“Os portugueses devem preparar-se para uma discussão profunda sobre o nível das remunerações da nossa classe politica, porque os seus salários, se demasiado baixos, além de outros efeitos, não servem de alento a que os melhores se dediquem à causa pública”

“Os portugueses devem preparar-se para uma discussão profunda sobre o nível das remunerações da nossa classe politica, porque os seus salários, se demasiado baixos, além de outros efeitos, não servem de alento a que os melhores se dediquem à causa pública”
Fernando Teixeira Mendes, Por uma Democracia de Qualidade

Basta de demagogia. Como podemos esperar atrair (e manter) na Politica os melhores se não lhes queremos pagar adequadamente? Note-se que o vencimento de um deputado não é totalmente inadequado (especialmente quando comparamos com o salário médio luso que hoje ronda os 505 euros), mas refiro-me aos vencimentos dos presidentes de câmara, presidentes de junta, deputados municipais e de freguesia (pagos com senhas de presença). Quando digo que não podemos pagar pouco e exigir muito refiro-me também (e sobretudo) a algum tipo de segurança financeira que o deputado tem que ter quando termina o seu mandato.

Ou bem que temos (e temos) a Assembleia da República povoada de funcionários públicos, profissionais liberais (médicos e advogados), pensionistas e funcionários partidários (e não haveria mal nenhum nisso, mas haveria se fosse APENAS composta por estas classes sociais), ou bem que queremos ter um Parlamento que represente não somente essas classes profissionais mas também o setor privado, os pequenos empresários, os jovens estudantes, os trabalhadores por conta de outrem. E essas classes (cuja ausência é clamorosa) só podem estar no Parlamento se, depois dos mandatos de 4 anos, tiverem algum tipo de segurança financeira (seja na forma de uma subvenção permanente, mas nunca comparável com os escandalosos valores anteriores), seja na forma de um ilícito criminal forte e aplicado aos empregadores que os dispensarem após esse mandato de serviço público, seja na forma de um vencimento suficientemente elevado que lhes permita compensar o desemprego nos anos seguintes (com cláusulas de devolução se este não suceder), seja ainda e por fim na forma de um seguro de desemprego pago após o mandato e a executar apenas depois de seis meses de desemprego e descontado diretamente do vencimento (aumento) como deputado.

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“Os deputados tornaram-se, por regra e prática estabelecida, elementos servis das dinâmicas políticas, peças oleadas de uma engrenagem”

“Os deputados tornaram-se, por regra e prática estabelecida, elementos servis das dinâmicas políticas, peças oleadas de uma engrenagem. A sua capacidade crítica foi reduzida ao mínimo – e, por conseguinte, a sua responsabilidade também”
José Ribeiro e Castro, Por uma Democracia de Qualidade

E é precisamente este tipo de deputado, tornado numa acéfala e passiva “máquina de votar” que temos que mudar. Não porque os deputados que elegemos e que se sentam no Parlamento seja idiotas, cretinos ou acéfalos. Pelo contrário, existem indivíduos brilhantes e altamente competentes em todas as bancadas parlamentares. O problema não está nos “fulanos” o problema está no sistema em que os “fulanos” se enquadra quando entram no Parlamento:
1. Um sistema de incorpora essa anomalia democrática chamada “disciplina de voto”.
2. Um sistema que permite que os deputados que querem continuar a sua continuidade no Parlamento tenham que conquistar o apoio da distrital para tornarem a aparecer em local elegível nas próximas listas partidárias.
3. Um sistema sem listas uninominais que permite que deputados impopulares no país ou no seu distrito sejam eleitos e reeleitos.
4. Um sistema que permite que as listas distritais de candidatos a deputados sejam formadas unicamente pelo aparelho distrital sem auscultar (em Primárias) os cidadãos do distrito.
5. Um sistema que permite que os deputados – para a sua vida depois do Parlamento – prefiram continuar deputados a regressarem às suas vidas profissionais anteriores, que se não tiverem um vínculo à Função Pública ou se não forem profissionais (médicos e advogados) vão inevitavelmente perder.

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Continuo a acreditar

Continuo a acreditar (apesar de todo o passado recente e do momento presente) que:

1. é possível renovar a democracia representativa tornando-a mais participativa e participativa (“mixed democracy”)
2. que uma alteração à Constituição e à Lei Eleitoral só pode ser feita por um partido tradicional (PS, PSD, PP e PCP) com ou sem o apoio de um ou vários partidos emergentes.
3. que pela sua pluralidade interna, flexibilidade estrutural, escala e por (alguns) dos seus lideres o Partido Socialista continua a ser o partido tradicional mais preparado para liderar essa revolução tranquila para uma democracia participativa.

MAS o PS está ainda dominado pelo aparelho e pelos “jobs for the boys”… A fidelidade, a previsibilidade e a antiguidade prevalecem sobre lealdade, originalidade e ligação ao mundo real (das empresas e da sociedade civil)

A grande questão é a de saber como se quebra este sistema a partir de dentro e com estes poderosos agentes paralisantes.

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A “Minha” Reforma do Estado

Em todos os ministérios devem ser reconstruídos gabinetes de assessoria e assistência jurídica capazes de fiscalizar e substituir o papel que as sociedades privadas de advogados (algumas multinacionais) têm assumido (com grandes custos, opacidade e possível corrupção) nos contratos que o Estado tem assinado nos últimos anos.
Em todos os ministérios devem ser reconstruídos gabinetes de assessoria e assistência jurídica capazes de fiscalizar e substituir o papel que as sociedades privadas de advogados (algumas multinacionais) têm assumido (com grandes custos, opacidade e possível corrupção) nos contratos que o Estado tem assinado nos últimos anos.
Devem ser proibidos – por força de lei – todos os contratos entre o Estado (central, autarquias locais e empresas públicas ou de capital público ou municipal) e entidades sediadas em offshores. Assim se fecharia a porta a estes veículos de corrupção e opacidade fiscal.
A melhor forma de combater as desigualdades, a fuga ao fisco e a corrupção (sob todas as formas) deve ser a total transparência de património e rendimentos. Todos, desde políticos profissionais, profissionais liberais e do Estado, empresários e trabalhadores por conta de outrém devem ter o dever de declarar e publicitar o seu património agregado (não individualizado, sendo este acessível apenas sob mandato judicial).
Quem não deve, não tem nada que temer.
Toda a riqueza e património que não tenha uma origem clara e bem determinada deve ser taxada a 100% e apurada a sua origem. Paralelamente, e de forma automática (consoante as verbas assim recuperadas) devem ser descidos os impostos sobre os cidadãos cumpridores.
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#PerguntaSingela:

#PerguntaSingela: parece que em 2006 Cavaco Silva recusou contribuições de partidos porque tinha em orçamento mais de dois milhões de euros de “donativos particulares”…
é muito dinheiro…
De onde veio?
Porque foi dado?…
Quem deu?…
“A memória do futuro não se faz a partir de uma tábua rasa” (Manuel Alegre respondendo a Francisco Louçã em 2006)
“Um dos pressupostos do neoliberalismo é o de que é preciso criar riqueza para depois a distribuir melhor. Fazer crescer o bolo antes de o repartir. Os factos têm desmentido regularmente este proclamado principio. O que se tem visto com frequência é que o enriquecimento vem a par do aparecimento de desigualdades”
Manuel Alegre (2006)
Uma das principais razões para o abstencionismo e para a perda generalizada de confiança dos cidadãos nos partidos políticos foi induzida pela fragmentação crescente das estruturas sociais, pelo individualismo que marca a era pós-moderna e pela imposição do “pensamento único” neoliberal e austeritário (escola de Viena) aos partidos tradicionais.
Este triplo impulso aproximou todos os partidos tradicionais do Centro (PS, PSD e CDS) e contribuiu para a apresentação de programas eleitorais cada vez menos diferenciados e que não permitem aos eleitores compreenderem as alternativas eleitorais com clareza.
So pode haver democracia se existirem verdadeiras alternativas que consigam ir além do interpreto (“fulano”) que apresenta ao eleitorado os seus programas cada vez mais indistintos uns dos outros.
A resposta do eleitorado é assim dupla: desinteresse e abstenção.
“A Segurança de um país já não é assegurada pela tradicional defesa militar territorial. A segurança é colectiva, interdependente e recíproca. O poderio militar é hoje comprovadamente insuficiente para garantir a imposição da vontade politica”
Manuel Alegre (2006)
A concorrência absoluta imposta pela hiperglobalização arrasta o mundo laboral para uma competição de baixos salários e direitos. Isto erode os rendimentos fiscais dos Estados (que, com a liberdade de movimentos de capitais, dependem cada vez mais dos impostos sobre o trabalho), a capacidade das economias para se auto-sustentarem pela perda de papel da Procura e agravam o fosso de rendimentos entre os mais ricos e a esmagadora maioria da população, com vínculos laborais cada vez mais precários e salários mais baixos.
“Nós temos um problema grave em Portugal de organização. Os portugueses são considerados os melhores lá fora e olhamos para Portugal e temos trabalhadores desmotivados. Faltam-nos as tais elites, os gestores, gente que saiba motivar os trabalhadores”
Fernando Negrão, Jornal i de 12 fevereiro 2016
é irónico e, simultaneamente, triste, saber o quanto um pais soberano e quase milenar como Portugal depende de uma pequena agência de rating canadiana (com menos de 40 empregados), a DBRS que se, em abril, decidir cortar o rating do nosso pais vai levar ao corte do acesso ao programa de compra de ativos do BCE e, a prazo, levar a um segundo resgate.
(PS curiosamente o corretor ortográfico sugere a troca de “rating” por “ratos”…)
Sobre as audições parlamentares no caso BES: “havia pessoas que nós ouvíamos e eu ficava a pensar, como é possível aquela pessoa ocupar aquele cargo? Não tinha perfil, não tinha capacidade de raciocínio e eu perguntava-me a mim próprio qual é o critério de escolha para determinados cargos”
Fernando Negrão, jornal i de 12 fev 2016
“O ministro da Justiça está no meio de corporações que gozam de autonomia e de independência e, portanto, é uma espécie de pivot sem grande poder de influência”
Fernando Negrão, antigo ministro da Justiça
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“Sou uma pessoa independente por convicção, no sentido em gosto de pensar pela minha cabeça”: Bagão Felix

“Sou uma pessoa independente por convicção, no sentido em gosto de pensar pela minha cabeça. Não dependo de ninguém. Nem de partidos, nem de lugares (…) Tive varias atividades, quer académicas, quer profissionais, completamente estáveis e bem remuneradas (…) Fui para o governo e repare que desde 2005 não tive mais nenhum lugar que me proporcionasse (…) Estes lugares estão destinados aos grupos de interesses, quer interesses partidários, quer de grupos fechados. É preciso estar na mesma pista e eu não gosto de correr na pista dos interesses”
Bagão Felix, jornal i de 19 fev 2016
“Nós estamos com uma grande escassez de exemplaridade no nosso pais porque não temos elites. Ou melhor, temos elites, mas são elites materiais e eu prefiro as elites dos valores”
Bagão Felix, jornal i de 19 fev 2016
“Acho que foi bom para a democracia que se tenha atenuado a ideia de existirem partidos de primeira e partidos de segunda. Todos os partidos, gostando-se ou não deles, são importantes. A nossa Assembleia da República, até à formação deste governo, estava limitada a soluções de 80% dos deputados. Hoje não é assim e isso retira força a uma perversão da natureza das eleições legislativas”
Bagão Felix, jornal i de 19 fev 2016
“O voto útil é bom para quem o recebe, mas não é necessariamente bom para quem o dá”
Bagão Felix, jornal i de 19 fev 2016
“O discurso do PCP e do BE não é o discurso de há três ou quatro anos, ou seja, eles próprios também têm uma roupagem que lhes permite ser mais responsáveis”
Bagão Felix, jornal i de 19 fev 2016
“As grandes coligações (incluindo PS e PSD) acabam por esvaziar a diferença. A diferença é um elemento estruturante da politica (…) quando se anulam as diferenças e todos os interesses convergem num poder quase absoluto isso não é bom para o pais”
Bagão Felix, jornal i de 19 fev 2016
“A estabilidade é boa até ao ponto em que ela seja relativamente adequada aos interesses estratégicos do pais. É um valor importante, mas não é o primeiro. O primeiro é a boa governação”
Bagão Felix, jornal i de 19 fev 2016
“Se houver um Plano B (para o OGE2016) o governo não tem muitas soluções. Não pode aumentar mais impostos porque já estamos nos limites. Penso que o Plano B pode passar por reverter algumas medidas do plano anterior”
Bagão Felix, jornal i de 19 fev 2016
(Sobre o que disse o ministro das Finanças alemã sobre este governo deixar os Mercados nervosos): “era bom que tivesse dado essa reprimenda à França ou à Itália, mas ai tem mais dificuldade. Eu acho que uma das razões para avolumar as crises é anunciá-las previamente e nesse aspecto o ministro Shauble foi pouco prudente”
Bagão Felix, jornal i de 19 fev 2016
“Independentemente dos erros que este governo possa cometer e já cometeu alguns, hoje temos o BCE muito mais atuante. Temos a Europa, apesar tudo, com armas que não existiam antes”
Bagão Felix, jornal i de 19 fev 2016
“Nós vivemos numa lógica em que o poder politico está muito condicionado pelo poder económico e o poder económico está nas mãos do poder financeiro e foi isso que levou a uma desintegração da economia real”
Bagão Felix, jornal i de 19 fev 2016
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#SabiaQue

#SabiaQue se encontrou seda (oriunda da China) no túmulo de um príncipe da Alemanha da Idade do Ferro?
A Sombra da Rota da Seda
#SabiaQue o exemplar mais antigo de papel no mundo está em exibição num museu na China, é do 100 a.C. e é feito de cânhamo (!) e de uma espécie local de cardo?…
#SabiaQue no século VI, na China, a produção de textos sagrados em papel era já tao comum que um mandariam proibiu a família de os usar como papel higiénico?
#SabiaQue se descobriu em numa torre de vigia chinesa no deserto de Lop uma carta datando de 313 d.C. em que uma esposa se dirigia ao marido dizendo “preferia ser casada com um cão ou com um porco do que contigo”?
#SabiaQue no final da dinastia Tang um comandante de guarnição, cercado por rebeldes, encontrou os seus 600 soldados quase a morrer à fome. Em vez de se render, matou a mulher (!) e deu-a a comer aos soldados. Depois, um por um, matou os soldados mais fracos e deu-os a comer aos outros. Por fim, já com só 100 homens foi batido e o forte tomado.
(Na China o feito é apresentado como glorioso e exemplo de serviço ao Estado)
#SabiaQue quando os visigodos de Alarico estavam prestes a saquear Roma, foram afastados por um resgate parcial de 4 mil peças de seda chinesa?
#SabiaQue na China rural é tradição acompanhar os cortejos de funerais atando faixas brancas na cabeça e atirar, à passagem, dinheiro simbólico sobre quem se cruza com o funeral?
#SabiaQue não longe da cidade chinesa de Xian existe um pagode em Da Qin onde foram encontradas inscrições em siríaco, restos de uma comunidade cristã nestoriana que terá estado aqui ativa até à proibição do cristianismo na China em 845?
#SabiaQue os sobreviventes das legiões derrotadas de Crasso, no Eufrates em 53 a.C. foram enviados – como mercenários – para fronteira entre a China e império parto reaparecendo numa crónica chinesa em que os soldados chineses falam de um corpo de soldados de elite dispostos numa formação de “escamas de peixe (a “tartaruga” das legiões romanas). Alguns destes soldados seriam capturados e fundaria um pequeno povoado perto de Gansu onde se diz que a população local praticava o culto do touro, tinha cabelo alto e olhos azuis.
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Projecto Lei apresentado (e retirado) por António José Seguro em setembro de 2014:

Projecto Lei apresentado (e retirado) por António José Seguro em setembro de 2014:

“Projeto de lei para reforçar as incompatibilidades dos titulares de cargos políticos e altos cargos públicos:

1 – revelação da origem dos rendimentos dos titulares de cargos políticos, com indicação das entidades pagadoras;
2 – alargamento do impedimento do exercício de funções pelos titulares de cargos políticos a quaisquer empresas privadas de setores que tenham sido por si diretamente tutelados;
3 – o impedimento do exercício de funções pelos consultores e representantes do Estado, em relação a entidades adquirentes ou concessionárias, por força da sua intervenção em processos de alienação ou concessão de ativos;
4 – garantia da efetiva fiscalização da veracidade das declarações de património e rendimentos apresentados, desmaterializando-as e sujeitando a cruzamento os respectivos dados;
5 – sujeição ao regime de incompatibilidades de novas categorias de titulares de cargos públicos (consultores do Estado em processos de privatização ou de concessão de ativos públicos; negociadores em representação da República Portuguesa);
6 – proibição de os deputados exercerem funções de peritos, consultores ou árbitros em qualquer processo em que o estado seja parte;
7 – proibição de os deputados exercerem o mandato judicial como autores em ações cíveis, em qualquer foro, a favor do Estado, como já hoje acontece em relação as contas do estado;
8 – alargamento de três para quatro anos do período de impedimento de ex-governantes de exercício de funções em empresas do setor que tutelaram;
9 – redução para metade (30 dias) do prazo para cumprimento conceber de apresentação da declaração de património e rendimentos.”

Se este projeto Lei tivesse passado a Lei, o escândalo da deputada part-time Maria Luís Albuquerque não teria tido condições para surgir:
“2 – alargamento do impedimento do exercício de funções pelos titulares de cargos políticos a quaisquer empresas privadas de setores que tenham sido por si diretamente tutelados”

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http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT80319

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#SabiaQue

#SabiaQue a expressão “brigada do reumático” surgiu a propósito de uma cerimónia de solidariedade com o regime do Estado Novo realizada a 15 de março de 1974?
Bernardino Gomes e Tiago Moreira de Sá: “Carlucci vs Kissinger – os EUA e a revolução portuguesa”

#SabiaQue no primeiro comunicado do MFA se fazia referencia a um “claro reconhecimento do direito dos povos à autodeterminação” e a uma “autonomia politica dos territórios ultramarinos, com efectiva e larga participação das populações autóctones” mas não se falava de “independência”?…
Bernardino Gomes e Tiago Moreira de Sá em “Carlucci vs Kissinger – os EUA e a revolução portuguesa”
“Mas eles têm que estar loucos para pensarem que podem aguentar as colónias através de meios mais liberais. Assim que entrarem por esse caminho vão perder as colónias”
Kissinger ao saber do 25 de abril e – apanhado de surpresa – acreditando que era uma ação militar liderada por Spínola.
Bernardino Gomes e Tiago Moreira de Sá em “Carlucci vs Kissinger – os EUA e a revolução portuguesa”
#SabiaQue numa reunião na noite de 25 de abril entre Spínola e o MFA depois deste insistir na eliminação da alínea do comunicado do MFA que prescrevia “o claro reconhecimento do direito dos povos à autodeterminação”, Vítor Crespo (MFA) diria “mas lá por causa disso, os blindados e as tropas ainda estão todos na rua, se for preciso continua-se com o golpe”. A partir daqui Spínola não insistiu mais nesse ponto.
Bernardino Gomes e Tiago Moreira de Sá em “Carlucci vs Kissinger – os EUA e a revolução portuguesa”
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#SabiaQue

#SabiaQue embora tenham inventado a pólvora, os chineses só a usavam para foguetes festivos não para a guerra ou engenharia civil?
#SabiaQue embora tenham inventado a bússola, os chineses não a usavam para a navegação mas como brinquedo e para determinar a localização de sepulturas?
#SabiaQue os chineses, familiarizados com a seda, pensavam que o algodão tinha que provir de um animal e imaginavam um “cordeiro vegetal” que brotava do solo? (esse mito haveria de chegar a Marco Polo)
#SabiaQue numa gruta em Dunhuang foi encontrado um manuscrito em seda do século IX d.C. que é um manual de etiqueta e onde está uma carta-tipo para que um convidado se possa desculpar pelo comportamento indecoroso provocado por si na noite anterior?
#SabiaQue os chineses – desconhecendo a verdadeira origem do âmbar – pensavam que quando um tigre morria os seus olhos se transformavam em âmbar debaixo da terra?
#SabiaQue em Xinjiang o povo – muçulmano – bebe um vinho caseiro, feito de rosas ou de romãs?
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MDP

“A JSD tem 18 deputados na AR e uma série de gente em gabinetes da administração pública e no Governo. A JSD tem medo de perder as suas regalias”
Antonio José Seguro em meados de 1990
As juventudes partidárias de escolas de cidadania tornaram-se em universidade do Aparelho e de mas práticas de corrupção da democracia interna nos partidos.
Sem o seu papel original fará sentido que continuem a existir?
Por isso o MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos está a debater a necessidade da sua extinção ou não.
António Costa explicando à Antena 1 em 2012 porque que os círculos uninominais não interessam aos aparelhos dos grandes partidos: “porque sabem que vem desorganizar totalmente as estruturas de poder interno dos partidos”.
Concordamos com esta análise e é por essa razão que os círculos uninominais (modalidade exata a definir) se encontram entre as propostas (em debate) do MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos
“A partidocracia é um fenómeno impossível de evitar, mas em Portugal está um pouco inflacionado”
Paulo Rangel, eurodeputado do PSD
Como resolver esta “inflação”?
Em 2007, a candidatura de Filipe Menezes à liderança do PSD teria – alegadamente – contratado os serviços de um hacker em Madrid para desencriptar o algoritmo de geração do código de pagamento de quotas de militante pelo multibanco.
Segundo um “menezista” (citado em Vítor Matos “Os Predadores”) “sem termos obtido o algoritmo, nunca teríamos ganho as eleições”.
O algoritmo permitiu o pagamento massivo de quotas e a corrupção democrática desse processo eleitoral demonstrando que é no pagamento de quotas que assenta a forma principal de restauro da democracia interna dos partidos.
Concorda com o pagamento de quotas nos partidos políticos? E se estas fossem abolidas?…
“Porque que é que o militante não vota de acordo com a sua cabeça? E as pessoas que estão nas estruturas acham isso naturalíssimo. Ainda hoje tudo isso me surpreende. Independentemente da sua cultura e posição social, as pessoas fidelizam o seu voto anulando o seu julgamento pessoal, o que não acontece nas eleições gerais.”
Paulo Rangel, eurodeputado do PSD
Como “libertar” o voto dos militantes em eleições internas?
“O que começou a suceder em Portugal neste inicio do século XXI foi uma banalização do caminho único, em que os partidos se associam nos negócios de uma partilha de linguagem e de poder em que começa a ser cada vez mais difícil distinguir o que os separa e divida, o que os opõe, para lá de um mero conflito de personalidades e de estilos de quem os dirige”
Nuno Júdice (2006)
Na campanha interna que haveria de levar Passos Coelho à liderança, em apenas 5 dias, em Gaia (terra do aparelhista Marco António) os militantes com quotas pagas e capacidade eleitoral passaram de 1609 para 3200.
O pagamento massivo de quotas por terceiros leva à corrupção democrática dos processos eleitorais internos dos partidos e a sua solução (pela abolição da ligação entre quotas e capacidade eleitoral ativa) pode ser uma forma de desatar este nó górdio
“O cada vez maior afastamento dos partidos da sociedade, sobretudo dos grandes partidos, a par do seu cada vez maior entricheiramento nas instituições, tem levado a fenómenos de colusão, ou de cartelizaçäo, entre os grandes partidos. Ou seja, a entendimentos alargados entre os grandes partidos para reformas politicas (no financiamento partidário, em sede de reforma eleitoral, etc) que os protegem mutuamente dos refluxos eleitorais e concorrem para o fechamento artificial do mercado politico”
André Freire, O Futuro da Representação Politica Democrática
Como abrir os partidos aos cidadãos e à sociedade civil?
No último debate entre Passos, Aguiar-Branco e Paulo Rangel havia uma equipa de profissionais, alguns com três computadores e vários telemóveis à sua frente a escreverem no Twitter que “o Rangel estava nervoso”, “o Rangel estava nervoso” e “mais fraco do que o costume”. Isto criou um ambiente negativo e foi repetido até por jornalistas e comentadores televisivos.
Os orçamentos de campanha em eleições internas devem ser públicos estando listadas – com detalhe – a existência de equipas de markeeters e “especialistas” de redes sociais? Mais transparência é Mais Democracia nas eleições internas dos partidos.
Esta é uma das propostas (em debate aberto) do MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos.
“Os partidos políticos da esquerda, os sindicatos, nasceram na revolução industrial, no século XIX, com as grandes concentrações proletárias. Era fácil fazer naquela altura a representação, o discurso politico da unificação. Hoje estamos na era da deslocalização, da dispersão, da fragmentação. E é por isso que surgem outras formas de fazer politica e que os eleitorados se afastam das orientações dos partidos tradicionais”
Manuel Alegre (2006)
“Começou tudo nos governos do Bloco Central (PS e PSD). Essa é a primeira leva de aparelho que marca o PSD, mas sobretudo o PS. É uma lógica de puro poder sem causas. Foi no Bloco Central que se deu a primeira dentada na maçã e a seguir foi no cavaquismo que se plantou o jardim das macieiras”
Nuno Morais Sarmento (ex-ministro do PSD)
As juventudes partidárias de escolas de cidadania tornaram-se em universidade do Aparelho e de más práticas de corrupção da democracia interna nos partidos.
Fará hoje sentido que continuem a existir?
Participe neste debate do MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos defende a sua extinção.
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MDP

Os crescentes níveis de abstenção, eleição após eleição, indicam que a nossa democracia está doente. Esta doença é também reflexo do bloqueio e défice democrático interno dos partidos políticos.
Foi o reconhecimento deste bloqueio e da incapacidade dos partidos para o ultrapassarem (a partir do seu interior) que impulsionou este grupo de cidadãos, militantes, simpatizantes, eleitores e cidadaos não partidariamente alinhados a reunirem-se e a fundarem este movimento pela regeneração da democracia interna nos partidos políticos.
Participe!
Entre muitas outras coisas o MDP será, também, um laboratório de democracia participativa interna para os partidos políticos, ou seja, uma forma de produção laboratorial de ideias e propostas concretas para a sua reforma e desenvolvimento internos.
A fulanização dos partidos políticos é fruto da decomposição da democracia que resulta da hipersimplificação da mensagem politica promovida pelos Media, pela redução do espaço da soberania (por transferência para órgãos supranacionais) e pela perda de identidade dos partidos
Esta fulanização é permitida pelos Estatutos partidários e pela forma como os lideres nacionais e locais são eleitos.

Participe!
“A criação das Primárias era uma excelente intenção. Mas acabou por ser uma extensão do diretório. Foi muito residual o número de pessoas que disseram que se queriam inscrever como simpatizantes”
Madalena Alves Pereira, antiga líder distrital de Setúbal (PS)

Participe!
“O governador civil fez saber ao ministério que os povos de Vimioso, Alcanissas e Miranda se haviam levantado com selvagem independência e tinham fugido com a urna para os desfiladeiros das suas terras”
A Queda de um Anjo, Camilo Castelo Branco (século XIX)
“Os caciques (dos partidos do século XIX) quando não se limitavam a representar os influentes, dependiam do tráfego de cunhas e da sua capacidade de intimidar os eleitores recalcitrantes, através das autoridades ou por intermédio de bandos de caceteiros pagos em dinheiro ou em espécie”
Vasco Pulido Valente, O Poder e o Povo, Gradiva, 2004
“A vida dos partidos e a vida do Estado estão em grande percentagem inquinadas por uma geração de políticos profissionais cujos currículos se construíram no interior dos aparelhos partidários e dos interesses que aproveitaram as brechas entretanto criadas no sistema. É urgente que se altere este panorama”
Pedro Passos Coelho (2010)
“Um em cada seis governantes foi antes deputado, sem experiência anterior em administração de empresas nem na função pública”
Francisco Louçä, João Teixeira Lopes e Jorge Costa (2014)
A tese de doutoramento do deputado socialista Miguel Coelho indica que, dsde 1991, todos os presidentes das sete maiores empresas de transportes (CP, REFER, Metro, Carris, TT, Soflusa e APL) mudam consoante a cor do governo e, praticamente todos, eram militantes ou do PS ou do PSD.
Esta é a cultura de possessão do Estado que importa mudar desenvolvendo a CRESAP e os mecanismos de recrutamento e reconhecimento de mérito dentro do funcionalismo público.
Movimento pela Democratização dos Partidos:
Registe-se em
Quando na sua tese de doutoramente, o socialista Miguel Coelho analisou a filiação partidária dos directores distritais da Estrada de Portugal desde 1991 e concluiu que eram, quase todos, militantes do PS e do PSD e rodavam sempre que rodava o governo.
Esta é a cultura de possessão do Estado que importa mudar… a MDP está a debater o desenvolvimento da CRESAP e os mecanismos de recrutamento e reconhecimento de mérito dentro do funcionalismo público.
Movimento pela Democratização dos Partidos:
Registe-se em https://goo.gl/SkBrwa
Participe!
Praticamente todos os directores dos centros distritais da Segurança Social são militantes e dirigentes de partidos politicos e não técnicos de carreira da Função Pública.
Esta é a cultura de possessão do Estado que importa mudar desenvolvendo a CRESAP e os mecanismos de recrutamento e reconhecimento de mérito dentro do funcionalismo público.
Movimento pela Democratização dos Partidos:
Registe-se em
Democratizar os Partidos é
Democratizar a Democracia
Movimento pela Democratização dos Partidos:
Registe-se em https://goo.gl/SkBrwa
“A lógica aparelhística cria uma vida politica virtual, sem historia e sem memória”
Manuel Alegre (2206)
Podemos ser parte do problema, pelo silencio cúmplice
Ou parte da solução, pela identificação dos problemas e pela participação activa na resolução dos mesmos…
Qual será a sua opção?
Democratizemos os partidos
Reformemos a Democracia
São meninos, normalmente de classe média-baixa, que tiram uns metacursos nas privadas, que entram para as juventudes partidárias aos 14 anos, como aquele Miguel Relvas. Bastava olhar para a a cara dele: aquilo brilhava de estupidez. São estes os políticos que temos. À esquerda, à direita. Ou, então, espertalhões sem palavra. Não tenho a menor dúvida de que o Paulo Portas é espertalhão, que é completamente diferente de ser inteligente. Eu penso que isto é pacífico, é óbvio, não é?” 
António Lobo Antunes, em entrevista ao “Jornal de Negócios”
 

“No âmbito local, ou pelo menos aqui no PSD da Trofa, 95% do tempo a fazer politica era passado a cacicar e a gerir a rede”
Antigo dirigente do PSD da Trofa citado por Vítor Matos em “Os Predadores”

#SabiaQue a Albânia está muito mais perto do que se pensa?… De facto, Tirana está aqui mesmo, em Santo Antonio dos Cavaleiros onde nas eleicoes para a FAUL de 2015, Marcos Perestrello – o candidato afecto a Antonio Costa – somou uns notaveis 97.8% de todos os votos expressos.

“Havia nos livros do partido uns milhares de militantes, mas estes não existiam como tal. Em cada secção do partido havia 100, 200 inscritos, em que nem 10% frequentavam as sedes e as reunioes e metade destes eram membros da nomenclatura partidária. A esmagadora maioria dos membros que aparecia como pagando quotas efetivamente nao pagada (…). O pagamento coletivo de quotas era uma maneira de manter o controlo politico de federações ou distritais ou de inflacionar o numero de militantes para garantir mais poder de negociacao e mais delegados ao congresso”
José Pacheco Pereira, lider do PSD Lisboa entre 1996 e 1998
“Havia muita gente que estava nos cadernos eleitorais, mas nao sabia que era militante do PS. Na freguesia de Rapa (Guarda) (…) uma pessoa minha conhecida nao tinha pago quotas nem se lembrava de ter assinado o que quer que fosse para ser militante. Na altura da votacao, os cartoes de militantes estavam na posse de dirigentes que controlavam o processo e os votos apareciam descarregados”
Jose Pires Veigas. Diretor de Campanha de Fonseca Ferreira na campanha para a distrital da Guarda de 2012
#SabiaQue quando Antonio Fonseca Ferreira quis candidatar-se à federação do PS da Guarda (em 2012) percorreu a pé algumas aldeias do concelho de Celorico da Beira, batendo porta a porta, seguindo a listagem dos militantes no caderno eleitoral. Nessa sua “expedição” haveria de descobrir que um em cada quatro ou cinco confirmavam que eram mesmo militantes. Alguns afirmavam serem “eles” a pagarem as quotas… Quem eram eles?
#SabiaQue no tempo da concelhia de Gondomar de Valentim Loureiro os galopins do “major” instalavam autênticos call centers para telefonarem aos militantes e os chamarem a votar no congresso?
#SabiaQue na Gondomar de Valentim Loureiro, havia funcionários da autarquia que “faziam” militantes às centenas? Destacando-se em especial o “Quim PPD” que entregava na secção molhos de fichas de novos militantes arrebanhados nos bairros sociais da terra.
(nota: nos outros grandes partidos do sistema representativo português também há outros “Quims”…)
“Em Famalicão, como em outros lados, a escolha dos deputados não é feita pelo mérito das pessoas ou pelos resultados eleitorais do partido, mas pela dimensão das concelhias”
Virgílio Costa, antigo dirigente do PSD local

é falso que os partidos sejam “corruptos” ou que estejam “cheios de corruptos”.
Os partidos sao uma parte essencial da Democracia, são estruturalmente democraticos e livres e a esmagadora maiora dos seus militantes estao bem intencionados e respeitam a Lei e as regras basicas da democracia interna.
Mas a forma actual de democracia interna favorece quem conhece o sistema e as suas fraquezas e possibilita a ascensao de galopins e a perversao da democracia interna.
Nao estao mal os partidos.
Está mal a sua democracia interna.
Mas este mal pode ser curado.
Assim o queiram os seus militantes e uma liderança esclarecida.

É verdadeira a acusação deixada por uma militante socialista que Sérgio Cintra, presidente da Gebalis em Lisboa, pediu aos presidentes de junta socialistas que “angariassem” entre 500 a 1000 simpatizantes, para as Primárias de 2015 entre Costa e Seguro, “mesmo que tivessem que recorrer às bases de dados das juntas, e aos funcionários, colaboradores e avençados? Segundo esta militante, os presidentes de junta teriam sido avisados que “caso isto acontecesse” as juntas ficariam com o “relacionamento” com a Câmara Municipal de Lisboa em “risco”.
Não há dúvidas de que este tipo de práticas ocorre em todos os “grandes” partidos (PS, PSD e CDS) e que boa parte dos seus militantes não se revêem nestas práticas…
E que temos que fazer algo para acabar com isto!
Fora e Dentro dos Partidos!
A fulanização dos partidos políticos é fruto da decomposição da democracia que resulta da hipersimplificação da mensagem politica promovida pelos Media, pela redução do espaço da soberania (por transferência para órgãos supranacionais) e pela perda de identidade dos partidos
Esta fulanização é permitida pelos Estatutos partidários e pela forma como os lideres nacionais e locais são eleitos.
Movimento pela Democratização dos Partidos:
Registe-se em
“A criação das Primárias era uma excelente intenção. Mas acabou por ser uma extensão do diretório. Foi muito residual o número de pessoas que disseram que se queriam inscrever como simpatizantes”
Madalena Alves Pereira, antiga líder distrital de Setúbal (PS)
Movimento pela Democratização dos Partidos:
Registe-se em
“A vida dos partidos e a vida do Estado estão em grande percentagem inquinadas por uma geração de políticos profissionais cujos currículos se construíram no interior dos aparelhos partidários e dos interesses que aproveitaram as brechas entretanto criadas no sistema. É urgente que se altere este panorama”
Pedro Passos Coelho (2010)
“O problema é que o português é muito invejoso. E tem medo de ter opinião porque se for contra o partido, pode ir para a rua, porque foi o partido que lhe deu emprego. Os partidos empregam cerca de 60 mil pessoas, cada vez que estão no poder é uma quantidade de gente que entra e sai”
Carlos Barbosa, Presidente do ACP
Entrevista ao i de 21 nov 2015
“A militância nos partidos políticos desmorona-se. Na Grã-Bretanha, menos de 1% da população está filiada num partido politico. O número de Tories declinou de 3 milhões nos anos 50 do século XX para 134000 hoje, um desempenho que teria posto qualquer empresa privada nas mãos de um administrador de falências”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
Os estatutos de alguns partidos (como o PS) impedem que um militante uma moção global sem ter que assumir – também – uma candidatura à liderança do partido – algo que evidentemente não está nos planos de muitos nem ao alcance ou disponibilidade de muitos. Essa limitação, sem sentido a não ser o dissuasório, deve ser eliminada dos estatutos.
“Os eleitores estão anestesiados, como estão anestesiados não assustam os partidos, como não assustam os partidos eles não mudam e como não mudam alimentam a apatia”.
Daniel Oliveira
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“No Afeganistão dos talibãs a musica estava proibida, assim como o xadrez e o lançamento de papagaios de papel. Nenhuma voz de mulher podia, também, ser ouvida em público – sob pena de serem chicoteadas -, nem o seu riso, nem sequer o ruído dos seus passos”

“No Afeganistão dos talibãs a musica estava proibida, assim como o xadrez e o lançamento de papagaios de papel. Nenhuma voz de mulher podia, também, ser ouvida em público – sob pena de serem chicoteadas -, nem o seu riso, nem sequer o ruído dos seus passos”
“O Irão está acabado. Mesmo que pusessem a andar os mulás amanha, levaria vinte anos, ou mais, a recuperar dos estragos que eles fizeram. Incompetência, dogmatismo e corrupção! A corrupção é em grande escala e está em toda a parte.”
Amirali, jovem iraniana de Teerão
“50% dos doentes nos cuidados intensivos de Teerão são suicidas falhados e 25% são toxicodependentes”
Amirali, jovem iraniana de Teerão
“Estamos à espera que esses velhos mulás morram. Pode levar dez anos. Qum, a sua cidade sagrada, é uma espécie de fábrica de mulás. E eles são aliados dos hazaari ricos, com o interesse comum de manter o pais atrasado”
Vahid, Jovem iraniano
“Para nós, a religião falhou. Talvez os jovens ainda acreditem em Deus, mas não praticam nada. Prevejo um desastre. Todos queremos uma mudança, mas ele só vão criar violência. Este pais inteiro é um barril de pólvora”
Hamed, Jovem religioso da ilha de Shahi, no Irão
#SabiaQue os romanos pensavam que a seda crescia, como um fio pálido, nas florestas de um povo oriental chamado os Seres, que por vezes a penteavam para a soltar das suas flores multicolores?
#SabiaQue, em 273 o imperador romano Aureliano advertia os seus cidadãos para que “não troquemos o esplendor por teias de aranha” (seda)
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Telegrama enviado pela embaixada dos EUA em Lisboa a 16 de maio de 1974: “Mário Soares é inteligente e trabalhador, mas sem muitos seguidores em Portugal, já que o seu partido era uma organização de papel”.

Telegrama enviado pela embaixada dos EUA em Lisboa a 16 de maio de 1974: “Mário Soares é inteligente e trabalhador, mas sem muitos seguidores em Portugal, já que o seu partido era uma organização de papel”.
“Álvaro Cunhal é afável, inteligente, atraente e muito impressionante, na minha inocência ele impressionou-me como um homem com quem se pode falar de modo directo e franco”
Embaixador dos EUA a 11 de junho de 1974
Spínola dirigindo-se ao embaixador dos EUA a 1 de maio de 1974 sobre o governo provisório o qual “não seria credível se qualquer segmento organizado fosse excluído, quer do eleitorado, quer do governo”
“Estive preso doze vezes e exilado seis anos pela minha oposição à ditadura de direita. Qualquer pessoa que pensa que posso apoiar uma ditadura de esquerda devia ser submetida a um “exame à cabeça”.
Mário Soares, ministro do MNE em 20 de maio de 1974 numa reunião com o embaixador dos EUA
“é essencial que o PCP partilhasse as responsabilidades da governação em vez de ficar de fora a capitalizar o descontentamento com a Ação do executivo”
Mário Soares, ministro do MNE em 20 de maio de 1974 numa reunião com o embaixador dos EUA
“Nós devemos oferecer ao Partido Socialista Português ajuda técnica e ao nível da sua organização na convicção de que um governo com a sua participação é aquele que oferece a melhor perspectiva para o Ocidente”
James Callaghan, embaixada dos EUA em Lisboa escrevendo para o Departamento de Estado em 3 de maio de 1974
“Cumprindo instruções de Lisboa, fiz diligências para averiguar da possibilidade de, mão obstante o embargo, Portugal adquirir armamento necessário à defesa dos territórios coloniais, o que constituia em si mesmo indicação clara de que a politica defendida pelo general Spínola quanto à descolonização ia ser seguida”
João Hall Themido, embaixador de Portugal nos EUA em abril de 1974
Segundo Suart Nash Scott, embaixador dos EUA Spínola teria proposto sobre o Ultramar um programa em 4 pontos: “1) cessar-fogo, 2) reconstrução e desenvolvimento acelerado, 3) estabelecimento de instituições democráticas e aceleração da regionalização das estruturas politicas, económicas e sociais, 4) consulta popular (i.e., referendo, embora ele tenha evitado o termo e pode estar a deixar a porta aberta para outro método de consulta popular”.
(Se Spínola tivesse feito vingar o seu programa sobre o do MFA e do PCP e se, sobretudo, as forças militares portuguesas no terreno tivessem querido colaborar a Historia e o presente das nações africanas lusófonas seria hoje bem diferente…)
“O PCP acaba de receber da Rússia substanciais ajudas em dinheiro para fazer face à sua campanha eleitoral, de que resultara a atribuição de salários permanentes a grande parte dos seus membros”
Spínola a Nixon em 19 de junho de 1974
Em junho de 1974 o Departamento de Estado enviou a Nixon um texto onde se referia que Portugal tinha feito contactos para saber “se os EUA consideravam as ilhas de Cabo Verde como sendo estrategicamente vitais” no sentido de perceber se os EUA apoiariam Portugal na sua pretensão de separar as ilhas das negociações de paz com o PAIGC. Assim se vislumbra que, na época, havia uma corrente no governo provisório que defendia a manutenção de Cabo Verde sob administração portuguesa.
Reunião de Kissinger com funcionários do Departamento de Estado em 10 de julho de 1974:
“Kissinger: ou os militares tomam conta do poder ou a esquerda fá-lo-á.
Mr. Hartman: há uma complicação adicional, pois existem alguns elementos de esquerda no grupo militar.
Kissinger: nós estamos fora disso?
Mr. Hartman: tanto quanto sei”
(Kissinger Não sabia se os EUA estavam ou não a incitar um golpe militar em Portugal… Ou seja os EUA estavam completamente “fora do pé” quanto à crise portuguesa)
Carta do embaixador dos EUA para Washington a 18 de julho: “não há razões para acreditar que importantes interesses dos EUA viessem a estar em causa sob o regime de Spínola e Gonçalves”
Memórias do embaixador dos EUA: “a imagem negativa que se formou na capital norte-americana sobre o II Governo Provisório (Vasco Gonçalves) foi em larga medida forjada pelo establishment de direita do regime anterior” (…) “Vasco Gonçalves, embora fosse um dedicado reformista social não era um comunista”
#SabiaQue em agosto de 1974 numa reunião com Vernon Walters, o vice-director da CIA, em Lisboa, Mário Soares lhe pediria para que “os EUA ajudassem a Revolução dos Cravos a ser verdadeiramente democrática e, ao mesmo tempo, que contivesse os ultras em Espanha e na África do Sul, por forma a não haver intervenções armadas nos nossos territórios, tanto metropolitanos como africanos”?
#Sabia que em junho de 1974 e depois de uma visita a Lisboa o senador Edward Kennedy recomendou ao Congresso que este providenciasse uma verba de 50 milhões de dólares para “Portugal e os territórios africanos”, a dividir por partes iguais, por forma a ajudar “à democracia em Portugal e nas suas colónias”?
(Ou seja, seria Portugal a administração a execução desse empréstimo)
(O Congresso desceria para 20 milhões e limitaria a verba apenas à metrópole)
“Na madrugada de 28 para 29 de setembro de 1974, Spinola empreendeu um último esforco para prevalecer no processo politico português. Numa atitude inédita, chegou a por em marcha um plano para conseguir o apoio dos EUA a uma intervenção da NATO, ou mesmo da Espanha, em Portugal, procurando para o efeito contactar Richard Post através da intermediação do embaixador brasileiro, general Carlos Alberto Fontoura”
“O grupo que incluía Spinola e Galvão de Melo considerou três alternativas para prevenir o que Spinola considerava a iminente tomada “legal” do governo português pelos comunistas: 1. Spinola pedia asilo em Espanha e procurava obter o reconhecimento do governo provisório ai estabelecido 2) pedia-se à NATO que interviesse militarmente 3) pedia-se à Espanha que interviesse militarmente através da invocação do Pacto Ibérico que obrigava ambas as partes a assistir a outra para repelir uma agressão (sendo neste caso o fornecimento de armas soviéticas aos comunistas)”
Segundo a embaixada dos EUA (1974): “Costa Gomes desempenhava um papel importante porque tinha uma misteriosa capacidade para detectar para que lado soprava o vento”
Os objetivos da falhada manifestação da “maioria silenciosa” de setembro de 1975 eram segundo Galvão de Melo: “o regresso à formula original da descolonização de Spinola (isto é, referendo com uma variedade de opções, incluindo independência mas também federação com Portugal”
(Ou seja, a esta distancia, sou spinolista)
“Costa Gomes tem a flexibilidade que falta a Spinola e pode ser capaz de transformar Portugal de um governo por confrontação para um governo por acomodação”
Embaixador dos EUA em Lisboa em 1974
Kissinger para Mário Soares e Costa Gomes em 18 de outubro de 1974: “foi permitido aos comunistas controlar a mobilização popular e estes estão a tornar-se na força dominante o que é inaceitável para os EUA”. Soares protestou “os socialistas vão resistir e não nos pretendemos tornar comunistas” ao que respondeu Kissinger: “Kerensky também não pretendia”
Kissinger via – em 1974 – Costa Gomes como um “politico moderado com um enorme poder a possibilidade de o usar para fazer frente ao MFA” mas também o considerava mais como um “seguidor perspicaz” do que um “verdadeiro líder”.
“Desde outubro que tenho tentado transmitir um sentido de urgência em relação à situação portuguesa. E aqui estamos nós, em finais de dezembro (1974), ainda a deitar conversa fora e a tentar colocar lá o embaixador”
Kissinger numa reunião no Departamento de Estado deixando a ideia de que longe de ser uma diplomacia omnisciente e um Estado “que nunca erra” os EUA na crise portuguesa andavam, de facto, às apalpadelas…
Memorando da desk de Assuntos Europeus para Kissinger de 28 de novembro de 1974: “o PSD é o mais conservador dos três partidos políticos no Governo Provisório e parece estar melhor organizado do que o PS. O Departamento de Estado não tem nenhum partido favorito e deve transmitir a mensagem de que apoia todos os grupos democráticos e pro-ocidentais de Portugal”
Sá Carneiro dirigindo-se ao Departamento de Estado dos EUA em dezembro de 1974: “o PCP está bem organizado, uma vez que foi o único partido que havia funcionado durante os 50 anos de ditadura, mas apesar disso, a sua força eleitoral deve ser de apenas 10 a 15%”
Memorando de Arthur Hartman para Kissinger de janeiro de 1975: “os comunistas lançaram uma campanha para desacreditar a honestidade do processo de recenseamento dos eleitores e exigiram o adiamento indefinido das eleições”
Memorando de Arthur Hartman para Kissinger de janeiro de 1975: “os partidos parecem estar a superar algumas dificuldades da sua organização sendo a grande excepção o partido de Mário Soares que está perto da desordem completa havendo mesmo rumores de que Soares vai resignar ao cargo no governo por forma a dedicar-se a tempo inteiro ao PS”
Em janeiro de 1975 as cinco prioridades do novo embaixador Frank Carlucci eram “tornar a embaixada operacional, conhecer as figuras públicas, tornar-se visível à imprensa, trabalhar num programa na AID e estabelecer discretamente ligações com a Igreja”
“A 30 de janeiro de 1975 a embaixada dos EUA em Lisboa foi contactada por uma personalidade da direita portuguesa com o intuito de solicitar a ajuda dos EUA para montar um golpe de Estado. (….) Carlucci foi de opinião de que “os EUA não deviam ter qualquer envolvimento com os movimentos conspirativos, mesmo que anticomunistas”
A prova segundo a qual Carlucci e a embaixada dos EUA não estavam minimamente a par dos acontecimentos do 11 de marco está num relatório do embaixador americano para Washington, enviado na manha desse dia: “acabámos de ouvir relatos segundo quais eclodiu um tiroteio entre unidades militares no aeroporto de Lisboa, bem como na área circundante. As informações, que são no momento dispersas, indicam que aviões da Força Aérea portuguesa (num numero desconhecido) e helicópteros estão a atacar quartéis do exercito localizados perto do aeroporto”
Embaixador dos EUA em 13 de março de 1975: “a tentativa de golpe foi um erro tão mau e os comunistas reagiram tão rapidamente que alguns jornalistas estrangeiros estão a trabalhar na teoria de que ele foi estimulado ou mesmo organizado pelos comunistas. A embaixada considerou essa possibilidade mas não o reportou porque isso atribui maior capacidade organizativa aos portugueses, mesmo os comunistas”
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“Sabemos que a Exxon fez investigação de ponta sobre o aquecimento global nas décadas de 1970 e 1980, e que a omitiu e manipulou nos anos 1990 e 2000; tinham think tanks que espalharam desinformação, despejaram dinheiro em campanhas de políticos norte-americanos que obstruíram qualquer tentativa de actuação”

“Sabemos que a Exxon fez investigação de ponta sobre o aquecimento global nas décadas de 1970 e 1980, e que a omitiu e manipulou nos anos 1990 e 2000; tinham think tanks que espalharam desinformação, despejaram dinheiro em campanhas de políticos norte-americanos que obstruíram qualquer tentativa de actuação”
Naomi Klein, Visão, 31 de março 2016
“Temos um sistema económico que posiciona o ambiente contra a economia. Quando há uma crise económica, é constantemente dito às pessoas que não se podem dar ao luxo de se preocuparem com o ambiente. É uma mensagem que tem crescido no Sul da Europa desde 2008”
Naomi Klein, Visão, 31 de março 2016
“Temos candidatos insurgentes, como é o caso do Bernie Sanders e até do Donald Trump, que baseiam as campanhas na assunção de que o sistema está quebrado. A diferença entre eles é que Trump diz: “podem confiar em mim, eu sou milionário”. E Bernie Sanders diz: “bem, os milionários é que são o problema”.
Naomi Klein, Visão, 31 de março 2016
“Onde se vê menos acção é no Sul da Europa. Se as pessoas estão a tentar colocar comida na mesa, não vão estar preocupadas com o futuro do clima. A menos que tenham lideres políticos que expliquem como a reacção às alterações climáticas pode criar empregos (que ajudam a colocar comida na mesa) e uma sociedade mais justa. É isso que muitos partidos progressistas na Europa do Sul não fizeram: não conseguiram reunir ambas as crises, económica e ambiental, num mesmo discurso coeso e realista”
Naomi Klein, Visão, 31 de março 2016
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António José Seguro, A Reforma do Parlamento Português

“A Assembleia existe desde a primeira experiência democrática fundada na Antiga Grécia (há 26 séculos), fez parte (os Comícios) do sistema politico da República Romana, marcou presença nas cidades medievais (séculos XII e XIV), liderou a Revolução Gloriosa de Inglaterra (século XVII), limitando o poder do Rei (século XVII), declarou a primeira independência de uma colónia e aprovou a primeira Constituição (EUA), proclamou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (França, século XVIII), garantiu a instauração de democracias e afirmou-se como instituição indissociável dos regimes demoliberais, desde o século XVIII até à atualidade”
António José Seguro, A Reforma do Parlamento Português
“No inicio da década de 70, Jean Bodel propôs um mecanismo (viscosity) para avaliar o poder de influencia da legislatura na demora ou rejeição (poderes negativos) de uma iniciativa legislativa do Governo. Quanto mais viscoso fosse o parlamento, mais poder tinha”
António José Seguro, A Reforma do Parlamento Português
“Em 1979, Michael Mezey utilizou dois critérios, “produção de politicas” (policy-making) e “apoio” (support), para classificar os parlamentos, concluindo que existem cinco tipos: “vulneráveis, marginais, ativos, reativos e mínimos””
António José Seguro, A Reforma do Parlamento Português
“Ao carácter eletivo e à natureza representativa da Assembleia junta-se a sua indispensabilidade como condição necessária para assegurar, no mínimo, a expressão do principio pluralista da representação”
“é inegável que a Assembleia perdeu poder na produção legislativa para os Executivos, em particular nos regimes parlamentares, em consequência da complexidade do Estado moderno, do processo de globalização e, no caso dos Estados-Membros da União Europeia, da função colegisladora que os Executivos nacionais desenvolvem em cada vez mais no âmbito europeu”
“As Assembleias desempenham uma variedade de funções e de papeis (legitimação; recrutamento; socialização e formação; e decisão politica ou influencia), para além da produção legislativa tradicional, ou seja, a Assembleia perdeu poder na produção legislativa, mas essa é uma, entre outras funções e papéis, que desempenha”
“Alguns autores falam de “assembleias de partidos” e na “partidarização das assembleias”, vistas como outro sintoma do “declínio” daquelas instituições. Neste caso, a alegada “perda de poder” da Assembleia seria em prol dos partidos, dado que as decisões são tomadas nos seus espaços internos e já não no interior da Assembleia”
“Sabemos que a relação entre assembleias e partidos não tem um sentido único de “partidarização da Assembleia”. A relação é biunívoca, pois tem também um sentido de “parlamentarização dos partidos”l
“Em alguns países, a par dos deputados individualmente considerados, os grupos parlamentares podem provocar a realização de interpelações (ex. Espanha) e, noutros países, é um direito reservado aos grupos parlamentares (ex. Portugal). Nalguns regimes demoliberais, no seguimento da interpelação é votada uma moção, mas essa regra não é universal”
“Alguns autores consideram o instituto das petições na função de controlo (da Assembleia), mas teorias mais recentes sustentam a integração das petições na função de representação ou numa nova função dos parlamentos – public engagement – conjuntamente com as iniciativas legislativas de cidadãos, a divulgação do trabalho parlamentar ou a abertura do edifício a visitas dos cidadãos”
“A Constituição atribui a um conjunto de dez deputados, o direito de apreciação dos decretos-leis do Governo (com o estabelecimento de prazos) (artigo 169), bem como ao conjunto de um quinto dos deputados (46) o direito à criação de uma comissão de inquérito, por sessão legislativa (n 4 do art 178), e a um numero mínimo de 58 (um quarto de 230) o direito de apresentação de moções de censura, por sessão legislativa (artigo 194). Todos estes direitos são exercidos em necessidade da aprovação da maioria parlamentar”
“Os poderes dos deputados, individualmente considerados:
A) iniciativa de apresentação de projetos (lei, resolução, regimento)
B) fazer perguntas por escrito ao Governo (obtendo resposta num prazo razoável)
C) requerer informações, publicações ou a constituição de comissões de inquérito para alem dos potestativos. Ou seja, nestes casos, os deputados e os GP têm direito à iniciativa, a fazerem perguntas e a requerem, mas não têm garantia constitucional de que sejam apreciadas e respondidas em tempo”
“André Freire aponta para a necessidade de realizar as seguintes alterações: eliminação do direito de escolha do Governo nas perguntas orais; possibilidade de resposta a perguntas em comissão de inquérito, em que o objecto seja o governo, a deputados da maioria; introdução de duas voltas nos debates de urgência; periodicidade dos debates de urgência; periodicidade dos debates em comissão; e institucionalização do debate mensal com o primeiro-ministro”
“A oposição optar por saturar todos os meios disponíveis para trazer o Governo para a arena parlamentar, quando se passa de uma maioria simples para maioria absoluta”
“Deve-se à revisao constitucional de 1991 a valorizacao do instituto das peticoes”
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#SabiaQue

#SabiaQue as 62 pessoas mais ricas do mundo tinham a mesma riqueza que a soma da metade mais pobre do planeta?
#SabiaQue 9 em cada 10 empresas do globo estão nos paraísos fiscais?
#SabiaQue a totalidade de dinheiro em Paraísos Fiscais já é maior que os PIBs, juntos, do Reino Unido e da Alemanha?
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“Quando o Brasil quebrou os seus laços coloniais, não tinha a esquecer feias memorias de tirania e rapacidade; nem teve de suprimir genericamente todos os vestígios dum mau passado”

“E se o nosso correspondente oferece de alto o Brasil à nossa admiração, não é em absoluto, é relativamente, em contraste com os países que quase o igualam em vantagens materiais, como o Peru e o Rio da Prata, mas onde a discórdia intestina devora e destrói todo o progresso nascido da actividade estrangeira. O Brasil é português e não espanhol: e isto explica tudo. O seu sangue europeu vem daquela parte da Península Ibérica em que a tradição é a da liberdade triunfante e nunca suprimida”
Jornal Times 1877

“Quando o Brasil quebrou os seus laços coloniais, não tinha a esquecer feias memorias de tirania e rapacidade; nem teve de suprimir genericamente todos os vestígios dum mau passado”
Jornal Times 1877

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Democracia em debate aberto, 42 anos depois do 25 Abril na apresentação do Movimento pela Democratização dos Partidos (MDP)

Democracia em debate aberto, 42 anos depois do 25 Abril na apresentação do Movimento pela Democratização dos Partidos (MDP)

José Ribeiro e Castro – É preciso pugnar por democracia interna, porque não existe nos partidos que contam e que influenciam as decisões de poder
https://www.youtube.com/watch?v=PwW5LsaqgH8 (vídeo)

José Ribeiro e Castro – Vive-se não num sistema democrático mas sim sistema consumadocrático
https://www.youtube.com/watch?v=yjXWHWrpP6o (vídeo)
José Ribeiro e Castro – O grau de decadência democrática onde só os “iluminados” tomam as decisões tomam decisões que nos afetam a todos
https://www.youtube.com/watch?v=HB1G3cZBSGI (vídeo)

Debate aberto sobre a situação da democracia interna nos partidos problemas, diagnósticos, soluções e propostas

Joana Amaral Dias – O capital governa e nós mais ou menos amochamos https://www.youtube.com/watch?v=aX7IfsgAqDc (vídeo)

Joana Amaral Dias – O país calou-se e não há oposição https://www.youtube.com/watch?v=BJy8rAJ7W_g (vídeo)

Joana Amaral Dias – Joana Amaral Dias – O monopólio dos partidos https://www.youtube.com/watch?v=5OQ3jMpPIh8 (vídeo)

Na apresentação pública, o MDP debateu e prometeu lutar por mais democracia interna nos partidos. Joana Amaral Dias e Ribeiro e Castro marcaram presença. https://www.youtube.com/playlist?list=PLlJ5fC8oWkHndVE1MXx9-nlIjO4VI4pHh (lista de vídeos)

José Ribeiro e Castro – A ambição doentia, o centrão e as jotas
https://www.youtube.com/watch?v=jMhhCL5kC9c (vídeo)

Na apresentação pública, o #MDP debateu e prometeu lutar por mais democracia interna nos partidos. Joana Amaral Dias e Ribeiro e Castro marcaram presença.
José Ribeiro e Castro – O sistema Oligárquico europeu e os poderes tirânicos https://www.youtube.com/watch?v=hxVfsd0e5rM (vídeo)
Na apresentação pública, o #MDP debateu e prometeu lutar por mais democracia interna nos partidos. Joana Amaral Dias e Ribeiro e Castro marcaram presença.
José Ribeiro e Castro – A necessidade de uma reforma urgente do sistema eleitoral https://www.youtube.com/watch?v=1y8xdfGHmyE (vídeo)
José Ribeiro e Castro -Uma reforma eleitoral que devolva autenticidade ao sistema democrático e voz activa à cidadania
https://www.youtube.com/watch?v=nkfBMELAF-k (vídeo)
Na apresentação pública, o MDP debateu e prometeu lutar por mais democracia interna nos partidos. Joana Amaral Dias e Ribeiro e Castro marcaram presença.
https://www.youtube.com/playlist?list=PLlJ5fC8oWkHndVE1MXx9-nlIjO4VI4pHh (lista de vídeos)

Rui Martins – O centrão, as jotas, a Europa e as primárias https://www.youtube.com/watch?v=GGstOI7Qktg (vídeo)

Movimento pela Democratização dos Partidos (MDP) – Democracia com ou sem partidos https://www.youtube.com/watch?v=Q13Nvn84LtI (vídeo)
Democracia em debate Eduardo Correia fundador do Movimento Mérito e Sociedade (MMS) https://www.youtube.com/watch?v=HwnutosJ3Bw (vídeo)
Democracia em debate Renato Epifânio Vice-Presidente do Nós, Cidadãos! https://www.youtube.com/watch?v=1e05VKW5CBA (vídeo)
Na apresentação pública, o MDP debateu e prometeu lutar por mais democracia interna nos partidos. Joana Amaral Dias e Ribeiro e Castro marcaram presença. https://www.youtube.com/playlist?list=PLlJ5fC8oWkHndVE1MXx9-nlIjO4VI4pHh (lista de vídeos)

“Há um ponto – entre o que encontramos no site – do MDP com o qual é difícil não concordar: os partidos precisam de mais democracia interna e Portugal – como aliás em muitas outras coisas – chegou tarde a este debate”

Joana Amaral Dias

Apresentação e Debate sobre a democracia interna dos partidos

“Há muitos países que adoptaram regras e “boas práticas” internacionais sobre aquilo que se considera ser melhor para a vida interna dos partidos ou foi feita mesmo legislação especifica que os partidos tiveram forçosamente que adoptar”

Joana Amaral Dias

Apresentação e Debate sobre a democracia interna dos partidos

“Algumas pessoas defendem que os partidos devem ter uma vida autónoma e que devem ser vistos – numa linha mais liberal – como entidades autónomas e que não devem estar sujeitos à interferência do Estado. Assim, qualquer tentativa de sugestão ou imposição é vista como uma ingerência insuportável mesmo que em relação às quotas das mulheres já admitam essa interferência”

Joana Amaral Dias

Apresentação e Debate sobre a democracia interna dos partidos

“Politólogos nacionais e diversos observadores internacionais são unânimes a considerar que Portugal é um pais onde a intrademocracia não existe e onde os partidos estão – sobremaneira – centralizados.

Joana Amaral Dias

Apresentação e Debate sobre a democracia interna dos partidos

“Em Portugal existem eleições directas desde 1998 (no Partido Socialista) mas apesar disso é paradoxal que exista ainda tão pouca democracia interna. Esta é uma perplexidade e uma recorrência que se encontra em vários trabalhos feitos sobre os partidos portugueses”

Joana Amaral Dias

Apresentação e Debate sobre a democracia interna dos partidos

“A democracia interna nos partidos tem sido muito focada no PS, PSD e CDS mas é uma lacuna, também e por exemplo, no Bloco de Esquerda e esta foi uma das razões que me fez sair do Bloco de Esquerda: a mim e não só. O Daniel Oliveira, na sua carta de saída, também apontava ao Bloco a sua falta de democracia interna. Este não é, portanto, um problema exclusivo dos partidos maiores”

Joana Amaral Dias

Apresentação e Debate sobre a democracia interna dos partidos

“a falta de democracia interna não é um exclusivo dos partidos muito grandes, com uma máquina muito pesada”

Joana Amaral Dias

Apresentação e Debate sobre a democracia interna dos partidos

“Acho que as Primárias são fundamentais e importantíssimas para tirar o monopólio da decisão das listas das mãos de um punhado de gente, que põe e dispõe e onde a questão “mérito” é completamente inexistente e onde tudo é decidido em grupos de duas ou três pessoas em almoços e jantares”

Joana Amaral Dias

Apresentação e Debate sobre a democracia interna dos partidos

“As Primárias respondem à questão da abstenção nos partidos e fora deles. Se as pessoas são levadas a participarem e a escolher os seus candidatos a representação – que é uma das funções mais nobres da democracia – fica facilitada a sua participação eleitoral”

Joana Amaral Dias

Apresentação e Debate sobre a democracia interna dos partidos

“Importa abrir as listas de deputados – quer ao Parlamento Europeu quer à Assembleia da República – a listas de cidadãos como já existem em outros países europeus e a nível autárquico. O facto de os partidos terem uma concorrência directa seria extremamente salutar e fa-los-ía acordar do sistema atual muito pouco saudável”

Joana Amaral Dias

Apresentação e Debate sobre a democracia interna dos partidos

“Nos poderemos encontrar algumas soluções (para o problema da falta de intrademocracia nos partidos): o modelo alemão, as Primárias e as listas de cidadãos, mas em breve alguém encontrará formas de as contornar. Não tenhamos ilusões: esta ambição desmedida pelo poder procurará reverter estas reformas”

Joana Amaral Dias

Apresentação e Debate sobre a democracia interna dos partidos

“As listas de cidadãos – onde as pessoas não têm que ficar dependentes dos partidos – poderão ser uma forma de concorrer de uma boa alavanca para mudar os partidos e de os levar à sua modernização e à sua democratização interna”

Joana Amaral Dias

Apresentação e Debate sobre a democracia interna dos partidos

“Já ouvi dizer muitas vezes que não há democracia sem partidos, mas a verdade é que a democracia também não está a funcionar muito bem com eles”

Joana Amaral Dias

Apresentação e Debate sobre a democracia interna dos partidos

ok

 

“Há uns anos tivemos em Portugal das maiores manifestações de sempre. Tivemos as ruas cheias de gente e gente muito diversificada, de esquerda e de direita, gente que nunca tinha participado em manifestações e duas coisas surgiram e que abrangiam essa heterogeneidade: o combate contra a corrupção (que está ligado à transparência e à democracia) e a outra era que as pessoas queriam mais democracia, queriam participar mais”

Joana Amaral Dias

Apresentação e Debate sobre a democracia interna dos partidos

 

“Perante a contestação, a classe politica fecha-se ainda mais no seu casulo, levantam ainda mais as muralhas e defende-se quase corporativamente. Mas se não respondemos a essas reinvidicacoes das pessoas estamos a afastá-las da politica e a deixa-la cada vez mais entregue a um circuito muito restrito de pessoas que se julga detentora da verdade e que acham que podem por e dispor do voto das pessoas”

Joana Amaral Dias

Apresentação e Debate sobre a democracia interna dos partidos

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As Ilhas Míticas do Atlântico (livro online)

Cartografia Mencionando Ilhas Míticas

 

1. Hereford de circa 1275

São Brandão

 

2. Angellinus Dalorto de Génova, de 1325

Brazil

Daculi

 

3. Dulcert de 1339

Brazil

Insulle Sa Brandani sine puelan

Diculi

 

4. Laurenziano-Gaddiano de 1351

Mayda

Brazil

 

5. Carta Catalã de 1367

Illa Verde

 

6. Pizigani de 1367

Atullia (Antilia)

Brazil (três ilhas distintas com o mesmo nome)

Mayda

São Brandão

Daculi

 

7. Carta Catalã de 1375

Ie de Brazil

Mayda

 

8. Portulano Mediceu de 1381

Brazil

 

9. Carta Catalã de 1384

Ie de Brazil

 

10. Portulano de Mecia de Vila Destes, de 1413

Brazil

 

11. Giraldo de 1426

Brazil

 

12. Beccario de 1426

Brazil

São Brandão

 

13. Juan de Napoli de 1430

Brazil

 

14. Beccario de 1435

Antilia (incluída no arquipélago: “Insulae de novo repte”)

Reylla

I in Mar

Salvagio

Brazil

São Brandão

Daculi

 

15. Bianco de 1436

Salvagio

Brazil

Man Satanaxio

São Brandão

Antilia

Stokafixia

 

16. Valsequa de 1439

Brazil

 

17. Bianco de 1448

Bentusla

Antilia

Man Satanaxio

de Brazil de Binar

São Brandão (associado à Ilha da Terceira)

 

18. Pareto de 1455

Brazil

São Brandão (associada à Ilha da Madeira)

Antilia

Daculi

Reylla

In in Mar (sem o nome, mas com a forma tradicional)

 

19. Fra Mauro de 1457

Brazil

 

20. Roselli de 1468

Reylla

Saluaega

In Mar

 

21. Carta Catalã de 1480

Attiaela (Antilia)

Brazil

Illa Verde

 

22. Anónimo de Weimar (posterior a 1481)

Antilia (cortada devido a limitações do material e com menores dimensões que as usuais)

Salvagio

Brazil

 

23. Benincasa de 1482

Saluaga (Salvagio)

I in Mar (sem o seu nome, mas conservando a sua forma tradicional)

Antilia

São Brandão (associada à Ilha da Madeira)

Brazil

 

24. Atlas veneziano do Museu Britânico, de 1489

Brazil

Mam

 

25. Globo de Martin Behaim de 1492

Ilha das Sete Cidades (aqui relacionada com Antilia)

São Brandão

 

26. Globo Laon de 1493

Antela (Antilia?)

Salirosa (Salvagio?)

 

27. Juan de la Cosa de 1500

Brazil

 

28. Canerio de 1502

Antilie (associado às Antilhas)

 

29. Mapa português de 1508-1510 (Egerton 2023)

Sete Cidades (na América do Sul)

Antiglia (na América do Sul)

Bracil

Mam

 

30. Atlas da Biblioteca de medicina de Montepellier de 1500-1510

Brazil

 

31. Ruysh de 1508

Maida

Insula daemonorum (duas distintas sob a mesma designação)

Antilia Insula

 

32. Silvanus de 1511

Brazil

 

33. Peter Martyr de Anghiera de 1511

Ilha Verde

 

34. Ptolomeu de 1513

Asmaidas

Obbrasil

 

35. Ptolomeu de 1519

Ilha Verde

Brazil

 

36. Schoner em 1520

Insula Viridis

 

37. Coppo de 1528

Isola Verde

Maida

 

38. Ribero de 1529

Maida

 

39. Sebastian Cabot de 1544

São Brandão

Y. de Demones

 

40. Desceliers de 1546

Ilha Verde

Ilha de São Brandão

Mayda

Ilha das Sete Cidades

Encorporade

Encorporade Adonda

St. X (duas ilhas distintas sob a mesma designação)

St. Anne

 

42. Prunes de 1553

Brazil

Maida

Brazil

Estotilândia

 

43. Ramusio de 1556

Brazil

Ilha dos Demónios

 

44. Nicolao de 1560

Ilha Verde

I Man Orbolunda (Maida)

Brazil

 

45. Zaltieri de 1566

Ilha Verde

Mayda

Brazil

 

46. Ramusio de 1566

Man (Maida)

 

47. Olives de 1568

Brazil

 

48. Mercator de 1569

Grocland

 

49. Ortelius em 1570

Y Verde

Sete Cidades

São Brandão

Brazil

Estotilândia

Drogio

Ilha dos Demónios

 

50. Mercator em 1587

Y Verde

 

51. Hakluyt de 1587

Grocland

 

52. Bispo Thorlaksson de 1606

Estotilândia

 

53. John Seller de 1673

Buss

 

54. Nicolas Visher de 1670

L´as Maidas

 

55. Van Keulen de 1745

Buss

 

56. Atlas Universel de M. Rober de 1757

I. Maida

 

57. Carta do Atlântico de 1814

Mayda

 


Graficos das Ilhas Imaginarias mais frequentemente referenciadas por aparicoes cartograficas e por ano

Existem numerosas representações desta ilha, bastante bem distribuídas no tempo, mas agrupadas em três conjuntos, separados pelas datas de 1425, 1470 e 1625.

Esta ilha foi representada, como vemos, ao longo de um grande perído, embora se note uma certa concentração por volta do ano de 1450.

Chama-se a atenção para a atenção de uma referência atípica, de 1367, excluindo esta a homogeneidade temporal é bastante apreciável.

Conhecemos apenas 5 representações desta ilha, o que explica o carácter atípico deste gráfico.

Mais uma vez, a escassez númerica das suas representações não permitem fazer observações.

Excluindo a representação atípica notada, refira-se a homogeneidade das restantes.

Categories: As Ilhas Míticas do Atlântico, Uncategorized | 1 Comentário

Citações de A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado John Micklethwait e Adrian Woolddridge

“Até 2030, 22% das pessoas do clube dos países ricos que formam a OCDE terão 65 anos ou mais, perto do dobro da percentagem de 1990”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Cada vez mais cuidados de saúde não serão prestados por médicos, mas antes por enfermeiros, pacientes e até máquinas. Os suecos estão muito à frente em duas áreas. Uma é o seu uso dos registos hospitalares, que mostram como se comporta cada parte do seu sistema no tratamento das diferentes maleitas. A outra é a taxa que cada hospital cobra de cada vez que o visitamos”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
Categories: Saúde | 1 Comentário

Citações de Quando a desigualdade põe em risco o futuro, Yanis Varoufakis

“O homem, como todos os animais caçadores, tem desde sempre a tendência para fazer desaparecer a fauna e a flora de que necessita. Hoje em dia, na ilha da Páscoa, só “prosperam” as estátuas enormes que os habitantes deixaram para trás, antes de terem desaparecido por culpa do abate irracional de árvores”
Quando a desigualdade põe em risco o futuro, Yanis Varoufakis
“Na Grécia Antiga aqueles que se negavam a pensar em função do bem comum, do “público”, chamavam-se “idiotes” (indivíduos, particulares). Os antigos gregos pensavam que os idiotas agiam sem mesura, sem pensar no bem dos outros. No século XVIII, os eruditos ingleses, admiradores dos antigos gregos, atribuíram à palavra “idiotis” (indivíduo) o significado de “idiota” ou “tonto” (idiot em inglês).”
Quando a desigualdade põe em risco o futuro, Yanis Varoufakis
Categories: Economia, História | Deixe o seu comentário

Sabia Que…

#SabiaQue os países onde os dadores de sangue são remunerados têm menor oferta que aqueles onde o sangue é doado voluntariamente, sem qualquer remuneração?
#SabiaQue a palavra grega para “juros” deriva da palavra “parto”? (a lógica é que “juros” são uma forma de “parto de dinheiro”)
#SabiaQue na antiga civilização grega não existia o conceito cristão de “pecado”? Em seu lugar, havia a Hibris, a desmesura, a prepotência e a arrogância. Para os gregos as maiores virtudes residiam na moderação, nas boas maneiras e na sobriedade.
Categories: História | 1 Comentário

Carlos Barbosa, Presidente do ACP em Entrevista ao i

“A EMEL queria tomar conta da Carris e da Metropolitano, não conseguiu, e não fazia sentido nenhum. A EMEL tem tantos funcionários como a Empark no mundo inteiro, que gere 180 parques em 150 países. Não bate certo. Depois há este conflito com a PSP e a Policia Municipal, permanente. E, sobretudo, a EMEL assume muitas vezes poderes que não tem e quer ocupar todo o espaço público de Lisboa, o que não deve. E é a câmara que dá essa capacidade”
Carlos Barbosa, Presidente do ACP
Entrevista ao i de 21 nov 2015
“O dinheiro da Prevenção Rodoviária tem ido para comprar automóveis e pistolas e radares, e não tem sido para aplicar em campanhas de sensibilização como manda a lei”
Carlos Barbosa, Presidente do ACP
Entrevista ao i de 21 nov 2015
Categories: Lisboa | Deixe o seu comentário

Citações de A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado John Micklethwait e Adrian Woolddridge

“A Suécia reduziu a despesa pública em percentagem do PIB de 67% em 1993 para os 49% de hoje. Cortou também a taxa marginal máxima de imposto em 27 pontos percentuais desde 1983, para 57%, e riscou do mapa um emaranhado de impostos sobre a propriedade, as doações, a riqueza e as heranças”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Todos os números (da actividade hospitalar), como a taxa de êxito das operações, são informação pública, de modo que podem ser verificados tanto pelos pacientes como pelos contribuintes. A Suécia foi pioneira nos registos clínicos, que proporcionam dados estatísticos sobre o desempenho de cada hospital. O medo de se saírem mal nas tabelas classificativas nacionais é um poderoso incentivo a esforçarem-se mais. Um estudo do Boston Consulting Group descobriu que o Registo Nacional das Cataratas da Suécia não só reduziu a severidade do astigmatismo resultante da cirurgia aos olhos mas também estreitou para metade a diferença entre os melhores e os piores hospitais”

A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“A duração média do internamento hospital na Suécia é de 4.5 dias, em comparação com 5.2 dias em França e 7.5 dias na Alemanha. A sua eficiência significa também que são precisos menos hospitais. Tem 2.8 camas de hospital por cada mil cidadãos. França tem 6.6 e a Alemanha 8.2. No entanto, sob praticamente qualquer critério de saúde, os suecos estão em boa posição”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Os vouchers (de educação) na Suécia não produziram apenas escolas mais baratas, mas escolas melhores. Anders Bohlmark e Mikael Lindahl examinaram dados referentes a todos os alunos em 1988 e 2009 e verificaram que o aumento da proporção das escolas “livres” numa determinada zona leva a um melhor desempenho, medido de várias maneiras, das notas ao acesso à universidade. Os maiores ganhos foram registados nas escolas públicas normais, mais do que nas escolas “livres”.”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Nos EUA, um décimo dos estudantes universitários estuda agora exclusivamente online e um quarto fá-lo em part-time”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
Categories: Política Nacional, Portugal, Saúde, Sociedade Portuguesa | Deixe o seu comentário

Citações de A Economia dos Pobres, Abhijit V. Banerjee e Esther Duflo

“quando alguém é muito pobre, toda a comida que consegue obter mal chega para permitir que prossiga os movimentos da vida diária e talvez para conseguir o escasso rendimento que o indivíduo originalmente usava para comprar comida” (…) “Uma vez satisfeitas as necessidades metabólicas básicas do corpo, toda a comida a mais é empregue para ganhar forças, permitindo às pessoas que produzam muito mais do que aquilo de que precisam meramente para se manterem vivas” (…) “Isto cria uma armadilha de pobreza: os pobres tornam-se mais pobres e os ricos tornam-se mais ricos e comem ainda melhor e tornam-se mais fortes e ainda mais ricos e o fosso vai sempre aumentando”
A Economia dos Pobres, Abhijit V. Banerjee e Esther Duflo
Segundo um estudo realizado nos EUA e no Reino Unido, “os adultos que foram bem alimentados quando crianças são, simultaneamente mais altos e inteligentes. E por serem mais inteligentes ganham mais dinheiro” (e, como indicam outros estudos, têm também mais parceiros sexuais).
A conclusão é simples: a altura de um indivíduo está diretamente ligada à sua capacidade para concretizar a sua potencialidade enquanto adulto.
A Economia dos Pobres, Abhijit V. Banerjee e Esther Duflo
Categories: Demografia, Economia, Política Internacional | Deixe o seu comentário

Citações de A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado John Micklethwait e Adrian Woolddridge

“A observação central da Teoria Geral (de Keynes) era a de que não há uma tendência natural para o pleno emprego, ao contrario do que argumentara a economia clássica. Pelo contrário, as economias capitalistas podiam ser destruídas por altos níveis de desemprego, que reduziam a procura e ameaçavam criar agitação social.
Em tempos de abrandamento económico, o papel dos governos centrais era estimular a procura gastando dinheiro em obras públicas e subsídios de desemprego”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Keynes defendia que o Estado nunca devia gastar mais do que cerca de um quarto do PIB. (…) Acreditava que firmemente que a mão oculta do mercado precisava da ajuda da mão visível do governo”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“A fortuna conhecida dos 50 membros mais ricos do Congresso Nacional do Povo chinês é de 95 mil milhões de dólares – 60 vezes a riqueza combinada dos 50 membros mais ricos de um Congresso americano escrutinado com muito maior severidade.”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“O Estado está a ponto de mudar. Está no ar uma revolução, movida em parte pela necessidade que advém da escassez de recursos, pela lógica de uma renovada concorrência entre Estados-nação e também pela oportunidade de fazer melhor as coisas. Esta Quarta Revolução em matéria de governo mudará o mundo”
“Na América, a despesa do governo subiu de 7.5% do PIB em 1913 para 19.7% em 1937, para 27% em 1960, para 34% em 2000 e para 41% em 2011. Na Grã-Bretanha, subiu de 13% em 1913 para 48% em 2011, e a percentagem média em 13 países ricos trepou de 10% para cerca de 47%.”
“Em 1914, um inglês sensato, cumpridor da lei, podia passar a vida inteira sem quase dar pela existência do Estado, para além da estação de correios e do policia”
Historiador britânico A. J. P. Taylor
“Na América, o Governo Federal tem menos apoio que Jorge III à época da Revolução Americana: apenas 17% dos americanos dizem que confiam no Governo Federal, menos de metade dos 36% verificados em 1990 e um quarto dos 70% registados nos anos 1960. O Congresso recebe regularmente uma taxa de aprovação de 10%”
“A militância nos partidos políticos desmorona-se. Na Grã-Bretanha, menos de 1% da população está filiada num partido politico. O número de Tories declinou de 3 milhões nos anos 50 do século XX para 134000 hoje, um desempenho que teria posto qualquer empresa privada nas mãos de um administrador de falências”
“Ninguém acusa Ângela Merkel de farsante, mas até a sua fácil vitória na Alemanha em 2013 foi uma recusa nacional de enfrentar a realidade, pensando que a eurocrise era um problema do sul da Europa com os aforradores alemães a terem de apagar o fogo. Ninguém discutiu o facto de os bancos alemães ainda estarem de pé apenas porque os seus devedores do sul tinham sido resgatados”
“O governo dos EUA teve saldos positivos apenas cinco vezes desde 1960; a França não tem nenhum desde 1974-1975. A crise só fez aumentar a divida, pois os governos endividaram-se, com toda a razão. Em março de 2012 havia uns 43 mil milhões de dólares de obrigações do Estado em circulação, comparados com apenas 11 mil milhões em fins de 2001”
Categories: Democracia Participativa, Demografia, Economia | Deixe o seu comentário

Citações de A Economia dos Pobres, Abhijit V. Banerjee e Esther Duflo

#SabiaQue apesar da fama internacional das suas “universidades técnicas”, “na Índia, há mais de 50 milhões de crianças em idade escolar que não conseguem ler um texto muito simples”?
A Economia dos Pobres, Abhijit V. Banerjee e Esther Duflo
“A entrega de ajuda alimentar numa escala maciça é um pesadelo logístico. Na Índia, calcula-se que mais de metade do trigo e para cima de um terço do arroz se “perdem” pelo caminho, incluindo uma importante facção que é comida pelos ratos”
A Economia dos Pobres, Abhijit V. Banerjee e Esther Duflo
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