Q u i n t u s

Política Nacional e Internacional, Espaço, Agostinho da Silva, Quids, Ciência, Defesa, Economia, Ecologia, Hoaxes, Lost, etc…

Adira ao MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO !

DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS E OBJECTIVOS

O presente texto condensa e concretiza as propostas do Manifesto da Revista “Nova Águia”, órgão do M. I. L.
Aqui se apresenta um ponto de partida, objecto de consenso entre os promotores do Movimento, destinado a ser aperfeiçoado mediante todas as críticas e sugestões, que solicitamos e agradecemos.
Ao apresentá-lo, fazemos nossas as palavras de Agostinho da Silva, cidadão luso-brasileiro cujo pensamento inspira o M. I. L., na proposta de reorganização de Portugal e do mundo lusófono que redigiu em 1974: “A comunidade a que o propomos é o Povo não realizado que actualmente habita Portugal, a Guiné, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, o Brasil, Angola, Moçambique, Macau, Timor, e vive, como emigrante ou exilado, da Rússia ao Chile, do Canadá à Austrália” – “Proposição”, in
Dispersos, Lisboa, ICALP, 1989, p. 617.

1 – O Movimento Internacional Lusófono é um movimento cultural e cívico que visa mobilizar a sociedade civil para repensar e debater amplamente o sentido e o destino de Portugal e da Comunidade Lusófona.
2 – As nações e os 240 milhões de falantes da Língua Portuguesa em todo o mundo constituem uma comunidade histórico-cultural com uma identidade, vocação e potencialidade singular, a de estabelecer pontes, mediações e diálogos entre os diferentes povos, culturas, civilizações e religiões, promovendo uma cultura da paz, da compreensão, da fraternidade e do universalismo à escala planetária.
3 – Os valores essenciais da cultura lusófona constituem, junto com os valores essenciais de outras culturas, uma alternativa viável à crise do actual ciclo de civilização economicista e tecnocrático, contribuindo, com o seu humanismo universalista e sentido cósmico da vida, para uma urgente mutação da consciência e do comportamento, que torne possível uma outra globalização, a do desenvolvimento das superiores possibilidades humanas e da harmonia ecológica, possibilitando a utilização positiva dos actuais recursos materiais e científico-tecnológicos.
4 – As pátrias e os cidadãos lusófonos devem cultivar esta consciência da sua vocação, aproximar-se e assumir-se como uma comunidade fraterna, uma frátria, aberta a todo o mundo. A comunidade lusófona deve assumir-se como uma comunidade alternativa mundial – uma pátria-mátria-frátria do espírito, a “ideia a difundir pelo mundo” de que falou Agostinho da Silva – que veicule ideias, valores e práticas tão universais e benéficas que todos os cidadãos do mundo nelas se possam reconhecer, independentemente das suas nacionalidades, línguas, culturas, religiões e ideologias. A comunidade lusófona deve assumir-se sempre na primeira linha da expansão da consciência, da luta por uma sociedade mais justa, da defesa dos valores humanos fundamentais e das causas humanitárias, da sensibilização da comunidade internacional para todas as formas de violação dos direitos humanos e dos seres vivos e do apoio concreto a todas as populações em dificuldades. Para que isso seja possível, cada nação lusófona deve começar por ser exemplo desses valores.
5 – A identidade e vocação histórico-cultural da comunidade lusófona terá expressão natural na União Lusófona, a qual, pelo aprofundamento das potencialidades da actual Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, constituirá uma força alternativa mundial, a nível cultural, social, político e económico. Sem afectar a soberania dos estados e regiões nela incluídos, mas antes reforçando-a, a União Lusófona será um espaço privilegiado de interacção e solidariedade entre eles que potenciará também a afirmação de cada um nas respectivas áreas de influência e no mundo. Ou seja, no contexto da União Lusófona, a Galiza e Portugal aumentarão a sua influência ibérica e europeia, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné, Angola e Moçambique, a sua influência africana, o Brasil a sua influência no continente americano e Timor a sua influência asiática, sendo ao mesmo tempo acrescida a presença de cada um nas áreas de influência dos demais e no mundo. Sem esquecer Goa, Damão, Diu, Macau, todos os lugares onde se fale Português e onde a nossa diáspora esteja presente, os quais, embora integrados noutros estados, serão núcleos de irradiação cultural da União Lusófona.
6 – No que respeita a Portugal e à Galiza, este projecto será assumido em simultâneo com o estreitamento de relações culturais com as comunidades autónomas de Espanha, promovendo aí a cultura galaico-portuguesa e contrabalançar a influência espanhola em Portugal. O mesmo deve acontecer entre o Brasil e os países da América do Sul. Galiza, Portugal e Brasil, bem como as demais nações de língua portuguesa, devem afirmar sem complexos os valores lusófonos nas suas respectivas áreas de influência.
7 – A construção da União Lusófona, com os seus valores próprios, exige sociedades mais conscientes, livres e justas nos estados e regiões lusófonos. Em cada um desses estados e regiões, cabe às secções locais do Movimento Internacional Lusófono, dentro destes princípios essenciais e em coordenação com as dos restantes estados e regiões, apresentar e divulgar propostas concretas, adequadas a cada situação particular, pelos meios de intervenção cultural, social, cívica e política que forem mais oportunos.

No que respeita a Portugal, a secção portuguesa do Movimento Internacional Lusófono considera fundamentais as seguintes medidas:
I – Promover uma maior participação dos cidadãos na vida pública e política, nomeadamente em torno de um grande projecto para Portugal como o da União Lusófona, que os convoque para uma causa que transcende o imediatismo, o economicismo e os interesses dos partidos e dos grupos em luta pelo poder. Mobilizar os cidadãos indiferentes e descrentes da vida política, a enorme percentagem de abstencionistas e todos aqueles que se limitam a votar, para a responsabilidade de discutirem e criarem o melhor destino a dar à nação.
II – Sensibilizar os cidadãos e as instituições públicas e privadas para a importância e vantagens do projecto da União Lusófona, a nível cultural, social, político e económico. Promover a discussão pública desta proposta e uma cultura da consciência lusófona e universalista que enriqueça a nossa própria integração na União Europeia, tornando-nos parceiros activos na abertura da consciência europeia à cultura planetária.
III – Promover para esse fim formas alternativas de intervenção cultural, social e cívica, que permitam antecipar quanto possível a realidade desejada, sem depender dos poderes instituídos, dentro dos quadros democráticos e legais. Sem rejeitar os habituais meios de intervenção política, o Movimento Internacional Lusófono apela à e apoia a constituição de grupos cívicos ou confrarias laicas que sejam núcleos de discussão, divulgação e realização deste projecto, em Portugal e em todo o espaço lusófono, incluindo a emigração.
IV – Libertar a nossa vida mental, social e política da actual mediocridade, estagnação e submissão a interesses particularistas, partidários e dos grupos económicos, repondo-a ao serviço da cultura e de uma ética do bem comum.
V – Regenerar a democracia em Portugal, reformando o estado segundo modelos que fomentem a ampla participação política da sociedade civil. Recuperar a tradição municipalista portuguesa, promover uma regionalização e descentralização administrativa equilibradas, assegurando mecanismos de prevenção e controlo dos caciquismos locais.
VI – Assegurar o predomínio da ética e da política sobre a economia, de modo a que a produção e distribuição da riqueza vise o bem comum e a satisfação das necessidades básicas das populações. Explorar as potencialidades de formas de organização económica cujo objectivo fundamental não seja o lucro financeiro. Oferecer alternativas ao produtivismo e consumismo, fazendo do trabalho não um fim em si, mas um meio para a fruição do tempo livre de modo mais gratificante e criativo.
VII – Promover a sustentabilidade económica do país, desenvolvendo as economias locais e respeitando a harmonia ambiental.
VIII – Substituir quanto possível as energias não-renováveis (petróleo, carvão, gás natural, energia nuclear), por energias renováveis e alternativas (solar, eólica, hidráulica, marmotriz, etc.), superando o paradigma de uma economia baseada no petróleo e nos hidro-carbonetos.
IX – Dar prioridade, em todos os domínios da economia, da política e da investigação, às preocupações ambientais e ecológicas. Proteger os direitos dos animais e promover o seu cumprimento.
X – Assegurar um serviço público de saúde eficiente e acessível a todos, que inclua a possibilidade de opção por medicinas alternativas.
XI – Redignificar, com exigência, os professores e todos os profissionais ligados à educação, tornando esta e a cultura – não só tecnológica, mas filosófica, literária, artística e científica – o investimento estratégico do Orçamento de Estado e da governação. Os vários níveis de ensino visarão a formação integral da pessoa, não a sacrificando a uma mera especialização profissional. Neles haverá uma forte presença da cultura portuguesa e lusófona, bem como das várias culturas planetárias. Um português culto e bem formado deve ter uma consciência lusófona e universal, não apenas europeia-ocidental.
XII – Promover sem inibições a cultura portuguesa e lusófona no espaço internacional. Assegurar a tradução para inglês de textos fundamentais da nossa cultura e publicar, em conjunto com as nações lusófonas, uma revista bilingue, português-inglês, destinada a divulgar em todo o mundo os seus aspectos mais singulares e universais. Estreitar relações com os lusófilos estrangeiros e com todos os povos, culturas e movimentos que tenham características e projectos convergentes.
XIII – Implementar o Acordo Ortográfico, importante instrumento da consciência lusófona e da sua afirmação internacional.
XIV – Celebrar acordos com as nações lusófonas que promovam estratégias económicas conjuntas, sobretudo a nível comercial. Facilitar e proteger, mediante o levantamento das barreiras alfandegárias e fiscais, o comércio e a circulação de produtos em todo o mundo lusófono, com urgente destaque para os produtos culturais.
XV – Chegar gradualmente a um acordo que permita a livre-circulação dos cidadãos em todos os estados da comunidade lusófona.
XVI – Criar um Programa “Agostinho da Silva” que promova a circulação dos estudantes das nações lusófonas, de licenciatura e pós-graduação, nas universidades do espaço lusófono, começando por Portugal e Brasil.

Portugal e a União Lusófona estão nas nossas mãos. Que se discuta, divulgue e realize este projecto!
Criemos muitos núcleos do MIL! O futuro começa agora!

Adira enviando uma mensagem de correio electrónico para:
novaaguia@gmail.com

33 Respostas para “Adira ao MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO !”

  1. agostinho disse

    Totalmente de acordo.

  2. Agostinho, sugiro então a sua adesão ao MIL e que divulgue tanto quanto possível a existência do movimento.
    Obrigado!

  3. Boas
    Sim não podemos com mais gastos que nem damos conta e lucram estas entidades mais ricas à custa dos pobres trabalhadores.

    Sim eu prefiro ir ao banco no final do mês e retirar o montante do ordenado que sobra das despesas do mês.

    Só assim é que sabemos lidar com estas taxas.

    Vou mesmo controlar as minhas contas os bancos se cobram 1€ no final do ano são 12€ se for 15.000 pessoas nota-se o ganho destas entidades.

    Temos de agir.

    CUMPRIMENTOS
    Gonçalves

  4. Boas mais uma vez.
    É por tudo isto que o pobre está cada vez mais pobre e os grandes cada vez mais ricos.Os pobres quase sem reforma e os administradores com reformas milionárias,melhores do que os presidentes da republica.
    Cumprimentos

  5. Anónimo disse

    Não querem ser conhecidos!

    Plena lógica de ocultação,
    E sem vergonha em acelerado:
    Pediram para não ser revelado
    O rol dos sobas em oposição

    Que pediram, sem qualquer razão,
    Seu rendimento ficar ignorado
    De todos nós, em qualquer estado.
    São eles, claro, os Pais da Nação…

    A pulhice da solicitação
    Vê-se surtir esperado efeito
    Pois querem a não divulgação.

    O povo pergunta com moderação:
    Com ganhos lícitos qual o despeito
    D´os pôr visíveis à População.?

    Fev. 7/08

  6. Anibal Cidra disse

    ISTO CONTINUA COM A POLITICA DE ANTIGAMENTE,É UMA FRAZE FEITA MAS QUE ASSENTA QUE NEM UMA LUVA,QUE É A DE FAZER O RICO MAIS RICO E O POBRE MAIS POBRE,MAS ESTOU CONVENCIDO QUE UNIDOS VENCEREMOS.

  7. meireles disse

    O PERCURSO De DR HUGO JOSÉ AZANCOT DE MENEZES

    Hugo de Menezes nasceu na cidade de São Tomé a 02 de fevereiro de 1928, filho do Dr Ayres Sacramento de Menezes.

    Aos três anos de idade chegou a Angola onde fez o ensino primário.
    Nos anos 40, fez o estudo secundário e superior em Lisboa, onde concluiu o curso de medicina pela faculdade de Lisboa.
    Neste pais, participou na fundação e direcção de associações estudantis, como a casa dos estudantes do império juntamente com Mário Pinto de Andrade ,Jacob Azancot de Menezes, Manuel Pedro Azancot de Menezes, Marcelino dos Santos e outros.
    Em janeiro de 1959 parte de Lisboa para Londres com objectivo de fazer uma especialidade, e contactar nacionalistas das colónias de expressão inglesa como Joshua Nkomo( então presidente da Zapu, e mais tarde vice-presidente do Zimbabué),George Houser ( director executivo do Américan Commitee on África),Alão Bashorun ( defensor de Naby Yola ,na Nigéria e bastonário da ordem dos advogados no mesmo pais9, Felix Moumié ( presidente da UPC, União das populações dos Camarões),Bem Barka (na altura secretário da UMT- União Marroquina do trabalho), e outros, os quais se tornou amigo e confidente das suas ideias revolucionárias.
    Uns meses depois vai para Paris, onde se junta a nacionalistas da Fianfe ( políticos nacionalistas das ex. colónias Francesas ) como por exemplo Henry Lopez( actualmente embaixador do Congo em Paris),o então embaixador da Guiné-Conacry em Paris( Naby Yola).
    A este último pediu para ir para Conacry, não só com objectivo de exercer a sua profissão de médico como também para prosseguir as actividades políticas iniciadas em lisboa.
    Desta forma ,Hugo de Menezes chega ao já independente pais africano a 05-de agosto de 1959 por decisão do próprio presidente Sekou -Touré.
    Em fevereiro de 1960 apresenta-se em Tunes na 2ª conferência dos povos africanos, como membro do MAC , com ele encontram-se Amilcar Cabral, Viriato da Cruz, Mario Pinto de Andrade , e outros.
    Encontram-se igualmente presente o nacionalista Gilmore ,hoje Holden Roberto , com o qual a partir desta data iniciou correspondência e diálogo assíduos.
    De regresso ao pais que o acolheu, Hugo utiliza da sua influência junto do presidente Sekou-touré a fim de permitir a entrada de alguns camaradas seus que então pudessem lançar o grito da liberdade.

    Lúcio Lara e sua família foram os primeiros, seguindo-lhe Viriato da Cruz e esposa Maria Eugénia Cruz , Mário de Andrade , Amílcar Cabral e dr Eduardo Macedo dos Santos e esposa Maria Judith dos Santos e Maria da Conceição Boavida que em conjunto com a esposa do Dr Hugo José Azancot de Menezes a Maria de La Salette Guerra de Menezes criam o primeiro núcleo da OMA ( fundada a organização das mulheres angolanas ) sendo cinco as fundadoras da OMA ( Ruth Lara ,Maria de La Salete Guerra de Menezes ,Maria da Conceição Boavida ( esposa do Dr Américo Boavida), Maria Judith dos Santos (esposa de um dos fundadores do M.P.L.A Dr Eduardo dos Santos) ,Helena Trovoada (esposa de Miguel Trovoada antigo presidente de São Tomé e Príncipe).
    A Maria De La Salette como militante participa em diversas actividades da OMA e em sua casa aloja a Diolinda Rodrigues de Almeida e Matias Rodrigues Miguéis .

    Na residência de Hugo, noites e dias árduos ,passados em discussões e trabalho… nasce o MPLA ( movimento popular de libertação de Angola).
    Desta forma é criado o 1º comité director do MPLA ,possuindo Menezes o cartão nº 6,sendo na realidade Membro fundador nº5 do MPLA .
    De todos ,é o único que possui uma actividade remunerada, utilizando o seu rendimento e meio de transporte pessoal para que o movimento desse os seus primeiros passos.
    Dr Hugo de Menezes e Dr Eduardo Macedo dos Santos fazem os primeiros contactos com os refugiados angolanos existentes no Congo de forma clandestina.

    A 5 de agosto de 1961 parte com a família para o Congo Leopoldville ,aí forma com outros jovens médicos angolanos recém chegados o CVAAR ( centro voluntário de assistência aos Angolanos refugiados).

    Participou na aquisição clandestina de armas de um paiol do governo congolês.
    Em 1962 representa o MPLA em Accra(Ghana ) como Freedom Fighters e a esposa tornando-se locutora da rádio GHANA para emissões em língua portuguesa.

    Em Accra , contando unicamente com os seus próprios meios, redigiu e editou o primeiro jornal do MPLA , Faúlha.

    Em 1964 entrevistou Ernesto Che Guevara como repórter do mesmo jornal, na residência do embaixador de Cuba em Ghana , Armando Entralgo Gonzales.
    Ainda em Accra, emprega-se na rádio Ghana juntamente com a sua esposa nas emissões de língua portuguesa onde fazem um trabalho excepcional. Enviam para todo mundo mensagens sobre atrocidades do colonialismo português ,e convida os angolanos a reagirem e lutarem pela sua liberdade. Estas emissões são ouvidas por todos cantos de Angola.

    Em 1966´é criada a CLSTP (Comité de libertação de São Tomé e Príncipe ),sendo Hugo um dos fundadores.

    Neste mesmo ano dá-se o golpe de estado, e Nkwme Nkruma é deposto. Nesta sequência ,Hugo de Menezes como representante dos interesses do MPLA em Accra ,exilou-se na embaixada de Cuba com ordem de Fidel Castro. Com o golpe de estado, as representações diplomáticas que praticavam uma política favorável a Nkwme Nkruma são obrigadas a abandonar Ghana .Nesta sequência , Hugo foge com a família para o Togo.
    Em 1967 Dr Hugo José Azancot parte com esposa para a república popular do Congo – Dolisie onde ambos leccionam no Internato de 4 de Fevereiro e dão apoio aos guerrilheiros das bases em especial á Base Augusto Ngangula ,trabalhando paralelamente para o estado Congolês para poder custear as despesas familhares para que seu esposo tivesse uma disponibilidade total no M.P.L.A sem qualquer remuneração.

    Em 1968,Agostinho Neto actual presidente do MPLA convida-o a regressar para o movimento no Congo Brazzaville como médico da segunda região militar: Dirige o SAM e dá assistência médica a todos os militantes que vivem a aquela zona. Acompanha os guerrilheiros nas suas bases ,no interior do território Angolano, onde é alcunhado “ CALA a BOCA” por atravessar essa zona considerada perigosa sempre em silêncio.

    Hugo de Menezes colabora na abertura do primeiro estabelecimento de ensino primário e secundário em Dolisie ,onde ele e sua esposa dão aulas.

    Saturado dos conflitos internos no MPLA ,aliado a difícil e prolongada vida de sobrevivência ,em 1972 parte para Brazzaville.

    Em 1973,descontente com a situação no MPLA e a falta de democraticidade interna ,foi ,com os irmãos Mário e Joaquim Pinto de Andrade , Gentil Viana e outros ,signatários do « Manifesto dos 19», que daria lugar a revolta activa. Neste mesmo ano, participa no congresso de Lusaka pela revolta activa.
    Em 1974 entra em Angola ,juntamente com Liceu Vieira Dias e Maria de Céu Carmo Reis ( Depois da chegada a Luanda a saída do aeroporto ,um grupo de pessoas organizadas apedrejou o Hugo de tal forma que foi necessário a intervenção do próprio Liceu Vieira Dias).

    Em 1977 é convidado para o cargo de director do hospital Maria Pia onde exerce durante alguns anos .

    Na década de 80 exerce o cargo de presidente da junta médica nacional ,dirige e elabora o primeiro simpósio nacional de remédios.

    Em 1992 participa na formação do PRD ( partido renovador democrático).
    Em 1997-1998 é diagnosticado cancro.

    A 11 de Maio de 2000 morre Azancot de Menezes, figura mítica da historia Angolana.

  8. Bárbara disse

    Sempre fui a favor de uma aproximação maior entre Brasil e Portugal! Agora, mais que nunca, desejo ver as comunidades lusófonas irmanadas, fortes, e unidas pelo mesmo objetivo: a Paz e o Desenvolvimento igualitário! Salve Portugal e seus filhos!!

  9. Muito se espera da ligação especial que une os povos da lusofonia, e Portugal e o Brasil, muito em particular. Um, com o pé na Europa, o outro, com o pé, na América, terão juntos o papel percursor que – pela via do exemplo – há-de estabelecer no mundo uma nova forma de desenvolvimento e de crescimento humano. Essa é a missão da União Lusófona, e esse é o cerne do MIL…
    Foi convidada a ingressar no movimento, Bárbara, mas bastaria para tal ter enviado uma mensagem directamente para:
    adesao@movimentolusofono.org
    tal como podem fazer todos aqueles que se identificarem com os nossos princípios que podem ser lidos neste artigo ao topo.

  10. Boa noite. Estive a ver o s/blog e godtei bastante. Gostava de lhe pedir uma coisa. No seu blog tem um gif com os Países de Língua Portuguesa. Tentei meter no m/vlog, mas fica muito grande . Como posso meter como o seu. Se puder enviar, agradecia.
    Obrigado.

  11. João disse

    Como professor desta área, acho que este acordo já devia ter entrado em vigor há 10 anos. Se queremos continuar a ser a 3ªlíngua ocidental mais falada no mundo, temos que nos ajustar em termos linguísticos.
    O ESPANHOL, fala-se de um modo diferente em todo o mundo mas escreve-se da mesma forma e é isso que tem que acontecer na nossa língua.
    O acordo só vai fazer com que coisas que já não deveriam existir, desapareçam de vez. Já houve 4 acordos ao todo. Sabem como se escrevia “lírios” antes do primeiro acordo? Era “Lyrios”. A minha avó escreve Pharmácia em vez de Farmácia.
    Não estamos a perder nada de mais, pois todos os anos as língua ganham e perdem vocábulos. A língua está em constante mudança.
    Deixem estas coisas para quem percebe e não mandem “bitaques” sem sentido.
    É assim, os velhos do Restelo sê-lo-ão até morrer.

  12. João disse

    Aliás, o Brasil (200.000milhões da habitantes) estão a recuar mais do que nós.
    Sabem o que aconteceu entre o holandês e o africaanse? (línguas iguais) Separaram-se por não haver acordo nenhum. Se não houver acordo o português de Portugal e o português do Brasil, no futuro ir-se-ão separar.
    Pensem nisto.

  13. Maurício disse

    Engraçado essa história de união. Devolvam o que daqui foi tirado e reconheçam a matança das comunidades indígenas a 500 anos atrás e talvez o movimento até se justifique. O que Portugal tem a oferecer? Mesmo saqueando o Brasil nunca se converteu em potência e não é agora que vamos ter que puxar Portugal a reboque, se virem.

  14. Maurício disse

    Até o técnico da seleção de Portugal é Brasileiro.

  15. Comentários infelizes que não colaboram para uma união mais vantajosa para ambos a parte, de Portugal, herdamos uma espécie de alma; com Portugal, Timor e os PALOP, a tornaremos grande.

  16. Eu sei.
    Mas não confudamos, Leider, a parte com o todo.
    haverá sempre cépticos. Só quem não procura fazer nada, nem tem posições sobre nada, não recebe críticos.
    Isso é normal e não nos ofende, nem desanima.
    Desde que consigamos que haja debate e que as questões da União Lusófona venham a superficie e ganhem presença na agenda mediática.
    Esse é aliás um dos propósitos do MIL.

  17. Romeu Agostinho Santomauro disse

    Sempre houve aqueles são eternos inconformados com o fato de que a História é dinâminica e não estática. Romoer passado históriconada traz de valorização para humanidade. De que adianta lamentar, por exemplo, a segunda guerra mundial?
    Devemos, isso sim, impedir a realização da terceira!
    Portanto, brasileiros e portugueses(afinal, temos a mesma alma e por isso, a mesma língua), concretizemos o sonho de uma grande e forte comunidade na qual o grande liame seja a nossa LÍNGUA PORTUGUESA!

  18. Sempre houve e semre haverá aqueles que jamais perceberão que a História não retrocede! Por isso gostam de remoer fatos passados dos quais nem se quer participaram ou deles têm conhecimento correto, apenas para dizerem que opinam sobre algo!
    Por isso, brasileiros e portugueses somos uma grande comunidade lingüística que, juntamente, com todos os povos de Liíngua Portuguesa , poderemos concretizar de verdade a grande comnidade lusófona. Afinal, temos a grande vantagem de ser uma mema e única alma que, com a graça divina, pode se fazer presente em vários corpos!

  19. a língua é a base da Cultura
    e a Cultura o pilar dos Estados
    assim sendo, sonho com um dia que todos os lusófonos formarão um único Estado, transcontinental, exemplar em todos os domínios e formando um novo tipo de sociedade, justa e humana como nenhuma outra jamais fundada pelo Homem.
    essa é a missão histórica de Portugal
    e ninguém mais no mundo está tão preparado para a cumprir como o Brasil.
    por isso ambos se devem unir, e cativar as demais lusófonas nações a seguirem o seu exemplo e funda na Terra, enfim…
    a União Lusófona.

    esse é o objectivo último do MIL, ao qual o convido a aderir.

  20. carlosargus disse

    A lingua é minha Pátria…

  21. david castro disse

    agrada esta ideia em constante movimento de criatividade

  22. Carlos e David:
    Nesse caso convido-os formalmente a aderirem ao Movimento.
    Para tal bastará enviar um mail com o nome, cidade de residência, país para: novaaguia@gmail.com

  23. Antónia Soares disse

    Língua, linguagem, signo, significante, significado.
    Também eu espero que a lusofonia não se tresmalhe em interesses mesquinhos e momentâneos, mas que reforce a comunidade e comunicação.
    Fiquei triste e contente com a cimeira da CPLP: – triste pela ausência ostensiva de alguns, – feliz pela vontade de adesão dos vizinhos.

  24. Cara Antónia:
    Se concorda com os nosso princípios (e com a nossa desilusão perante o atual estado da CPLP) convido-a a aderir ao MIL enviando um mail para
    adesao@movimentolusofono.org

  25. É LOVÁVEL ESTA INICIATIVA PORQUE PERMITE UMA MAIOR PERCEPÇÃO SOBRE A OUTRA FORMA SUPRA INSTITUICIONAL DE RECRIAR AS RELAÇÕES E CORRIGIR E APERFEIÇOAR CERTOS COMPROMISSOS POR VIAS COLATERAIS.
    A SUA IMPORTÂNCIA É TAMBÊM DEFENDER A LINGUA PORTUGUESA E PERMITIR DE FORMA SÉRIA E VIGUROSA OS VALORES E CONQUISTAS QUE JÁ FORAM ADQUIRIDAS E FORMAS COMUNS DE DE SANAR MUITAS DISFUNÇÕES.
    A EXISTÊNCIA DE MUITAS INTELIGÊNCIAS E SENCIBILIDADES AJUDARÃO A RECRIAR MECANISMOS E FERRAMENTAS NECESSÁRIAS A CONSOLIDAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO ESPAÇO LUSÓFONO A SEMELHANÇA DO QUE SE PASSA COM OS OUTROS ESPAÇOS.
    INDEPENDENTEMENTE DAQUILO QUE EXISTE COM MUITAS DEBILIDADES ,ALGO PODE MUDAR PORQUE EXISTE MUITA GENTE CAPAZ E POTENCIALIDADES DE TODA ORDEM.

  26. Maria Filomena Viegas de Sousa disse

    Como cidadã portuguesa e angolana e como Assistente Social junto-me ao MIL e a esta grande comunidade, por um futuro melhor.

  27. Antônio do Espírito Santo disse

    A idéia da criação de uma comunidade internacional lusófona é altamente louvável, viável, equilibrada e justa. A bem da verdade, Portugal e sobretudo o Brasil, precisam de fato assumir o seu papel junto a sociedade internacional. E que papel será esse? O Brasil é o legítimo herdeiro da lingua, da cultura, das tradições e do poder global português de outrora. Isso não é devaneio. Isso é fator lógico. Basta lembrar que o Brasil juntamente com Portugal e Algarves, constituiu um só reino outrora. Não houve independência no Brasil no sete de setembro, visto que não havia dependência. A casa que governava Portugal era a mesma que comandava o Brasil à época, ou seja a casa de Bragança. Isso não mudou após 1822, o Brasil continuou sendo administrado pela mesma Casa Real, fato que assim permaneceu por outros quase 80 anos. Ainda, é fato cabalmente sabido que segundo registros da época, D.Sebastião, o último rei da Casa Forte, depois da batalha de Alcácer
    Quibir no Marrócos teria vindo parar em terras brasileiras junto com parte de seu séquito real. Se considerarmos essa possibilidade, esquecendo o campo das lendas, vamos concluir que a descendência da Casa de Aviz, a Grande Casa de D.João I, Mestre de Aviz, de saudosa memória, está cá em terras brasileiras, sobretudo no Nordeste do país. Centrando a discussão na atualidade, vamos de imediato perceber que a ascensão do presidente Luis Inácio Lula da Silva, com toda sua política de justiça social dentro e fora do Brasil, tocando profundamente nas feridas das desigualdades que assolam mundo afora, ficará patente que: – A realização do quinto Império é já. Basta analisar os fatos, eles são paupáveis e irrefutáveis, senão, vejamos: O financiamento brasileiro à gigantescas obras na Venezuela, na Colômbia, na Bolivia, no Equador, no Haiti. A ajuda financeira a países da África, sobretudo Angola e Moçambique, o estreitamento das relações com a China, Índia e
    Rússia, criando o gigantesco BRIC. E muitos outros acontecimentos que apontam o Brasil como o herdeiro legal e universal do grande legado luso de D.Joaõ I, D.Joaõ II, D.Manuel, D. Sebastião, de D.Afonso Henriques, de Vasco da Gama, Pedro Alvares Cabral, Camões, Padre Antônio Viera, o grande Portugal da Ordem de Cristo, da Ordem de Aviz, dos Templários, o abençoado Portugal dos Cristãos, Judeus, Árabes, Fenícios, Gregos, Romanos. Enfim, esta grande nação Universalizada que abraça o Globo, pois é direito seu.

    Antônio do Espírito Santo .

  28. O Sonhador disse

    Conquista o teu eu dominador
    para libertar o Eu criador…
    voas que nem espírito santo,
    pelas almas, através do teu canto!

    Seres transdisciplinares,
    seres da Era Aquariana…
    brincam que nem crianças
    Aprendem tudo sobre alianças!

    Pessoal muita atenção ao comentário:
    visitem o nosso blog… nosso porque é de todos!
    existe uma verba a concurso no google e são 10 milhoes de dolares para as dez ideias mais votadas online….
    para iniciamos realmente CENTROS DE SABER-FAZER… tal como agostinho da silva defendia… vamos DESPERTAR o maior número de pessoas, tornando-as livres pensadores…e rapidamente ninguem quer andar em guerras…
    a União faz ………… a Comunidade/Humanidade

  29. UNIÃO TOTAL DA PORTUGALIDADE EM GERAL, DESSA FORMA SEREMOS MAIS ATUANTES NO CENÁRIO GEO-POLÍTICO-ECONÔMICO MUNDIAL.
    VIVA A LÍNGUA PORTUGUESA.
    ” MINHA PÁTRIA É MINHA LÍNGUA”.

  30. Caro, Fernando Ribeiro:
    Acabamos de registar a sua adesão. Seja bem vindo!

  31. Eleutério Gouveia Sousa disse

    Os portugueses teem toda uma história a se orgulhar e a sua união é primordial pa a sua divulgação no mundo. Sou da Ilha da Madeira e resido no Brasil e sinto a lusofoni a cada instante.
    Gostaria de me inscrever nesse movimento, concordando, desde já, com seus regulamentos.

  32. Martins disse

    Concordo com a ideia de envio de uma forca internacional Lusofona. Mas tem que ser mesmo lusofona, por razoes de vizinhancas. Quanto a desmobilizacao de todos os militares, ai fico retecente, precisamente por causa da razao acima citada. A vizinha Guine Conacry e Senegal, poderao aproveitar-se da situacao. Ha necessidade sim, de fazer reformas profundas nas nossa forcaas armadas, o mais urgente possivel.Quanto tempo que a comunidade internacional esta a falar das reformas mas, que até agora nada se fez de concreto. A comunidade internacional neste capitulo, está a funcionar como bombeiros, para quando houver incêndios viräo a correr para apagar mas, näo preveem os incendios. O velho ditado diz, mais vale prevenir do que remediar.

  33. é nossa opinião (MIL) que essa desmobilização só poderia acontecer após a instalação e operacionalização dessa Força de Paz. E quase em ato contínuo, começaria o processo de recrutamento e treinamento de um novo exército e polícias guineenses, tudo dentro de datas muitos restritas e imperativas, e acautelando sempre a soberania guineense, legitimando o processo por via referendária, p.ex.

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