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“O montante da dívida pública da Grécia é de pelo menos 350 mil milhões de euros, o que corresponde a mais de 160% do seu PIB” (…) “O ministério das Finanças da Grécia, avalia em 280 mil milhões de euros, ou seja 120% do PIB, como sendo apenas o montante dos fundos helénicos que foram transferidos para a Suíça.”

Grécia (http://europa.eu)
“O montante da dívida pública da Grécia é de pelo menos 350 mil milhões de euros, o que corresponde a mais de 160% do seu PIB” (…) “O ministério das Finanças da Grécia, avalia em 280 mil milhões de euros, ou seja 120% do PIB, como sendo apenas o montante dos fundos helénicos que foram transferidos para a Suíça.”
Se a esta verba – já de si astronómica – se somarem aquelas transferências para a Alemanha e Holanda, então teremos que constatar que uma das causas diretas para estas imensas dividas reside precisamente na capacidade de captação de capitais internacionais de alguns países, como a Alemanha, Holanda e Suíça. Nestes países (e noutros, como a Suécia, Irlanda ou Luxemburgo) pratica-se um efetivo e muito agressivo Dumping fiscal o qual – a par da desregulação dos movimentos de capitais – tem contribuído de forma significativa para o empobrecimento dos países do sul da Europa.
É incompreensível que – no quadro de União Europeia e de uma Zona Euro – existam quadros fiscais tao diferentes, incentivos à captação de capitais de outros países membros (sobretudo dos mais pobres) e que tudo isto ocorra literalmente sob as barbas de uma “União” europeia cada vez mais formal e esvaziada de conteúdo. Harmonização, precisa-se e já, ou então mais vale acabar com essa grande hipocrisia chamada “União Europeia”.
Fonte:
O Ano de 2012 será terrível! Dívida Pública: Como os Estados se tornaram prisioneiros dos Bancos
Alain de Benoist
Finis Mundi, número 3
Publicado em Economia, Política Internacional
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Vivemos já em plena Corporotocracia

http://www.bluecreekweb.com
“Um relatório da Northeastern University demonstra que em 2010, 88% do crescimento do rendimento nacional real serviu para aumentar os lucros das empresas, enquanto que os ordenados não beneficiaram deste mais do que um pouco acima de 1%. Jamais na historia americana, os trabalhadores tinham recebido uma parte tão minúscula do valor acrescentado.”
O Ano de 2012 será terrível! Dívida Pública: Como os Estados se tornaram prisioneiros dos Bancos
Alain de Benoist
Finis Mundi, número 3
Vivemos já em plena Corporotocracia: o governo das Corporações (ou multinacionais e grandes empresas). O fosso crescente entre rendimentos do Trabalho e do Capital que, longe de se encontrar restringido aos EUA, mas que, pelo contrário, está hoje generalizado é resultado de décadas de intenso lobbying por parte dos mais ricos junto dos políticos (usando os perniciosos “donativos” partidários) que tiveram o seu paroxismo entre 1990-2000 numa década plena de desregulações.
O mundo de hoje é um mundo mais desigual do que o mundo da década de 1990. Portugal, em particular, é também um pais muito mais desigual. Em 2010 éramos o terceiro país mais desigual da OCDE, depois da Bulgária e da Letónia. Hoje (2012) somos o mais desigual. Manifestamente, algo está muito mal na sociedade portuguesa e, pior, algo está a piorar e não a melhorar. O problema é, antes do mais moral, sabendo-se que três das maiores redes de distribuição em Portugal (Continente, Lidl e Pingo Doce) têm sede fiscal na Holanda e Alemanha, furtando-se assim ao devido cumprimento dos seus deveres fiscais em Portugal. Os que pertencem aos segmentos mais economicamente mais elevados da sociedade têm o dever moral de dar o Exemplo ao resto da sociedade. Se são corruptos, a sociedade é corrupta. Se são desonestos, a sociedade é desonesta. Se fogem aos Impostos, todos fogem aos Impostos.
O problema Moral não se resolve contudo por Leis. Resolve-se pela Educação nas crianças, estimulando formas de participação cívica e política por parte dos cidadãos e localizando as decisões centralizadas, democratizando a economia e a decisão política.
Publicado em Economia, Política Internacional, Política Nacional
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Sobre a “Parceira Especial” entre Cabo Verde e a União Lusófona, o “Passaporte Lusófono” e demais aproximações

CPLP (linguabrasilcultura.com)
Depois da “Força Lusófona de Manutenção de Paz“, uma das primeiras tomadas públicas de posição do MIL foi a defesa de um “Passaporte Agostinho da Silva” que facilitasse a circulação de pessoas entre o espaço lusófono. Em 2001-2002 a ideia foi acolhida com alguma frieza nos meios de comunicação porque se vivia então um sentimento quase generalizado anti-migrações. Volvidos mais de dez anos, Portugal acolhe hoje menos migrantes lusófonos do que aqueles que tem em qualquer PALOP e no Brasil. Nalguns casos, como Angola, por cada angolano em Portugal, estão quatro portugueses trabalhando em Angola… O “medo” de uma “invasão” africana ou brasileira é assim hoje completamente ridículo, dando assim razão às posições que defendíamos ja em 2001.
Os princípios que nos levavam a defender um “Passaporte Lusófono” são hoje ainda mais atuais. A aproximação de Cabo Verde à União Europeia tem aberto aliás portas que – perante uma atitude corajosa da CPLP – poderiam até levar à fundação do “Passaporte Lusófono”. No mais recente sucesso neste campo, Cabo Verde anunciou que os seus académicos, empresários e artistas terão a partir de 2012 um acesso mais fácil ao território da União Europeia. Esta simplificação dos vistos será feita no âmbito da “Parceria Especial entre a União Europeia” que foi assinada em 2007, mas pode e deve ser alargada a todos os outros países lusófonos, devendo Portugal assumir no seio da União Europeia de uma posição de liderança corajosa e decidida procurando assim alavancar um parceria mais ampla e extensa. Com a extensão da “parceria especial” a outras nações lusófonas Portugal veria assim vencida a barreira potencial que a Europa lançou sobre si, ciosa da exclusividade do seu poder, e as condições para um aprofundamento da CPLP e a fundação de uma “União Lusófona” que não excluísse, antes incluísse a Uniao Europeia saem reforçadas.
Publicado em Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Política Nacional, Portugal
Tags cplp
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Boicote ao Pingo Doce (Jerónimo Martins)

Algumas vozes têm-se manifestado contra o Boicote ao Pingo Doce que promovemos através DESTA página no Facebook. Falam estas vozes de que outras empresas do mesmo da ramo da distribuição levaram também os seus impostos para fora do país e citam o Continente e o Lidl como exemplos. E a elas eu digo: e daí? O Pingo Doce está agora a fugir, mas os outros fugiram primeiro? Ou será que a fuga tem eticamente menos valor apenas porque foi prefaciada por outros fujões?… A todos digo: boicote-se! Boicotem-se todos os levam os seus impostos para a Holanda ou para a Alemanha! Querem pagar impostos no norte da Europa? Ótimo, façam-no, mas então não nos vendam os vossos produtos.
Publicado em Política Nacional, Portugal
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Agostinho da Silva: “o que é necessário é que se ensine a estudar, a trabalhar pelos próprios meios; viagens, contactar com os homens e não a prisão dos colégios (…), nada de violência na educação, tudo por meios suasórios, pela brandura”

Agostinho da Silva
Por forma a que se possa desenvolver sobretudo a inteligência do aluno, para que depois resolva as questões por si próprio, Agostinho sublinha que “o que é necessário é que se ensine a estudar, a trabalhar pelos próprios meios; viagens, contactar com os homens e não a prisão dos colégios (…), nada de violência na educação, tudo por meios suasórios, pela brandura”.
Agostinho da Silva, Senhor de Montaigne
Se há coisa que me espanta no sistema de ensino atual – independente do grau – é o facto de o principal no Ensino e na Educação ser completamente desprezado: não há vestígios daquilo que devia ser central, a preocupação em ensinar não dados ou informações processadas, mas métodos de estudo e de investigação.
A Educação deve por todas as formas promover à aparição de pensamento próprio, livre e independente e não à memorização estéril e temporalmente caduca. Os professores devem ensinar aos alunos métodos de estudo, ferramentas de aprendizagem e orientá-los na busca do Saber, não entregá-lo já mastigado para rápida degustação e superficial apreensão. Tanto quanto possível todo o Ensino deve ser experimental e orientado por forma a que o Saber chegue ao aluno pela via do frutuoso cruzamento entre a sua genuína e acarinhada curiosidade e as ferramentas do método experimental, cuidadosamente monitorizadas, acompanhadas e orientadas pelo Professor que assim se torna menos um “senhor feudal” e mais um “tutor” e “guia”.
O AVIATR, um avião concebido para Titã

Linha de costa em Titã (http://science.nasa.gov)
Um dos projetos espaciais mais fascinantes da atualidade é o AVIATR, um avião concebido para a atmosfera do satélite de Saturno, Titã. Com efeito, o conceito é lógico, já que Titã, além de ser o único que tem um mar liquido na superfície, também tem a atmosfera mais densa do Sistema Solar, logo depois da Terra. As duas características, tornam o satélite saturnino num dos locais cientificamente mais interessantes do Sistema Solar…
O conceito AVIATR (Aerial Vehicle for In-situ and Airborne Titan Reconnaissance) consiste num avião de apenas 120 kg capaz de evoluir na atmosfera titaniana e pode ser um elemento único ou parte de vários exploradores roboticos a lançar numa única missão.
Na versão mais simples, o AVIATR é compostos por três unidades: uma para a viagem espacial, outra para a entrada na atmosfera titaniana e descida na superfície. O avião será a terceira unidade do conceito. No total, a sonda deve custar 715 milhões de dólares mas não deverá ser concretizada nos próximos dez anos, uma vez que o satélite saturnino não está na lista de prioridades da NASA… Mesmo se for aprovado em 2020 e contando com um ano de construção, mais 8 anos até Titã, isto significa que o aparelho só chegará ao seu destino em 2030…
Fonte:
http://www.physorg.com/news/2012-01-aviatr-airplane-mission-titan.html
Publicado em SpaceNewsPt
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Agostinho da Silva: “Não o simples saber e a cega obediência intelectual, mas o espírito critico, a tolerância, a coragem ante as pequenas ou grandes dificuldades”

Agostinho da Silva
“Não o simples saber e a cega obediência intelectual, mas o espírito critico, a tolerância, a coragem ante as pequenas ou grandes dificuldades, a calma inabalável, o amor da Humanidade, a cooperação de todos para o bem de todos, a largueza das soluções inteligentes e nobres.”
Agostinho da Silva, As Altas Escolas Populares da Dinamarca
Eis os valores para os quais a Escola deve preocupar-se em orientar os seus alunos, tornando-os em cidadãos ativos e conscientes, capazes de produzirem reais alterações na sociedade e nas comunidades em que estão inseridos. Escola para a Vida em Comunidade, mais do que mero reprodutor de saber alheio, a Escola deve assim assumir um papel mais Cívico do que de mero repositório de conhecimento.
O Brasil vai comprar 3 patrulhas britânicos e adquirir a licença para construir mais 5 navios da mesma classe

Patrulha da Classe River (http://www.navyphotos.co.uk)
O Brasil vai comprar 3 patrulhas britânicos construídos pela BAE e adquirir a licença para construir mais 5 patrulhas idênticos. Os navios estavam inativos e as negociações desde meados do ano passado.
Os navios serão usados para patrulhar a extensa costa brasileira e pertencem à classe River, estando uma variante da mesma atualmente em construção na Tailândia.
Os patrulhas têm 90.5 metros de comprimento, deslocam 2200 toneladas (na carga máxima). Têm 25 nós de velocidade máxima e um alcance (a 12 nós) de 5500 milhas navais. Podem levar até 60 tripulantes, mas podem operar com apenas 36 elementos. Podem acolher um helicóptero no convés e em termos de armamento, possuem um canhão de 30 mm de controlo remoto, para alem de 2 canhões de 25 mm.
O modelo foi originalmente desenhado para cumprir um pedido de Trinidad e Tobago, para entrega em 2009. Foram por isso equipados com os mais modernos equipamentos de comunicação e vigilância. Trinidad haveria de cancelar a encomenda e os estaleiros ficariam com os navios até ao momento em que o Brasil os adquiriu.
Os Patrulhas têm fisicamente a dimensão de uma corveta, mas estão mais mal armadas do que os navios deste tipo. Contudo, têm um notável raio de ação e têm boa capacidade para enfrentar condições de mar muito agrestes. É pena (e prova da dissonância Lusófona que ainda é regra) que os NPO2000 dos Estaleiros de Viana do Castelo não tenham estado aqui também em equação, já que também eles poderiam ter cumprido na perfeição os requisitos brasileiros…
Fonte:
http://www.defenseindustrydaily.com/Brazil-Buying-Building-BAEs-90m-Patrol-Vessels-07254/
Publicado em Brasil, DefenseNewsPt, Defesa Nacional
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Agostinho da Silva: “O conflito é muito grave; o progresso material exige que se abandonem todos esses hábitos mentais de vago impressionismo e de palpite, sob pena de inevitável catástrofe económica e política”

Agostinho da Silva
“O conflito é muito grave; o progresso material exige que se abandonem todos esses hábitos mentais de vago impressionismo e de palpite, sob pena de inevitável catástrofe económica e política; uma Humanidade que não resolva, imediatamente, o problema da distribuição está votada, pela miséria que cria, a todos os desesperos e a toda a baixa de dignidade, que trazem; como consequência, a tirania.”
Agostinho da Silva, Sanderson e a Escola de Oundle
Num mundo de contrastes tão escandalosos quanto violentos, em que no mundo dito desenvolvido se desperdiça um terço dos alimentos comprados e se perde até um quarto entre a produção e a comercialização e no resto do globo se morre ainda de fome, há claramente um problema de distribuição.
Não há ainda na Terra (nem haverá nas próximas décadas) nenhum problema de produção de alimentos. O que existe é um grave problema de distribuição. Muitos alimentos perdem-se na armazenagem e na distribuição e em países como o Reino Unido um terço de todos os alimentos comprados são descartados sem chegarem a serem consumidos.
As soluções não são fáceis, mas os benefícios que delas resultam são tremendos. Perante o falhanço rotundo do sistema centralista experimentado nos vários regimes comunistas e confrontados com a ineficácia do atual sistema capitalista, urge conceber outras soluções, sem preconceitos nem ideias feitas. A este respeito não podemos deixar de nos recordar que a maior ameaça à produção de alimentos nos países do Terceiro Mundo é a agricultura industrial. Devemos também considerar opções radicalmente diversas de todas aquelas que ate agora foram ensaiadas. Considerados em primeiro o principio da autonomia e independência alimentar, em que cada região e país se deve bastar para a satisfação das suas necessidades básicas. Consideremos igualmente as “economias gratuitas” de Agostinho ou a livre propriedade ou propriedade comunal da Idade Media portuguesa. Ponderemos tudo isto com uma devida dose de imaginação e inteligência criativa e acabaremos por descobrir a solução para o problema mundial da distribuição de alimentos.
A Embraer vendeu 20 Super Tucano à USAF

A-29 Super Tucano (http://www.alide.com.br)
A construtora aeronáutica brasileira Embraer conseguiu vencer um concurso nos EUA e fornecer 20 aviões A-29 Super Tucano à USAF norte-americana. No total, a operação corresponde a um encaixe de 355 milhões de dólares e alem dos aparelhos, o valor inclui também equipamento terrestre e treino para pilotos.
Os Super Tucano vão ser fornecidos no âmbito de uma parceria com a Sierra Nevada Corporation (SNC) e vão realizar missões de treino, reconhecimento e apoio aéreo, executando assim o tipo clássico de missões para as quais o aparelho foi concebido pela construtora brasileira.
Publicado em Brasil, DefenseNewsPt
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Agostinho da Silva: “Para um povo se poder considerar livre, é necessário que possa usar de sua inteligência critica sobre uma base de informação tão segura e atualizada quanto possível”

Agostinho da Silva
“Para um povo se poder considerar livre, é necessário que possa usar de sua inteligência critica sobre uma base de informação tão segura e atualizada quanto possível.”
Agostinho da Silva, Educação do Quinto Império
O Saber deve estar sempre disponível. De forma gratuita e em acesso universal. A Escola deve concentrar os seus esforços em conceder aos Alunos as duas ferramentas cruciais para a apreensão de novo saber: a língua portuguesa e a matemática. Estas ferramentas, apresentadas e transmitidas aos alunos por via experimental e empírica, devem permitir o acesso a repositórios de saber que usando a tecnologia e a Internet permitam o seu fácil acesso a quem dela precisa.
Publicado em Agostinho da Silva, Educação, Movimento Internacional Lusófono, Portugal
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O plano chinês para a Lua: Orbitar, Alunar e Regressar

Rover Lunar Chinês (http://www.popsci.com)
A China até 2017 vai lançar orbiters, rovers e realizar alunagens no satélite natural da Terra. As ambições chinesas para a Lua dividem-se em três fases: orbitar, alunar e regressar. Esta é a visão que transparece de um documento “As atividades espaciais da China em 2011″ recentemente divulgado e publicado pelo governo de Pequim. Por “regressar”, entende-se a recolha de materiais da superfície lunar e o envio das mesmas de volta para Terra.
Desde 2007, a China lançou duas sondas para a Lua, a Chang’e-1 em 2007 e, em 2010, a Chang’e-2. Ambas as sondas captaram fotografias da superfície lunar e foram dois sucessos totais. É a partir destes sucessos e seguindo o exemplo do programa espacial tripulado que Pequim conta – numa lógica de pequenos passos – construir uma estratégia lunar que por volta de 2025 há de colocar um taikonauta no nosso satélite natural.
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Agostinho da Silva: “Instruir sem educar pode ser a mais perigosa das empresas em que se empenha um homem ou um país”

Agostinho da Silva
“Instruir sem educar pode ser a mais perigosa das empresas em que se empenha um homem ou um país, pois que vai pôr instrumentos de vida ou morte nas mãos de quem, se não era ignaro por nascimento, ignaro se tornou porque lhe não houve a tal anagogia”.
Agostinho da Silva, Sanderson e a Escola de Oundle
Instruir é derramar conhecimento sem haver preocupação na sua real apreensão. É usar a estéril memorização onde pode haver inovação e criatividade. Substituir a Memória (sem a desprezar) pela Imaginação. Transformar os Homens em maquinas de repetição deixando por cumprir a plena realização do seu potencial criativo.
Educar é entregar ao aluno (de todas as idades) ferramentas para auto-aprendizagem, estimular, promover e orientar a produção de saber original e criativo. Educar é ensinar a aprender. Instruir é repetir e macaquear.
Publicado em Agostinho da Silva, Educação, Movimento Internacional Lusófono, Portugal
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Boicote ao Pingo Doce !
Adira, clicando em “Gosto” em
http://www.facebook.com/pages/Boicote-ao-Pingo-Doce/140428769405463?sk=wall
Publicado em Economia, Política Nacional, Portugal
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Quando custaria deixar o Euro?

http://bomdia.news352.lu
Um estudo da Capital Economics avalia que se a hipótese cada vez mais provável de Portugal, a Grécia e a Irlanda saírem do Euro se concretizasse, isso levaria a uma queda de 1% do PIB da Zona Euro em 2012 e de 2.5% em 2013. O resultado da saída destes países seria assim comparável ao da Recessão “Subprime” de 2008 e 2009.
A saída do Euro levaria também ao regresso às moedas nacionais implicando uma forte desvalorização monetária. No caso português, o Escudo valeria menos 47.2% que o Euro, no grego, a desvalorização seria ainda mais severa, chegando perto dos 60%. Isto implica que as importações seriam muito mais difíceis e que um pais como Portugal (cronicamente dependente das importações de alimentos) iria experimentar uma forte carência alimentar, pelo menos nos primeiros tempos. Exportar seria mais fácil, tendo em conta a diferença cambial que hoje o Euro faz pesar sobre os nossos bens transacionáveis exportáveis, mas essa maior facilidade seria insuficiente para compensar o desequilíbrio da balança de pagamentos, sobretudo o energético (60%) pelo que seria impossível continuar a pagar salários e pensões nos mesmos patamares de atualmente. Com efeito, uma saída do Euro iria levar necessariamente a uma declaração parcial ou total de Bancarrota, com o consequente afastamento dos mercados internacionais de crédito e a impossibilidade de honrar o serviço da divida (em Euros) e que subitamente, com o regresso ao Escudo duplicaria de valor.
Fonte:
Diário de Noticias, 12 dezembro 2011
Publicado em Economia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal, união europeia
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Concurso “Blogs do ano 2011″ no Aventar
O Quintus foi nomeado para “Blog do Ano“, na categoria “Atualidade Política”.
Quando começarem as votações, gostaria de poder contar com os vossos votos!…
(Devem começar dentro de dias, no Aventar.eu)
Publicado em Blogging, Blogs
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Agostinho da Silva: “Ora o mestre não se fez para rir; rir é de facto um mestre aquele de que os outros se riem, aquele de que troçam todos os prudentes e todos os bem estabelecidos”

Agostinho da Silva
“Ora o mestre não se fez para rir; rir é de facto um mestre aquele de que os outros se riem, aquele de que troçam todos os prudentes e todos os bem estabelecidos.”
Agostinho da Silva
Não tenhamos medo do ridículo ao propormos conceitos novos e realmente inovadores. O riso resvala na saudável de uma forte indiferença quando sabemos que estamos no caminho certo e aceitamos a convicção das nossas convicções. Não me intimida que descreiam ou ridicularizem noções como “união lusófona”, “descentralização municipalista”, “moedas locais” ou “economias locais”. Sei que estou certo e que esse é o destino de Portugal e da comunidade lusófona. Sei-o numa convicção sentida e plena, numa tranquila certeza que é compatível com a duvida e incerteza que tem sempre que acompanhar a Fé por forma a temperar todos os extremismos e radicalismos. O destino final permite desvios corretivos tanto (ou mais) quanto exige convicção e empenho.
A Fabrequipa (fabricante das Pandur) está em dificuldades e pode deixar de pagar salários
Pandur II (http://t1.gstatic.com)
“A empresa do Barreiro a quem foi atribuída a construção das viaturas Pandur, no âmbito das contrapartidas para Portugal, apresentou uma queixa no tribunal arbitral para reclamar uma divida de 10 milhões de euros.”
(…)
“Em causa está o pagamento de custos adicionais no fabrico daquelas viaturas blindadas de oito rodas para o Exército (240) e a Marinha (20)”
(…)
“A banca não aceita os nossos pedidos de novos financiamentos, o ministro da Defesa não nos recebe… A situação da Fabrequipa é muito complicada”, lamentou Francisco Pita, frisando que já só tem dinheiro para pagar os salários e impostos de dezembro”.
Fonte:
Diário de Notícias, 12 dezembro 2011
As Pandur representam o mais importante programa de equipamento militar das ultimas décadas. Nem tudo foi decidido da melhor maneira, nem no processo de seleção (que poderia ter sido feito com a parceria de outros clientes dos países lusófonos), nem no domínio da transferência de tecnologia, nem (sobretudo) no campo das contrapartidas, onde existe uma nítida e global falta de cumprimento e de realização das garantias assumidas.
Pese embora tudo o que correu mal no processo das Pandur, o facto é que agora, elas estão aí. Existe uma montadora nacional (a Fabrequipa), a necessária substituição das M-113 e das Chaimite decorre e o Exercito e a Marinha têm hoje APCs modernos e atualizados, o que não acontecia já há algumas décadas. É assim importante manter a Fabrequipa, assegurar a continuidade do programa e o reequipamento das nossas forças armadas, enquanto simultaneamente se procuram clientes para possíveis exportações entre os países da CPLP e se utiliza a Fabrequipa e o conhecimento aqui adquirido para encetar novos programas de equipamento militar conjunto com outros países lusófonos.
Publicado em DefenseNewsPt, Defesa Nacional, Política Nacional, Portugal
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Agostinho da Silva: “Habituar o espírito a uma atitude critica e pô-lo em contacto franco e inteligente com os problemas da via deve ser visto como o objetivo de toda a educação que se não limita ao ensino das técnicas e à fabricação em série de indivíduos resignados e apáticos”

Agostinho da Silva
“Habituar o espírito a uma atitude critica e pô-lo em contacto franco e inteligente com os problemas da via deve ser visto como o objetivo de toda a educação que se não limita ao ensino das técnicas e à fabricação em série de indivíduos resignados e apáticos.”
Agostinho da Silva, Sanderson e a Escola de Oundle
A Escola não pode ser uma fabrica de “amebas que respiram”. Tem que ser um ambiente simultaneamente exigente e estimulante que favoreça o desenvolvimento de cidadãos ativos e conscientes; não de bovinos dóceis e submissos, sempre dispostos a aceitarem os mais diversos jugos, independentemente do seu rigor ou injustiça.
A Escola deve ser o primeiro educador para uma Cidadania Ativa e consciente, concedendo ferramentas para a produção de saber original e criativo sempre no contexto de uma educação para a vida em comunidade e consciente da integração do Homem no meio natural e no planeta que nos serve a todos de casa comum de cuja saúde e preservação temos todos a responsabilidade partilhada de cuidar e nutrir.
Quando começa a construção do NavPol para a Marinha Portuguesa?…

NavPol (http://www.naval.com.br)
A construção do primeiro (e único)Navio Polivalente Logístico (NavPol) para a Marinha Portuguesa já foi enviado pelos estaleiros alemães da HDW para os ENVC de Viana do Castelo enquanto uma das contrapartidas acordadas para a aquisição dos dois submarinos e avaliada em 15 milhões de euros, mas sabe-se que não existem datas para o começo da construção do NavPol.
O arranque está suspenso por causa de falta de financiamento, não se sabendo quando será possível reunir os 230 milhões de euros necessários. Mas em 2012 não o será certamente já que tal verba não foi inscrita no OGE2012.
Existe um contrato, assinado em 2005 entre o Ministério da Defesa e os ENVC que previa a construção do NavPol, mas que nunca levou a uma adjudicação formal. O contrato foi entretanto prorrogado “sine die”.
O NavPol quando for construído terá 162 metros de comprimento e 150 tripulantes e a capacidade para transportas 162 militares. Será capaz de apoiar forças militares no estrangeiro e de assistir em operações humanitárias, graças também a um hospital embarcado com mais de 400 metros quadrados. O NavPol pode transportar até 6 helicópteros e um hangar de 510 metros quadrados e um convés de voo de 1300 metros, 5 lanchas de desembarque, 53 botes pneumáticos e 22 viaturas ligeiras. O navio terá uma velocidade máxima de 19 nos e uma autonomia de seis mil milhas náuticas transportando alimentos e agua suficientes para 30 dias.
Portugal é um país global, com interesses à escala global (muito ao inverso de quase todas as pequenas e medias potencias europeias) e com uma ligação muito próxima aos países da CPLP e a pertença na NATO o país tem que ter capacidade própria para projetar poder militar e enviar ajuda humanitária a qualquer ponto do globo. Um NavPol, com uma pequena escolta de uma ou duas fragatas pode representar um auxilio determinante a um Estado lusófono em apuros e ser uma ferramenta de afirmação de soberania sobre a nossa extensa e rica zona económica exclusiva. Trata-se assim de um projeto estratégico para Portugal, essencial para realizarmos a transferência de tecnologia que possa capacitar os estaleiros de Viana do Castelo para executarem projetos mais complexos e até para que se possa assegurar a sobrevivência do ultimo grande estaleiro naval português.
Publicado em DefenseNewsPt, Defesa Nacional, Política Nacional, Portugal
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tQuids S1: Do Latim às Línguas Nacionais, Lluís V. Aracil

1. Por volta do ano 600, na Europa a “língua latina” é designada por “latim dos pássaros ou”…
2. Quando foi fundada a primeira “escola catalana” de Eusebi Guell para os filhos dos trabalhadores da sua empresa?
3. Este livro procede da transcrição de um seminário ministrado originalmente em Ourense, em 1988 em que língua?
Publicado em tQuids S1
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Agostinho da Silva: “Ele (Baden-Powell) queria, para todos os rapazes e todas as moças, uma educação que lhes temperasse a vontade, não mais gente encostada pelas portas dos cafés, não mais gente de 20 anos vergonhosamente desocupada, passando todo o dia sem fazer coisa nenhuma, fraquíssima de caráter, fraquíssima de corpo, esperando que chegue o tempo de jantar para que chegue o tempo de dormir para que chegue o tempo de se levantar.”

Agostinho da Silva
“Ele queria, para todos os rapazes e todas as moças, uma educação que lhes temperasse a vontade, não mais gente encostada pelas portas dos cafés, não mais gente de 20 anos vergonhosamente desocupada, passando todo o dia sem fazer coisa nenhuma, fraquíssima de caráter, fraquíssima de corpo, esperando que chegue o tempo de jantar para que chegue o tempo de dormir para que chegue o tempo de se levantar.”
Agostinho da Silva, Baden-Powell, Pedagogia e Personalidade, 1961
Educação empírica, experimental, livre, criativa e densamente integrada na Natureza e na Comunidade local. Essa é a “Educação” de Agostinho onde o estéril e repetitivo “instruir” era sobreposto pela urgência e importância do “educar”, não somente para o Saber; mas também para a Cidadania e para a produção de saber original e criativo.
Publicado em Agostinho da Silva, Educação, Portugal
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Agostinho da Silva: “O grande mal do mundo de hoje é que não existe, para o desenvolvimento extraordinário que tomou a produção, uma organização nacional adequada”

Agostinho da Silva
“O grande mal do mundo de hoje é que não existe, para o desenvolvimento extraordinário que tomou a produção, uma organização nacional adequada; todas as atividades humanas estão em atraso em relação às que permitiriam uma abundância maior do que em qualquer outra época da historia de tudo o que é preciso para a vida material do homem, a prestação de trabalho é defeituosa, porque a maquina impunha métodos novos que se não adotaram, o que traz fatalmente o esmagamento do operário, submetido a tarefas monótonas durante um grande numero de horas, e o desemprego de milhões de homens; depois, o ritmo de distribuição não mudou; continua a ser o que era para um numero de produtos infinitamente mais raros e mais caros; o resultado não pode ser outro senão uma enorme acumulação de produtos não distribuídos, na fabrica ou no campo, e a miséria entre aqueles que nao podem apresentar, para os comprar, as horas de trabalho que ninguém lhes dá.”
> A mecanização da produção industrial sem duvida que tirou muitos homens de uma vida de monotonia e repetições constantes. Assim, foram poupados à terrível desumanidade das tarefas repetitivas e recorrentes. Mas a automatização retirou a milhões o Emprego e a Sociedade não foi capaz de responder ainda a este desemprego cada vez mais cronico e irreversível de um numero crescente de pessoas potencialmente produtivas e criativas. Os teóricos do neoliberalismo defendiam que os empregos perdidos nos setores primários para a automatização e para as deslocalizações seriam compensados pelo aumento do emprego no setor dos serviços. E, de facto, durante algum tempo pareceu ser assim. Mas desde 2008 percebeu-se que economias quase totalmente convertidas ao setor terciário eram também economias dependentes da dívida externa e criadoras de balanças comerciais crescentemente deficitárias.
“A solução parecia ser simples: tratar-se-ia, por um lado, de exigir de cada um menor numero de horas de trabalho, o que permitiria empregar todos, e deixar mais tempo livre para o desenvolvimento inteletual e físico; por outro lado, de alargar os meios de distribuição, de modo a que todo o produto fabricado se pudesse consumir.”
> Já abordamos noutro antigo as vantagens da proposta de uma redução da jornada diária de trabalho: em termos da redução das emissões de CO2, do estimulo ao aumento da produtividade, do aumento da qualidade de vida e da economia do lazer e da cultura. Mas, como aqui recorda Agostinho, a redução da jornada diária de trabalho também criaria condições para a criação de postos de trabalho, exatamente como o seu aumento serve de dissuasor a essa criação de trabalho. Potenciaria a conversão desta atual “economia de coisas” para uma “economia do saber”, em que se satisfariam todas as necessidades básicas e essenciais (alimentação, vestuário e habitação) centrando a atividade das economias e das sociedades na auto-produção de saber e cultura. Deixando os cidadãos mais realizados, satisfeitos e abandonando uma sociedade de consumo a prazo insustentável já que hoje insiste em manter um padrão de consumo que exige três Terras para se manter…
Fonte:
Agostinho da Silva, Sanderson e a Escola de Oundle
Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.
Aqui está um excerto:
O Estádio Olímpico de Londres tem uma capacidade de 80.000 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 900.000 vezes em 2011. Se fosse o Estádio, eram precisos 11 eventos esgotados para que toda gente o visitasse.
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Agostinho da Silva: “Temos que levar gente, não a uma vida cómoda, a uma vida fácil, mas temos que ter a coragem de levá-la a uma vida difícil”
Agostinho da Silva (http://img.rtp.pt)
Temos que levar gente, não a uma vida cómoda, a uma vida fácil, mas temos que ter a coragem de levá-la a uma vida difícil, a uma vida perigosa, pois só com uma vida difícil, rigorosa e perigosa, dá o homem o melhor de si próprio. A primeira tarefa do educador é procurar varas bem altas e obrigá-lo saltar.”
Agostinho da Silva, Baden-Powell, Pedagogia e Personalidade, 1961
Não há dúvidas de que nos últimos anos se instalou um certo sentimento facilista em vários segmentos da sociedade portuguesa. Mas nada amolece, enfraquece e diminui mais que o excesso de facilidades. Seres fortes forjam-se sempre nas dificuldades. E quanto mais fácil for uma vida, mais fraca ela será. Nesse sentido, vivemos de facto uma Era Dourada: avizinham-se momentos de turbulência inédita nos últimos séculos, mercê da transição entre dois momentos civilizacionais. Não sabemos o que se seguirá a esta perturbação que hoje é fácil antecipar e que terá o seu apogeu em 2012 e 2013. Mas serão tempos difíceis e sabendo que a Europa precisa de mais de 700 mil milhões de euros de credito, só em 2012, não é impossível que ocorram bancarrotas em cascata com as consequências sociais que se observaram na Argentina em 2001.
Assim, em 2012, teremos todos condições para dar provas da nossa capacidade de resistência, tornando a realidade e contexto económico em nossos “educadores”.
Publicado em Agostinho da Silva, Educação, Política Nacional, Portugal
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Agostinho da Silva: “É à criança que temos de considerar o bom selvagem”

Agostinho da Silva (sp1.imgs.sapo.pt)
“É à criança que temos de considerar o bom selvagem, estragando-a, deformando-a, inutilizando-a o menos que nos seja possível, defendendo o seu tesouro de sonho, jogo e criação, a sua espontaneidade e a sua malícia sem maldade, o seu entendimento sem análise e o seu amar do mundo sem a preocupação das sínteses; e foi afinal desta criança feita Deus, ou Deus se revelando, para um novo Evangelho, que nos falou Alberto Caeiro, o poeta que se afirmou no que toca aos jeitos de viver, o mais português de todos os poetas portugueses.”
Agostinho da Silva, Educação em Portugal, 1970
Agostinho da Silva acreditava numa educação livre e sem peias ou cangas castradores ou que limitassem a vocação criadora e inovadora das crianças. Acreditava que importava nutrir a criança que temos em nós, por forma a criar sociedades mais dinâmicas, participativas e criativas. Julgava que as crianças mereciam o mesmo respeito que os adultos, na sua individualidade e direito à diferença.
Publicado em Agostinho da Silva, Educação, Portugal
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Trabalhar em Moçambique (e em Angola… com algumas adaptações)

Moçambique (http://economico.sapo.pt)
1. Introdução
Estima-se que existam hoje em Moçambique mais de dez mil imigrantes portugueses. Por comparação com Angola (onde se crê que o número ultrapasse os 250 mil) o número sempre foi reduzido, mas não para de aumentar desde 2008, incentivado pelo crescimentos dos setores agrícola e de turismo. A maioria dos imigrantes portugueses em Moçambique são hoje empresários ou trabalhadores altamente qualificados que cumprem períodos relativamente curtos de trabalho, regressando a Portugal ao fim de 2 ou 4 anos, na sua maioria.
Esta tendência de crescimento foi especialmente notável em 2010, quando o Ministério do Trabalho moçambicano registou um aumento de 30% do numero de requerimentos de autorização de trabalho.
A área da construção civil tem também estado particularmente ativa devido a uma serie de projetos que arrancaram em 2010 como o novo Estádio Nacional, a modernização do Aeroporto Internacional de Maputo, para além de uma multiplicidade de projetos de exploração e prospeção de petróleo, gás natural e minérios que se estendem hoje um pouco por todo o território moçambicano.
Em termos de comunidades migrantes, a mais numerosa é a sul-africana, que em 2010 receberam 2718 autorizações de trabalho. A segunda comunidade é a portuguesa com 1524 autorizações (12.85%) seguindo-se a Índia com 1293 migrantes.
No que respeita ao povo moçambicano este é um dos povos mais amistosos de África, especialmente para com os portugueses. Maputo reúne a maioria dos expatriados, sobretudo por causa das dezenas de ONGs internacionais que fizeram da capital moçambicana a sua base de operações.
Apesar do crescimento económico sustentável dos últimos anos, Moçambique tem ainda graves problemas socio-económicos por resolver. A pobreza é quase endémica, as infra-estruturas ainda são fundamentalmente as mesma da era colonial, a burocracia absolutamente atroz e o sistema de Saúde quase completamente inoperante. Na prática, todos os expatriados dependem da África do Sul quando são confrontados com uma qualquer situação urgente. Para situações graves, mas menos urgentes há sempre um voo para Lisboa…
A influencia da cultura portuguesa em Moçambique é muito forte ainda que densamente matizada com a influencia inglesa através da Rodésia (Zimbabué) e da África do Sul. Alguns brasileiros radicados em Moçambique afirmam que a cultura local é mais formal do que aquilo a que estão habituados no seu país e queixam-se da incompreensão e dos mal entendidos que assim são criados. Segundo eles, tal deve-se à influencia portuguesa na sociedade moçambicana.
2. Decidindo
Antes de tomar a decisão, fale com o maior numero possível de pessoas que estiveram ou estão expatriados no país. Tecer uma rede contactos e apoio local pode mais tarde vir a revelar-se crucial para o sucesso do seu projeto.
3. Remunerações
No que respeita ao vencimento tem que ter em conta as desvalorizações do dólar em relação ao euro, que podem ter um reflexo muito sensível no quanto vai receber de facto, ao fim de cada mês. Não esqueça nunca os Benefícios e verifique se é possível receber parte do vencimento em euros.
Os quadros superiores têm frequentemente englobados no pacote remuneratório a habitação, o carro (com ou sem motorista), e para aqueles que levam consigo filhos, os custos do colégio.
É muito frequente que o pacote remuneratório inclua viagens, devendo-se escolher à partida a companhia aérea em que se pretende viajar.
Verifique se a empresa oferece uma casa perto do local de trabalho e que tipo de condições esta oferece. Muitos expatriados começam por viver em Casas de Hospedes ou em apartamentos alugados pela empresa e que alojam os vários quadros técnicos ao seu serviço.
Em termos padrões (atenção: usando referências angolanas. As referências moçambicanas são inferiores):
Um Administrador recebe entre 15000 e 20000 dólares
Com 4 viagens/ano em Executiva
Com Despesas:
Casa de 10000 dólares
Empregada 300 dólares
Alimentação1500 dólares
Carro 450000 com motorista
Segurança250 dólares
Escola 1000 dólares
Um Quadro Médio entre 10000 e 15000 dólares
Com 3 viagens por ano em Executiva
Com Despesas:
Casa 6000 dólares
Alimentação1000 dólares
Um Técnico entre 4500 a 6000 dólares
Com 2 viagens por ano em Económica
Com Despesas:
Apartamentos da empresa
Empregada
Alimentação1500 dólares
Carro 35000 dólares com motorista
Segurança250 dólares
Escola 1000 dólares
Deve-se evitar o câmbio informal, de rua. Não é seguro e tem que estar especialmente atento a enganos na “taxa de cambio”. Prefira sempre fazer o cambio em casas de cambio oficiais ou em Bancos. Evite levar moeda local para fora do país.
4. Trabalhando no norte de Moçambique
Nampula é uma das cidades mais importantes da região norte de Moçambique. É uma das cidades mais tranquilas do país, particularmente calmo e seguro, mas onde a pobreza é claramente mais intensa que na capital.
A feira domingueira é um dos principais pontos de interesse da cidade, predominando aqui os artigos em segunda mão deixados expostos no chão de terra batida.
5. Fiscalidade
Mais detalhes sobre este importante aspeto da expatriação podem ser obtidos através do numero 707 206 707. Existe um acordo de dupla tributação entre Portugal e Moçambique que deve ser consultado a este respeito, mas podemos adiantar algumas informações:
A. Em Moçambique, os rendimentos são alvo dos impostos em vigor no país (retenções e segurança social), sendo normalmente uma parte destes rendimentos transferidos regularmente para Portugal.
B. Todo o vencimento bruto auferido em Moçambique tem que ser declarado em Portugal (e não somente a parte que é transferida para Portugal).
C. As remunerações são geralmente pagas em dólares, como em Portugal a moeda em uso é o Euro, no IRS no Anexo J deve-se usar a cotação do dólar conforme ela estava no ultimo dia do ano. Será também aqui, neste anexo J, que se colocam para efeitos de evitar a dupla tributação, os impostos ja pagos em Moçambique.
D. Nenhuma despesa realizada em Moçambique pode ser dedutível no IRS em Portugal.
E. A taxa a aplicar sobre os rendimentos de trabalho dependente aplica-se sobre a totalidade do rendimento, independente da percentagem deste que seja transferida para Portugal.
Os impostos em Moçambique não são – nem de perto – tão pesados como em Portugal. Existe imposto sobre os rendimentos que pode chegar a um máximo de 32% e IVA, mas de apenas 17%.
6. Transportes
Ao entrar e sair do aeroporto de Maputo deve pagar-se sempre o visto, num valor de 25 dólares em dinheiro certo, já que não é usual darem troco. Como em qualquer outro país africano podem pedir “gorjeta” em vários pontos do aeroporto, antes do embarque, pelo que se deve ter sempre algum dinheiro trocado nos bolsos. É também comum que procurem revistar a bagagem, procurando “irregularidades” que, por vezes, não passam de uma forma de procurar captar alguma gratificação.
7. Visto
Os Vistos de Trabalho são geralmente tratados pelas empresas contratadoras. Existem varias regras – algo restritivas – quanto ao emprego de estrangeiros obrigando a empresa a justificar porque é que está a contratar um estrangeiro em vez de um nacional.
Os Vistos de Trabalho são emitidos por 30 dias, sendo prorrogáveis até 60 dias.
8. Saúde
Ao chegar de avião deve ter consigo o boletim de febre amarela em ordem.
A maior parte dos expatriados têm seguro de saúde que garantem o acesso a clínicas privadas. Estas asseguram os cuidados mais básicos de saúde, mas em casos mais graves a opção correta é viajar até Portugal ou à África do Sul. Como na maior parte dos países da região, há que ter cuidados com a malária, recomendando-se todas as vacinas que a “consulta do viajante” (disponível em vários hospitais públicos portugueses) recomendar. Todas as vacinas devem estar atualizadas, especialmente as do tétano, difteria e hepatite A.
Leve consigo uma ampla farmácia, com todo o tipo de medicamentos que puder recolher e transportar. Não há muitas farmácias em Moçambique e poucas têm o mesmo tipo de oferta de medicamentos que se encontra na Europa. Leve também protetor solar em doses abundantes.
O uso de repelente é aconselhável assim como o uso de roupa (especialmente ao fim da tarde) que cubra os braços e as pernas.
O consumo de água deve ser cuidadosamente encarado. Idealmente, consuma apenas agua engarrafada e aberta à sua frente. Evite saladas e alimentos crus, incluindo-se o gelo nas bebidas e a agua dos cafés.
9. Segurança
Em qualquer país africano, é preciso ter alguma atenção com a segurança. Existe crime, mas não aos níveis de algumas cidades europeias. Mesmo na metrópole, Maputo, é seguro andar a pé de dia na rua. Mas devemos exibir objetos que aticem a cobiça alheia. Muitos expatriados optam por terem um segurança privado, pelo menos nos primeiros tempos. Não é aconselhável realizar chamadas de telemóvel na rua nem transportar malas de computador.
Deixe sempre as janelas e portas fechadas e evite caminhos que desconhece. Sobretudo, nunca se aventure sozinho em zonas que conhece mal, especialmente nas cidades mais populosas.
Em caso de encontrar algum problema (por exemplo, um acidente de viação) chame a polícia e se se tratar de um caso mais grave, contacte a embaixada. As empresas que contratam expatriados têm contratos com empresas locais de segurança que pode usar para obter serviços pessoais de segurança.
10. Levar a Família
Se pensar em levar a família consigo, tem que acautelar essa hipótese com o devido cuidado. Muitos optam por estarem alguns meses expatriados, antes de levarem a sua família. Ter em consideração que não existe rede publica de transportes digna desse nome e que o carro é o meio de transporte principal. Há também que ter em conta a duração do visto de trabalho e perceber se compensa deslocar toda a família durante a sua duração.
Levar crianças, implica inscrevê-las num colégio privado, dadas as lacunas que apresentam ainda as escolas públicas. Não é raro negociar este aspecto com a empresa já que há poucas vagas e o horário escolar não corresponde ao horário laboral, em consequência há também que encontrar atividades de tempos livres (com preços entre os 200 e os 400 dólares mensais).
11. Mudar de Trabalho
Como o Visto de Trabalho está associado à entidade empregadora mudar de emprego implica uma viagem a Portugal para obter o novo visto. Embora existam formas alternativas e informais de evitar essa deslocação.
12. Telemóveis, Computadores e Internet
Evitar andar na rua com malas de computador. Instale equipamentos de estabilização de corrente na casa para fazer face às frequentes flutuações de corrente elétrica. Se possível, use apenas equipamentos com baterias ou pequenos UPSs.
Os cartões de recarga para telemóveis estão amplamente vulgarizados em Moçambique. Verifique se compra cartões por ativar. Frequentemente, os expatriados compram um telemóvel de baixo custo em Moçambique e usam neste os cartões SIM das operadoras locais reservando os cartões e telemóveis comprados na Europa para uso quando regressam ao Velho Continente.
13. Etiqueta
Em reuniões de negócios, recomenda-se o uso de fato escuro e gravata. O uso de cartões de visita é tão comum como na Europa. Em conversas informais e de negócios, evite criticas políticas e respeite as hierarquias com o maior formalismo possível.
14. Línguas Locais
O português é comummente usado em Moçambique. As diversas línguas locais não são em principio necessárias para os expatriados, mas o conhecimento de alguns dos seus rudimentos podem permitir o encetamento de relações de amizade e a abertura de relações comerciais ou de negocio que o domínio exclusivo do português não consegue suprir.
Em Moçambique falam-se cerca de 15 línguas, entre as quais se destaca o Changana, falado no sul do país e o Nyungue, utilizado na região de Tete.
15. Tempos Livres
Existem varias formas de preencher os tempos livres em Moçambique. As numerosas belezas naturais do país transformando o expatriado quase automaticamente num viajante. Em Maputo existem vários bares e restaurantes de qualidade. Discotecas, centros culturais, clubes, cinemas e um centro comercial são outras opções populares e muito procuradas pelos locais e pelos estrangeiros radicados no país. Nos restaurantes, evite gelo, saladas, ovos, maioneses e manteigas.
Existem alguns supermercados de qualidade para além dos vários mercados ao ar livre, raramente frequentados por estrangeiros.
A praia está poluída e é pouco frequentada, tanto mais porque a alguns quilómetros para sul existem praias de grande qualidade.
16. Habitação
Geralmente, os expatriados residem em casas alugadas pelas empresas empregadoras, não sendo raros preços da ordem dos 1 e 3 mil dólares mensais para um apartamento de dois quartos em Maputo.
A terra é propriedade do Estado, mas a maioria dos moçambicanos compra casas e apartamentos.
A escolha de uma casa – quando existe essa opção – deve combinar vários fatores: localização em relação ao local de trabalho, segurança da zona, existência de gerador, reservatório de agua e bomba de água. A maior parte dos prédios não tem elevador, pelo que deve avaliar se aceita residir num andar muito acima do 3o ou 4o. Se alugar você próprio, verifique a conformidade dos documentos de propriedade consultando o advogado da sua empresa ou um advogado local de confiança. É frequente, pagar a renda antecipadamente 6 ou 12 meses.
17. Custo de Vida
O custo de vida para os estrangeiros é alto. Não tão alto como em Angola (onde se bateram à muitos todos os limites da razoabilidade), mas ainda assim considerável. A esmagadora maioria dos produtos disponíveis no comercio em Moçambique é importada, o que explica parcialmente os elevados preços ao consumidor.
No comércio, o uso do dólar é frequente, sendo comum pagar habitação, transportes e educação em dólares.
Os preços nos supermercados são normalmente entre 2 a 3 vezes mais altos que os dos produtos equivalentes comprados em Portugal.
18. Trânsito
Em Moçambique, conduz-se pela esquerda, por influencia das antigas colónias britânicas que rodeiam este país lusófono praticamente por todos os lados. Isto implica um período de adaptação, para quem é condutor, mas também para quem é peão, já que os automóveis se apresentam também eles de uma direção diferente do transito…
É também comum ver pessoas caminhando nas estradas, especialmente de noite, assim como animais.
No geral, as estradas estão bem conservadas, ainda que existam alguns segmentos no interior a carecer de intervenção urgente.
19. Contactos que deve recolher e ter sempre consigo
Consulados e embaixadas
Clínicas Médicas
Linhas aéreas internas regionais
Restaurantes
Fontes:
http://www.portaldogoverno.gov.mz/Servicos/migracao/
http://www.newwayrelocation.pt/training/Intra/pt_Mozambiqueseminar.asp
http://www.portaldogoverno.gov.mz/noticias/news_folder_sociedad_cultu/janeiro-2011/aumenta-numero-de-estrangeiros-que-querem-trabalhar-em-mocambique/
http://expatriados.wordpress.com/2008/06/16/mocambique-para-principiantes/
http://www.mochileiros.com/mocambique-perguntas-e-respostas-t30096.html
http://economico.sapo.pt/forumbolsa/index.php?topic=19417.0
http://imigrantes.no.sapo.pt/page6Cont.html
Livro “Trabalhar em Angola” de Hermínio Santos















