António José Seguro, A Reforma do Parlamento Português

“A Assembleia existe desde a primeira experiência democrática fundada na Antiga Grécia (há 26 séculos), fez parte (os Comícios) do sistema politico da República Romana, marcou presença nas cidades medievais (séculos XII e XIV), liderou a Revolução Gloriosa de Inglaterra (século XVII), limitando o poder do Rei (século XVII), declarou a primeira independência de uma colónia e aprovou a primeira Constituição (EUA), proclamou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (França, século XVIII), garantiu a instauração de democracias e afirmou-se como instituição indissociável dos regimes demoliberais, desde o século XVIII até à atualidade”
António José Seguro, A Reforma do Parlamento Português
“No inicio da década de 70, Jean Bodel propôs um mecanismo (viscosity) para avaliar o poder de influencia da legislatura na demora ou rejeição (poderes negativos) de uma iniciativa legislativa do Governo. Quanto mais viscoso fosse o parlamento, mais poder tinha”
António José Seguro, A Reforma do Parlamento Português
“Em 1979, Michael Mezey utilizou dois critérios, “produção de politicas” (policy-making) e “apoio” (support), para classificar os parlamentos, concluindo que existem cinco tipos: “vulneráveis, marginais, ativos, reativos e mínimos””
António José Seguro, A Reforma do Parlamento Português
“Ao carácter eletivo e à natureza representativa da Assembleia junta-se a sua indispensabilidade como condição necessária para assegurar, no mínimo, a expressão do principio pluralista da representação”
“é inegável que a Assembleia perdeu poder na produção legislativa para os Executivos, em particular nos regimes parlamentares, em consequência da complexidade do Estado moderno, do processo de globalização e, no caso dos Estados-Membros da União Europeia, da função colegisladora que os Executivos nacionais desenvolvem em cada vez mais no âmbito europeu”
“As Assembleias desempenham uma variedade de funções e de papeis (legitimação; recrutamento; socialização e formação; e decisão politica ou influencia), para além da produção legislativa tradicional, ou seja, a Assembleia perdeu poder na produção legislativa, mas essa é uma, entre outras funções e papéis, que desempenha”
“Alguns autores falam de “assembleias de partidos” e na “partidarização das assembleias”, vistas como outro sintoma do “declínio” daquelas instituições. Neste caso, a alegada “perda de poder” da Assembleia seria em prol dos partidos, dado que as decisões são tomadas nos seus espaços internos e já não no interior da Assembleia”
“Sabemos que a relação entre assembleias e partidos não tem um sentido único de “partidarização da Assembleia”. A relação é biunívoca, pois tem também um sentido de “parlamentarização dos partidos”l
“Em alguns países, a par dos deputados individualmente considerados, os grupos parlamentares podem provocar a realização de interpelações (ex. Espanha) e, noutros países, é um direito reservado aos grupos parlamentares (ex. Portugal). Nalguns regimes demoliberais, no seguimento da interpelação é votada uma moção, mas essa regra não é universal”
“Alguns autores consideram o instituto das petições na função de controlo (da Assembleia), mas teorias mais recentes sustentam a integração das petições na função de representação ou numa nova função dos parlamentos – public engagement – conjuntamente com as iniciativas legislativas de cidadãos, a divulgação do trabalho parlamentar ou a abertura do edifício a visitas dos cidadãos”
“A Constituição atribui a um conjunto de dez deputados, o direito de apreciação dos decretos-leis do Governo (com o estabelecimento de prazos) (artigo 169), bem como ao conjunto de um quinto dos deputados (46) o direito à criação de uma comissão de inquérito, por sessão legislativa (n 4 do art 178), e a um numero mínimo de 58 (um quarto de 230) o direito de apresentação de moções de censura, por sessão legislativa (artigo 194). Todos estes direitos são exercidos em necessidade da aprovação da maioria parlamentar”
“Os poderes dos deputados, individualmente considerados:
A) iniciativa de apresentação de projetos (lei, resolução, regimento)
B) fazer perguntas por escrito ao Governo (obtendo resposta num prazo razoável)
C) requerer informações, publicações ou a constituição de comissões de inquérito para alem dos potestativos. Ou seja, nestes casos, os deputados e os GP têm direito à iniciativa, a fazerem perguntas e a requerem, mas não têm garantia constitucional de que sejam apreciadas e respondidas em tempo”
“André Freire aponta para a necessidade de realizar as seguintes alterações: eliminação do direito de escolha do Governo nas perguntas orais; possibilidade de resposta a perguntas em comissão de inquérito, em que o objecto seja o governo, a deputados da maioria; introdução de duas voltas nos debates de urgência; periodicidade dos debates de urgência; periodicidade dos debates em comissão; e institucionalização do debate mensal com o primeiro-ministro”
“A oposição optar por saturar todos os meios disponíveis para trazer o Governo para a arena parlamentar, quando se passa de uma maioria simples para maioria absoluta”
“Deve-se à revisao constitucional de 1991 a valorizacao do instituto das peticoes”
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#SabiaQue

#SabiaQue as 62 pessoas mais ricas do mundo tinham a mesma riqueza que a soma da metade mais pobre do planeta?
#SabiaQue 9 em cada 10 empresas do globo estão nos paraísos fiscais?
#SabiaQue a totalidade de dinheiro em Paraísos Fiscais já é maior que os PIBs, juntos, do Reino Unido e da Alemanha?
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“Quando o Brasil quebrou os seus laços coloniais, não tinha a esquecer feias memorias de tirania e rapacidade; nem teve de suprimir genericamente todos os vestígios dum mau passado”

“E se o nosso correspondente oferece de alto o Brasil à nossa admiração, não é em absoluto, é relativamente, em contraste com os países que quase o igualam em vantagens materiais, como o Peru e o Rio da Prata, mas onde a discórdia intestina devora e destrói todo o progresso nascido da actividade estrangeira. O Brasil é português e não espanhol: e isto explica tudo. O seu sangue europeu vem daquela parte da Península Ibérica em que a tradição é a da liberdade triunfante e nunca suprimida”
Jornal Times 1877

“Quando o Brasil quebrou os seus laços coloniais, não tinha a esquecer feias memorias de tirania e rapacidade; nem teve de suprimir genericamente todos os vestígios dum mau passado”
Jornal Times 1877

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Democracia em debate aberto, 42 anos depois do 25 Abril na apresentação do Movimento pela Democratização dos Partidos (MDP)

Democracia em debate aberto, 42 anos depois do 25 Abril na apresentação do Movimento pela Democratização dos Partidos (MDP)

José Ribeiro e Castro – É preciso pugnar por democracia interna, porque não existe nos partidos que contam e que influenciam as decisões de poder
https://www.youtube.com/watch?v=PwW5LsaqgH8 (vídeo)

José Ribeiro e Castro – Vive-se não num sistema democrático mas sim sistema consumadocrático
https://www.youtube.com/watch?v=yjXWHWrpP6o (vídeo)
José Ribeiro e Castro – O grau de decadência democrática onde só os “iluminados” tomam as decisões tomam decisões que nos afetam a todos
https://www.youtube.com/watch?v=HB1G3cZBSGI (vídeo)

Debate aberto sobre a situação da democracia interna nos partidos problemas, diagnósticos, soluções e propostas

Joana Amaral Dias – O capital governa e nós mais ou menos amochamos https://www.youtube.com/watch?v=aX7IfsgAqDc (vídeo)

Joana Amaral Dias – O país calou-se e não há oposição https://www.youtube.com/watch?v=BJy8rAJ7W_g (vídeo)

Joana Amaral Dias – Joana Amaral Dias – O monopólio dos partidos https://www.youtube.com/watch?v=5OQ3jMpPIh8 (vídeo)

Na apresentação pública, o MDP debateu e prometeu lutar por mais democracia interna nos partidos. Joana Amaral Dias e Ribeiro e Castro marcaram presença. https://www.youtube.com/playlist?list=PLlJ5fC8oWkHndVE1MXx9-nlIjO4VI4pHh (lista de vídeos)

José Ribeiro e Castro – A ambição doentia, o centrão e as jotas
https://www.youtube.com/watch?v=jMhhCL5kC9c (vídeo)

Na apresentação pública, o #MDP debateu e prometeu lutar por mais democracia interna nos partidos. Joana Amaral Dias e Ribeiro e Castro marcaram presença.
José Ribeiro e Castro – O sistema Oligárquico europeu e os poderes tirânicos https://www.youtube.com/watch?v=hxVfsd0e5rM (vídeo)
Na apresentação pública, o #MDP debateu e prometeu lutar por mais democracia interna nos partidos. Joana Amaral Dias e Ribeiro e Castro marcaram presença.
José Ribeiro e Castro – A necessidade de uma reforma urgente do sistema eleitoral https://www.youtube.com/watch?v=1y8xdfGHmyE (vídeo)
José Ribeiro e Castro -Uma reforma eleitoral que devolva autenticidade ao sistema democrático e voz activa à cidadania
https://www.youtube.com/watch?v=nkfBMELAF-k (vídeo)
Na apresentação pública, o MDP debateu e prometeu lutar por mais democracia interna nos partidos. Joana Amaral Dias e Ribeiro e Castro marcaram presença.
https://www.youtube.com/playlist?list=PLlJ5fC8oWkHndVE1MXx9-nlIjO4VI4pHh (lista de vídeos)

Rui Martins – O centrão, as jotas, a Europa e as primárias https://www.youtube.com/watch?v=GGstOI7Qktg (vídeo)

Movimento pela Democratização dos Partidos (MDP) – Democracia com ou sem partidos https://www.youtube.com/watch?v=Q13Nvn84LtI (vídeo)
Democracia em debate Eduardo Correia fundador do Movimento Mérito e Sociedade (MMS) https://www.youtube.com/watch?v=HwnutosJ3Bw (vídeo)
Democracia em debate Renato Epifânio Vice-Presidente do Nós, Cidadãos! https://www.youtube.com/watch?v=1e05VKW5CBA (vídeo)
Na apresentação pública, o MDP debateu e prometeu lutar por mais democracia interna nos partidos. Joana Amaral Dias e Ribeiro e Castro marcaram presença. https://www.youtube.com/playlist?list=PLlJ5fC8oWkHndVE1MXx9-nlIjO4VI4pHh (lista de vídeos)

“Há um ponto – entre o que encontramos no site – do MDP com o qual é difícil não concordar: os partidos precisam de mais democracia interna e Portugal – como aliás em muitas outras coisas – chegou tarde a este debate”

Joana Amaral Dias

Apresentação e Debate sobre a democracia interna dos partidos

“Há muitos países que adoptaram regras e “boas práticas” internacionais sobre aquilo que se considera ser melhor para a vida interna dos partidos ou foi feita mesmo legislação especifica que os partidos tiveram forçosamente que adoptar”

Joana Amaral Dias

Apresentação e Debate sobre a democracia interna dos partidos

“Algumas pessoas defendem que os partidos devem ter uma vida autónoma e que devem ser vistos – numa linha mais liberal – como entidades autónomas e que não devem estar sujeitos à interferência do Estado. Assim, qualquer tentativa de sugestão ou imposição é vista como uma ingerência insuportável mesmo que em relação às quotas das mulheres já admitam essa interferência”

Joana Amaral Dias

Apresentação e Debate sobre a democracia interna dos partidos

“Politólogos nacionais e diversos observadores internacionais são unânimes a considerar que Portugal é um pais onde a intrademocracia não existe e onde os partidos estão – sobremaneira – centralizados.

Joana Amaral Dias

Apresentação e Debate sobre a democracia interna dos partidos

“Em Portugal existem eleições directas desde 1998 (no Partido Socialista) mas apesar disso é paradoxal que exista ainda tão pouca democracia interna. Esta é uma perplexidade e uma recorrência que se encontra em vários trabalhos feitos sobre os partidos portugueses”

Joana Amaral Dias

Apresentação e Debate sobre a democracia interna dos partidos

“A democracia interna nos partidos tem sido muito focada no PS, PSD e CDS mas é uma lacuna, também e por exemplo, no Bloco de Esquerda e esta foi uma das razões que me fez sair do Bloco de Esquerda: a mim e não só. O Daniel Oliveira, na sua carta de saída, também apontava ao Bloco a sua falta de democracia interna. Este não é, portanto, um problema exclusivo dos partidos maiores”

Joana Amaral Dias

Apresentação e Debate sobre a democracia interna dos partidos

“a falta de democracia interna não é um exclusivo dos partidos muito grandes, com uma máquina muito pesada”

Joana Amaral Dias

Apresentação e Debate sobre a democracia interna dos partidos

“Acho que as Primárias são fundamentais e importantíssimas para tirar o monopólio da decisão das listas das mãos de um punhado de gente, que põe e dispõe e onde a questão “mérito” é completamente inexistente e onde tudo é decidido em grupos de duas ou três pessoas em almoços e jantares”

Joana Amaral Dias

Apresentação e Debate sobre a democracia interna dos partidos

“As Primárias respondem à questão da abstenção nos partidos e fora deles. Se as pessoas são levadas a participarem e a escolher os seus candidatos a representação – que é uma das funções mais nobres da democracia – fica facilitada a sua participação eleitoral”

Joana Amaral Dias

Apresentação e Debate sobre a democracia interna dos partidos

“Importa abrir as listas de deputados – quer ao Parlamento Europeu quer à Assembleia da República – a listas de cidadãos como já existem em outros países europeus e a nível autárquico. O facto de os partidos terem uma concorrência directa seria extremamente salutar e fa-los-ía acordar do sistema atual muito pouco saudável”

Joana Amaral Dias

Apresentação e Debate sobre a democracia interna dos partidos

“Nos poderemos encontrar algumas soluções (para o problema da falta de intrademocracia nos partidos): o modelo alemão, as Primárias e as listas de cidadãos, mas em breve alguém encontrará formas de as contornar. Não tenhamos ilusões: esta ambição desmedida pelo poder procurará reverter estas reformas”

Joana Amaral Dias

Apresentação e Debate sobre a democracia interna dos partidos

“As listas de cidadãos – onde as pessoas não têm que ficar dependentes dos partidos – poderão ser uma forma de concorrer de uma boa alavanca para mudar os partidos e de os levar à sua modernização e à sua democratização interna”

Joana Amaral Dias

Apresentação e Debate sobre a democracia interna dos partidos

“Já ouvi dizer muitas vezes que não há democracia sem partidos, mas a verdade é que a democracia também não está a funcionar muito bem com eles”

Joana Amaral Dias

Apresentação e Debate sobre a democracia interna dos partidos

ok

 

“Há uns anos tivemos em Portugal das maiores manifestações de sempre. Tivemos as ruas cheias de gente e gente muito diversificada, de esquerda e de direita, gente que nunca tinha participado em manifestações e duas coisas surgiram e que abrangiam essa heterogeneidade: o combate contra a corrupção (que está ligado à transparência e à democracia) e a outra era que as pessoas queriam mais democracia, queriam participar mais”

Joana Amaral Dias

Apresentação e Debate sobre a democracia interna dos partidos

 

“Perante a contestação, a classe politica fecha-se ainda mais no seu casulo, levantam ainda mais as muralhas e defende-se quase corporativamente. Mas se não respondemos a essas reinvidicacoes das pessoas estamos a afastá-las da politica e a deixa-la cada vez mais entregue a um circuito muito restrito de pessoas que se julga detentora da verdade e que acham que podem por e dispor do voto das pessoas”

Joana Amaral Dias

Apresentação e Debate sobre a democracia interna dos partidos

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As Ilhas Míticas do Atlântico (livro online)

Cartografia Mencionando Ilhas Míticas

 

1. Hereford de circa 1275

São Brandão

 

2. Angellinus Dalorto de Génova, de 1325

Brazil

Daculi

 

3. Dulcert de 1339

Brazil

Insulle Sa Brandani sine puelan

Diculi

 

4. Laurenziano-Gaddiano de 1351

Mayda

Brazil

 

5. Carta Catalã de 1367

Illa Verde

 

6. Pizigani de 1367

Atullia (Antilia)

Brazil (três ilhas distintas com o mesmo nome)

Mayda

São Brandão

Daculi

 

7. Carta Catalã de 1375

Ie de Brazil

Mayda

 

8. Portulano Mediceu de 1381

Brazil

 

9. Carta Catalã de 1384

Ie de Brazil

 

10. Portulano de Mecia de Vila Destes, de 1413

Brazil

 

11. Giraldo de 1426

Brazil

 

12. Beccario de 1426

Brazil

São Brandão

 

13. Juan de Napoli de 1430

Brazil

 

14. Beccario de 1435

Antilia (incluída no arquipélago: “Insulae de novo repte”)

Reylla

I in Mar

Salvagio

Brazil

São Brandão

Daculi

 

15. Bianco de 1436

Salvagio

Brazil

Man Satanaxio

São Brandão

Antilia

Stokafixia

 

16. Valsequa de 1439

Brazil

 

17. Bianco de 1448

Bentusla

Antilia

Man Satanaxio

de Brazil de Binar

São Brandão (associado à Ilha da Terceira)

 

18. Pareto de 1455

Brazil

São Brandão (associada à Ilha da Madeira)

Antilia

Daculi

Reylla

In in Mar (sem o nome, mas com a forma tradicional)

 

19. Fra Mauro de 1457

Brazil

 

20. Roselli de 1468

Reylla

Saluaega

In Mar

 

21. Carta Catalã de 1480

Attiaela (Antilia)

Brazil

Illa Verde

 

22. Anónimo de Weimar (posterior a 1481)

Antilia (cortada devido a limitações do material e com menores dimensões que as usuais)

Salvagio

Brazil

 

23. Benincasa de 1482

Saluaga (Salvagio)

I in Mar (sem o seu nome, mas conservando a sua forma tradicional)

Antilia

São Brandão (associada à Ilha da Madeira)

Brazil

 

24. Atlas veneziano do Museu Britânico, de 1489

Brazil

Mam

 

25. Globo de Martin Behaim de 1492

Ilha das Sete Cidades (aqui relacionada com Antilia)

São Brandão

 

26. Globo Laon de 1493

Antela (Antilia?)

Salirosa (Salvagio?)

 

27. Juan de la Cosa de 1500

Brazil

 

28. Canerio de 1502

Antilie (associado às Antilhas)

 

29. Mapa português de 1508-1510 (Egerton 2023)

Sete Cidades (na América do Sul)

Antiglia (na América do Sul)

Bracil

Mam

 

30. Atlas da Biblioteca de medicina de Montepellier de 1500-1510

Brazil

 

31. Ruysh de 1508

Maida

Insula daemonorum (duas distintas sob a mesma designação)

Antilia Insula

 

32. Silvanus de 1511

Brazil

 

33. Peter Martyr de Anghiera de 1511

Ilha Verde

 

34. Ptolomeu de 1513

Asmaidas

Obbrasil

 

35. Ptolomeu de 1519

Ilha Verde

Brazil

 

36. Schoner em 1520

Insula Viridis

 

37. Coppo de 1528

Isola Verde

Maida

 

38. Ribero de 1529

Maida

 

39. Sebastian Cabot de 1544

São Brandão

Y. de Demones

 

40. Desceliers de 1546

Ilha Verde

Ilha de São Brandão

Mayda

Ilha das Sete Cidades

Encorporade

Encorporade Adonda

St. X (duas ilhas distintas sob a mesma designação)

St. Anne

 

42. Prunes de 1553

Brazil

Maida

Brazil

Estotilândia

 

43. Ramusio de 1556

Brazil

Ilha dos Demónios

 

44. Nicolao de 1560

Ilha Verde

I Man Orbolunda (Maida)

Brazil

 

45. Zaltieri de 1566

Ilha Verde

Mayda

Brazil

 

46. Ramusio de 1566

Man (Maida)

 

47. Olives de 1568

Brazil

 

48. Mercator de 1569

Grocland

 

49. Ortelius em 1570

Y Verde

Sete Cidades

São Brandão

Brazil

Estotilândia

Drogio

Ilha dos Demónios

 

50. Mercator em 1587

Y Verde

 

51. Hakluyt de 1587

Grocland

 

52. Bispo Thorlaksson de 1606

Estotilândia

 

53. John Seller de 1673

Buss

 

54. Nicolas Visher de 1670

L´as Maidas

 

55. Van Keulen de 1745

Buss

 

56. Atlas Universel de M. Rober de 1757

I. Maida

 

57. Carta do Atlântico de 1814

Mayda

 


Graficos das Ilhas Imaginarias mais frequentemente referenciadas por aparicoes cartograficas e por ano

Existem numerosas representações desta ilha, bastante bem distribuídas no tempo, mas agrupadas em três conjuntos, separados pelas datas de 1425, 1470 e 1625.

Esta ilha foi representada, como vemos, ao longo de um grande perído, embora se note uma certa concentração por volta do ano de 1450.

Chama-se a atenção para a atenção de uma referência atípica, de 1367, excluindo esta a homogeneidade temporal é bastante apreciável.

Conhecemos apenas 5 representações desta ilha, o que explica o carácter atípico deste gráfico.

Mais uma vez, a escassez númerica das suas representações não permitem fazer observações.

Excluindo a representação atípica notada, refira-se a homogeneidade das restantes.

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Citações de A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado John Micklethwait e Adrian Woolddridge

“Até 2030, 22% das pessoas do clube dos países ricos que formam a OCDE terão 65 anos ou mais, perto do dobro da percentagem de 1990”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Cada vez mais cuidados de saúde não serão prestados por médicos, mas antes por enfermeiros, pacientes e até máquinas. Os suecos estão muito à frente em duas áreas. Uma é o seu uso dos registos hospitalares, que mostram como se comporta cada parte do seu sistema no tratamento das diferentes maleitas. A outra é a taxa que cada hospital cobra de cada vez que o visitamos”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
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Citações de Quando a desigualdade põe em risco o futuro, Yanis Varoufakis

“O homem, como todos os animais caçadores, tem desde sempre a tendência para fazer desaparecer a fauna e a flora de que necessita. Hoje em dia, na ilha da Páscoa, só “prosperam” as estátuas enormes que os habitantes deixaram para trás, antes de terem desaparecido por culpa do abate irracional de árvores”
Quando a desigualdade põe em risco o futuro, Yanis Varoufakis
“Na Grécia Antiga aqueles que se negavam a pensar em função do bem comum, do “público”, chamavam-se “idiotes” (indivíduos, particulares). Os antigos gregos pensavam que os idiotas agiam sem mesura, sem pensar no bem dos outros. No século XVIII, os eruditos ingleses, admiradores dos antigos gregos, atribuíram à palavra “idiotis” (indivíduo) o significado de “idiota” ou “tonto” (idiot em inglês).”
Quando a desigualdade põe em risco o futuro, Yanis Varoufakis
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Sabia Que…

#SabiaQue os países onde os dadores de sangue são remunerados têm menor oferta que aqueles onde o sangue é doado voluntariamente, sem qualquer remuneração?
#SabiaQue a palavra grega para “juros” deriva da palavra “parto”? (a lógica é que “juros” são uma forma de “parto de dinheiro”)
#SabiaQue na antiga civilização grega não existia o conceito cristão de “pecado”? Em seu lugar, havia a Hibris, a desmesura, a prepotência e a arrogância. Para os gregos as maiores virtudes residiam na moderação, nas boas maneiras e na sobriedade.
Categories: História | 1 Comentário

Carlos Barbosa, Presidente do ACP em Entrevista ao i

“A EMEL queria tomar conta da Carris e da Metropolitano, não conseguiu, e não fazia sentido nenhum. A EMEL tem tantos funcionários como a Empark no mundo inteiro, que gere 180 parques em 150 países. Não bate certo. Depois há este conflito com a PSP e a Policia Municipal, permanente. E, sobretudo, a EMEL assume muitas vezes poderes que não tem e quer ocupar todo o espaço público de Lisboa, o que não deve. E é a câmara que dá essa capacidade”
Carlos Barbosa, Presidente do ACP
Entrevista ao i de 21 nov 2015
“O dinheiro da Prevenção Rodoviária tem ido para comprar automóveis e pistolas e radares, e não tem sido para aplicar em campanhas de sensibilização como manda a lei”
Carlos Barbosa, Presidente do ACP
Entrevista ao i de 21 nov 2015
Categories: Lisboa | Deixe o seu comentário

Citações de A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado John Micklethwait e Adrian Woolddridge

“A Suécia reduziu a despesa pública em percentagem do PIB de 67% em 1993 para os 49% de hoje. Cortou também a taxa marginal máxima de imposto em 27 pontos percentuais desde 1983, para 57%, e riscou do mapa um emaranhado de impostos sobre a propriedade, as doações, a riqueza e as heranças”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Todos os números (da actividade hospitalar), como a taxa de êxito das operações, são informação pública, de modo que podem ser verificados tanto pelos pacientes como pelos contribuintes. A Suécia foi pioneira nos registos clínicos, que proporcionam dados estatísticos sobre o desempenho de cada hospital. O medo de se saírem mal nas tabelas classificativas nacionais é um poderoso incentivo a esforçarem-se mais. Um estudo do Boston Consulting Group descobriu que o Registo Nacional das Cataratas da Suécia não só reduziu a severidade do astigmatismo resultante da cirurgia aos olhos mas também estreitou para metade a diferença entre os melhores e os piores hospitais”

A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“A duração média do internamento hospital na Suécia é de 4.5 dias, em comparação com 5.2 dias em França e 7.5 dias na Alemanha. A sua eficiência significa também que são precisos menos hospitais. Tem 2.8 camas de hospital por cada mil cidadãos. França tem 6.6 e a Alemanha 8.2. No entanto, sob praticamente qualquer critério de saúde, os suecos estão em boa posição”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Os vouchers (de educação) na Suécia não produziram apenas escolas mais baratas, mas escolas melhores. Anders Bohlmark e Mikael Lindahl examinaram dados referentes a todos os alunos em 1988 e 2009 e verificaram que o aumento da proporção das escolas “livres” numa determinada zona leva a um melhor desempenho, medido de várias maneiras, das notas ao acesso à universidade. Os maiores ganhos foram registados nas escolas públicas normais, mais do que nas escolas “livres”.”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Nos EUA, um décimo dos estudantes universitários estuda agora exclusivamente online e um quarto fá-lo em part-time”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
Categories: Política Nacional, Portugal, Saúde, Sociedade Portuguesa | Deixe o seu comentário

Citações de A Economia dos Pobres, Abhijit V. Banerjee e Esther Duflo

“quando alguém é muito pobre, toda a comida que consegue obter mal chega para permitir que prossiga os movimentos da vida diária e talvez para conseguir o escasso rendimento que o indivíduo originalmente usava para comprar comida” (…) “Uma vez satisfeitas as necessidades metabólicas básicas do corpo, toda a comida a mais é empregue para ganhar forças, permitindo às pessoas que produzam muito mais do que aquilo de que precisam meramente para se manterem vivas” (…) “Isto cria uma armadilha de pobreza: os pobres tornam-se mais pobres e os ricos tornam-se mais ricos e comem ainda melhor e tornam-se mais fortes e ainda mais ricos e o fosso vai sempre aumentando”
A Economia dos Pobres, Abhijit V. Banerjee e Esther Duflo
Segundo um estudo realizado nos EUA e no Reino Unido, “os adultos que foram bem alimentados quando crianças são, simultaneamente mais altos e inteligentes. E por serem mais inteligentes ganham mais dinheiro” (e, como indicam outros estudos, têm também mais parceiros sexuais).
A conclusão é simples: a altura de um indivíduo está diretamente ligada à sua capacidade para concretizar a sua potencialidade enquanto adulto.
A Economia dos Pobres, Abhijit V. Banerjee e Esther Duflo
Categories: Demografia, Economia, Política Internacional | Deixe o seu comentário

Citações de A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado John Micklethwait e Adrian Woolddridge

“A observação central da Teoria Geral (de Keynes) era a de que não há uma tendência natural para o pleno emprego, ao contrario do que argumentara a economia clássica. Pelo contrário, as economias capitalistas podiam ser destruídas por altos níveis de desemprego, que reduziam a procura e ameaçavam criar agitação social.
Em tempos de abrandamento económico, o papel dos governos centrais era estimular a procura gastando dinheiro em obras públicas e subsídios de desemprego”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Keynes defendia que o Estado nunca devia gastar mais do que cerca de um quarto do PIB. (…) Acreditava que firmemente que a mão oculta do mercado precisava da ajuda da mão visível do governo”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“A fortuna conhecida dos 50 membros mais ricos do Congresso Nacional do Povo chinês é de 95 mil milhões de dólares – 60 vezes a riqueza combinada dos 50 membros mais ricos de um Congresso americano escrutinado com muito maior severidade.”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“O Estado está a ponto de mudar. Está no ar uma revolução, movida em parte pela necessidade que advém da escassez de recursos, pela lógica de uma renovada concorrência entre Estados-nação e também pela oportunidade de fazer melhor as coisas. Esta Quarta Revolução em matéria de governo mudará o mundo”
“Na América, a despesa do governo subiu de 7.5% do PIB em 1913 para 19.7% em 1937, para 27% em 1960, para 34% em 2000 e para 41% em 2011. Na Grã-Bretanha, subiu de 13% em 1913 para 48% em 2011, e a percentagem média em 13 países ricos trepou de 10% para cerca de 47%.”
“Em 1914, um inglês sensato, cumpridor da lei, podia passar a vida inteira sem quase dar pela existência do Estado, para além da estação de correios e do policia”
Historiador britânico A. J. P. Taylor
“Na América, o Governo Federal tem menos apoio que Jorge III à época da Revolução Americana: apenas 17% dos americanos dizem que confiam no Governo Federal, menos de metade dos 36% verificados em 1990 e um quarto dos 70% registados nos anos 1960. O Congresso recebe regularmente uma taxa de aprovação de 10%”
“A militância nos partidos políticos desmorona-se. Na Grã-Bretanha, menos de 1% da população está filiada num partido politico. O número de Tories declinou de 3 milhões nos anos 50 do século XX para 134000 hoje, um desempenho que teria posto qualquer empresa privada nas mãos de um administrador de falências”
“Ninguém acusa Ângela Merkel de farsante, mas até a sua fácil vitória na Alemanha em 2013 foi uma recusa nacional de enfrentar a realidade, pensando que a eurocrise era um problema do sul da Europa com os aforradores alemães a terem de apagar o fogo. Ninguém discutiu o facto de os bancos alemães ainda estarem de pé apenas porque os seus devedores do sul tinham sido resgatados”
“O governo dos EUA teve saldos positivos apenas cinco vezes desde 1960; a França não tem nenhum desde 1974-1975. A crise só fez aumentar a divida, pois os governos endividaram-se, com toda a razão. Em março de 2012 havia uns 43 mil milhões de dólares de obrigações do Estado em circulação, comparados com apenas 11 mil milhões em fins de 2001”
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Citações de A Economia dos Pobres, Abhijit V. Banerjee e Esther Duflo

#SabiaQue apesar da fama internacional das suas “universidades técnicas”, “na Índia, há mais de 50 milhões de crianças em idade escolar que não conseguem ler um texto muito simples”?
A Economia dos Pobres, Abhijit V. Banerjee e Esther Duflo
“A entrega de ajuda alimentar numa escala maciça é um pesadelo logístico. Na Índia, calcula-se que mais de metade do trigo e para cima de um terço do arroz se “perdem” pelo caminho, incluindo uma importante facção que é comida pelos ratos”
A Economia dos Pobres, Abhijit V. Banerjee e Esther Duflo
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Citações de A economia dos pobres, Abhijit V. Banerjee e Esther Dufllo

“Uma criança que cresceu livre da malária ganha mais 50% por ano, durante toda a sua vida adulta, em comparação com uma criança que tenha contraído a doença. (…) Este resultado sugere que o retorno financeiro do investimento na prevenção da malária pode ser fantasticamente elevado”
A economia dos pobres, Abhijit V. Banerjee e Esther Dufllo
#SabiaQue 42% da população mundial vive sem uma retrete em casa?
A economia dos pobres, Abhijit V. Banerjee e Esther Dufllo
#SabiaQue a agua canalizada, a melhoria no saneamento e a cloração das fontes de água foram responsáveis por 3/4 da redução da mortalidade infantil entre 1900 e 1946?
A economia dos pobres, Abhijit V. Banerjee e Esther Dufllo
#Sabia que, na Índia, uma interacção média entre médico e paciente demora três minutos e que, em média, o médico faz apenas três perguntas?
(e em Portugal?…)
A economia dos pobres, Abhijit V. Banerjee e Esther Dufllo
“Entre 2002 e 2003, o Inquérito ao Absentismo Mundial, conduzido pelo Banco Mundial, enviou inspetores inesperados a uma amostra nacionalmente representativa de escolas em seis países. A sua conclusão básica foi a de que os professores no Bangladesh, no Equador, na Índia, na Indonésia, no Peru e no Uganda faltavam às aulas um em cada cinco dias”
A economia dos pobres, Abhijit V. Banerjee e Esther Dufllo
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Citações de A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado John Micklethwait e Adrian Woolddridge

“O Departamento de Agricultura dos EUA todos os anos distribui entre 10 e 30 milhares de milhões de dólares em subsídios a agricultores. Os pagamentos estão fortemente enviesados em favor dos grandes produtores: em 2010, os 10% dos maiores agricultores receberam 68% de todos os subsídios agrícolas”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Os subsídios agrícolas transferem dinheiro do contribuinte médio para os ricos. Distorcem a economia ao encorajarem o sobrecultivo dos campos. Dão cabo do ambiente. Prejudicam os pobres do mundo emergente cujos produtos ficam fora do mercado”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“A Nova Zelândia acabou completamente com os subsídios à agricultura em 1984, a despeito do facto de ser quatro vezes mais dependente da agricultura do que os EUA. A mudança suscitou a principio uma feroz resistência, mas os agricultores depressa se adaptaram e prosperaram. Os agricultores aumentaram a produtividade, desenvolveram nichos de mercado como os kiwis e diversificaram as suas fontes de receita para áreas não agrícolas”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Se o governo dos EUA deixasse de subsidiar a produção de combustíveis fósseis, podia poupar 40 mil milhões de dólares ao longo de dez anos”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“As instituições locais estão para a liberdade como as escolas primárias para a ciência; poem-na ao alcance do povo, ensinam as pessoas a apreciar o seu pacífico disfrute… São alistados sentimentos e opiniões, é dilatado o coração e é desenvolvida a mente humana por nenhum outro meio que não seja a influencia recíproca dos homens uns nos outros”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Se o Estado promete de mais, cria mal-estar e dependência entre os cidadãos. Só reduzindo o que promete é que a democracia será capaz de dar expressão aos seus melhores instintos, de flexibilidade, inovação e resolução de problemas. (…) Sem reformas, o Estado-providencia moderno estagnará sob o seu próprio peso: já está a deixar de ajudar aqueles que mais precisam do seu apoio, prodigalizando a sua liberalidade a privilegiados e interesses constituídos. E a democracia definhará, tal como John Adams previu”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
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Citações de Luis Pita Ameixa, Qualidades da Representação, 1990

“A comunicação (entre eleito e eleitor) será cada vez menos uma relação unilateral de receptor-emissor, antes evoluirá fortemente para uma conexão biunívoca, que está a introduzir o que podemos chamar uma Democracia 2.0, baseada na Internet – a plataforma Web dos sites interactivos e das redes sociais.”
Luis Pita Ameixa, Qualidades da Representação, 1990
“O novo inter-relacionamento (entre eleitos e eleitores) (…) passou de uma aferição tradicional, focada ou decidida sobretudo num momento, de eleição ou de reeleição, para uma relação mais permanente e, digamos, mais íntima entre os constituintes e os seus procuradores políticos – enveredando por uma Democracia Íntima.
Esta aproximação entre as duas partes da relação de representação pode atingir mesmo veios de um grande abeiramento a uma Democracia directa.
Por vezes como que uma Democracia directa exercida com representantes (mixdemocracy)”
Luis Pita Ameixa, Qualidades da Representação, 1990
“O novo inter-relacionamento (entre eleitos e eleitores) (…) passou de uma aferição tradicional, focada ou decidida sobretudo num momento, de eleição ou de reeleição, para uma relação mais permanente e, digamos, mais íntima entre os constituintes e os seus procuradores políticos – enveredando por uma Democracia Íntima.
Esta aproximação entre as duas partes da relação de representação pode atingir mesmo veios de um grande abeiramento a uma Democracia directa.
Por vezes como que uma Democracia directa exercida com representantes (mixdemocracy)”
Luis Pita Ameixa, Qualidades da Representação, 1990
“Em Vallentuna, na Suécia, os representantes do Demoex (Demokratieexperiment, em sueco), no exercício do seu mandato (autárquico, no caso) votam, no órgão politico para que foram eleitos, não segundo a indicação do Partido ou a sua opinião pessoal, mas de acordo com a orientação dos seus constituintes, apurada caso a caso, numa votação on line no respetivo website.”
Luis Pita Ameixa, Qualidades da Representação, 1990
“Segundo as conclusões de Mark J. Penn, “o acto de votar é baseado na Historia – os eleitores mais prováveis são os que votaram na ultima vez.”
Estes ‘eleitores históricos’ estão cada vez mais apetrechados com informação, seja através dos ‘mass media’ tradicionais, seja pelas novas TIC.
Isto leva-os a decidir com base num conhecimento cada vez mais esmiucado sobre os candidatos e/ou programas concretos, o que secundariza a pura ideologia enquanto motivo de escolha.
(…)
Cada eleitor histórico, que flutua, só pode ser compensado com dois e superado com três novos eleitores que entrem a favor da opção alternativa.
(…)
Assim se vê como um abalo que crie uma descontinuidade na congruência entre constituintes e representantes pode ser mais decisivo do que a conquista de novos aderentes, e como o eleitorado histórico e a sua flutuação são tão importantes no fenómeno da escolha politica”
Luis Pita Ameixa, Qualidades da Representação, 1990
“Quanto mais tempo dura o mandato menos imperativo tende a ser, porque não é viável uma definição rigorosa do mesmo que abarque largos períodos de tempo – há uma dificuldade de previsão e, portanto, de definição, desde logo.
(…) Um mandato com menos tempo de duração é (ou, pode ser) facilmente impregnado de um pendor mais imperativo”
Luis Pita Ameixa, Qualidades da Representação, 1990
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Sobre o consumo de peixe em Portugal

Sabia que… Os portugueses consomem mais do dobro do peixe (57 quilos por capita) do que a média anual dos europeus, mas apenas produzem cerca de um terço das suas necessidades?
Sabia que as 4319 embarcações de pesca registadas em Portugal têm uma idade média de 21 anos? E que a política comum de pescas não financia novas embarcações, apenas melhorias a navios já existentes?
#SabiaQue em Portugal todo o peixe pescado é vendido em leilões descendentes (preço do mais alto para o mais baixo) e que isso favorece os grandes compradores (como os hipermercados) e prejudica os produtores?
#SabiaQue em Portugal existe um excesso de lotas com 22 lotas e 30 pontos de venda, enquanto que em Espanha se concentra em lotas muitos maiores? A concentração aumenta a competitividade e permite aumentar o valor acrescentado ao produto,  congelar a congelação e o embalamento.
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Citações de A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado John Micklethwait e Adrian Woolddridge

“O Gabinete de Auditoria Nacional britânico sustenta, que o SNS podia economizar 500 milhões de libras por ano, ou muito mais de 800, se concentrasse o seu poder de compra: não é preciso que as administrações dos hospitais compre 21 espécies diferentes de papel A4 e 652 espécies diferentes de luvas cirúrgicas”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Cerca de metade dos americanos adultos tem já uma doença crónica, como diabetes ou hipertensão, e à medida que o mundo vai enriquecendo mais se espalham as doenças dos ricos. Mas os cuidados de saúde mudam devagar. Enquanto a produtividade geral do trabalho na América aumentou 1.8% por ano ao longo das duas últimas décadas, o número para os cuidados de saúde tem descido 0.6% todos os anos, segundo Robert Kocher, da Brookings Institution”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“O hospital Narayana Hrudayalaya, de Bangalore, capital tecnológica da Índia, tem 1000 camas em comparação com uma média de 160 camas nos hospitais do coração americanos. (…) 40 cardiologistas executam cerca de 600 operações por semana numa verdadeira linha de produção clínica: nenhum hospital ocidental se aproxima disto” (…) Economias de escala e especialização podem reduzir radicalmente custos e melhorar a qualidade. O simples número de pacientes permite aos seus cirurgiões adquirir uma perícia de categoria mundial em determinadas operações, enquanto os generosos serviços de apoio lhes permitem concentrar-se na sua especialidade em vez de perderem tempo com questões administrativas. Os cirurgiões realizam uma média de 400 a 600 operações por ano em comparação com 100 a 200 nos EUA” (…) “O hospital pode realizar operações a coração aberto por 2000 dólares, em comparação com os 100000 dólares dos EUA. No entanto, a taxa de êxito é tão boa como as dos melhores hospitais americanos”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Ao longo do último século, os cuidados de saúde têm estado centrados nos médicos – nenhuma operação pode ser executada e nenhuma receita passada sem eles. Dirigem a profissão médica e têm-se dado muito bem com isso: na América, quase metade dos que pertencem ao 1% dos mais ricos são médicos especialistas, um facto que escapou ao movimento Occupy Wall Street. Para obterem esse respeitável papel na sociedade, os médicos submetem-se a uma longa preparação: um mínimo de sete anos, sem contar os quatro anos passados na universidade”.
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
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Saque Fiscal

#SaqueFiscal:
Precisamos de simplificação fiscal, com menos deduções, mais simplicidade, menos engenharia fiscal (só ao alcance dos mais ricos) e maior transparência e equidade
#SaqueFiscal:
Existe uma assimetria entre uma máquina fiscal cada vez mais desumanizada, mais automática e voraz e os cidadãos cada vez mais indefesos, mais expostos a uma fome kafquiana por cada vez maior cobrança, sem olha e eito nem jeito
#SaqueFiscal: vivemos sob um estado de “opressão fiscal” em que cada vez que abrimos a caixa do correio e vemos uma carta do fisco pensamos sempre que são más notícias. E o pior é que temos sempre razão. E que não temos como nem quem a quem protestar ou reclamar. E mesmo se reclamarmos, primeiro tiram-nos, depois reclamamos e podem devolver-nos o que nos tiraram, ou não. E sem juros.
#SaqueFiscal:  não se pode aumentar – em crescendo – os impostos porque não se conseguiu reformar o Estado. Reformar o Estado, não é manter tudo na mesma e para que assim seja aumentar a carga fiscal para conservar interesses e ganhar eleições.
#SaqueFiscal: sob o governo PSD-PP deixamos de ser cidadãos e contribuintes para passarmos a ser máquinas de produção de impostos
Deve ser fácil  ver de onde vinha o dinheiro e para onde ele vai. A transparência é guardiã da frugalidade, tal como a confusão tinha é a escrava da despesa insensata.
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Citações de A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado John Micklethwait e Adrian Woolddridge

“A observação central da Teoria Geral (de Keynes) era a de que não há uma tendência natural para o pleno emprego, ao contrario do que argumentara a economia clássica. Pelo contrário, as economias capitalistas podiam ser destruídas por altos níveis de desemprego, que reduziam a procura e ameaçavam criar agitação social.
Em tempos de abrandamento económico, o papel dos governos centrais era estimular a procura gastando dinheiro em obras públicas e subsídios de desemprego”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Keynes defendia que o Estado nunca devia gastar mais do que cerca de um quarto do PIB. (…) Acreditava que firmemente que a mão oculta do mercado precisava da ajuda da mão visível do governo”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“A fortuna conhecida dos 50 membros mais ricos do Congresso Nacional do Povo chinês é de 95 mil milhões de dólares – 60 vezes a riqueza combinada dos 50 membros mais ricos de um Congresso americano escrutinado com muito maior severidade.”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“O Estado está a ponto de mudar. Está no ar uma revolução, movida em parte pela necessidade que advém da escassez de recursos, pela lógica de uma renovada concorrência entre Estados-nação e também pela oportunidade de fazer melhor as coisas. Esta Quarta Revolução em matéria de governo mudará o mundo”
“Na América, a despesa do governo subiu de 7.5% do PIB em 1913 para 19.7% em 1937, para 27% em 1960, para 34% em 2000 e para 41% em 2011. Na Grã-Bretanha, subiu de 13% em 1913 para 48% em 2011, e a percentagem média em 13 países ricos trepou de 10% para cerca de 47%.”
“Em 1914, um inglês sensato, cumpridor da lei, podia passar a vida inteira sem quase dar pela existência do Estado, para além da estação de correios e do policia”
Historiador britânico A. J. P. Taylor
“Na América, o Governo Federal tem menos apoio que Jorge III à época da Revolução Americana: apenas 17% dos americanos dizem que confiam no Governo Federal, menos de metade dos 36% verificados em 1990 e um quarto dos 70% registados nos anos 1960. O Congresso recebe regularmente uma taxa de aprovação de 10%”
“A militância nos partidos políticos desmorona-se. Na Grã-Bretanha, menos de 1% da população está filiada num partido politico. O número de Tories declinou de 3 milhões nos anos 50 do século XX para 134000 hoje, um desempenho que teria posto qualquer empresa privada nas mãos de um administrador de falências”
“Ninguém acusa Ângela Merkel de farsante, mas até a sua fácil vitória na Alemanha em 2013 foi uma recusa nacional de enfrentar a realidade, pensando que a eurocrise era um problema do sul da Europa com os aforradores alemães a terem de apagar o fogo. Ninguém discutiu o facto de os bancos alemães ainda estarem de pé apenas porque os seus devedores do sul tinham sido resgatados”
“O governo dos EUA teve saldos positivos apenas cinco vezes desde 1960; a França não tem nenhum desde 1974-1975. A crise só fez aumentar a divida, pois os governos endividaram-se, com toda a razão. Em março de 2012 havia uns 43 mil milhões de dólares de obrigações do Estado em circulação, comparados com apenas 11 mil milhões em fins de 2001”
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Citações de A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado John Micklethwait e Adrian Woolddridge

“O rácio de dependência da velhice (o número de pessoas com mais de 65 anos em relação ao número de pessoas entre os 20 e os 64 subirá de 28% para 58% e isto assumindo que a União Europeia deixa entrar um milhão de jovens imigrantes por ano”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Em San Bernardino (Califórnia) o advogado da cidade aconselhou as pessoas a trancarem as portas e a carregarem as suas armas porque a cidade já não se podia permitir ter policia”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“O Estado ainda está preso na era da integração vertical, quando Henry Ford pensava que fazia sentido ser dono das ovelhas cuja lã era usada no estofo dos assentos dos seus carros”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“O Gabinete Nacional de Estatística da Grã-Bretanha calculou que a produtividade no setor privado de serviços aumentou 14% entre 1999 e 2013. Em contraste, a produtividade do setor público caiu 1% entre 1999 e 2000. Os governos precisam de aprender com as melhores práticas muito da mesma maneira que nos anos 80 do século XX as empresas que se iam alargando aprenderam com o método de produção da Toyota”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“A revolução das Tecnologias de Informação está a roubar ao Estado aquilo que era uma das suas grandes fontes de poder – o facto de possuir mais informação do que quem quer que fosse. Esta revolução é também parte de uma possível cura da “doença dos custos de Baumol”. William Baumol, um economista americano, defendeu que era impossível reduzir o tamanho do Estado porque estava concentrado em áreas de trabalho intensivo, tais como os cuidados de saúde e a educação, onde a despesa continuará a subir mais depressa que a inflação. A produtividade no setor público tem sido, de facto, miserável. Mas os computadores e a Internet estão a começar a fazer pelos serviços o que as máquinas fizeram pela agricultura e pela indústria. Podemos ver hoje de borla no nosso iPad os melhores professores do mundo em vez de termos de pagar bem para ouvir gente medíocre em salas de aula malcheirosas”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“é preciso ser doido para preferir viver num Estado falhado como o Congo, onde a ausência do Leviathan torna a vida verdadeiramente repugnante, animalesca e curta, do que num Estado grande e bem governado como a Dinamarca. Ao pagar bens públicos como a educação e os cuidados de saúde, os governos podem aumentar a sua eficiência, assim como o nosso bem-estar. O sistema de saúde supostamente privado dos EUA custa mais em impostos aos seus habitantes e fornece pior saúde do que o sistema público sueco. Uma das razões pelas quais a Alemanha é muito mais bem-sucedida que a Grécia é que tem um Estado bem-sucedido que é capaz de recolher impostos, fornecer serviços e granjear respeito. O mesmo se poderia dizer de Singapura comparada com a Malásia, da China com a Rússia ou do Chile com a Argentina”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“William Gladstone (ministro das finanças e primeiro ministro britânico de meados do século XIX) usou a Transparência – uma contabilidade cristalina e uma oratória brilhante na tribuna – como uma das mais importantes armas contra o desperdício: enquanto as finanças do século XVIII tinham sido basicamente incompreensiveis, Gladstone e os contemporâneos asseguraram-se de que era tao fácil quanto possível ver de onde vinha o dinheiro e para onde ele ia. A transparência era guardiã da frugalidade, tal como a confusão tinha sido a serva da prodigalidade”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“William Gladstone (ministro das finanças e primeiro ministro britânico de meados do século XIX) escreveu que todas as responsabilidades podiam ser transferidas para a administração local com o fundamento de que era mais provável que o governo local detectasse o desperdício e menos provável que o tolerasse”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
No relatório de Sir Stafford Northcote e Sir Charles Trevelyan de 1854, dizia-se que “o velho sistema britânico do patrocínio tinha permitido à aristocracia usar os serviços públicos como deposito dos seus membros menos talentosos, para os ociosos e inúteis, o tonto da família, o tuberculoso, o hipocondríaco, aqueles que têm tendência para a loucura. Em profissões bem administradas, os que são capazes e enérgicos sobem até ao topo e os medíocres e ineficientes permanecem no fundo. Nas entidades públicas, pelo contrário, a regra geral E que todos ascendem juntos”. A solução proposta pelos redatores era recrutar candidatos na base do seu desempenho em exames abertos e depois promovê-los na base das suas realizações. O exame aberto testaria a inteligência geral dos candidatos em vez da sua mera classificação académica. A mensagem era tanto de reforma moral como de eficiência administrativa”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Alexis de Tocqueville, em 1830, concluiu que a democracia constitucional da América estava a funcionar tão bem que o pais podia gerir-se sem qualquer governo a não ser o das assembleias locais”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge”
“Em 1838, Andrew Jackson escrevia que “o melhor dos governos é aquele que menos governa” e indicada a administração dos correios, os asilos de alienados e a inspecção de padarias (!) como sendo funções que os governos nunca poderiam acometer.”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
Teddy Roosevelt, presidente dos EUA de 1901 a 1909 escreveu que “a empresa é uma criatura do povo, não se lhe pode consentir que se torne senhora do povo. Roosevelt via o capitalismo como uma máquina sem rival de criação de riqueza; queria apenas usar o poder do Estado para garantir que o capitalismo funcionava melhor. Queria desmantelar os trusts gigantes que ameaçavam esmagar a concorrência. Reconhecia que era a concorrência mais do que os negócios per se que criava a prosperidade em massa. (…) Declarou guerra ao “capitalismo do compadrio” – ou seja, a aliança sacrilega entre “politica corrupta” e “negócios corruptos”, como disse no seu programa de 1912 para o seu partido independente, o Partido do Progresso.”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Os cidadãos adquiriram direitos civis no século XVIII, direitos políticos no século XIX e direitos sociais (tais como o direito à educação e aos cuidados de saúde) no século XX”
T. H. Marshall, da London School of Economics
“Os EUA estão presos numa armadilha fiscal, tributando-se como um paIs de Estado pequeno, gastando como se fosse um Estado grande e pedindo empréstimos maciços aos aforradores privados para colmatar a diferença”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“O Serviço Nacional de Saúde britânico continua a honrar a noção de um fim de semana de descanso: 129 das suas 149 organizações hospitalares têm taxas de mortalidade mais altas aos fins de semana – 27% mais altas no caso de uma delas, em Hillington – porque há menos médicos a trabalhar aos sábados e aos domingos”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
Em 1966, “William Baumol argumentou que a produtividade cresce muito mais lentamente em industriais de trabalho intensivo do que nas industrias em que o capital sob a forma de maquinaria pode substituir o trabalho. (…) Os governos tornam-se inevitavelmente maiores porque ocupam áreas da economia que são de trabalho intensivo. A indústria está sempre a tornar-se mais eficiente, mas o mesmo não acontece com sectores dos serviços como a educação e os cuidados de saúde (que tendem a ser providenciados total ou parcialmente pelo Estado). O professor universitário médio não pode dar aulas mais depressa do que o fazia há uma década, nem o cirurgião médio pode efectuar operações mais depressa.”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“O salário médio americano aumentou dez vezes desde os finais dos anos 70, quando medido pelo preço de uma televisão, mas caiu se o medirmos pelo custo dos cuidados de saúde. O mesmo se verifica quanto ao salário médio europeu”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“A Califórnia gasta hoje aproximadamente o mesmo em prisões (para a sua população prisional de 130 mil elementos) que no ensino superior, e isto apesar de alguns cortes recentes”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
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“As pessoas que não se qualificaram como médicos, e que vão de enfermeiros até máquinas inteligentes, podem fazer muito do trabalho mais rotineiro”

“As pessoas que não se qualificaram como médicos, e que vão de enfermeiros até máquinas inteligentes, podem fazer muito do trabalho mais rotineiro, especialmente no caso de doenças crónicas, as quais, segundo a McKinsey, consomem até 60% da despesa global em cuidados de saúde. Os assistentes dos clínicos na América podem fazer cerca de 85% do trabalho de um médico de clínica geral, segundo James Crawley da Universidade George Washington. Mas os médicos estão interessados em defender o seu quintal”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“A Internet está a tornar a monitorização das doenças crónicas muito mais fácil. Há já sensores diminutos que, presos ao nosso corpo, ou dentro dele, podem informar o nosso médico (ou os seus sucedâneos computorizados) do nosso nível de insulina e sinalizar quaisquer problemas. Isto não significa apenas que precisamos de ir ao médico com muito menos frequência; também reduz as possibilidades de que uma condição crónica derive para uma emergência. Na Grã-Bretanha, uma experiência aleatória de controlo à distância examinou 6000 pacientes com doenças crónicas: as admissões nas Urgências desceram 20% e a mortalidade caiu a pique, 45%. O Centro Médico Montefiore de Nova Iorque reduziu as baixas hospitalares de pacientes mais velhos em mais de 30% por meio do uso de monitorização à distância para seguir os pacientes”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Um estudo do Instituto Wolfson de Medicina Preventiva verificou que cerca de 43% dos casos de cancro britânicos eram causados por factores ambientais e de estilo de vida. Quanto menos grandes fumadores e bebedores houver numa sociedade mais baixas as contas dos seus cuidados de saúde”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
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“Os eleitores nacionais elegem representantes dos partidos nacionais para os cargos públicos e esses representantes manejam os comandos do poder nacional”

“Os eleitores nacionais elegem representantes dos partidos nacionais para os cargos públicos e esses representantes manejam os comandos do poder nacional. Esse modus operandi parece agora um bocadinho antiquado. Está ameacado de cima e de baixo, muitas vezes por boas razoes.
de cima, a globalização está a mudar profundamente as politicas nacionais. Os politicos nacionais cederam cada vez mais poder, sobre o comércio e os fluxos financeiros, por exemplo, àquilo que pode em termos gerais ser designado por capitalismo global. Ou puseram em comum a soberania em varias entidades supranacionais, como a OMC ou a UE, ou entregaram o poder a tecnocratas, a banqueiros centrais, no caso mais notório, em ordem a granjear a confiança dos mercados”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Na Islândia o “Partido Melhor” obteve em 2010 votos suficientes para cogovernar a camara municipal de Reiquejavique (que é o mesmo que cogovernar a Islandia) com a promessa de que trairia as suas promessas e seria abertamente corrupto”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“A filiação nos partidos nacionais convencionais desmoronou-se, passando no caso da Grã-Bretanha de 20% da populacao em idade de votar nos anos 1950 para apenas 1% hoje em dia. Os partidos estao a ter maior dificuldade em ganhar maiorias. Em 2012, so quatro dos 34 paises da OCDE tinham governos com maioria absoluta no Parlamento”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
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Citações de Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”

Dizem que o nosso Serviço Nacional de Saúde é um dos mais baratos do mundo. É verdade. Mas é verdade também porque remunera mal. E daí a vaga recente de emigração de jovens médicos”
António Gentil Martins
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Portugal é o pais europeu com mais coberturas duplas (em seguros de saúde)”
António Gentil Martins
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Em Portugal, a privatização da Saúde deu-se por transferências do sector público para o sector privado de saúde”
Raquel Varela
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Nenhum hospital privado irá alguma vez financiar a formação dos profissionais de Saúde”
Raquel Varela
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Nos últimos anos, desnatou-se o SNS dos seus melhores profissionais”
Raquel Varela
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Há formação – neste momento – de monopólios de Saúde, numa concentração em duas ou três entidades ligadas ao capital estrangeiro”
Raquel Varela
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“O que se tem passado nas Urgências é inconcebível no século XXI e estes problemas têm sido amplamente noticiados como parte de uma estratégia para levar a transferências de doentes do sector publico para o privado (financiadas pelo Estado)”
Raquel Varela
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Porque se fazem em Coimbra tantas ressonâncias magnéticas como em Paris?!…”
Raquel Varela
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Sou absolutamente a favor da exclusividade dos profissionais de saúde. Sou contra a transferência de dinheiros públicos para a Saúde privada: é a porta aberta para a corrupção”
Raquel Varela
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“é dantesco saber que a limpeza dos hospitais (crucial para combater as infecções hospitalares) está entregue a pessoas que ganham apenas 2.5 euros por hora, ou seja, que ganham apenas para pagarem transportes e não perderem acesso à segurança social. O aumento de infecções hospitalares é hoje um importante factor de custo nos hospitais públicos”
Raquel Varela
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Nos últimos anos aumentaram os casos de “burn out” nos profissionais de saúde, levando a consequentes fenómenos de “bloqueio de empatia com o Outro”
Raquel Varela
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Em Portugal o aumento das taxas de produtividade conseguem-se sempre porque se aumentam as horas de trabalho e não porque se trabalha melhor isso leva ao erro e à exaustão”
Raquel Varela
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“O Serviço Nacional de Saúde faz parte do tipo de país que queremos. Não queremos um pais sujeito à soberania financeira, não solidário, em que cada um está por seu lado. Não queremos um pais em que principal valor é o Parecer. Neste tipo de pais não pode haver um Serviço Nacional de Saúde. Queremos este tipo de pais?”
Constantino Sakelariddes
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“é necessário um realismo financeiro (no Serviço Nacional de Saúde), mas este não pode ser fechado e não podemos tornar nisso a única prioridade”
Constantino Sakelariddes
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Criou-se uma hierarquia de politicas públicas:
1o Finanças
2o Economia e crescimento
3o Bem Estar
Mas isto não é razoável.
Nem o tipo de pais que queremos”
Constantino Sakelariddes
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Um terço das crianças que nascem hoje em Portugal, nascem pobres, em famílias pobres”
Constantino Sakellarides
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“A alternativa ao Serviço Nacional de Saúde são os grandes grupos económicos internacionais com gestores e accionistas anónimos, que não podemos responsabilizar democraticamente e cujos lucros e rendimentos exactos não conhecemos”
Constantino Sakellarides
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Portugal, dentro dos próximos anos, terá 50% de pessoas com rendimentos de sobrevivência”
Maria Perpétua Rocha
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Qualquer partido que fale do Serviço Nacional de Saúde não pode deixar de falar do pão”
Maria Perpétua Rocha
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“O Serviço Nacional de Saúde é um dos elementos civilizacionais do nosso Século XXI”
Maria Perpétua Rocha
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Chegámos a uma sociedade onde, pela primeira vez, temos governantes que nos dizem que o nosso futuro será pior que o nosso presente”
Raquel Varela
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“O Serviço Nacional de Saúde é o melhor serviço publico que o Estado fez depois do 25 de abril”
Alvaro Beleza
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“De todos serviços que o Estado presta a melhor é o Serviço Nacional de Saúde”
Alvaro Beleza
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“A atracção da Europa – testemunhada pela atual tragédia no Mediterrâneo – ocorre por ela é uma terra de liberdade e tolerância, mas também por é acolhedora, porque sabe e protege os cidadãos (Estado Social e Saúde Publica)”
Alvaro Beleza
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Temos uma Saúde Privada que é financiada em 50% pelos sistemas públicos. Pior: esta percentagem aumentou nos últimos anos”
Alvaro Beleza
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Os cidadãos dos EUA gastam o dobro do que nós gastamos com a Saúde (sobre os sistemas totalmente privados de Saúde)”
Alvaro Beleza
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Os portugueses pagam várias vezes pela sua Saúde: impostos, no privado, ADSE… Pagamos várias vezes para ter um só acesso a um sistema de saúde”
Alvaro Beleza
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Existe uma pressão – usando noticias e declarações politicas – para que os cidadãos migrem para os seguros privados de Saúde”
Alvaro Beleza
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Defendo a dedicação exclusiva dos médicos: é perigosa a tendência para se misturar interesses públicos com privados”
Alvaro Beleza
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Não deve haver taxas “moderadoras”: como se espera que um doente de um trauma urgente “modere” o seu acesso ao SNS?!”
Alvaro Beleza
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Defendo a criação de uma verdadeira central de compras única: cada hospital não pode continuar a comprar de forma isolada”
Alvaro Beleza
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Portugal tem grandes potencialidades na área do Turismo de Saúde”
Alvaro Beleza
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“A ligação entre Universidade, Laboratórios e grupos privados deve merecer mais atenção: a industria farmacêutica lusa exporta hoje mais que o vinho do Porto”
Alvaro Beleza
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
“Devemos poder escolher – ter liberdade de escolha – entre o serviço público a que queremos aceder: isso obriga a humanizar os serviços e a competirem entre si por uma melhor prestação de cuidados aos pacientes”
Alvaro Beleza
Debate COTS “Ressuscitar o Serviço Nacional de Saúde”
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A existência de 57 milhões de euros a distribuir pelos funcionários do fisco que consigam cobrar mais impostos é mais que imoral, é a causa de uma perigosa disfunção:

A existência de 57 milhões de euros a distribuir pelos funcionários do fisco que consigam cobrar mais impostos é mais que imoral, é a causa de uma perigosa disfunção:
Os funcionários do fisco não são representantes do “Estado cobrador”: são cidadãos (casualmente funcionários públicos) que interpretam a lei fiscal e de uma forma que se exige ser imparcial e justa, a aplicam sobre os cidadãos contribuintes.
Se dermos a estes funcionários avultados prémios pecuniários estamos a impedi-los de exercerem as suas missões com justiça e imparcialidade e a criar situações sistemáticas de injustiça e perseguição fiscal.
(Felizmente, alguns funcionários do fisco – que conheço – não se deixam corromper por estes prémios, mas que a tentação está lá, está)

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Portugal padece de uma anormal distorção

Portugal padece de uma anormal distorção que o distingue da maioria dos países europeus (com maior base industrial e tecnológica): existe, na sociedade civil, uma estranha desvalorização das pessoas que provém do “mundo do trabalho”, isto é, que mantêm alguma atitividade profissional longe da Academia, do Ensino ou do Estado. E uma estranha (e doentia) sobrevalorização daqueles que ganham a vida dando aulas, sobretudo no meio universitário.

Pouco importa o que sabe, pensa e (quase sempre) a via nepótica com que se ascendeu à Cátedra, mas em Portugal, falar do alto de uma Cátedra é sinal, quase sempre, de que se será ouvido. E falar de baixo, de uma Profissão, será sinal, quase sempre, de que não se será ouvido. É assim nos Partidos, é assim nas associações e nos movimentos inorgânicos da sociedade civil. Pior: é assim, inclusivé, entre os Pares, entre aqueles que provêm também do mundo do trabalho que, quase sempre, desprezam a opinião e pensamento dos seus Pares para escutarem apenas a dos “Doutos”, dos “Doutores”, frequentemente ignorantes, quase sempre arrogantes, praticamente todos nepóticos, que lhes falam de cima para baixo, em tom professoral, académico e pleno de certezas absolutas.

Esta doença tem nome: chama-se “academite” e é a inflamação da importância da Academia em Portugal estando também na base imediata que explica boa parte do nosso atraso atávico: se chegámos onde chegámos foi porque – também – não tínhamos uma Elite à altura das circunstancias: uma elite forjada numa Academia boçal, servil ao Poder, financeiramente dependente do poder económico e partidário, arrogante com todos aqueles que por ela não são ungidos e quase estéril de pensamento original e de ligação à sociedade civil e às comunidades que – supostamente – devia dirigir.

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Citações de “A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado”

“A taxa de criminalidade no mundo desenvolvido caiu dramaticamente desde meados dos anos 1990” (…) Uma razão está no declínio da oferta de criminosos. A maior parte dos crimes são cometidos por gente nova e o número de jovens tem diminuído. A principal razão, contudo, parece ser uma melhoria da nossa aptidão para prevenir o crime. Isto tem muito pouco que ver com policias nas ruas e muito que ver com tecnologia mais inteligente.
Parte desta tecnologia está a ser usada pela policia. Pode servir-se de computadores para descobrir “locais propensos” à criminalidade e distribuir as suas forças em conformidade: nalgumas áreas de Manhattan isto tem ajudado a reduzir a taxa de roubos em mais de 95%.
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
“Há cada vez mais provas de que os trabalhadores mais velhos podem ser úteis, com estudos que mostram que a atividade empresarial atinge o seu pico entre as idades dos 55 aos 64 anos. Ray Kroc estava nos 50 quando começou a edificar o sistema de franchising da McDonalds, enquanto o coronel Harland Sanders já estava nos 60 quando iniciou a cadeia da Kentucky Fried Chicken”
A Quarta Revolução, a Corrida Global para reinventar o Estado
John Micklethwait e Adrian Woolddridge
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Alcidio Torres e Maria Amélia Antunes, O Regresso dos Partidos

“Hoje, é uma evidencia a separação entre governados e governantes, as decisões politicas são tomadas por um grupo pequeno de pessoas e não por um numero considerável de representados.
Nem o argumento da eficácia pode justificar a pouca importância atribuída aos representados. É o envolvimento do maior numero de pessoas no processo de decisão que sustenta a eficácia da decisão e não o contrário.”
Alcidio Torres e Maria Amélia Antunes, O Regresso dos Partidos

Existe portanto uma necessidade imperativa de quebrar o vínculo entre deputados e Aparelho e de restaurar (se o houve alguma vez) o laço entre eleitor e eleito. As formas de fazer essa quebra e de repor esse vínculo são conhecidas, já foram amplamente experimentadas noutros países do mundo e estão ao dispor de todos os reformistas: são os círculos uninominais, a revogação de mandatos, o voto preferencial e as primárias para os círculos distritais de deputados.

As ferramentas são estas. Há vontade politica para as usar?

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