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Resposta a um artigo de Camilo Mortágua sobre a candidatura de Fernando Nobre

Camilo Mortágua e Manuel Alegre (http://dn.sapo.pt)

Camilo Mortágua e Manuel Alegre (http://dn.sapo.pt)

Camilo Mortágua, fez publicar no site de apoio à candidatura presidencial de Manuel Alegre um texto sobre Fernando Nobre que iremos agora comentar.

“Apreciava o homem de sensibilidade solidária e vocação universalista. Sempre apreciei a sua capacidade para levar a solidariedade de Portugal aos mais longínquos e trágicos lugares do mundo, (hoje interrogo-me se este homem não está sendo obrigado a pagar a factura dos apoios concedidos para o seu protagonismo na execução de tão meritórias tarefas).”

Senhor Mortágua, se apreciava sinceramente Fernando Nobre pela sua “sensibilidade solidária e vocação universalista” não há razão para parar de o admirar, porque o passado do médico da AMI não se evaporou apenas porque decidiu apoiar um candidato diferente daquele que é – para o bem e para o mal – o seu.

“A surpresa do seu salto da causa humanitária para a disputa política, nas condições objectivas em que acontece, a isso me impelem.”

A sua surpresa é compreensível, caro Camilo Mortágua. Todos foram surpreendidos, a começar por mim próprio – antigo eleitor de Manuel Alegre – e entre todos, os partidos em especial e o próprio Alegre que julgava já seus todos os votos da Esquerda. Mas afinal os votos da tradicional “maioria de esquerda” portuguesa não eram propriedade de Alegre e assim se compreende melhor a frustração dos seus apoiantes… os votos dos portugueses não são de ninguém. São de quem souber provar os cidadãos que está em melhores condicões para os representar, independentemente do decreto de qualquer partidocracia ou de qualquer expressão de voto tida em 2006.

“Respeitando inteiramente o seu direito a tomar essa decisão, sinto a necessidade de dar voz ao meu lamento, repito, não porque não tenha ele o pleno direito a candidatar-se, mas porque o contexto em que o faz, em minha opinião, afecta irremediavelmente a dimensão ética da sua imagem.”

Em que é que a expressão livre, de cidadania e de cumprimento de um direito cívico aberto a qualquer português pode afectar a “dimensão ética” da imagem de Fernando Nobre? Perde-se a ética porque se avança para a política, Camilo? E se assim é, o que dizer então do seu alegre candidato, que nunca teve um emprego na vida que não fosse na política?

“Prestar-se a ser muleta dos falcões do PS.”

Uma coisa é descer baixo. Outra coisa é enterrar-se na lama. E esta última foi efetivamente a opção aqui seguida. Desde logo porque insulta uma das pessoas que pelo seu passado humanista e humanitário mais respeito merece em Portugal e depois, porque presume que os “falcões” do PS são os “soaristas”, quando na verdade estes são os “socráticos” como se viu pelo efeito de eco provocado pela ordem de apoio à candidatura de Alegre dada pelo primeiro-ministro.

“para potenciar a eleição de Cavaco Silva em”

já cá faltava o argumento do “divisionismo”… para recorrer ao mesmo é preciso ter mesmo muita desfaçatez ou uma memória muito curta ou seletiva. Nas últimas presidenciais, Alegre dividiu o voto do PS com Soares. Mas disto, Camilo Mortágua ja não se deve lembrar…

“detrimento de um candidato que no plano ético, moral e cívico, e como defensor dos valores fundamentais duma esquerda de princípios e não de negócios”

e de uma Esquerda que na vida, nunca trabalhou e que recebe uma reforma duvidosa da RDP. São estes os princípios de Esquerda a que aqui se aludem?

“confirmar a sua condição de cata-vento ideológico, namorador da direita à esquerda, tendo por única convicção coerente a de querer ser guindado ao poder”

um discurso tão rasteiro e ignóbil nunca devia ter sido permitido sobreviver mais do que alguns segundos no site oficial de Manuel Alegre. Mas foi, sinal que é nestas águas tortuosas que navega a campanha alegrista. Além do mais: “cata-vento”? E Alegre que ora chama Sócrates de “inquisidor”, ora o abraça e pede punjentemente pelo seuo apoiozinho? Pelo contrário, Nobre nunca saiu a favor ou contra o seu próprio partido (não o tem) e nunca assentou lugar no Parlamento durante décadas, entre colegas de um partido contra quem lançava cobras e lagartos.

“O Senhor Dr. Fernando, só tornará a ser NOBRE credível e digno de confiança política, quando assumir publica e frontalmente, que a sua acção é um acto (espero que mal sucedido) que visa impedir a eleição de um candidato de esquerda à Presidência da Republica”

Segundo este “brilhante” e sectário raciocínio, qualquer candidato que se atreva a violar o sacrossanto monopólio da vida política e cívica detido pelos partidos é maléfico e, provavelmente, satânico. Todos aqueles que vindos da Esquerda e que se identifiquem com os seus valores fazem-no não porque estejam de boa fé, mas apenas para seguir as ordens de um qualquer “Papa mítico” do PS, Fazem-no não porque queiram exercer um direito cívico que é seu, não porque acreditam que o sistema político-partidário está bloqueado, mas apenas para incomodar o “dono” de todos os votos da Esquerda: Manuel Alegre. Pois bem, senhor Camilo. Lamento, mas Alegre não é dono do meu voto. Ele é meu, e boto-o onde quiser. E eu quero deitá-lo em Fernando Nobre. Por muito que isso irrito o Senhor de todos os votos da Esquerda. Azar. Ainda sou livre de votar onde quiser, assim como NOBRE também é de se candidatar, por muito que isso machuque o grande ego de Manuel Alegre.

Fonte:
http://www.micportugal.org/index.htm?no=22001854

Categories: Fernando Nobre, Política Nacional, Portugal | Tags: | Deixe o seu comentário

Manuel Alegre. O sapo que se segue?

http://wehavekaosinthegarden.files.wordpress.com

Kaos... genial como sempre... (http://wehavekaosinthegarden.files.wordpress.com)

Agora que Manuel Alegre se tornou como a melhor alternativa possível a mais cinco anos de seráfico e imbecilizador Cavaquismo, importa refletir se Portugal precisa mais de Alegre do que de Cavaco.

O discurso de Alegre é oco. Todos o sabemos. Está recheado de alusões mais ou menos vagas à “República” e a uma “moral republicana”, anacrónica e descontextualizada, inócua e estéril. E provavelmente com a sua devida parte de contradições, como o degradante episódio da reforma de Manuel Alegre de 3219 euros em troca das suas funções de alguns meses na RDP de “coordenador de programas de texto”. É certo que Alegre faz parte dos quadros da rádio desde 1975, mas suspendeu a sua presença efetiva aqui, preferindo ocupar um lugar de deputado.

A reforma poderá ser “legal” e é certo também que Alegre optou por receber apenas um terço destes mais de 3 mil euros, acumulando-os contudo com o seu ordenado de deputado. Mas num país onde a maioria dos jovens licenciados tem salários precários de 500 euros e onde os adultos de mais de 40 anos estão a ficar cada vez mais desempregados, tais acumulações e reformas babilónicas não revelam uma fraca tessitura moral em alguém que fez da “ética republicana” o cerne do seu discurso político e a bandeira principal de uma alternativa ao Cavaquismo?

E contudo, perante o degradante espetáculo de ver o pior, mais inculto e ignorante Presidente de sempre renovar o seu mandato, teremos realmente alternativa senão votar neste oco e inconsequente Manuel Alegre?

Fonte:
http://www.publico.clix.pt/Política/manuel-alegre-reformado-com-tres-mil-euros-por-tres-meses-na-rdp_1265170

Categories: Política Nacional, Portugal, Sociedade Portuguesa | Tags: | Deixe o seu comentário

Manuel Alegre e a presença militar portuguesa no Afeganistão e na Guiné-Bissau


(Severiano Teixeira passa revista a militares da Polícia Aérea no Afeganistão em http://www.tvi24.iol.pt)

Recentemente, Manuel Alegre emitiu críticas à postura da diplomacia portuguesa quanto à prioridade dada em relação ao Afeganistão frente a outras áreas que deviam estar mais altos nas prioridades da nossa diplomacia, referindo-se explicitamente à situação presentemente vivida na Guiné-Bissau e que daria azo à Petição em prol da Construção de um Estado de Direito Democrático na Guiné-Bissau da lavra do ex-primeiro ministro Francisco Fadul e patrocinada pelo MIL. Manuel Alegre declarou que Portugal devia estar “mais atento à estabilização da Guiné” do que apressar-se em “embarcar em aventuras que nada têm a ver com a nossa tradição e a nossa história” e ainda que “Não tem sentido que, numa situação de crise que exige a mobilização dos nossos escassos recursos, o ministro da Defesa venha defender o reforço do envio de tropas portuguesas para o Afeganistão”.

Alegre referia-se à decisão de reforçar o contingente português em operação na dura guerra afegã contra os insurgentes talibãs que procuram reestabelecer um regime extremista islâmico nesse país do Médio Oriente, conhecido pela sua capacidade para colocar “impérios de joelhos”, desde o parta ao britânico, terminando no soviético, na década de oitenta. É certo que à primeira vista, os interesses portugueses no Afeganistão são muito laterais e secundários e prendem-se no essencial no cumprimento de deveres e obrigações para com os nossos parceiros na OTAN. É também certo que a situação na Guiné-Bissau é mais prioritária na defesa não somente dos interesses da Lusofonia, mas sobretudo, na melhor defesa dos interesses da populações locais contra as narcomáfias que efetivamente governam o país. Concordamos com Alegre na sua visão crítica das prioridades da nossa diplomacia e o papel muito passivo e demasiado discreto do MNE na preocupante crise guineense reflete a política errada e desnorteada de um Governo que ainda acredita que “Espanha” é a nossa prioridade e que ainda não percebeu que Portugal, se tem que sair deste marasmo social e económico em que está atolado à décadas só sairá agregando os seus esforços aos do Brasil e de Angola, alinhando ao seu lado, numa caminhada de desenvolvimento económico, social e político que torne a Lusofonia e nela, a CPLP, o modelo mundial de um novo de sociedades políticas e na primeira confederação trans-continental realmente democrática, anti-imperialista e paritária.

O antigo candidato presidencial tem ainda mais razão quando afirma que “É tanto mais absurdo quanto o mesmo ministro ainda recentemente afirmou recusar o investimento militar português em África, ainda que no quadro da CPLP. E no entanto a estabilização da situação militar e política na Guiné é muito mais importante e urgente para nós do que o Afeganistão” e que “em vez de embarcar em aventuras que nada têm a ver com a nossa tradição e a nossa História e muito menos com a nossa segurança, seria interessante que, no quadro da CPLP, em conjunto com Angola e Brasil, tomássemos iniciativas que valorizassem a nossa posição no Atlântico Sul. A Guiné seria um bom ponto de partida. Mas para isso era preciso definir outras prioridades para a política externa portuguesa. E pensar português”.

Defendemos que Portugal não deve estar ausente no Afeganistão. Não temos dúvidas que se um dia o Afeganistão regressar à tirania talibã, não somente o seu povo será novamente submetido a um dos regimes mais opressivos e inumanos da História, como o seu território tornará a servir de santuário para que terroristas lancem a partir daqui ataques contra civis em países ocidentais, não estando Portugal isento dessa posição de alvo, pela sua simples pertença à OTAN, pela sua situação como “país cristão” e, logo, “infiel” aos olhos destes radicais e até porque nalgumas declarações de responsáveis da Al Qaeda a Península Ibérica surge como “terra islâmica” que há que recuperar.

Fontes:
http://www.micportugal.org/index.htm?no=10001363
http://www.manuelalegre.com

Categories: DefenseNewsPt, Defesa Nacional, Movimento Internacional Lusófono, Nova Águia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Tags: , , | Deixe o seu comentário

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