hoje é que não existe, para o desenvolvimento extraordinário que tomou a produção, uma organização nacional adequada”

“O grande mal do mundo de hoje é que não existe, para o desenvolvimento extraordinário que tomou a produção, uma organização nacional adequada; todas as atividades humanas estão em atraso em relação às que permitiriam uma abundância maior do que … Continuar a ler

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Sobre o mais recente golpe militar na Guiné-Bissau

A recente implicação do chefe da Marinha da Guiné-Bissau, Bubo Na Tchuto, na ultima intentona militar parece ter resultado de um conflito interno – entre as mais altas patentes militares guineenses – sobre a sucessão na Armada e era já … Continuar a ler

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Entrevista ao galizalivre.org: “Sendo Português existe um dever moral e histórico de solidariedade para com a Galiza”

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Sobre a adesão da Guiné Equatorial à CPLP

“Em 2010, a Guiné Equatorial esteve prestes a integrar a CPLP como nono Estado-membro. Contudo, em parte devido a protestos espontâneos da opinião publica em vários países lusófonos contra a entrada da ex-colónia espanhola; as delegações dos Estados-membros decidiram adiar … Continuar a ler

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Progressos na constituição de uma “Força Lusófona de Manutenção de Paz”

Uma das primeiras posições públicas do MIL defendia em 2001 a constituição de uma “Força Lusófona de Manutenção de Paz”. A ideia, então absolutamente original e pioneira, não foi inconsequente e mais de dez anos depois (porque esse é o … Continuar a ler

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Agostinho da Silva: “Tantas e tais coisas se tem cometido naquilo a que se convencionou chamar o campo da política, e que não é, grande parte das vezes, mais do que uma livre carreira deixada a todos os impulsos da ambição ou do desejo de domínio”

“Tantas e tais coisas se tem cometido naquilo a que se convencionou chamar o campo da política, e que não é, grande parte das vezes, mais do que uma livre carreira deixada a todos os impulsos da ambição ou do … Continuar a ler

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Notas sobre o Encontro com a Comunidade do Presidente da República de Moçambique, Armando Guebuza de 27 de novembro em Lisboa

Tive hoje o privilégio e a honra de ser convidado para o encontro do Presidente da Republica de Moçambique, Armando Guebuza com a comunidade moçambicana radicada em Portugal. Não vou resumir aqui o discurso do presidente, nem dos demais governantes … Continuar a ler

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Resposta a Riquepd sobre a União Lusófona

“Poder Executivo: Brasília (Mensagem de Força e Poder Lusófono ao Mundo); Poder Judiciário: Rotativo entre os PALOPs e Timor (Fomentar a Justiça na África lusófona); Poder (Legislativo): Lisboa (Justiça à Portugal, pátria mãe, berço da lusofonia, e sendo também a … Continuar a ler

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Agostinho da Silva: “É necessário que surjam no mundo, a exemplo do que foram os frades-soldados da Idade Média, frades-políticos”

“É necessário que surjam no mundo, a exemplo do que foram os frades-soldados da Idade Média, frades-políticos.” Agostinho da Silva, As Aproximações, 1960 A Política, a expressão pratica e ativa dos valores da cidadania tem que ser motivada por um genuíno … Continuar a ler

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Questionário sobre a União Lusófona

Portugal vive um momento de viragem. A Europa atravessa um momento de crise sem fim à vista que pode produzir a prazo (curto) a sua própria destruição, já que o iminente colapso do Euro virá inevitavelmente ecoar no próprio edifício … Continuar a ler

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Agostinho da Silva: “Os progressos técnicos, que toda a gente está confundindo cada vez mais com progresso humano, vão criar cada vez mais também um suplemento de ócio”

“Os progressos técnicos, que toda a gente está confundindo cada vez mais com progresso humano, vão criar cada vez mais também um suplemento de ócio que, excelente em si próprio, porque nos aproxima exatamente daquele contemplar dos lírios e das … Continuar a ler

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Agostinho da Silva: “A primeira tarefa essencial que existe para todos os portugueses não é a da política é a de educar o povo”

“A primeira tarefa essencial que existe para todos os portugueses não é a da política (…) é a de educar o povo, insistindo em que educar não é levar ninguém a ser isto ou aquilo, não é tentar influir de … Continuar a ler

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Galiza e Lusofonia: a minha posição pessoal

Enquanto membro fundador do MIL: Movimento Internacional Lusófono e atual vice-presidente do MIL sempre considerei a chamada “questão da Galiza” uma das preocupações centrais do Movimento. Mas o que é de facto a “questão da Galiza”? Porque acredito que ela … Continuar a ler

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Resposta a Pedro Álvaro sobre uma Confederação de Estados de Língua Oficial Portuguesa (C.E.L.P.)

“Em primeiro lugar é interessante verificar que desde o ano de 2008 até 2011 que se veem comentários acerca deste assunto, logo a primeira conclusão a chegar é que tem pernas para andar.” – É verdade. A resiliência de alguns … Continuar a ler

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Agostinho da Silva: “Não temos nada que abolir escravos se isso significa que ninguém ficará com tempo livre para coisa alguma que não signifique assegurar a subsistência”

“Não temos nada que abolir escravos se isso significa que ninguém ficará com tempo livre para coisa alguma que não signifique assegurar a subsistência. O que temos é de inventar escravos que nos não ponham, trabalhando para nós, problemas de … Continuar a ler

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