Obama: A “revolução comercial” isolacionista em curso nos EUA

Obama (http://api.ning.com)

Obama (http://api.ning.com)

Ainda que a velha e paralisada “europa” pareça ainda não ter percebido o atual curso dos tempos, nos EUA não estão parados… Recentemente, Obama no seu discurso sobre o Estado da União mencionou 13 propostas que vai apresentar ao Congresso. Ora destas 13 propostas, nada mais nada menos que 6 delas vão no sentido de proteger a economia americana da concorrência estrangeira e a criar incentivos diversos a uma relocalização da produção deslocalizada para a China nas ultimas décadas.

Não é seguro que Obama consiga fazer passar estas propostas num congresso basicamente vendido aos interesses das grandes corporações multinacionais que têm ganho fortunas imensas com a deslocalização e as desregulações comerciais e financeiras, mas é seguro que estamos perante um fecho global de fronteiras já à muito em pratica efetiva na China e ao qual agora os EUA e o Brasil se juntam. O proteccionismo está de volta e apenas a União Europeia parece não ter percebido isto, o que alias explica o seu gigantesco défice comercial externo e a dimensão estrondosa de uma divida externa que nunca terá condições de pagar. Produzir localmente o que se consome localmente será cada vez mais o mantra da nova economia e os últimos a perceberem isto estão a ser os europeus.

Fonte:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=534189&pn=1

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Encontro Público PASC “A Importância da Lusofonia”

Um pedido:
Acede a http://www.facebook.com/events/239175736162190/
e Convida os teus amigos:
Dia 24 (esta sexta-feira) temos um Encontro da PASC / MIL na Sociedade de Geografia de Lisboa. Participa e Divulga !

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QuidsLusófono T1: Conhece a Literatura Brasileira?

Clique Aqui!

Pontos:
Clóvis Alberto Figueiredo (3) [Kristang, São Tomé e Príncipe, Guerra Civil em Angola]
Luis Brântuas (2) [Agostinho da Silva, Literatura Brasileira]

Regulamento:
1. Todos os quids valem um ponto
2. Os Quids são lançados a qualquer momento do dia ou da noite, de qualquer dia da semana
3. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos
4. Sai vencedor do Quid o primeiro concorrente a acertar em todas as respostas
5. Cada participante só pode responder uma vez

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António Marques Bessa: “A política externa espanhola assenta na invasão de capital com as contrapartidas conhecidas no controle de empresas chave, mobiliárias e imobiliárias, terras de regadio e na difusão da cultura castelhana por meio do Instituto Cervantes”

Espanha (http://www.webbusca.com.br)

Espanha (http://www.webbusca.com.br)

“Os laços mais apertados com a Espanha decorrem naturalmente da política europeísta e da opção da União Europeia. Capitais espanhóis começaram a afluir a Lisboa e a sua poderosa agricultura asfixia a incipiente agro-pecuária existente no país. A política externa espanhola assenta na invasão de capital com as contrapartidas conhecidas no controle de empresas chave, mobiliárias e imobiliárias, terras de regadio e na difusão da cultura castelhana por meio do Instituto Cervantes. A política externa portuguesa não percebeu ainda que tem a montante um gigante económico, que pode cortar a agua, impedir a passagem de eletricidade e colonizar numa ou duas gerações Portugal.”

António Marques Bessa
As Grandes Linhas da Política Externa Portuguesa nos Últimos Anos
Finis Mundi, número 3

A grande consequência – nunca admitida – da adesão à União Europeia (ex-CEE) para Portugal foram efetivamente não o afluxo dos fundos estruturais, nem a abertura de fronteiras, nem sequer a incorporação das diretivas europeias no corpo legislativo nacional, mas a abertura escancarada fronteiras económicas com Espanha.

Portugal afirmou a sua identidade nacional sempre contra Espanha. Espanha, por sua vez tentou varias vezes anexar o nosso país, buscando incorporar na sua colecção privativa de Nações ibéricas castelhanizadas. Diz Agostinho da Silva que o grande feito da Historia portuguesa não foram os Descobrimentos nem a Expansão, mas essa resistência ao intenso magnetismo castelhano.

Ora se alguém aproveitou com a abertura de barreiras comerciais em Portugal, esse alguém foi Espanha. Nunca se destruíram tantas empresas agrícolas nacionais, substituindo-as pela produção agro-industrial espanhola, nem comércio, nem industria e, sobretudo, nem pesca, aproveitando Espanha a operação setores onde a “invasão” espanhola foi absolutamente avassaladora. Mas supremamente malsana e imbecil de destruição da nossa frota pesqueira (patrocinada por Cavaco Silva). O deserto assim criado foi rapidamente preenchido pela frota pesqueira espanhola que aproveitou a abertura do nosso Mar para  saquear os seus recursos piscicolas.

Portugal tem que despertar desta seu vício europeu e recordar-se de todas as afrontas que Espanha nos fez: que ocupa ainda e sempre os dois concelhos portugueses de Olivença, de todos os milhões de litros de água potável que rouba aos nossos rios, das suas pretenso anexadoras das Ilhas Desertas e do seu mar, e sobretudo recordar-se de todos os entraves que Madrid coloca à entrada de empresas lusas no mercado espanhol e da forma colonial como – de forma oposta – as empresas de retalho espanholas ocupam cada vez mais o setor terciário português.

De Espanha nem bom vento, nem bom casamento. Especialmente se este for patrocinado pela União Europeia e Espanha insistir sendo uma potencia colonial e intolerante, com bem se constata hoje na sanha que deita sobre a Galiza procurando sob todos os meios destruir a identidade nacional dos nossos irmãos. Da outra banda do rio Minho.

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Da Inevitável reestruturação da Dívida Soberana portuguesa

http://www.sdkcm.org

http://www.sdkcm.org

Um artigo recente do jornal New York Time dá conta de que os “mercados. financeiros estão preocupados com Portugal” e de que a maioria dos especuladores estão a apostar que a. dívida portuguesa será reestruturada como agora se está a fazer com a da Grécia. Acredita o articulista do jornal norte-americano que, logo que a Grécia concluir o seu processo de reestruturação, será a vez de Portugal.

Neste contexto, a teimosia do governo em cumprir e até exceder o dito “acordo da troika” resulta absurda, imensamente nociva e até prejudicial para a saída de Portugal da grave crise em que se encontra. Não há muitas duvidas que logo que os lobos dos mercados perceberem que a Grécia saiu da questão, renegociando, vão concentrar o seu fogo sobre Portugal, apostando na sua falência e elevando os juros da divida soberana portuguesa no mercado secundário até à estratosfera. Daqui a menos de um mês, estará claro para todos que não haverá condições para que Portugal regresse sozinho ao mercado da divida em 2013. A economia estará a viver a sua mais profunda recessão das últimas décadas, os juros da divida representarão uma parcela crescente do orçamento de Estado, e sem crescimento, a divida passada (quanto mais a futura) serão impagáveis.

A reestruturação da divida portuguesa é pois inevitável. Não é contudo possível negar a necessidade de realizar alguns ajustamentos na despesa do Estado. Nesse sentido, temos até concordado com algumas medidas de austeridade do Governo, especialmente com aquelas que visam reduzir a despesa corrente (todos os meses, Portugal acumula um défice de 1.3 mil milhões de euros, dos quais 60% para pagar salários e pensões). Mas levar mais longe a austeridade é errado e fazê-lo sem criar condições de financiamento para as empresas e para a economia é extremamente perigoso num contexto de desemprego elevado e de redução dos apoios sociais. Estamos à beira de uma contestação e revolta social sem precedentes e esta austeridade desnecessária – especialmente agora que se sabe que a reestruturação é inevitável – está a criar condições para um caos social a uma escala nunca antes vista em Portugal.

Fonte:
www.publico.pt

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“A singular mania da centralidade de Lisboa para os países descolonizados, incluindo o Brasil, é pura e simplesmente desastrosa e não é mais que um reflexo da própria colonização”

Revista Finis Mundi (amazon.com)

Revista Finis Mundi (amazon.com)

“A singular mania da centralidade de Lisboa para os países descolonizados, incluindo o Brasil, é pura e simplesmente desastrosa e não é mais que um reflexo da própria colonização. Ver o mundo a partir do Tejo é uma grave imprudência e um erro fáctico que afeta o desenvolvimento de uma política pensada à altura das forças do país, políticas, económicas e militares.”
António Marques Bessa
As Grandes Linhas da Política Externa Portuguesa nos Últimos Anos
Finis Mundi, número 3

Esta visão é de facto, neocolonial. Num mundo globalizado, onde os transportes de bens e mercadorias são hoje feitos a custos e velocidades inimagináveis à algumas dezenas de anos atrás e onde o inglês se instituiu como o “esperanto” das atividades de negócios é anacrónico pensar – como pensam muitos pró-lusófonos – que Lisboa pode tornar a ser o eixo de entrada e saída do antigo império colonial para a Europa. Anacrónico, ridículo e patético. Os países lusófonos não se sujeitariam jamais a essa intermediação, a esse fechamento dos seus portos e da sua atividade mercantil.

Portugal e todos os demais países da fala oficial portuguesa têm que se aproximar, mas não na base das “proibições” ou “fechamentos”. Esta aproximação (maior desígnio do MIL: Movimento Internacional Lusófono) tem que passar também – necessariamente – por uma maior aproximação comercial:
1. Defendemos a constituição de um acordo multilateral sobre Dupla Tributação extensivo a todos os países da CPLP, dispensando os complexos e incompletos acordos bilaterais atuais.
2. Defendemos a progressiva supressão de todas as barreiras alfandegárias entre todos os países da CPLP no que concerne a exportações de setores produtivos que não sejam concorrentes. Nos demais, haveria que definir quotas, a partir da ultrapassagem das quais, se iriam aplicando de forma escalar taxas alfandegárias.
3. Constituição de uma moeda de comércio única que simplificasse o comercio inter-lusófono. Esta moeda poderia começar por ser apenas virtual (como foi o ECU europeu entre 1979 e 1999). Esta moeda seria de câmbio fixo entre os países aderentes e poderia regressar à estabilidade do Padrão-Ouro (o “Escudo CPLP” que alguns MIListas advogam) como forma de permitir o uso extra lusófono da moeda.
4. Aposta sistemática, continuada e profunda no desenvolvimento dos Portos, das ligações ferroviárias e rodoviárias dos mesmos às massas continentais (América do Sul, Sul de África e Europa). Grande aposta na construção naval, de alta tecnologia, mas elevado rendimento, por forma a devolver aos países lusófonos um lugar de destaque no comércio mundial. Investigação nas possibilidades técnicas de utilização de grande Zeppelins para o transporte aéreo de mercadorias pesadas a grandes distâncias.

Com esta abordagem para produzir uma aproximação comercial lusófona, a vertente económica da Lusofonia cumprir-se-ia, dando abertura a outras aproximações menos materialísticas e mais culturais.

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A Rússia a caminho da Lua, Vénus, Marte e… Apophis?

Apophis (http://www.doom2036.com)

Apophis (http://www.doom2036.com)

Depois de um “ano negro” para a indústria espacial russa, com falhanços sucessivos uns atrás dos outros, o governo russo acordou em financiar uma série de programas espaciais, entre os quais se contam em especial destaque dois projetos da Lavochkin, para duas missões lunares, uma viagem a Vénus e o lançamento de uma série de satélites científicos.

A Rússia está a colaborar ainda com a Agência Espacial Europeia (ESA) em relação a duas missões conjuntas para Marte, em 2016 e 2018 e numa terceira para Júpiter. É também possível que a Rússia envie para o perigoso asteróide Apophis uma missão para ali colocar um emissor de radio e assim possibilitar o seu seguimento com maior precisão.

Fonte:
http://www.redorbit.com/news/space/1112462226/russia-boosts-space-program-through-2016/

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