Poderá a NASA regressar à Lua por 40 mil milhões de dólares?

http://www.newscientist.com

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Os cortes que Obama vai lançar sobre o orçamento da NASA são radicais. A proposta do candidato republicano Newt Gingrich foi gozada por praticamente todo o espectro político norte-americano. O candidato propunha regressar à Lua em oito anos e estabelecer ali uma colónia lunar. As criticas basearam-se na questão do financiamento… Mas um estudo de 2011 estimava em 40 mil milhões de dólares tal tipo de estabelecimento lunar. E isso seria alcançável dentro do atual orçamento da NASA, que corresponde a 4 mil milhões de dólares para o componente tripulado das suas missões. Concentrando essa despesa no projeto lunar durante dez anos, seria assim possível realizar esse projeto.

Os veículos de lançamento e viagem até à Lua já existem. E novos veículos de lançamento – reutilizáveis – poderiam ser desenvolvidos, ou então a série de lançadores Falcon 9 e as cápsulas Dragon da SpaceX poderia ser usada a uma fração dos custos convencionalmente gastos na NASA. Outra opção poderia passar pelo desenvolvimento do programa militar X-37 até um avião espacial capaz de transportar astronautas até à órbita terrestre e daqui até um veiculo de transbordo lunar.

É claro que tal opção implicaria abandonar a ISS e o transporte de astronautas norte-americanos para a Estação Espacial Internacional em cápsulas russas Soyuz…

Fonte:
http://www.spaceref.com/news/viewnews.rss.html?id=1606&utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+spaceref%2Fjext+%28SpaceRef+-+Space+News+as+it+Happens%29&utm_content=Google+Reader

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E os maiores comentadores do Quintus são…

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Clavis Prophetarum 398
Otus scops 133
Enoque 122
Riquepqd 52
Fadrini 42
LB 26
Clóvis Alberto Figueiredo 19

Obrigado pela vossa presença e assiduidade!
Um sincero: Bem Hajam!

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A CEDEO vai enviar nos próximos dias uma força de 600 militares para a Guiné-Bissau

Militares nigerianos (http://saharareporters.com)

Militares nigerianos (http://saharareporters.com)

Os países da CEDEAO – entidade regional de que faz também parte a Guiné-Bissau – estão a preparar-se para enviar para este país lusófono uma força de 638 militares com a missão de proteger os civis e o governo legítimo da Guiné-Bissau. Esta decisão surge já depois dos golpistas em Bissau terem dito que não aceitariam qualquer “intervenção estrangeira”… o que revela que os países da região também já perderam a paciência com os militares guineenses e que não levam a sério, nem as suas ameaças nem a sua capacidade militar para as concretizar.

Segundo fonte da CEDEAO, a força militar entrará na Guiné-Bissau entre esta semana e a próxima incluindo militares da Nigéria (o contingente mais numeroso), da Costa do Marfim, do Senegal e do Burkina Faso. A CEDEAO prepara esta entrada nas fronteiras guineenses para os dias subsequentes à autorizacao do Conselho de Segurança e à saída dos 500 militares angolanos de Bissau.

A decisão da CEDEAO causa alguma surpresa e deixa-nos expectantes pela sua concretização, ja que revela uma notável capacidade de organização e de mobilização por parte dessa organização regional africana. Causa também algumas apreensões já que na última intervenção desta organização regional na Guiné-Bissau as forças guineenses – então comandadas por Ansumane Mane – acabaram por dar muito boa conta de si e praticamente expulsar o melhor exercito regional: o senegalês… a presença – ainda por cima dominante – dos nigerianos nesta força causa também grande preocupação ja que estes militares são conhecidos pela sua indisciplina e violência e dos senegaleses devido à questão de Casmansa…

Este anúncio pode tratar-se também de uma forma de pressão diplomática contra a Junta Militar que governa em Bissau, levando-a a devolver o poder aos crise e a restaurar a legalidade neste país… mas se concretizar representa um falhanço clamoroso para a CPLP que não conseguiu organizar uma força semelhante a tempo e que assim mais uma vez deu razão a esta Carta Aberta que pode ainda subscrever aqui:

http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=cplpgb

Fonte:
http://www.publico.pt/Mundo/comunidade-da-africa-ocidental-quer-enviar-tropas-para-a-guinebissau-1543540

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Mapa dos últimos acessos ao Quintus = Mapa da Lusofonia Global

Curiosidade:

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Sobre as Migrações em Portugal

Portugal: Os Números (http://images.portoeditora.pt)

Portugal: Os Números (images.portoeditora.pt)

“Foi em 1993 que Portugal passou a apresentar saldos migratórios continuadamente positivos, significando um número anual de entradas no território superior ao número de saídas (que se mantém na primeira década deste século, de acordo com o INE). Contudo, nem a emigração perdeu a sua atualidade, nem a imigração é uma marca exclusiva dos anos recentes.”

Portugal: Os Números
Maria João Valente Rosa e Paulo Chitas

Portugal sempre foi um país de emigrantes. O fenómeno perdeu algum vigor nas últimas décadas, mas regressou em força desde 2008. Nos últimos anos os principais destinos da emigração portuguesa foram o Reino Unido e Espanha, mas mais recentemente o eixo desviou-se para a Holanda, Suíça e Angola. Nos próximos anos tudo indica que o componente lusófono da emigração portuguesa se irá reforçar, para Angola, que ainda carece de muitos quadros qualificados, para Moçambique, que conhece uma situação económica cada vez mais florescente e, sobretudo, para o Brasil onde existe uma carência de 8 milhões de empregos altamente qualificados. Em Portugal, o Brasil e Cabo Verde são já duas das três maiores comunidades de imigrantes e contribuem decisivamente para compensar a baixa demografia nacional.

Portugal é cada vez mais um país de imigrantes e emigrantes, dando assim cumprimento à herança da diáspora hebraica que é tão forte na cultura portuguesa.

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A Coreia do Norte está a trabalhar num novo modelo de míssil balístico

Unha-3 (http://newsinfo.inquirer.net)

Unha-3 (http://newsinfo.inquirer.net)

A Coreia do Norte está a trabalhar num novo modelo de míssil balístico que terá sido já sido testado quatro vezes nas instalacoes militares de Musudan-ri, na costa nordeste da península coreana. O míssil tem a designação KN-08 e o seu desenvolvimento paralelo ao ja conhecido e testado sem sucesso por quatro vezes seguidas o modelo “Unha” prova que os norte-coreanos já não acreditam que este lançador venha a ser alguma vez um lançador orbital confiável e seguro.

Não se sabem exatamente as razoes do ultimo falhanço do Unha. Os radares sul-coreanos que o seguiram cuidadosamente desde o lançamento provam que o foguetão se desintegrou depois de apenas dois minutos de voo. Como é nesta fase da sua ascensão que se registam as maiores tensões estruturais,  fruto da existência de mais altas pressões atmosféricas a baixas altitudes e de uma maior velocidade,  especula-se que uma ligeira inclinação do engenho pode ter sido suficiente para exercer lateralmente uma pressão excessiva sobre o foguetão, destruindo-o.

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/N_Korea_tests_long-range_missile_report_999.html

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Miguel Real: “Um futuro novo, uma espécie de choque cultural para o mundo, que figura na Lusofonia uma comunidade eticamente exemplar”

Miguel Real (http://www.dn.pt)

Miguel Real (http://www.dn.pt)

“Existem dois futuros para a Lusofonia:
1 – Reside no mais do mesmo, na repetição do passado, normalizando este, e cada pais tenderá a ser tão dominador quanto a sua real força económica, Angola liderará os países africanos e o Brasil tenderá a imperar, Timor e Guiné-Bissau serão por muito tempo os países pobrezinhos a que os restantes facultam algumas migalhas, etc, etc
2 – reside na criação de um futuro novo, uma espécie de choque cultural para o mundo, que figura na Lusofonia uma comunidade eticamente exemplar.”

O Futuro da Lusofonia
Miguel Real
In Revista Nova Águia, número 8

A União Lusófona não será apenas uma união polìtica dos povos de fala Lusófona. Nesse sentido, não será um neoimpério colonial francês ou britânico, nem uma União Europeia que se assume cada vez mais como um IV Reich germânico. A União Lusófona que serve de eixo fundacional fundamental ao MIL: Movimento Internacional Lusófono terá que ser um novo tipo de união politica entre povos e culturas. Deve ser o protoplasma exemplar de uma futura união mundial que derrube as fronteiras nacionais, os ódios e ressentimentos milenares e derrube assim pela base todos os motivos para guerras e conflitos futuros.

A União ou Comunidade Lusófona deve ser um “super-Estado” de tipo novo, em que o Local substitui a posição dominante ocupada pelo Global, em que o essencial da cidadania se exerce de forma dinâmica e criativa junto da comunidade local, em que o municipalismo é a célula principal da ação política e governativa e onde apenas as parcelas indispensáveis de soberania são tranferidas para o Estado ou para esse “super-Estado” Lusófono. Nesse modelo confederal, além da diplomacia e Defesa, poucas mais competências serão centralizadas, sendo a descentralização municipalista a regra.

A União Lusófona será assim o “super-Estado” mais fraco da História, de forma intencional e objetivada, por forma a garantir que nenhum tipo de imperialismo recaia – opressor – sobre o indivíduo. A ação cidadã será essencialmente local, o exercício democrático permanente e vigilante aplicar-se junto daquilo que é mais próximo para as pessoas: a sua comunidade ou município. Será desta rede pluricontinental de municípios federados, unidos por Estados a uma União Lusófona que brotará o exemplo a que mais tarde outros povos, de outras línguas se irão unindo até formar a União Mundial que serve de objetivo final para este projeto.

Categories: Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 14 Comentários

O novo sistema de defesa aérea russo, o muito esperado S-500 vai entrar ao serviço na Rússia em 2015

S-400 (http://en.rian.ru)

S-400 (http://en.rian.ru)

O novo sistema de defesa aérea russo, o muito esperado S-500 vai entrar ao serviço na Rússia em 2015. O plano é guarnecer dez batalhões de lançadores S-500 entre 2015 e 2020.

O S-500 foi concebido para atacar uma multiplicidade de alvos, desde aviões a misseis balísticos, de cruzeiro ou médio alcance. É provável que o sistema continue os problemas de fabricação do S-400, que embora tenha ficado operacional em 2006 só equipou completamente um esquadrão em 2011. A construção de novas instalações fabris em Kirov e Nizhny Novgorod, visam resolver esses problemas de produção e permitir recuperar o grande atraso atual no processo de reequipamento das forças de Defesa Aérea russa com mísseis S-400.

O programa S-500 está – também ele – muito atrasado e o primeiro teste de voo só deve ocorrer em 2015, com a entrega dos primeiros engenhos de produção em 2017. Isto significa que o S-300V continuara sendo o principal míssil de Defesa Aérea russo, equipando mais de dois terços de todos os batalhões até, pelo menos, 2017…

Fonte:
http://www.defencetalk.com/russia-waiting-for-s-500-air-defense-system-41511/

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Miguel Real: “Se a Lusofonia se restar aninhada numa visão estritamente politica, criando no seu interior grupos de países contra outros grupos de países, pouco terá valido a pena a sua edificação”

Miguel Real (http://www.dn.pt)

Miguel Real (http://www.dn.pt)

“Se a Lusofonia se restar num patamar de regulação de interesses económicos ou de concertação conjuntural, período a período, de interesses políticos e militares, pouco valerá a pena. Ter-se-á tornado mais uma comunidade internacional entre tantas outras existentes, perfeitamente substituíveis por tratados bilaterais entre Estados.
Se a Lusofonia se restar aninhada numa visão estritamente politica, criando no seu interior grupos de países contra outros grupos de países, pouco terá valido a pena a sua edificação.”
O Futuro da Lusofonia
Miguel Real
In Revista Nova Águia, número 8

A União (ou Comunidade) Lusófona terá que ser algo de substancialmente diferente de qualquer outra “união politica” jamais experimentada na História. Se não for não vale o esforço de a fundar. Terá que ser aquilo que a União Europeia parecia poder ser na década de 80, antes da sua “fuga para a frente”, com a vaga descontrolada de adesões a Leste, abrindo apenas novos mercados à indústria alemã e as portas a vagas de emigrantes indesejáveis e enriquecendo as elites corruptas do Leste. A União Lusófona não pode jamais ter diretórios dos “grandes” ou dos “ricos” que mandem nos “pequenos” e “pobres”. Terá que ser rigorosamente paritária, sem contudo cair no excesso oposto, na “ditadura das minorias”. Será moralmente inatacável, sem Guantánamos, nem apoios à ditadura iraniana ou chinesa, sendo implacável com todas as formas de repressão e imperialismo praticadas no globo.

A União Lusófona será a primeira verdadeira união da História: um verdadeiro país pluricontinental que servirá de farol exemplar aos países vizinhos, cativando-os a si e inaugurando novas formas de relacionamento social e económica. Com uma permanente prioridade ao desenvolvimento local (economias e moedas locais) e à integração global em formas de governação económica e política, a União Lusófona será o protótipo a partir do qual se unirão posteriormente os povos de fala castelhana, depois, os de fala latina até que, por fim, e cumprindo esse exato sonho de Agostinho da Silva o mundo todo estará firme e convicto numa União Mundial, a materialização na Terra do Reino do Espírito Santo, o domínio da paz, da prosperidade e do pleno desenvolvimento do Homem.

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António Mexia (EDP): “Fomos muito claros quanto ao que podemos e não podemos aceitar”

“O presidente da EDP,  António Mexia,  que foi o principal visado durante meses pelas críticas do ex-secretário de Estado, já avisou na semana passada que não vai abdicar dos compromissos de receitas previstas.  ”Fomos muito claros quanto ao que podemos e não podemos aceitar”.
“Nos próximos meses,  o Governo promete debruçar-se também sobre a cogeração, que nos cálculos, que nos cálculos da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) representa mais de  535 milhões de euros a pagar pelos consumidores até ao final deste ano (incluindo biomassa). Em causa está à venda à rede de eletricidade produzida com base no calor gerado pelo processo industrial,  por uma tarifa pré-fixada que agora deverá ser reduzida. A medida irá afetar desde grandes empresas como a Portucel, Altri e Galp, até aos pequenos produtores como as têxteis.
As renováveis são outra área que tem estado sob pressão da troika para uma alteração das tarifas: em 2012, os sobrecustos pagos nesta área (diferença entre o que se paga aos produtores e a tarifa de mercado) deverão representar um total de 759.5 milhões de euros.”

Público,  14 de março de 2012

Solução?
Nacionalize-se.

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As negociações entre a Rússia e a China para a venda de Su-35 Flanker E estão bloqueadas

Su-35E (http://www.aerospaceweb.org)

Su-35E (http://www.aerospaceweb.org)

As negociações entre a Rússia e a China sobre a venda de aparelhos Sukhoi Su-35 Flanker E estão bloqueadas. Segundo fontes russas,  tal deve-se ao desejo chinês de comprar apenas um pequeno número de aviões, enquanto que os russos tencionam vender apenas uma “grande quantidade”. Os russos alegam que só assim o negocio será “economicamente viável”. Nenhuma das partes adiantou ainda quantias ou quantidades, nem se este impasse vai ditar a prazo o fim de negociações que começaram em finais de 2010.

O argumento russo para exigir uma maior encomenda é compreensível: os chineses são conhecidos por fazem “engenharia reversa” aos aviões russos que compram ou fabricam sob licença russa desde a década de 1950 e a venda de uma pequena quantidade de Su-35 significaria apenas que Pequim teria suficientes aviões para desmontar,  equipando eventualmente uma ou duas esquadrilhas, mas logrando recuperar um pouco mais o atraso tecnológico que ainda a separa do resto do globo.

Fonte:
http://www.defencetalk.com/russia-china-su-35-fighter-talks-frozen-41704/#ixzz1sYjwjMTn

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O Canadá está a reavaliar a opção F-35

F-35 (http://cdn2.dailycaller.com)

F-35 (http://cdn2.dailycaller.com)

O Canadá está a avaliar a planeada aquisição de aparelhos F-35 à Lockheed. Sobre a mesa dos decisores canadianos está a redução do numero total de aviões ou o total cancelamento do programa. Esta questionamento ocorre num contexto de um aumento de custos deste polémico programa para o dobro dos valores inicialmente previstos.

As estimativas iniciais apontavam para a aquisição de 65 aparelhos por 16 mil milhões de dólares, e são agora estes valores que estão a ser postos em causa havendo inclusivamente a hipótese de toda a compra ser descartada.Até ao momento, contudo, a opção mais provável parece ser mesmo – segundo declarações do primeiro ministro canadiano – manter os custos do programa e,  como estes duplicara, adquirir apenas metade dos 65 aparelhos inicialmente estimados.

Os F-35 vão substituir os aparelhos CF-18 em operação desde a década de oitenta do século passado no Canadá.

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/Canada_mulls_nixing_F-35_purchase_999.html

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Das posições do Brasil sobre a crise na Guiné-Bissau e da necessidade de uma Força de Interposição

http://www.abola.pt

http://www.abola.pt

O Brasil está a participar nas negociações com um grupo de países lusófonos e de outras regiões geopolíticas que têm como objetivo reunirem um total de 45 milhões de dólares para financiarem as reformas antecipadas do oficialato guineense e cessar assim com a permanente instabilidade militar neste país lusófono da África Ocidental.

Este é um plano já antigo,  mas tem estado bloqueado por falta de financiamento. Agora, tem condições para regressar à ribalta e juntamente com as pressões diplomáticas e junto da ONU pode contribuir efetivamente para uma resolução definitiva da permanente instabilidade militar que tem afetado a Guiné-Bissau desde o fim do regime de Partido Único.

Esta iniciativa do governo brasileiro e protagonizada pelo embaixador Paulo Cordeiro de Andrade Pinto, subsecretário-geral para África e Oriente Médio do Itamaraty, prevê que o dinheiro reunido seja entregue à ONU, entidade que depois se encarregaria de o utilizar para desmobilizar a totalidade do exército guineense (perto de cinco mil homens). A iniciativa vai de encontro a outras posições semelhantes que já defendemos no Quintus,  mas peca pela crónica incapacidade dos governos de Brasília em utilizarem a CPLP como um instrumento para projetarem a sua diplomacia e influência internacional. De novo,  neste fundo refere-se a ONU mas omitem-se completamente duas entidades que na Guiné serão decisivas para resolver o conflito: a CPLP e a CEDEAO. Sobretudo, o fundo aplica-se de forma cega, a todos os militares,  ignorando que o problema reside nas altas patentes e nas suas ligações ao narcotráfico sem prever qualquer inevitável mecanismo judicial que coloque estes responsáveis por detrás das barras de ferro de uma prisão.

Em termos internacionais, os golpistas estão cada vez mais isolados: o Banco Mundial e o Banco do Desenvolvimento Africano suspenderam os programas de fomento, mantendo apenas os programas de emergência.

No Conselho de Segurança, entretanto decorre a diplomacia, esperando-se que sejam emitidas e aprovadas uma série de declarações crescentemente mais duras para com os golpistas na Guiné-Bissau,  sendo por enquanto ainda muito pequenas as possibilidades que se autorize o envio de uma “força de interposição” (pedida pela CPLP e no Conselho,  por Portugal) com a missão de restaurar o quadro constitucional e de fazer regressar ao poder os lideres legítimos da Guiné-Bissau. Se for aprovada,  esta força poderá começar a ser preparada ainda em finais do corrente mês de abril, segundo fontes diplomáticas portuguesas e brasileiras.

Recordemos que o Brasil em 2009 tinha elaborado sob a Administração Lula um plano para instalar na Guiné-Bissau duas bases militares conjuntas com Angola. O seu objetivo seria a profissionalização do exército guineense,  cabendo a Angola treinar as patentes mais baixas e ao Brasil treinar as mais altas. O plano, contudo,  nunca progrediu no terreno e ainda bem – dizemos nós – porque,  de novo, excluía Portugal  e a CPLP deste quadro dando provas de que o Brasil não considera ainda a Comunidade lusófona como um possível instrumento para amplificar a sua diplomacia e que insiste em tomar medidas bilaterais em problemas que carecem de uma visão multilateral que nao exclua do problema nenhum dos atores que são aqui essenciais à sua resolução, Portugal e CEDEAO incluídos.

Essa é a visão da integração, defendida por Paulo Portas no Conselho de Segurança quando defendeu neste fórum o estabelecimento de uma “missão de estabilização mandatada pelas Nações Unidas” que integrasse não somente militares dos países da CPLP, mas também meios militares,  logísticos e financeiros da CEDEAO e da União Africana. São atitudes como esta – isolacionista ou de um excessivo bilateralismo – que diminuem a relevância internacional do Brasil e logo negam reiteradamente o merecido estatuto de potência mundial.

Entretanto, sabem-se hoje mais alguns detalhes daquilo que foi a causa imediata do golpe militar: a MISSANG já conhecia as intenções dos golpistas dias antes destes decidirem avançar contra o governo guineense uma vez que estes informaram os Serviços de Inteligência Externa de Angola da sua intenção, avisando-os de que contavam com a sua neutralidade. Em resposta,  os angolanos terão recusado afirmar uma posição nítida, mas Luanda ordenou o envio para a Guiné de meios pesados,  como três blindados de transporte de tropas, artilharia e helicópteros, sendo que estes,  contudo,  nunca chegaram a Bissau.

Fontes:
http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=2431829&seccao=CPLP
http://www.publico.pt/Mundo/dissidente-do-paigc-escolhido-pelos-militares-para-presidente-da-guinebissau-1542801?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+PublicoRSS+%28Publico.pt%29
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Palops/Interior.aspx?content_id=2431216
http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1078351-brasil-defende-fundo-para-conter-golpe-na-guine-bissau.shtml
http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=2431830&seccao=CPLP
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=546677&tm=7&layout=121&visual=49

Já subscreveu a Carta Aberta à CPLP de Apoio à Guiné-Bissau ?

?

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“O número de idosos por cada 100 indivíduos em idade ativa está a aumentar”

http://images.recados.net

http://images.recados.net

“O número de idosos por cada 100 indivíduos em idade ativa está a aumentar: passou de 13, em 1960, para 24, em 2001, e para 26, em 2008, segundo estimativas do INE. Ou seja, no inicio da década de 60 por cada pessoa com 65 ou mais anos existiam cerca de dez pessoas em idade ativa; atualmente, há apenas quatro.”

Portugal: Os Números
Maria João Valente Rosa e Paulo Chitas

Esta é a verdade incontornável dos números. Mostra uma sociedade em envelhecimento acelerado, sem respostas demográficas capazes de compensar esse acentuado declínio e onde apenas a imigração serve de fraco paliativo.

O problema demográfico luso poderia ter sido diminuído (mas não resolvido, como mostram os países escandinavos) através de estímulos fiscais e sob a forma de subsídios diretos e facilidades laborais. Mas essa nunca foi a prioridade de nenhum governo depois de 1975, e a consequência é que estamos hoje à beira de um cataclismo social, com a sociedade portuguesa incapaz de suportar o crescimento do numero de idosos inativos.

A “solução” dos neoliberais e dos seus lacaios na União Europeia e no FMI parece ser a de reduzir até valores sub-humanos o valor das pensões e da rede social disponibilizada pelo Estado. Parcialmente têm razão, mas esta redução do Estado Social não pode ser a única solução. Há que acompanhar este inevitável recuo do Estado Social, com politicas de estímulo à natalidade, com a atração de imigrantes pacíficos, trabalhadores, com famílias e vontade de se integrarem na nossa sociedade (preferencialmente lusófonos). Todas estas politicas devem ser acompanhadas de formação profissional continua – prestada por instituições publicas nos postos de trabalho – e por uma restrita e atenta vigilância contra todas as empresas que des peçam trabalhadores apenas em função de terem mais de 45 anos ou que nos anúncios de emprego discriminem com base em critérios de idade e não de currículo.

Com esta abordagem multipolar é possível adaptar a nossa sociedade à extensão da sobrevivência média dos nossos cidadãos, reavivando simultaneamente a nossa economia sem comprometer a solvalibilidade das finanças públicas e despertando o sentimento de utilidade em muitos portugueses mais idosos que se sentem sem papel util ou ativo na sociedade.

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Foi detetado mais um asteróide potencialmente perigoso para a Terra (2012 DA14)

Asteroide 2012 DA14

Asteroide 2012 DA14

Multiplicam-se as noticias de asteroides que fazem rasantes à Terra. A maioria vai passar longe demais para causar qualquer preocupação merecida. Mas há uns quantos cuja mera existência devia ter já merecido o lançamento de um programa internacional de resposta.

Um destes é o 2012 DA14, com cerca de metade do tamanho de um campo de futebol e que daqui a menos de um ano vão aproximar-se a apenas 3.5 raios da Terra. Este asteroide foi descoberto apenas a 22 de fevereiro de 2012.

O 2012 DA14 tem aproximadamente o mesmo tamanho do objeto que se abateu sobre Tunguska em 1908, sem provocar danos materiais ou humanos uma vez que a região era praticamente desabitada. Mas se tivesse caído na Europa, perto de uma grande cidade, então teríamos tido um incidente com a mesma escala de morte e destruição de Hiroshima e Nagasaki.

A boa notícia é que se descobrem cada vez mais objetos potencialmente perigosos nos nossos céus… Como o 2012 DA14 ou o muito mais preocupante Apophis, com 270 metros que fará uma rasante em 2029… A má noticia é que as grandes potências ainda não se entenderam para montarem um sistema global de deteção e reação realmente eficaz…

Fonte:
http://www.spaceref.com/news/viewpr.rss.html?pid=36432

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António José Borges: “Uma revolução espiritual centrada na ética e na moral do quotidiano”

http://turismo.culturamix.com

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“Portugal tem hoje (2010), no seio da crise estrutural em que está mergulhado, onde a saúde e a educação são os problemas mais marcantes e o desequilíbrio social é acentuado, Portugal tem a oportunidade de operar uma revolução nas mentalidades, uma espécie de revolução espiritual centrada na ética e na moral do quotidiano.”
Rumar Portugal, Considerar a Europa, Pensar a Lusofonia
António José Borges
Nova Águia, número 8

A crise financeira é atualmente central a quase todos os aspetos da sociedade portuguesa contemporânea. Mas esta crise económica não está no epicentro desta crise grave e fundacional que vive hoje Portugal. No centro está uma crise dupla: Ética e de Desígnios Estratégicos.

A crise ética exprime-se na existência de uma corrupção “suave” e discreta que permeia praticamente todos os segmentos da sociedade: é o mestre de obras que não passa recibo, o advogado que ajuda empresários e políticos corruptos a escaparem aos impostos, o policia que vende armas e drogas, o juiz que deixa atrasar processos e que julga sem juízo nem tino, o médico que pica o ponto no hospital público e depois vai para o seu consultório privado, o empregado que “perde” o laptop da empresa, o gestor que troca de BMW ao mesmo tempo que despede trabalhadores, etc, etc.

Existe na sociedade portuguesa uma sensação de impunidade criada por um sistema de Justiça altamente corporativo e ineficiente/incompetente. Esta impunidade é reforçada pela escassez de meios atribuídos às policias de forma intencional pelos políticos corruptos que não querem ser investigados e por uma sociedade civil dormente e amorfa.

A “revolução espiritual centrada na ética e na moral do quotidiano” de António Borges, livre das ambições politicas e imperiais de outras revoluções passadas vai começar dentro de cada um de nós. O exemplo da frugalidade, do foco na vida cultural e interior, da vida conversável vai fazer despertar em nós aquele verdadeiro portugueses, universalista e aventureiro que a doença fundamentalista cristã de Dom Joao III infetou na nossa cultural. O português do futuro, não será como esses europeus do norte, materialistas e obcecados com a acumulação fátua de coisas e luxos, mas frugal, espartano por temperamento e estóico por natureza. Mentalmente rico, humanamente pleno e tao solidário e abnegado com os Santos do apogeu do cristianismo. Esse será o exemplo do “homem português” que depois – através da União Lusófona – dará ao mundo o exemplo de um novo tipo de Estar que o mundo ainda não conheceu.

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Resposta a Pedro Álvaro sobre a Convergência Lusófona

http://jpn.icicom.up.pt

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“O maior aprofundamento económico tem a ver com a falta de impulsionamento político e neste momento o único país que teria as melhores condições para o fazer seria o Brasil, Portugal está sob resgate internacional, ou seja na melhor da hipóteses Portugal só poderá ter algum espaço de manobra a partir de 2014 e é preciso que não hajam complicações até lá. Creio que o Brasil a classe política brasileira já “pendeu” sob influência germânica e francófona, para não dizer outra coisa.”

- Não tenho dúvidas de que o apelo lusófono entre a maioria dos quadros políticos e até da elite inteletual brasileira é muito fraco. Gostaria que fosse de outra forma,  considero que o Brasil é o primeiro a perder com esta deriva isolacionista e solipsista, mas as coisas são como são e não como gostaríamos que fossem. Isso não quer dizer que devemos desistir de trazer de volta o Brasil para o espaço lusófono: pelo contrário tais dificuldades devem fazer-nos preserverar… este mesmo blogue testemunha a existência de muitos brasileiros convictos no destino lusófono do Brasil o que anima nessa senda. Agora não excluo que a almejada “União Lusófona” se faça primeiro com Cabo Verde ou com Angola antes de com o Brasil.

“Está claro que a esses países não lhes interessa o ressurgimento de uma força lusófona no mundo e estão usando tudo o que está ao seu alcance para que isso não aconteça, nomeadamente enlaçando o Brasil em parcerias económicas e pior que isso militares no caso da França, é evidente que alguém está ganhando com isso…”

- E o próprio Brasil se sente seduzido por esse namoro das grandes potencias… é bom para o ego brasileiro, sem dúvida, mas afastando-o dos seus irmãos lusófonos enfraquecem o Brasil e afastam-no dos seus aliados naturais.

“Se estamos esperando que o Brasil assuma esse papel de locomotiva lusófona neste momento, podemos esperar sentados como se diz na gíria. Portanto caberá sempre a Portugal empreender essa tarefa, porque embora neste momento haja na classe política portuguesa quem se deixe “seduzir” pelo eixo franco-germânico, haverá sempre também quem assuma o nosso papel histórico no mundo e ambicione sempre ir mais além, ao contrário do que vejo na elite política brasileira infelizmente.”

- Concordo. Receio bem que os tempos para que o Brasil assuma uma posição de liderança na erecção de uma União Lusófona ainda não tenham chegado. Existe muito pouca consciência lusófona na maioria dos brasileiros,  isto é, na sua maioria nao sabem nem querem saber que pertencem a uma realidade cultural e linguística que transcende a sua própria nacionalidade. Existe um pouco mais (mas em crescendo) desse sentimento em Portugal,  Cabo Verde e Angola e menos,  nos outros países lusófonos. Mas é um processo… requer tempo, paciência e muita divulgação. É isso que tento fazer no Quintus,  com muita paciência e insistência, minha e dos leitores do Quintus,  aos quais agradeço muito a sua paciência para me aturarem nesta caminhada tantas vezes solitária, mas agora mais acompanhada pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono.

“Essa tarefa será feita a dúvida é quando e geralmente as nações movem-se sempre por três motivos, o financeiro, comercial e económico. Se Portugal se vir forçado pela pressão da conjuntura financeira internacional, e quando falo em pressão da conjuntura financeira internacional, estou falando dos dois pólos aglutinantes e que realmente influem no mundo económico, comercial e financeiro, ou seja Wall Street e a “City ” de Londres, ambos trabalhando arduamente para que o domínio anglo-saxónico no mundo continue a prevalecer, a pedir o segundo resgate ao FMI e ao BCE (ao que parece estão à “vontade” para emprestar novamente), então a classe política portuguesa que vier a seguir (esta que está no poder terá os seus dias contados) terá que equacionar seriamente e rapidamente alternativas ao projecto europeu.
Não uma saída da UE ou do euro, porque isso seria um erro estratégico enorme, mas sim promover um contra-balanço ao projecto europeu a partir do Atlântico.
Terá de ser uma estratégia inteligentemente elaborada tendo em conta que teremos de arranjar uma solução alternativa de sustentabilidade, estando inseridos na UE, não será fácil mas não é nada que uma equipa com as melhores pessoas capazes e com experiência internacional em áreas chave e não só na economia, mas também na jurisdição internacional, relações internacionais, comércio, defesa, engenharia e tecnologia, etc…
Uma equipa de alto nível trabalhando juntando sinergias durante apenas um mês, traria a solução ideal para que Portugal estando na UE, pudesse estabelecer outras diretrizes no sentido do a aprofundamento da linha lusófona e o seu enquadramento real na convivência com as outras potências actuais e emergentes da Ásia.
De certa maneira um segundo resgate faria com que o problema de fundo de Portugal saísse da esfera estritamente partidária e política e teria, aliás o povo exigiria que fosse debatido na sociedade civil.
Certo dia perguntaram a alguém porque razão Portugal não avançava, essa pessoa sábia respondeu “enquanto as melhores pessoas de facto deste país não forem discutir durante uma semana para as minas de Jales o que há para discutir, nunca avançaremos”.

- Dizem que todas as crise encerram em si a sua própria solução, conforme nos recorda o ideograma chinês para a palavra. Não é exceção com aquela que já é a mais profunda crise financeira dos últimos cem anos. Nunca se registou uma queda tão grande no nível de vida dos portugueses,  nunca se perderam tão depressa tantos direitos sociais, nunca se evaporou tão depressa o tecido produtivo e empresarial. A gravidade excecional da situação em que vivemos colocou em causa o grande paradigma das ultimas décadas: a convergência europeia. Com efeito, só uma opção extra-europeia pode alavancar a recuperação de Portugal desta situação crítica em que hoje se encontra. E a promoção desta opção é hoje a grande prioridade do MIL.

Fonte:
http://ogrunho.wordpress.com/wp-admin/post.php?post=26204&action=edit

Categories: Lusofonia, Política Nacional, Portugal | 17 Comentários

Contra a privatização da TAP

TAP (http://www.informativoli.com.br)

TAP (http://www.informativoli.com.br)

“O dono da companhia aérea colombiana. Avianca veio, de propósito, a Portugal para se reunir com o Ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas.” (…) Nos últimos anos, a companhia detida, maioritariamente, por capitais brasileiros adquiriu diversas empresas em sete países da América Central e do Sul (…) Ao lado da Avianca estão mais duas rivais sul-americanas bem posicionadas para comprar a TAP: as brasileiras TAM e GOL. (…)
Pros:
Dinheiro: encaixe com a venda é positivo para a economia portuguesa.
Músculo: a venda ajudaria à capitalização da TAP, permitindo-lhe crescer
Brasil: as rotas para o Brasil valorizam a empresa
Contras:
Exportações: A TAP capta 1.4 mil milhões de receitas por ano no estrangeiro
Hub: Um novo dono não manterá o centro em Lisboa
Despesas: O Estado não financia a empresa desde 1997, logo, não tem perdido dinheiro com a TAP.”
Sol 9 marco 2012

A TAP não devia ser vendida. Ponto. Mais uma vez a sua inclusão de empresas de capital publico a serem privatizadas foram um golpe germânico para deitar as suas garras (como na EDP, mas aqui falhado) sobre empresas portuguesas rentáveis. Agora, nesta desnecessária e anti-patriótica privatização surgem novamente os germânicos como grandes interessados, aparecendo os germanos da Lufthansa já bem na vanguarda e salivando já como verdadeiros cães de fila que são.

A Troika incluiu estas privatizações numa clara agenda oculta de serviço aos grandes interesses internacionais e, nomeadamente, germânico. O golpe – que pretendia entregar nas mãos da elétrica pública alemã, E.on – falhou, mas agora o esforço concentra-se na captura da TAP pela Lufthansa. De permeio, há – naturalmente – mais interessados nesta privatização de uma empresa pública portuguesa lucrativa. Brasileiros (o que favorecemos), mas ainda assim estrangeiros, em grave prejuízo dos hoje tão necessários em época de aperto orçamental.

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“Podíamos voltar ao viço, aos genes originais que nos criaram, voltar à nossa terra, voltar ao nosso povo”

Dom Manuel Clemente (http://t0.gstatic.com)

Dom Manuel Clemente (http://t0.gstatic.com)

“No século XIX encontramos os fumos do Império, a realidade triste e dura daquilo que não conseguimos fazer ou fizemos mal, ou que não nos deixou crescer à medida desses sonhos. Entretanto aparece uma outra coisa entremeada, quando começa a Revolução Liberal, a partir de 1820, e que vem até aos nossos dias: que podíamos voltar ao viço, aos genes originais que nos criaram, voltar à nossa terra, voltar ao nosso povo. Essa ideia da regeneração a partir de nós próprios e ainda hoje está patente. E julgo que tem razão, tem mais razão do que as duas outras coisas opostas.”
Dom Manuel Clemente
Jornal de Negócios
13 de janeiro de 2012

Portugal vive hoje uma crise profunda, muito mais grave que a mera (e conjuntural) crise financeira ou económica, o país vegeta, sem norte nem tino, sem rumo estratégico e sem desígnios nacionais que polarizem as energias anímicas de um povo a quem quiseram fazer crer que todo o seu futuro estava na “europa”.

A dura realidade dos factos atuais pode contudo ser positiva: a ilusão opulenta em que vivemos nas ultimas décadas, fruto dos subsídios europeus ao abate da produção e do crédito barato, terminou. O choque de realidade que agora cai sobre nós terá duas vantagens: vai travar a continuação do aumento constante das importações e, logo, contribuir para o equilíbrio da nossa balança de pagamentos. Este choque vai também estimular ao desenvolvimento da produção local. Sem capital ou crédito para comprar no exterior, os portugueses serão levados a restaurar a produção local que o “sonho europeu” destruiu.

A crise pode ser uma oportunidade para reencontrar um Portugal perdido, mais autónomo, soberano e independente.

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O famigerado Plano EDP Continente está a ser investigado pela Autoridade da Concorrência

http://www.bignovidades.com

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“A Autoridade da Concorrência está a investigar a campanha da EDP e do Continente, que transforma 10% da fatura em cupões para desconto nos hipermercados da Sonae. Em causa poderá estar o abuso de posição dominante e restrições à concorrência no mercado liberalizado.
(…)
135 mil pessoas aderiram ao plano EDP Continente (…)
A provar-se o ilícito poderia originar coimas elevadas, no limite de 10% do volume de negócios e a proibição da campanha.
(…)
O plano EDP Continente ficou envolto em polémica logo desde o inicio, a 9 de janeiro. A campanha prometia descontos de 10% sobre a fatura da EDP, não especificando logo que a adesão implica um novo contrato, com a saída do mercado regulado para a tarifa liberalizada da EDP Comercial; que os 10% incidem só no valor da fatura antes dos impostos, contribuição audiovisual e taxa de exploração; e que não é um desconto direto, mas a emissão de um cupão para converter em desconto.”
Sol 9 de março de 2012

E faz muito bem. Existe nesta tramoia um nítido abuso de posição dominante por parte da chinesa EDP e desse outro grupo (como a Jerónimo Martins) de fujões aos nossos impostos que são os homens da Sonae. Uma tem uma posição dominante no mercado da distribuição de eletricidade, a outra, no mercado da distribuição. Juntas, querem usar essas posições dominantes para estenderem a extensão dos seus impérios e assim, prejudicar ainda mais os consumidores e os cidadãos deste pais.

A Sonae distribuição é famosa por ter destruído centenas de milhares de emprego e de pequenas empresas ao longo dos anos. De permeio sequestrou inúmeros produtores nacionais com condições draconianas e recusou pagar os seus impostos em Portugal (como fazem os seus clientes). Empresa imoral, por excelência, coligou-se agora com outra empresa sanguessuga, a EDP que sorve milhares de milhões de euros por ano às empresas e particulares portugueses em rendas excessivas.

A Sonae e a EDP têm que ser travadas. Terá a Autoridade da Concorrência força política para agir contra duas das mais poderosas (e impunes) empresas a operarem em Portugal? Duvido, mas espero que sim, a bem da sã concorrência e do superior interesse de Portugal.

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A Rússia vai enviar um satélite com um farol rádio para o asteroide Apophis

Apophis (http://www.earth-issues.com)

Apophis (http://www.earth-issues.com)

A Rússia vai enviar um satélite com um farol rádio para o temível asteroide Apophis. O objetivo é determinar com grande exatidão o risco de colisão deste asteroide com o planeta Terra.

Em 2029, Apophis vai passar a menos de 57 mil quilómetros da Terra, ou seja,  mais perto que os satélites geoestacionários… e existe a possibilidade de o asteroide sofrer uma pequena alteração de órbita e colidir com o nosso planeta na próxima passagem, em 2036.

O emissor de rádio será alimentado por energia nuclear e o desenvolvimento do conceito vai começar a partir de 2015, se o governo russo aprovar o projeto.

Fonte:
http://www.spacedaily.com/reports/Russia_Plans_to_Bind_Satellite_to_Apophis_Asteroid_999.html

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“Em 2008, existem menos de dois activos (1.7) por cada pensionista”

http://alparaiso.com
“Em 2008, existem menos de dois activos (1.7) por cada pensionista (Segurança Social e Caixa Geral de Aposentações), enquanto em 1974 essa relação era de cinco ativos por pensionista.”

Portugal: Os Números
Maria João Valente Rosa e Paulo Chitas

Obviamente, a prazo a situação não é sustentável. Este desequilíbrio só pode ser sanado por três, únicas ou simultâneas:
1. Estímulo demográfico
2. Extensão da vida laboral
3. Redução dos valores das pensões

Apesar da evidencia da insustentabilidade da situação demográfica portuguesa a médio prazo, nada se tem feito. Urge assim resolver de forma duradoura e corajosa este problema através desta tripla abordagem sem nos deixarmos concentrar na opção preferida pelos neoliberais e pela União Europeia: a redução continua e desumana das pensões de reforma.

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Depois da saída da NASA o ExoMars luta pela sobrevivência

ExoMars (http://spacegizmo.livingdazed.com)

ExoMars (http://spacegizmo.livingdazed.com)

Os países que compõem a Agência Espacial Europeia (ESA) estão a procurar recursos para compensar a saída da NASA do programa marciano. O plano continua a ser enviar um satélite e um rover para  Marte e decorrem reuniões nesse sentido.

O projeto ExoMars foi aprovado pela ESA em 2005 mas está agora em risco com o corte radical no orçamento da NASA recentemente decido pela Administração Obama. Existe a expetativa de que a Rússia possa compensar esta saída súbita e os dois lançadores necessários já serão fornecidos por este país, mas os 1.3 mil milhões de dólares necessários ainda não foram encontrados e não parece haver disponibilidade russa para compensar a saída da NASA deste projeto…

O lançamento do primeiro foguetão será já em 2016, pelo que o tempo escasseia para encontrar uma solução que salve o ExoMars: ou os parceiros da ESA aumentam decisivamente a sua contribuição, ou a Rússia assume as largas centenas de milhões de dólares que os EUA deixaram por pagar no ExoMars… Ou ocorre uma combinação de ambas as soluções. De uma forma ou de outra, o projeto atravessa atualmente uma fase de grande incerteza.

Fonte:
http://www.marsdaily.com/reports/Europe_hopes_to_save_Mars_mission_999.html

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Porque gastam os partidos tanto dinheiro nas campanhas eleitorais?

http://img0.rtp.pt

http://img0.rtp.pt

Nunca percebi porque é que os partidos gastam tanto dinheiro em campanhas partidárias. Aparentemente, acreditam que é possível comprar votos com milhões que derramam em cada campanha e que torram em hotéis, cartazes, autocarros,  agências de marketing político e de comunicação e, é claro, em figurantes para encher comícios e jantares de apoio.

Sabe-se agora que,  juntos, os cinco “grandes” partidos gastaram mais de dez milhões de euros nas últimas eleições legislativas (em junho de 2011). Só o PS gastou mais de 4 milhões de euros, o PSD,  por sua vez, gastou um pouco menos,  3.8 milhões.

Dinheiro mal gasto: num Estado em bancarrota efetiva,  onde os impostos sobem quase todos os dias,  onde se cortam “despesas” sociais a uma velocidade sem precedentes e onde o nível de vida dos portugueses desceu já aos níveis da década de noventa do século passado, tais quantias são,  no mínimo,  pornográficas. Impõe-se moralidade e decência: devem ser estabelecidos limites muito restritos,  cuidadosamente vigiados e alvo de severas punições (multas) se forem ultrapassados: todos os partidos – independentemente de estarem ou não no Parlamento – devem receber uma subvenção única do Estado (contrariando assim este malsano “rotativismo democrático” que nos rege), nenhum partido deve igualmente poder receber “donativos” ou contribuições que,  ao fim ao cabo,  são apenas formas mais ou menos encapotadas de corrupção.

Fonte:
http://www.publico.pt/Pol%EDtica/como-se-gastam-dez-milhoes-de-euros-numa-campanha-eleitoral-1541302

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“A CPLP nasceu duma forma tímida e retraída, sem nada de prospectivo ou de entusiástico”

http://www.raiadiplomatica.comwww.raiadiplomatica.com

“A CPLP nasceu no quadro de novas relações mundiais, quer no momento da sua antevisão cultural, com a crise do eurocentrismo, quer no instante da sua concretização, com o afundamento inesperado dos dois blocos, que monopolizaram as relações internacionais durante cerca de 40 anos. Ainda assim a impressão que fica é a de que a Comunidade nasceu duma forma tímida e retraída, sem nada de prospectivo ou de entusiástico, ficando muito aquém do projeto e das expetativas originais dos fundadores, Agostinho da Silva e Aparecido de Oliveira, ou até das ditas condições objetivas que a viram nascer.”

Fernando Pessoa sob o signo da Pátria da Língua”
Antonio Cândido Franco
Nova Águia, número 8

Já não há paciência para este constante e permanente acanhamento e timidez da CPLP. Verdadeiro armazém de diplomatas em fim de carreira, a comunidade lusófona tem tido um papel compatível com a dimensão do seu orçamento e o carácter secundário dos seus líderes: em vez de declarações de ruptura, vemos vacuidades transversais cuidadosamente urdidas para agradar a todos e não ofender ninguém.

A CPLP precisa – urgentemente – de um líder de primeiro plano, com coragem para enfrentar os Estados que a deixam dormente e sempre por cumprir e que seja competente e corajoso o bastante para exigir aos dois Estados que hoje estão em melhores condições financeiras o contributo que permita à comunidade alavancar a dimensão e ambição das suas missões e competências até aquilo que para ela sonharam os seus inspiradores Aparecido de Oliveira e Agostinho da Silva.

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PPPs: nacionalize-se!

http://jpn.icicom.up.pt

http://jpn.icicom.up.pt

Sejamos claros: as PPP são a maior ameaça a Portugal que se perfila no horizonte nas próximas décadas.

Fala-se agora muito da “imperativa necessidade de renegociar as PPP”, mas não se diz que esta devia ter sido já a primeira medida deste governo (mesmo antes do aumento generalizado e sucessivo de impostos). Também não se diz que é a partir de agora que o autêntico pavor que são as PPPs vão começar a ter impacto nas despesas publicas.

Daqui em diante, as despesas com entregas brutas de capital aos privados que assinaram os contratos das PPPs com o Estado vão subir e subir de forma explosiva ano após ano. Não tenho nenhuma fé nas renegociações que “Álvaro” vai conduzir e isto so pode significar que nos próximos anos o orçamento será violentamente comprimido pela necessidade de “honrar” estes compromissos trágicos assumidos pelos governos anteriores nas PPPs. O preço é claro: cada vez menos Estado Social para cada vez mais dinheiro para os privados que têm nas mãos as PPPs.

A média das margens dos operadores das PPPs ronda os 14%, não sendo raro (nas PPPs rodoviárias) valores na casa dos 20%. A este respeito surgem particularmente gravosós os milhões pagos ao abrigo dos “Acordos de Reformulação de Contratos”, rubrica que já deu aos concessionários mais de 1200 milhões de euros!

Não vamos la com renegociações. Perante uma tal escala de prejuízo para o Estado, num contexto de contenção orçamental draconiana imposta pela Troika e de um aumento crescente da necessidade de reforçar (não reduzir!) o Estado Social a situação financeiras e as obrigações decorrentes destes ruinosos contratos são insuportáveis. Urge criar um quadro legal e constitucional que permita a nacionalização e anulação dos contratos mais ruinosos, urge abrir investigações criminais contra quem negociou contratos tão prejudiciais para as contas publicas colocar sobre a mesa a única saída para este perigoso ultimato que alguns “investidores” e especuladores lançam sobre a sociedade portuguesa no seu todo: ou aceitam a renegociação radial das PPP ou a nacionalização é a única opção.

Entre a Segurança Social, os subsídios a desempregados, a Saúde e Escola Pública e o enriquecimento de uns quantos grandes senhores que estão por detrás das PPP ja escolhi. E você?

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Um estudo que coloca em causa as vantagens de programas como o OLPC ou o Magalhães

Magalhães (http://imgs.sapo.pt)

Magalhães (http://imgs.sapo.pt)

Por várias vezes já escrevi aqui sobre o que pensava do programa Magalhães… da imensa oportunidade perdida ao se ter fidelizado os utilizadores dos computadores a software proprietário de uma grande corporação multinacional e ao ser ter encharcado os computadores de software, quando este devia ser reduzido ao mínimo, dispensando jogos e ferramentas de chat,  focando em software de programação e de teor estritamente educativo.

Tornado em mera plataforma comercial de computação, a maioria dos Magalhães acabariam por não serem mais do que computadores baratos usados por pais e irmãos mais velhos. Quanto aos esperados extraordinários efeitos educativos do programa eles simplesmente nunca foram medidos em Portugal… mas isso não aconteceu no Peru. Com efeito, foram publicados os resultados de um estudo sobre os efeitos da utilização do “One Laptop per Child” (OLPC) e nas 319 escolas onde estes computadores muito idênticos ao Magalhães foram introduzidos há alguns anos e onde agora um estudo do Banco Inter-americano de Desenvolvimento não encontrou provas de que a utilização do OLPC tivesse tido qualquer impacto nas notas de matemática ou de línguas dos alunos.

O estudo encontra contudo algumas vantagens, como o aumento de acesso à Internet e a computadores a muitas famílias onde este acesso era previamente impossível O aumento de competências básicas como processamento de texto, mas a grande conclusão mantêm-se: a entrega de computadores como o Magalhães ou o OLPC a crianças em idade escolar nao chega – de per si – para aumentar o seu rendimento escolar e então, há que questionar se o programa merece mesmo ser promovido e implementado.
Fonte:
http://digg.com/newsbar/Technology/one_laptop_per_child_program_not_improving_math_or_language_test_scores_according_to_study

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A Força de Reação Imediata (FRI) das Forças Armadas portuguesas já está a caminho dos mares da Guiné-Bissau

http://pt.euronews.com

Portugal vai apresentar ao Conselho de Segurança da ONU (para onde foi eleito graças ao apoio dos países lusófonos) a proposta para o envio para a Guiné-Bissau de uma força de interposição. Esta força é o resultado de uma proposta realizada pela CPLP na sua última reunião de Conselho de Ministros. O que ficou combinado por todos os países membros da Comunidade foi que todos contribuiriam com meios militares para essa força conjunta estando os detalhes a ser agora negociados. A declaração da CPLP de passado sábado incluía também a referência de que essa força lusófona seria “articulada com a CEDEAO (Comunidade Económica dos Países de África Ocidental), a União Africana e a União Europeia”. Ou seja, abrindo a porta à presença de forças militares dos países que se situam próximo da fronteira com a Guiné-Bissau como a Nigéria ou o Senegal.

A Força de Reação Imediata (FRI) das Forças Armadas portuguesas, composta por uma fragata, uma corveta e um avião P-3 Orion, que está a caminho de Cabo Verde não tem ainda missão definida, tendo por enquanto como objetivo apoiarem a eventual recolha dos emigrantes portugueses nesta país lusófono.

A primeira consequência da movimentacao da FIR foi a interdição do espaço aéreo e marítimo da Guiné-Bissau ao todo o “tráfego proveniente do estrangeiro”, numa alusão evidente à aproximação da força militar portuguesa e deixando assim uma ameaça difivil de cumprir pela escassez de meios aereos e navais da Guiné-Bissau, mas que tem um valor simbólico muito claro e que indica que qualquer presença de militares portugueses no terreno, para resgatar cidadãos portugueses ou de países amigos poderá ser acolhida de forma violenta pelos militares guineenses. Os golpistas guineenses acrescentam que “qualquer operação de entrada no país” (terrestre ou aérea) “só se efetuara com uma autorizacao prévia do Estado-maior, mediante a apresentacao dos planos e objetivos dessa operação”. Os golpistas acrescentam a ameaça que o incumprimento deste aviso “implicará automaticamente uma resposta militar já instruída para o efeito”. Neste discurso agressivo, os militares estão a ser apoiados por um grupo de partidos minoritários que formou um chamado (não muito original) “Conselho Nacional de Transição” que se pretende substituir na governacao da Guine-Bissau aos dois partidos mais votados: o PAIGC e o PRS, aproveitando assim o golpe militar para ganharem o poder que as urnas reiteradamente lhes negaram e confirmando assim toda a ilegitimidade e anti-constitucionalidade deste dito “conselho”. Fiéis ao seu “dono” estes partidos criticam o envio de uma força de interposição…

Como defende ESTA carta aberta do MIL.

Fontes:
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Palops/Interior.aspx?content_id=2421720&page=2
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Palops/Interior.aspx?content_id=2421370
http://economico.sapo.pt/noticias/militares-portugueses-ja-partiram-para-a-guinebissau_142552.html

Categories: DefenseNewsPt, Defesa Nacional, Lusofonia, Política Nacional, Portugal | Tags: | 7 Comentários

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